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quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Provavelmente não há vergonha

São 6000€ a pagar. A campanha nos autocarros foi possível graças ao Bus Slogan Generator, inspirado pela campanha publicitária com maior impacto dos últimos tempos, a do @AtheistBus claro. Falando nisso, geniais os slogans propostos para a expansão brasileira da dita.

quinta-feira, junho 14, 2007

O salazarismo nunca boicotaram

«O Vaticano exortou esta quarta-feira os católicos a retirarem o seu apoio financeiro à Amnistia Internacional (AI) devido ao recente compromisso da organização de defesa dos direitos humanos em prol da despenalização do aborto.

Um comunicado do Conselho Pontifical Justiça e Paz, órgão do Vaticano, anunciou mesmo «a suspensão das contribuições financeiras» da igreja católica à Amnistia. (...)

A Amnistia decidiu, em Abril, ocupar-se das questões relativas ao aborto, «na medida em que estão directamente relacionadas com a sua acção pelo direito à saúde e contra a violência exercida sobre as mulheres», segundo Riccardo Noury.

A ONG preocupa-se particularmente com o destino das mulheres vítimas de violações, incesto ou cuja vida é posta em perigo por uma gravidez. Contudo, não fará campanha global a favor da legalização do aborto, precisou.»

Quem quiser tornar-se sócio da secção portuguesa da Amnistia Internacional deve seguir este link. Recordo que a Amnistia foi fundada em 1961 pelo advogado britânico Peter Benenson, a partir de uma campanha contra a prisão pelo regime salazarista de 6 estudantes portugueses, que cometeram o "crime" de brindarem pela liberdade.

Actualização: A Amnistia Internacional já desmentiu a informação do Vaticano, que referia uma "suspensão das contribuições" da igreja católica à AI. Nunca a AI recebeu qualquer contribuição financeira do Vaticano ou de qualquer outra religião ou seita.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Afinal havia outra...

«La responsable del relevo vespertino de Losantos en la COPE, Cristina Schlichting, explicó desde su habitual columna en La Razón, que el reciente referéndum celebrado en Portugal, a favor del levantamiento de la prohibición del aborto, podría haberse planteado en los siguientes términos, en 1940: “¿Sería usted partidario de la despenalización de la interrupción de la vida de un judío si es realizada por opción de la raza superior, por el bien común, con sedación de ziklón B y en un centro de salud legalmente autorizado?”.»
...interpretação da pergunta do referendo de passado domingo. Não era só Marcelo e o papagaio Mendes a acharem-na mentirosa, traduzida em "espanhol da COPE" (rádio dos bispos espanhóis) dá isto que se vê. Depois de uma curta googlagem já deu para ver que esta Schlichting tem pretensões ao título de "Ann Coulter espanhola", até já escreveu um livro chamado, ó surpresa, "Politicamente Incorrecta". Das duas uma, esta gente do anti-PC ou se extinguirá pelo tédio, ou vencerá pela banalização da estupidez...

"Sim ganha no continente mas perde face ao Não ilhéu"

Que pena ninguém ter feito manchetes destas em 1998. Agora não houve tanto pudor...

Cuidado com os batoteiros

«Porque será que dou por mim a começar a desconfiar em relação ao debate em volta do chamado "período de reflexão"? Porque será que suspeito que os partidários do "Não" procuram agora ganhar na secretaria aquilo que não ganharam pelo voto?

Quem fará este aconselhamento? O aconselhamento terá como fito certificar que a mulher que quer abortar o faz voluntaria e conscientemente? Ou será uma forma de lhe dificultar o acesso à interrupção da sua gravidez? Caso seja a primeira opção nada a dizer. Caso tenhamos médicos, ou outros técnicos de saúde a utilizarem estas consultas como forma de procurarem condicionar a vontade da mulher então tudo mal.»
E convenhamos que quem passou a campanha a dizer que o Sim era sinónimo de "aborto livre" ou "liberalização total", ficou agora sem legitimidade para exigir o que quer que seja... E quanto ao sr. presidente, se não curte "feridas na sociedade", o melhor a fazer é não criar qualquer tipo de obstáculo às decisões dessa mesma sociedade. De outro modo depois verá o que são feridas a sério...

domingo, fevereiro 11, 2007

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

If you could eradicate misogyny, homophobia would evaporate

É também por isto que no domingo o nosso voto só pode ser Sim. Ainda tens algumas horas para convencer todos os que te rodeiam, que não falte ninguém no domingo.

Reflexão Sick

Desde que a SIC se transformou no Canal Floribella que praticamente a deixei de ver. Mas várias pessoas me têm assegurado que a parcialidade deste canal em relação ao referendo é em tudo comparável à da RTP, até as novelas brasileiras são transmitidas com o timming certo para favorecer o Não. Agora soube que amanhã, dia de reflexão, a SIC vai transmitir uma reportagem com o sugestivo título "O bebé milagre". No comments.

Os 25.000 Euros de Matilde Sousa Franco

Um dos argumentos que o Não tem usado nesta campanha é o de que o aborto clandestino não se combate com aconselhamento médico, mas com punição penal e apoio à maternidade (dando só ênfase ao segundo ponto, claro). O "trunfo" que usam costuma ser o das associações de solidariedade privadas que gerem, e que vivem dependentes de subsídios do estado. Escusado será dizer que as grávidas que procuram ajuda nestas instituições são mulheres que já decidiram levar avante a sua gravidez. E que o estado devia ajudar todas as grávidas directamente, e não subsidiando associações políticas de carácter privado, a solidariedade privada deve ser isso mesmo, privada, subsidiada portanto com fundos privados.

