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terça-feira, setembro 09, 2008

'Tá difícil p'ra ressuscitar a manada rénica


Oremos aos Sigur Rós pelo milagre. (Vídeo censurado no YouTube ... no comments.)

segunda-feira, março 17, 2008

Diz que é uma espécie de justiça e liberdade de expressão

«O Tribunal de Setúbal condenou José Falcão, dirigente do SOS Racismo, a 20 meses de prisão - com pena suspensa - e mais 4 mil euros de multa, pelo crime de "difamação agravada" de um colectivo de juízes. Em 2004, José Falcão acusou um colectivo de juízes de Setúbal de adoptar "uma justiça para ricos e brancos e outra para pobres e pretos". Em causa estava a absolvição total do polícia que em 2002 assassinou à queima-roupa Toni, um jovem do bairro da Bela Vista, em Setúbal.»
Isto li estupefacto há dias no Arrastão, blog de Daniel Oliveira. É mau demais para comentar. Mas provando que o que pior funciona neste país é mesmo a justiça, leio isto hoje no Público:
«O colunista do "Expresso" Daniel Oliveira foi condenado pelo Tribunal de Lisboa a pagar ao presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, a quantia de dois mil euros pelo crime de difamação.»
Quem conhecer algum sujeito mais bronco e mal educado que o sr. Madeira que guarde a sua pedra contra a justiça portuguesa. Todos os outros é favor atirarem-nas com força, que se há classe profissional que tem estado imune às mais que merecidas críticas, é a classe dos srs. drs. juízes. Tenham vergonha.

Adenda: ao contrário do que noticia a Lusa o tribunal é o do Funchal (surpresa!) e não de Lisboa, e a sentença já foi lida há uma semana, mas acharam por bem guardar para hoje a divulgação. O texto pelo qual o Daniel foi condenado pode ser lido aqui, e é uma resposta a Jardim na altura em que este chamou "bastardos" e "filhos da puta" aos jornalistas do continente. Jardim nunca foi julgado pelos insultos porque goza de imunidade e sempre se recusou a levanta-la. No entanto é público que já se mascarou por diversas vezes de palhaço, facto que o Tribunal do Funchal (where else?) optou por não levar em consideração.

domingo, janeiro 06, 2008

Censurado em França

Parece que o problema é que é um anúncio "hipersexual", mas pelos vistos vêem-se muitos anúncios destes, também em França, em modo heterossexual, sem que por isso se tornem hipers, categoria reservada aos homos, portanto.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Fónix: a reacção do Vaticano ao "A bússola dourada"


E eu que nem estava nada virado para o ir ver, cheirava-me a senhores dos anéis, afinal lá terei que ir... Ter a Nicole era meio caminho, o Vaticano dizer fónix é o meio que faltava.

Site oficial aqui, trailer legendado acolá e o livro além.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Beijinhos SICk

Já tinha comentado n'Os Tempos que correm que o novo anúncio da Dolce & Gabbana era giro e tal, mas eh... ainda deixava muito a desejar. Cito-me: «um beijo demasiado curto, num anúncio demasiado irreal, a um produto luxuoso (caprichoso?), e os beijantes são o reflexo de si próprios». Ora acontece que até então só tinha visto o anúncio na RTP, e agradou-me o facto de o ver durante o dia e não atirado para o final da emissão. Mas eis se não quando o sintonizo na SIC, e... saltaram a parte do beijo! Ainda pensei que fosse distracção minha, mas pouco depois lá passa a versão a terminar com as meninas, clones uma da outra, e... abraçadas também, sem beijo. Na SIC, o beijinho já de si breve e auto-contemplativo, sumiu. Cadê? Porquê?

Já agora, e na TVI, alguém sabe se passa, quando e como?

quinta-feira, dezembro 06, 2007

4 pessoas detidas em Vigo por mais uma queima da foto do João Carlos

Para que não se pense que o culto de personalidade não é para levar a sério, das moedinhas aos selos, até às leis especiais contra opositores, upa, upa. Tendo isto acontecido a cerca de 30km da fronteira portuguesa, temos o dever de solidariamente aproveitar os últimos magustos para assar algumas Holas e Caras que tenham a real focinheira na capa.

sexta-feira, novembro 30, 2007

O acordo e o mercado africano

Vale a pena ler o dossiê de ontem do Público sobre o acordo ortográfico. Para os editores portugueses o que está em causa é sobretudo África, onde são reis e senhores sem esforço (exceptuando uns problemitas). Com o acordo a coisa deixa de ser assim fácil, e pior, até por cá haverá concorrência. Resumindo, uns estão preocupados com a manutenção dos seus negócios fáceis, recusando ver que oportunidades não faltam com o acordo, e outros estão preocupados com o futuro da língua. Estou naturalmente entre os segundos. E por isso espero sinceramente que atrás do Brasil siga Angola e Moçambique, para termos o prazer de ver os editores portugueses a gritar nas ruas pela aplicação do acordo.

