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sábado, abril 12, 2008

3.ª temporada de "Erva" estreia na segunda na RTP 2


E logo a seguir estreia a primeira de "Californication", às quartas continua o "Dexter" e à sexta a "Brothers & Sisters", tudo bons motivos para o parlamento galego ter exigido por unanimidade a emissão dos canais portugueses na Galiza: cá as melhores séries americanas estreiam mais cedo e com o som original.

PS: E para quem já não se lembra de como terminou a 2.ª temporada, aqui ficam os últimos 5 minutos (já agora, a RTP anda a repetir as duas primeiras temporadas de madrugada):


[http://videos.sapo.pt/MRmRCP2P3doZK4zC2VS4]

sexta-feira, março 14, 2008

Se calhar é porque ficam caladinhos sempre que uma tragédia acontece

«“Nenhuma entidade ligada à canicultura foi contactada pelo Ministério da Agricultura" denunciou ao Público o presidente do Rotweiler Clube de Portugal. Hugo Ramos reagia ao anúncio, feito esta manhã, pelo ministro da Agricultura, Jaime Silva, de que irá assinar, na próxima semana, um despacho proibindo a importação, criação e reprodução de cães de sete raças consideradas perigosas, entre elas os rotweiler.»
Já não era sem tempo! Haja bom senso no governo, já que ele está ausente entre a esmagadora maioria de donos de cães, sejam ou não de raças altamente perigosas. Ainda hoje vi um miúdo de 7/8 anos a passear sozinho com um boxer, sem trela e muito menos açaimo. Sim já sei, é um cão fofinho, amigável, nunca fez mal a ninguém... a lengalenga do costume, até ao dia em que faz efectivamente mal a alguém e todos levam as mãos à cabeça e as associações de canicultura desaparecem do mapa. E tragédias destas acontecem quase diariamente. Que esta lei seja para aplicar, já que a que obriga trelas e açaimos nos passeios nunca o foi.

PS: Já esta espero que seja só mais um delírio da agência Lusa.

domingo, fevereiro 24, 2008

A Gisberta foi assassinada há 2 anos

«Entretanto, Lino Maia, no topo da hierarquia das Oficinas, provou-nos que é um cidadão tão notável que até ganha prémios, como este [Prémio Rádio Clube/jornal Metro]: é o "Cidadão Anónimo" das "Personalidades que marcaram 2007". Descobriu-se que os jovens ao encargo da instituição eram mantidos em condições de higiene execráveis - lençóis sujos de urina ficavam no lugar dias e dias - os monitores roubavam os presentes que os familiares traziam às horas de visita, e as agressões - de funcionários a jovens, e dos jovens a outros jovens - eram o prato do dia num restaurante com ementas previsíveis, fiscalizado e aprovado não pela ASAE, mas pelos próprios cozinheiros. E Maia a isto negou, ou desvalorizou. Os pratos ou só pontualmente sabiam mal, e até eram globalmente bons, tendo em conta os "utentes" que deles usufruiam. E, para ele, funcionário da Igreja Católica, assim que a história atingiu as páginas dos jornais, o homicídio foi culpa de um "pedófilo" que andava a assediar os seus meninos, e cuja "existência" nunca foi mencionada pelas "vítimas".»
Isto e muito mais no FishSpeakers.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Rio de Dezembro


Só hoje me deu para ir procurar ao YouTube o tão falado vídeo do gang da Ribeira, aka Grupo Terrorista da Ribeira, ei-lo. Fiquei no entanto com a dúvida se se pode classificar como um coro de queixas ou não, o género musical que recomendo para estes dias invernosos. Seja como for aqui fica, que a divulgação da nova música portuguesa nunca é demais. Ou sim. Mas giro giro era mandar estes meninos à Eurovisão, não havia máfia de Leste que travasse a vitória tuga :) Será que as pulseiras electrónicas funcionam em Belgrado?

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Onde é que isto vai parar!?

Assim começou o Jornal da Tarde da RTP, pela voz de Carlos Daniel, a propósito de um homicídio de um segurança do Porto. Lanço a mesma pergunta, mas antes a propósito do jornalismo sensacionalista da RTP. Onde é que isto vai parar?

Pior. Além do tom "conversa de café" e do histerismo com que são apresentados os serviços noticiosos da televisão pública (com a falta de qualidade e rigor da privada posso eu bem, não me sai do bolso), nem sequer os casos de faca e alguidar aos quais a TV decide dar máxima importância são apresentados com um mínimo de profundidade. Quais moços de recados do palhacinho de serviço, todos acorrem a interrogar o governo. Mas ninguém é capaz de fazer as perguntas verdadeiramente incómodas e a quem de direito. Quantos agentes da PSP são também seguranças? E de que forma isso interfere com a investigação?