Mas estas desonestas subtilezas do discurso do Não atingiram um novo baixo de honestidade com o depoimento de ontem de Matilde Sousa Franco, no tempo de antena da Não Obrigada. Matilde contrapunha à nossa despenalização do aborto o subsídio criado pelo governo alemão, de 25.000€, para as mulheres grávidas, em Janeiro último. "Moderno é votar Não" assegurava. Como se de um voto Não dependesse a criação de subsídio idêntico em Portugal. Esquecendo que a Alemanha tem a lei do aborto que se quer para Portugal, votando Sim. Esquecendo que o Não venceu em 1998 e nem por isso o apoio à maternidade aumentou, mesmo havendo pelo meio dois Primeiros Ministros de direita...

Mulheres grávidas de Portugal, se o Não ganhar não hesitem, vão bater à porta da seu dona Matilde e exijam o dinheiro que vos prometeu.

Errata: Afinal o subsídio do governo alemão não é às grávidas, mas às novas mães. Não se entende por isso o elogio de Matilde, pois para o governo alemão um feto não é merecedor do subsídio, só um recém-nascido o é.

A mulher dos 7 abortos

Não sei que tipo de credibilidade se pode dar ao depoimento, visto num dos tempos de antena da Plataforma Não Obrigada, de uma mulher que dizia ter feito 7 abortos quando era jovem, que se arrepende muito e que por isso vota Não. A senhora é claramente pouco bafejada pela inteligência, só pode sê-lo para ter feito tantos abortos num tão curto espaço de tempo. Mas o mais extraordinário é ver alguém que afirma ter feito todos esses traumáticos abortos durante a vigência da actual lei, a lei que afinal defende votando Não. Uma pena que a defesa não vá até às últimas consequências, entregando-se numa esquadra, como conviria.

Será ela a musa inspiradora dos discursos do Não, que descrevem a mulher portuguesa como uma abortista compulsiva?

Concorda que o aborto deixe de ser um assunto de justiça criminal e passe a ser tratado como um assunto de saúde?*

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

ALERTA: "Não" está a divulgar apelos por e-mail para que façam campanha por SMS no Domingo

Os movimentos do Não estão a espalhar e-mails a apelar às pessoas para que façam campanha pelo Não, via SMS, no próximo domingo, o que constituiria uma violação flagrante da lei eleitoral.
«Foi nos pedido que no Domingo gastassemos o saldo do telemóvel a mandar mensagens para toda a lista telefónica a lembrar a mecessidade de ir votar... "NÃO". Espalhem essa mensagem e lembrem-se que foi assim que o Zapatero ganhou as eleições em Espanha.»
Lê-se num dos e-mails, assinado pelo departamento de relações públicas do movimento "Minho com vida". Mais um, dos muitos, golpes sujos que o Não tem feito ao longo desta campanha...

PS: É óbvio que qualquer um de nós é livre de falar com amigos sobre o referendo quando bem entender. Lembrar que é dia de votar, é até uma obrigação de todos os que acreditam na validade do instituto do referendo (mesmo que não concordando com este especificamente), e a SMS é certamente o mais eficaz lembrete. O que choca neste caso é a premeditação conspirativa e o apelo descarado a um certo sentido de voto, e pior, associar o nome de Zapatero a este tipo de práticas. Há gente com um sentido muito deturpado sobre o que seja a democracia...

Quando só se tem a Kátia

O roubo é a única alternativa, a bem da vida dos tímpanos, claro. Tudo pela vidinha.

Actualização: também a Plataforma Não Obrigada usou sem consentimento uma música dos Madredeus, adianta a edição em papel do JN de hoje, e a Teresa Salgueiro não gostou mesmo nada.

UE ou CPLP?

Os rappers que comentei aqui em baixo são angolanos. Vejamos como está a situação em Angola:

«Em Angola, dez por cento das mortes maternais têm origem no aborto clandestino e a pena de prisão pode ir até aos oito anos. A polícia tem até piquetes nos hospitais para interrogar as mulheres que chegam com complicações pós-aborto.»
Também do Brasil chegam novos apelos ao Não, via telenovelas.
«Pesquisas indicam que todos os anos ocorrem no Brasil entre 750 mil a 1 milhão de abortos clandestinos, cujas complicações constituem a quarta causa de morte materna no país. Segundo dados oficiais, cerca de 250 mil mulheres são internadas por ano em hospitais da rede pública de saúde para fazerem raspagem do útero após aborto inseguro, a maioria é jovem e pobre.

O Código Penal do Brasil, de 1940, considera o procedimento crime, excepto em duas situações: gravidez resultante de violação e risco de vida da mãe. Uma terceira possibilidade diz respeito ao aborto terapêutico para casos de anomalias fetais incompatíveis com a vida, isto é, quando o feto apresenta má-formação severa ou acefalia.»

No próximo domingo temos duas hipóteses, continuar com o modelo usado na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), ou passarmos a usar o modelo mais usado na União Europeia (UE), podendo transformar Portugal num exemplo positivo para a restante CPLP. Seja como for, orgulhosamente sós não estaremos... e quanto a pioneirismo, só mesmo ao nível da CPLP e se votarmos Sim.

No país da iliteracia 2

«O líder do PSD, Luís Marques Mendes, considerou hoje "radical" e "extremista" a posição do primeiro-ministro, José Sócrates, de recusar alterar a lei sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez caso o "não" vença no referendo do próximo domingo.»
Imaginem o disparate que era se em caso de vitória do Não à despenalização, não se despenalizasse. Imaginem o que era respeitar essa possível vontade do eleitorado. Até pareceria que estamos num estado de direito. Marques Mendes é bastante lúcido, é uma república das bananas e devemos orgulhar-mo-nos disso. Se a actual lei mal se cumpre, porque raio havíamos de respeitar os resultados de domingo, sejam eles quais forem?

PS: Ainda há gente com tino no PSD.