Entretanto, falando de livros, Angola e de editores portugueses:

«A publicação de "Purga em Angola", polémico ensaio sobre o sangrento contragolpe de 27 de Maio de 1977 no seio do MPLA, tem valido aos seus autores, o casal de investigadores Dalila Cabrita Mateus e Álvaro Mateus, uma série de "ameaças e tentativas de intimidação", confirmadas, ao JN, pelos próprios. Além disso, é quase impossível encontrar o livro à venda.

(...) A docente universitária garante também que "uma semana antes do lançamento, quando os autores ainda não tinham visto o livro, já na Embaixada de Angola alguém se gabava de o ter e de o ir mandar para Angola".

As suspeitas adensaram-se a partir do momento em que a tiragem rapidamente esgotou e, apesar das sucessivas promessas nesse sentido, o stock não foi reposto. "Há praticamente um mês que não existem livros à venda", acusa Dalila Cabrita Mateus, para quem "não admira que, com esta embrulhada, apareçam pessoas a dizer que boa parte da edição foi vendida a Angola para ser queimada. Ou, então, a afirmar que Angola comprou a distribuidora e esta retirou os livros do mercado".

Carlos Araújo, editor da ASA responsável pelo livro, desmente eventuais pressões sofridas e atribui à situação interna da empresa, adquirida há cerca de dois meses pelo grupo de Miguel Paes do Amaral, as dificuldades no lançamento de uma nova edição. (...)
»
Passaria o mesmo se a editora fosse brasileira?

quarta-feira, setembro 19, 2007

Suck it Jesus!


Esta é a versão não censurada. A petição anti-talibanismo cristão pode ser assinada aqui. Mais informações sobre o caso em português aqui. Kathy Griffin és GRANDE!

sexta-feira, julho 27, 2007

A máfia do copyright volta à carga

A forma como tem sido noticiado o encerramento de três sites de partilha de ficheiros pela PJ/ASAE, mostra como a maioria dos jornalistas percebe tanto do assunto quanto a polícia/pau mandado da máfia do copyright. Encerrar esses sites porque eventualmente haja quem os use para trocar ficheiros cujos direitos de autor não lhes pertençam, faz tanto sentido quanto encerrar o Blogger porque há blogs que violam o segredo de justiça, ou fechar o Miau.pt porque há gente que lá vende telemóveis roubados. Se a prevenção do crime justifica o encerramento de sites que são meras ferramentas com infinitas possibilidades de uso, legais ou não, mais vale à PJ encerrar de vez a internet. A máfia do copyright certamente que aplaudiria de pé.

Entretanto pode ser lido aqui o comunicado de uma das vítimas deste caso de abuso policial e ataque à liberdade e privacidade on-line.

terça-feira, julho 24, 2007

quinta-feira, julho 12, 2007

Miss Kitty censurada, Getafe resiste e Sócrates, que fará?

Bento 16 nunca pareceu tão disponível para amar, como Jesus mandava de resto. Chama-se "Miss Kitty" a obra que acabou por ser censurada em Milão, por pressões do Vaticano.


Já o anúncio do Getafe C.F. continua a passar na TV, por muito que isso desagrade às sotainas locais.

Agora só não sabemos se Sócrates será mais uma Miss Kitty ou pelo contrário, não põe nada à frente dos interesses da República, como fazem os adeptos do Getafe com o seu clube.

quinta-feira, junho 21, 2007

Bicharada contra-natura

Logo à noite, pelas 23h30, a RTP2 transmite o primeiro documentário da série "Animais como Nós", «Uma fascinante série documental que questiona a separação que as nossas culturas e religiões tentaram estabelecer entre os seres humanos e os animais.». O resumo do programa a transmitir hoje, "Animal Homosexuality": «De acordo com recentes pesquisa científicas mais de quatrocentas e cinquenta espécies diferentes de animais entregam-se a actividades homossexuais, expressando-as de várias maneiras como a cortesia, a afeição, ou o acasalamento. Com a ajuda de pesquisas científicas recentes e de filmagens inéditas em diferentes locais do mundo, este programa examina e revê os fundamentais paradigmas da natureza.». Promete!