Agora, falar em "guerra" ou "onda de homicídios" no país onde só no ano passado pelo menos 39 mulheres foram assassinadas pelos maridos ou companheiros, sem que tais casos tenham sido notícia fora das páginas do CM e JN, é um bocadinho despropositado não? Ou será que há assim tantos espectadores que sejam seguranças da noite do Porto e devam por isso ser alertados via RTP?

segunda-feira, outubro 01, 2007

Um filme sobre corrupção policial que se torna um sucesso antes mesmo de estrear, graças à pirataria


As ironias não acabam aí, pelo meio houve quem, na polícia, o quisesse censurar. No Brasil não se fala noutra coisa. Excepto talvez o final da telenovela Paraíso Tropical, que aliás conta no seu elenco com dois dos protagonistas deste Tropa de Elite. Site oficial e curta entrevista com o realizador. Promete.

quarta-feira, setembro 19, 2007

Pacheco Pereira está à espera de quê para se retractar?

Sinceramente estou um bocadinho farto de ouvir aquela estória da blogosfera ser muito rigorosa com os erros dos bloggers, de não se poder um passo em falso, pata ti pata tá, e constatar na prática que afinal é uma mera reprodução on-line das patacoadas diariamente impressas nos jornais.

O que José Pacheco Pereira escreveu sobre o caso do neo-nazi Mário Machado, foi de tal forma erróneo, demagógico e imbecil, que só à luz de uma profunda ignorância e precipitação se poderia compreender vindo de alguém que se espera ter um mínimo de honestidade intelectual.

Seja como for, com todas as notícias entretanto saídas a público, deixou de haver possibilidade de ignorância sobre a verdade do caso. Sendo portanto de exigir, a bem de um mínimo de credibilidade, uma retractação de Pacheco. Mentir e ludibriar não podem continuar a ser aceites como técnicas de argumentação legítimas entre os comentaristas portugueses. De uma vez por todas!

sexta-feira, setembro 07, 2007

Nota prévia: o editorial que se segue não é do Correio da Manhã

«Num dia em que voltaram a levantar todas as teorias sobre o destino de Madeleine, a criança inglesa desaparecida no Algarve há mais de quatro meses; duas semanas depois de terem sido mortos a tiro empresários e seguranças da noite de Lisboa e Porto; após uma semana de assaltos à mão armada (bancos, carrinhas de valores e, ainda ontem, uma ourivesaria), que também fizeram vítimas; não podia ter sido mais inoportuno da parte do Governo anunciar os números da criminalidade e dar destaque à diminuição do crime violento
Inoportuno para quem? Só se for para quem se dedica a explorar o crime, fazendo sensacionalismo diário com casos relativamente isolados e que as estatísticas não se cansam de demonstrar serem em muito menor número em Portugal do que na maioria dos países europeus.
«Primeiro porque são números que dizem respeito apenas aos primeiros seis meses do ano, ou seja, até Junho. E que, seguramente, os factos de Julho, Agosto e este agitado início de Setembro vão fazer disparar. Depois porque dá a ideia de que a indicação dada às forças de segurança é a de encarar os últimos casos com normalidade.»
Irão fazer disparar? Se até o caso Madeleine, ocorrido em Maio, teve que ir buscar para a lista!? E a polícia deve encarar o crime como? Histericamente resultará melhor? Do que encarar com profissionalismo, como é suposto fazerem-no todos os dias, já que diariamente é esse o seu trabalho, combater o crime?
«Quando os factos contrariam os números, não há percentagens ou décimas tranquilizadoras. O que descansaria os portugueses era ver os últimos acontecimentos tratados como excepções: pelas forças de segurança e pelo Governo. Para não temerem que a violência generalizada esteja a instalar-se no País. Para poderem continuar a achar que se trata apenas de casos pontuais.»
É óbvio que não há estatística que valha a quem acabou de ser vítima de um crime. A probabilidade de nos cair um raio em cima da cabeça é desprezável de tão baixa, mas um dia que caia, de nada nos irá valer a ínfima probabilidade. O histerismo e indignação são perfeitamente compreensíveis e justificáveis vindos da boca de alguém que acabou de ser assaltado. No editorial de um jornal que se diz de referência é apenas histérico e sensacionalista.

Os factos não contrariam os números, até porque estes se limitam a contabilizar os factos. É o exagerado destaque dado a factos isolados e o nulo destaque dado à regra (ainda ontem ouvi um agente da PSP explicar que há 2 anos que não havia um assalto à mão armada em Viana do Castelo) que criam sentimentos colectivos de insegurança, sem qualquer correspondência com a realidade, mas apenas com as manchetes dos tablóides (editorial do DN incluído no lote).

