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quarta-feira, março 12, 2008

A nação rénica aposta na Føroyar

Parece não haver consenso no nome em português, Féroe, Feroés, Faroé, Faroé, ilha das ovelhas... Seja como for, contados os votos, esta é a aposta da audiência rénica para o próximo estado europeu independente, depois do Kosovo/Cosovo. Neste caso pouco haverá de dramático, as Faroé são já amplamente autónomas em relação à Dinamarca, não são sequer parte da União Europeia (o que lhes dá, em certos domínios, mais autonomia real que a que têm a maioria dos estados membros), têm a sua bandeira, os seus selos, a sua selecção de futebol e até as suas moedas e notas. Pouco falta portanto, tal como em relação à Gronelândia, que não fez parte da votação rénica por não ser geograficamente território europeu.

Não sei se esta vitória se deveu ao hino da Björk, mas depois dos 13 votos das Faroé, segue-se um longo empate a 9 votos cada: Catalunha, Escócia, Flandres, Galiza, País Basco e Transnístria. Em último ficou a República Turca do Norte do Chipre, com apenas um voto. Pelo meio ficaram ainda a Abecásia, a Córsega e a Ossétia do Sul.

Se se confirmarem notícias recentes que falam na intenção russa de reconhecer a Abecásia, confirmar-se-á também que a audiência rénica não pesca muito do assunto. Suponho que votaram afinal no mais apelativo destino para férias. E devem ter razão, méeeee.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

E se um coro não for suficiente, chamem a Björk


As bandeiras nos ombros da deusa islandesa são as da Gronelândia e das Feroé (ambas colónias dinamarquesas), mas esta canção promete fazer sucesso em muitas outras paragens, da Catalunha ao Kosovo. O mau gosto jardinense deverá contudo servir de filtro na Madeira. Já se o Norte tivesse uma bandeira, hoje ia para rua cantar isto com ela ao vento... poupam-se os tímpanos da vizinhança. A não ser que encontre uma da minha freguesia. [via]

domingo, novembro 04, 2007

A audiência rénica aposta na Dinamarca

Apesar de ser a Irlanda o único país onde já está confirmado o referendo (e que já disse Não no passado), a audiência rénica aposta na Dinamarca para estragar a festa de Sócras & Cª. Aguardemos. Mas para ser uma aposta ganha basta que se marque de facto um referendo na Dinamarca, e que tal aconteça antes dos outros, disso não duvido.

sexta-feira, julho 27, 2007

"Uma puta no trono"

Está a ser um Verão agitado para a realeza europeia, princesas que falam com anjos, príncipes que descobrem que o seu trabalho é foder, e agora uma prostituta subiu, literalmente, ao trono da Dinamarca em pelota e vem tudo no próximo número da Se og Hør [via], revista que escolheu o subtil título citado no deste post, para a curiosa foto-reportagem. Quem achava que a liberdade de expressão na Dinamarca só valia para insultar deuses estrangeiros, tem aqui uma boa oportunidade para avaliar a coisa. Aguardemos então novos desenvolvimentos, se os houver.

sábado, maio 12, 2007

Os injustiçados da semi-final


A poucas horas da final uma homenagem a quem ficou pelo caminho e não merecia tal sorte. Foram vários os injustiçados, Chipre, Áustria ou Dinamarca. Mas aqui destaco as duas canções que me pareceram mais simpáticas e festivaleiras, boa onda é o que se pretende e foi o que nos deram Andorra e Bélgica.

segunda-feira, março 12, 2007

Drag Power


Afinal não era só a Dinamarca (esq.), também a representação da Ucrânia (dir.) em Helsínquia será em modo drag. Desde o coro de hospedeiras de bordo que a Eslovénia nos ofereceu em 2002 (vídeo), que não se via nada assim por terras eurovisivas. A ucraniana é a minha favorita, e a minha dúvida é se Portugal (i.e. a comunidade ucraniana) manterá a tradição recente de oferecermos os 12 pontos àquele país. A canção chama-se "Danzing", pelo que até os portugueses deverão votar...

sábado, março 10, 2007

Crescei e multiplicai-vos, mas, mas, mas...

A ministra da família dinamarquesa vai fazer um tour pelo seu país incentivando à natalidade. A política conservadora considera que a taxa de 1,8 crianças por família (uma das mais altas da Europa) é insuficiente, e aponta estudos que garantem que a maioria das famílias desejaria ter mais filhos. Na sua opinião, as famílias acabam por ser mais reduzidas devido às pressões da sociedade para que tudo na educação dos filhos "seja perfeito", o que implica grandes esforços por cada um. No seu tour ela pretende divulgar a ideia de que nem tudo tem que ser perfeito, apostar mais na quantidade e menos na qualidade. Apesar disso Carina Christensen, assim se chama a ministra de 34 anos, não tem, nem planeia ter em breve, nenhum rebento.

Ainda na Dinamarca, uma série de deputados ficou muito preocupado com a notícia de uma cidadã daquele país, que viajou até ao Reino Unido para ser inseminada artificialmente. Trata-se de uma mulher de 61 anos, que não poderia fazer a inseminação no seu país, que impõe um limite etário de 45 anos. Os deputados querem agora que a União Europeia crie regras comuns a todos os estados membros, por forma a prevenir novas fugas.