Adenda: Típica RTP, afinal o episódio exibido foi sobre a linguagem. De acordo com o site da distribuidora, esse é o 3.º, sendo o relativo aos comportamentos homossexuais nos animais o 1.º, tal como a RTP indicava no seu site. Mas a RTP conta apenas 6 episódios, quando a distribuidora diz ser uma série de 10. Ainda segundo o site da RTP2, na próxima semana será a vez de ser emitido o segundo episódio, "Animal Medicine". Pelo que só o diabo poderá prever o que será de facto emitido. Seja como for, o de hoje pareceu-me muito bom, pelo que vale a pena acompanhar a série por inteiro (ou 6 de 10, pelo menos), e com um bocado de sorte lá passarão o dos bichinhos bichas. Isto se o não ter passado hoje foi mesmo "azar", e não censura. É melhor escrever à RTP a perguntar...

sábado, junho 02, 2007

Separados à nascença?

Os gémeos Kaczyński, que governam e presidem a Polónia, a ladear Daffyd, the only gay in the village. As semelhanças físicas são notórias, mas creio que foram sobretudo os desejos e frustrações partilhados com Daffyd o principal motivo para a censura desta cena em especial do "Little Britain". I've said it before vicar, and I'll say it again: what that boy needs is a nice big cock up is arse. Definitivamente a moral da estória vale para os três.

sexta-feira, junho 01, 2007

Se fosse na Venezuela não se falaria noutra coisa

E muito pior:
«La Fundación 'Igualdad', que agrupa a los colectivos de homosexuales y lesbianas polacos, ha denunciado que la Policía ha emprendido una campaña de incitación a la denuncia entre las personas con esta orientación sexual.

La operación de recopilación de datos sobre los homosexuales se desarrolla en toda Polonia, según relató al diario varsoviano 'Metro' Janusz Boguszewicz, periodista de los portales en internet de los colectivos homosexuales.

'Fui citado por la Policía a la comisaría, donde se me interrogó exigiendo información sobre todos mis amigos y conocidos homosexuales', dijo Boguszewicz.

El policía que le interrogó tenía sobre la mesa varios artículos escritos por Boguszewicz y publicados en internet, y quería saber quién le había inspirado para escribirlos.

Cuando Boguszewicz denunció lo que le había pasado inmediatamente informaron sobre sucesos similares muchos otros homosexuales de diferentes ciudades.

Szymon Niemiec, homosexual domiciliado en Varsovia, denunció que él había sido interrogado por agentes de la Agencia de Seguridad Interior.

'Me preguntaron por los activistas de nuestras organizaciones, me enseñaron sus actas y pude convencerme de que la Policía hace un seguimiento muy minucioso de todos los asuntos relacionados con la homosexualidad que aparecen en internet', señaló Niemiec.

Malgorzata Rawinska, de la Fundación 'Igualdad', opina que la Policía quiere que los homosexuales sepan que están sometidos a un estricto control y que el objetivo de toda la operación es asustar a esos colectivos para que vuelvan a tener miedo a manifestar sus ideas en público.»
Via Chuza!.

O Tinky Winky safou-se, mas o Daffyd ficou mais só que nunca

segunda-feira, maio 14, 2007

A "nova" França

«O semanário francês "Le Journal du Dimanche" (JDD) recusou-se a publicar ontem um artigo revelando que Cécilia Sarkozy não votou na segunda volta das recentes eleições presidenciais francesas. Trata-se da mulher do eleito sucessor de Jacques Chirac no Palácio do Eliseu, que derrotou a socialista Ségolène Royal, no passado dia 6. A denúncia surge no site de informação www.rue89.com - lançado há dois meses por três ex-editores do diário "Libération", Pascal Riché, Laurent Mauriac et Pierre Haski -, e segundo o qual os jornalistas do JDD (semanário que pertence ao grupo Lagardère) descobriram, através de investigação a cadernos eleitorais, que Cécilia Sarkozy não tinha votado na segunda volta das eleições presidenciais. O site "rue89" adianta ainda que gente dos círculos próximos de Sarkozy "pressionou" o patrão do grupo Lagardère, o que já foi desmentido por Franck Louvrier, porta-voz do eleito presidente da França. O referido site - que classifica o facto como o "premeiro caso comprovado de censura da era Sarkozy" - revela que a notícia chegou a estar alinhada, para publicação, na agenda do jornal. No entanto, "um telefonema de Arnaud Lagardère levou o chefe de Redacção, Jacques Espérandieu, a retirar a notícia da agenda, no último momento", revela "rue89".»
A notícia do Rue 89 aqui. Sobre o "curioso" casamento de Sarkozy, um auto-proclamado paladino da moral e bons costumes, também vale a pena ler um artigo do NYT («A ‘First Spouse’ in France? Not Any Time Soon») que deu que falar antes das eleições. A linha que separa a informação relevante da mera cusquice familiar é muitas vezes difícil de traçar, mas estas tentativas de censura a par do uso dos "valores familiares" como trunfos políticos apagam qualquer dúvida quanto à relevância destas informações.