Não é demais recordar: «Segundo o professor [Cândido Agra, presidente da Sociedade Portuguesa de Criminologia], Portugal é um país com medo. Ao estudar a insegurança deparou-se com um paradoxo ao mesmo tempo que Portugal é o país com o menor índice de criminalidade da União Europeia, por outro lado, é o "mais medroso", caracterizou o professor.» Isto interessa a quem? Não tem já o país problemas de sobra para se andar a deprimir com os que não tem?

terça-feira, agosto 21, 2007

O silêncio ensurdecedor de Cavaco Silva

«O PSD recebeu ilegalmente em 2002 mais de 233 mil euros em donativos indirectos da construtora civil Somague, revela um acórdão do Tribunal Constitucional, citado pela Lusa.O Tribunal Constitucional deu como cabalmente provado que a Somague, SA pagou uma factura no valor de 233.415 euros por serviços prestados ao PSD e à JSD pela empresa Novodesign, embora afirme "ignorar o que fundamentou tal liberalidade", refere o acórdão, de 27 de Junho passado.»
Onde está Cavaco para exigir uma investigação exaustiva? E o cumprimento escrupuloso da lei? Bem sei que isto de andar a homenagear os brilhantes autarcas algarvios é coisa que ocupa imenso, mas não queira Cavaco ser apenas o presidente dos campos de milho, é que as suas responsabilidades vão muito além disso... E a promiscuidade entre partidos e construtores civis é, convenhamos, problema muito mais grave e entranhado no país que o vandalismo de milheirais. Aguardamos então a reacção presidencial.

segunda-feira, junho 04, 2007

A memória é curta: assassinos em série de Portugal

Com o julgamento do "serial killer de Santa Comba Dão" ouvem-se expressões como "o primeiro serial killer português" - ouvi-o na RTP. E daí se ouvem conclusões fáceis sobre a suposta criminalidade "como nunca se viu". Nada mais longe da realidade, como o demonstra bem o 9º lugar no ranking mundial da paz, que se fosse calculado desde a fundação, teria certamente agora o seu melhor resultado de sempre para Portugal. Voltando aos serial killers, lembro apenas dois, o último homem e a última mulher condenados à morte em Portugal.

A cabeça de Diogo Alves

Em 1841 foi executado Diogo Alves. Um dos milhares de imigrantes galegos que à época viviam em Portugal, vindo de Santa Xertrudes de Samos em Lugo, e que se dedicava a assaltar pessoas no Aqueduto das Águas Livres em Lisboa, atirando-as de seguida dos arcos abaixo. Chegou-se a pensar que se tratava de uma onda de suicídios, desconhecendo-se ao certo o número de vítimas (na ordem das dezenas). A cabeça do assassino encontra-se hoje "engarrafada" no dito monumento. O primeiro filme ficcional português, de 1911, foi sobre os seus crimes. Recentemente foi reeditada uma biografia romanceada, cuja primeira edição data de 1877. E Philip Graham [dica do Miguel] tem no YouTube um breve filme: «Bring me the head of Diogo Alves!».

Já a última mulher a ser condenada à morte em Portugal foi Luísa de Jesus, nascida em Coimbra. Tinha apenas 22 anos quando, em 1772, foi condenada pela morte de 33 recém-nascidos, que "levantava" na roda, recebendo assim 600 réis por criança, um subsídio que deveria ser usado na sua criação.

Como se vê, Portugal já teve assassinos bem mais sanguinários, e não era a existência da pena capital que os evitava...

sábado, maio 19, 2007

Madeleine-hysteria.com

«In these days of mass media sophistication, no one needs it explaining to them that where a child who gets kidnapped is news, a pretty child who gets kidnapped is headline news and a pretty child who gets kidnapped and whose parents save lives for a living and go to church is rolling news. Even so, in the days since she disappeared, the Madeleine campaign has, for scale of involvement, outdone anything we've seen before. (...)

There have been mutterings that this is a post-Diana thing. But much of the response seemed to have more to do with the News of the World's erstwhile anti-paedophile campaign, and the general hysteria that governs "right" versus "wrong" parenting. (...)

No wonder the stampede to share the McCanns' pain has been so thunderous - although before the family's impeccable credentials became clear, one imagines there was a conflict in some tabloid newsrooms over Parents who left their kids alone while they had dinner, versus Evil Paedophile Under the Bed, he's coming for your kids next. (...)

Of course, at root, people only want to help. But their exaggerated responses look from some angles like self-gratification. "Help us," wrote one group of people who had never met the McCanns, to another group equally remote from them. (...)