Vai ser giro ver o governo português tentar vender em Bruxelas a ideia de que além de um limite etário, a procriação medicamente assistida também deve ser limitada a mulheres casadas...

terça-feira, janeiro 23, 2007

E a Europa civilizada mira-nos com pena e convida-nos a juntarmo-nos ao grupo

«A eurodeputada socialista Edite Estrela divulgou ontem à noite, durante um debate realizado em Castelo Branco, que o Parlamento dinamarquês apelou ao "sim" no referendo sobre o aborto em Portugal. O documento, enviado à presidente da delegação portuguesa do grupo socialista no Parlamento Europeu "por uma colega dinamarquesa", foi definido como "um apelo subscrito por todos os partidos com assento no Parlamento dinamarquês".»

Na Dinamarca o aborto a pedido é permitido até às 12 semanas da gravidez. O país que em Portugal tem muitos fãs de direita pelo seu modelo de "flexisegurança" (mais pelo "flexi" do que pela "segurança"), tem uma das taxas de desemprego mais baixas do continente, uma das taxas de natalidade mais altas e é o país no mundo onde mais pessoas se declaram felizes. Escusado será dizer que Portugal é o mais infeliz da Europa Ocidental.

terça-feira, dezembro 12, 2006

Conselho Económico e Social da ONU aprova estatuto consultivo para 3 organizações LGBT

Uma excelente notícia. Há que tempos que se andava a reivindicar isto, mas levando negas constantes dos EUA e países subdesenvolvidos. Os detalhes da aprovação no site oficial (onde se fica a saber que a Guiné-Bissau se absteve e a Rússia votou contra, entre outros). E as três felizes contempladas são: a ILGA Europe, que tem associadas portuguesas, a Lesben- und Schwulenverband in Deutschland (LSVD) da Alemanha e a Landsforeningen for Bøsser og Lesbiske (LBL) da Dinamarca. Parabéns!

PS: Este marco histórico poderá abrir as portas a outras organizações, como a neerlandesa COC Nederland, a mais antiga organização LGBT do mundo, tem exactamente a idade da ONU, e cuja candidatura ao Conselho será discutida no próximo ano.

sexta-feira, setembro 08, 2006

FARC/CIA: Cosmopolitanismo à portuguesa

1) Membros das FARC terão estado na festa do Avante!. Festa pública e anual, e tal presença, ao que parece, verifica-se regularmente há vários anos. Tal como de resto a de dezenas de jornalistas que cobrem o evento. Desde 2002 que a União Europeia classificou as FARC como sendo um "grupo terrorista", o PCP discorda da classificação.

2) Aviões da CIA fizeram escala em aeroportos portugueses a caminho de Guantánamo, reconheceu finalmente o governo, depois de várias fugas às perguntas. É possível, provável até, que transportassem prisioneiros de guerra para o campo de detenção que os EUA detêm em Cuba. Entretanto o próprio Bush reconheceu agora a existência de prisões secretas da CIA fora dos EUA - há muito que existia a suspeita de estarem localizadas no Leste Europeu.

Com estes dois assuntos na mesa qual vos parece ter sido o prato do dia na assembleia? Nem mais, foi logo o primeiro. E a blogosfera rejubila com o seu "furo". O ridículo do caso começa logo aí, mas qual furo meus senhores? Acaso a festa do Avante! é clandestina? Acaso o PCP alguma vez negou as suas boas relações com o PC chinês, norte-coreano ou colombiano? Acaso o stand das FARC estava na zona reservada da festa?

É óbvio que as péssimas amizades que o PCP tem pelo mundo fora podem e devem ser sujeitas a crítica. Mas para a crítica ser feita com justiça tem que haver decência. E a decência não existe quando do velho se faz novo, do que sempre foi público se faz segredo revelado e se chega ao cúmulo de querer culpar o PCP por um rapto das FARC. Quando é que, nesse caso, o PS-PSD-CDS pede desculpas pelas mortes diárias no Iraque?

No meio de todo este oportunismo político e (bl)egos aos pulos com as citações na imprensa, resulta especialmente patético o papel a que a imprensa se prestou. Citar blogs para noticiar algo que os jornalistas testemunham in loco todos os anos? Rir para não chorar.

Com a facilidade que a blogosfera cria casos, timmings convenientes e falsas polémicas, não é de admirar que já não haja espaço no país para pasquins como o, em boa hora defundo, Independente. Para quê? Se abrir um blog sai de graça.

Este post não pretende, de modo algum, desculpar o PCP. Apenas não o sobrevaloriza, e não coloca as amizades comunistas no topo da agenda nacional. Até porque se os amigos do PCP visitam Portugal, é porque os deixam passar na fronteira, cujo controle não é da responsabilidade do partido. Isto se precisam de passar a fronteira, não me parece impossível que as FARC tenham membros portugueses ou de outra nacionalidade europeia. A foto de cima não é do stand das FARC no Avante!, mas de um comício do passado 1º de Maio em Copenhaga.

Já as visitas da CIA a este país terão sido tudo menos de festa e propaganda. Foram escondidas e negadas o mais possível, e continuamos sem saber o que levavam os aviões de tão ilustre instituição. Portugal já não subscreve a Convenção de Genebra? Ou os direitos humanos só devem ser invocados quando nos é conveniente?

Falam agora os criadores do caso "Avante!/FARC" de uma declaração do parlamento a condenar as FARC. Ui, parece que já estou a ver as FARC a abandonarem o tráfico de droga e baixar as armas perante o peso de tal documento... E que tal em vez de poeirada inútil aproveitassem este momento de grande indignação e exaltação para defenderem uma lei que de facto pudesse servir de alguma coisa às vítimas do terrorismo na Colômbia?

Como em Espanha, onde um casal de lésbicas colombianas perseguidas pelas AUC (ou será que só conta se for pelas FARC?) acabou de receber asilo político no país vizinho. Teriam tido a mesma sorte em Portugal? Por culpa de quem? Do PCP?