This is not how it came across, however. At this stage, we are so absurdly far removed from the point of the exercise that it is is only a matter of time before someone superimposes a big cartoon tear beneath it and, appealing for further help in a world that doesn't exist, posts it on Second Life.»

quinta-feira, maio 03, 2007

Afinal não foi só a câmara que caiu em Lisboa

97 plátanos saudáveis e quase centenários abatidos sem qualquer justificação no Campo Pequeno. Isto sim era caso para se fazer um escândalo nacional e abrir os noticiários das 20h. Mas só descobri nos blogs...

domingo, abril 29, 2007

Bestas à solta (3)

«A pequena Débora, de sete anos, é uma menina triste e envergonhada. O psicólogo que a acompanha diagnosticou-lhe uma perturbação de stress pós-traumático, consequência de ter sido atacada por um cão de raça rottweiler há um ano e meio. Ainda assim o Ministério Público de Sesimbra achou que não havia motivo suficiente para avançar com o caso e arquivou o processo contra o dono do cão, por considerar que Débora não devia ter brincado com a sua bola nem deveria ter gritado quando ele a “mordiscou” para a recuperar.»

«Os quatro cães de raça rottweiler que mataram Vira Chudenko, de 59 anos, ucraniana, na Várzea de Sintra, foram abatidos logo no dia do ataque [5 de Abril], por ordem da procuradora-adjunta do Tribunal de Sintra e sem ter sido cumprido o prazo mínimo de 15 dias estipulado na lei para o despiste da raiva. O seu dono ficou em liberdade, com termo de identidade e residência (TIR).»

«Uma mulher, de 48 anos, ficou gravemente ferida, ontem, de manhã, na sequência de um ataque de um cão de raça doberman, na casa onde trabalhava, na freguesia de Caramos, no concelho de Felgueiras. A vítima terá perdido, irremediavelmente, a visão do olho esquerdo. A tragédia só não teve consequências maiores devido à intervenção de um electricista, que, com ajuda de uma pedra, com cerca de dois quilos, atingiu o animal na cabeça, afastando-o de cima da vítima.»
Antes: «Bestas à solta (2)».

sábado, abril 21, 2007

O nazismo como atenuante para o tráfico de armas e ataques racistas

«Depois disto, os blogues de direita vão insistir que os «cabeças rapadas» (alguns dos quais têm cadastros do tamanho de uma lista telefónica) são umas pobres vítimas de «perseguição política»?»
A pergunta vem do Esquerda Republicana, e a resposta da blogosfera de direita parece ser um claro Sim. O PNR é uma vítima, maus e perigosos são o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda. Notar que aqui ao lado, em Espanha, por muito menos há grupos classificados como "terroristas", mas lá está, são separatistas de esquerda (e não, não me refiro à ETA). Já por cá impera a regra, em algumas cabecinhas pelo menos, do "se és nazi a gente dá-te um desconto".

Dica para os traficantes de drogas e homicidas em geral, adiram ao PNR que A) sereis recebidos de braços abertos e B) quando a polícia vos apanhar têm a solidariedade da direita liberal blogosférica ;)

quinta-feira, abril 19, 2007

PJ combate terrorismo de extrema-direita

«Cerca de 30 elementos de Extrema-Direita, entre os quais militantes e altos dirigentes do PNR (Partido Nacional Renovador), foram ontem detidos numa operação da Polícia Judiciária, suspeitos do crime de discriminação racial, mas também de posse ilegal de armas. A operação decorreu em Lisboa, Porto e Braga, mas ao princípio da noite de ontem ainda não estava concluída, com a polícia a cumprir mais de 20 mandados de busca nas três cidades. Foram apreendidas várias armas e material de propaganda, assim como o conteúdo de discos rígidos de computadores.

Um dos detidos estará relacionado com o processo de tráfico de armas na PSP, sendo um dos 28 indivíduos acusados pelo Ministério Público, mas também um dos dirigentes do PNR no Porto foi detido, enquanto a sede do partido extremista de direita, em Lisboa, foi alvo de buscas durante a tarde de ontem por parte da Judiciária. Mário Machado, dirigente da Frente Nacional, militante do PNR e líder da organização extremista Hammerskin, foi igualmente detido.
»
Ora quando a polícia actua no combate ao crime que faz o Público? Pergunta aos criminosos se estão a ser "alvo de perseguição política". Resposta afirmativa, porque afinal isso da posse ilegal de arma é uma questão "do foro privado de cada um", quem o diz é Rita Vaz, individua que garantem ser frequentadora de um curso universitário. Eu se fosse aluno na mesma universidade preocupava-me com estas declarações, e se fosse o Público investigava-lhe a carreira a académica, promete mais que a do Sócrates, palpito.

Quanto ao resto, espero que a PJ continue o bom trabalho, e que o mesmo não seja depois minado nos tribunais, as cadeias existem precisamente para albergarem terroristas e outros criminosos. E claro, nem mais um tacho para os bandalhos que não querem trabalhar!