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terça-feira, março 25, 2008

Como se não fossem já suficientemente invisíveis

segunda-feira, março 10, 2008

Matemática eleitoral

Do Ramón, inspirado pelo Chiki Chiki.

Vitória de Zapatero e do bipartidarismo em Espanha. Por certo os dois debates a dois deram a sua ajuda. Mas não há grande remédio quando o sistema eleitoral é este, que por acaso é igual ao nosso. Círculos eleitorais ao nível provincial (comparável aos dos nossos distritos) e Método de Hondt. É isso que explica que as muitas migalhinhas recolhidas por toda a Espanha pela Izquerda Unida resultem em menos deputados que Convergència i Unió, que só concorre na Catalunha (ok uma diferença, cá não se permitem partidos regionais).

Neste site pode-se testar o Método de Hondt, no caso experimentei com os resultados das últimas legislativas portuguesas, como se de um único círculo se tratasse. O PS ficaria longe da maioria absoluta (faz sentido, teve menos de metade dos votos), o Bloco chegaria aos 15 deputados e o PND e PCTP-MRPP conseguiriam eleger 1 deputado cada. Com círculo único ficar-se-ia já muito mais próximo da proporcionalidade directa, e mesmo assim, mantendo o Hondt, os pequenos partidos continuariam a perder.

Em Espanha, país amplamente descentralizado e com várias identidades nacionais, faria todo o sentido que os círculos eleitorais correspondessem às autonomias, mas dividi-los por províncias tem como único objectivo beneficiar o bipartidarismo. Já em Portugal a situação é ainda mais caricata, dado o centralismo vigente. Na hora de regionalizar é o ai jesus que retalham o país, na hora de usar círculos eleitorais distritais, que faz com que nos distritos mais pequenos apenas o PS ou o PSD possam eleger deputados, limitando a escolha real de quem vota, 'tá-se bem?

E a tendência é sempre de agudização do fenómeno. Os 2 partidos mais votados conseguem os deputados quase todos, consequentemente dominam os média, que influenciam os votos, que se concentram nos 2 partidos... and so on. Depois uma boa parte do eleitorado deixa de votar porque não se sente representada. Não se sente e não é representada. Porque será que os Estados Unidos têm das mais altas taxas de abstenção do mundo? Para lá caminhamos também, portugueses e espanhóis.

domingo, março 09, 2008

Resultados das Eleições Gerais Espanholas


Muito boa ferramenta disponibilizada pelo site Soitu.es, via días estranhos, se tudo funcionar correctamente a partir das 19h de Portugal continental, 20h em Espanha, os resultados oficiais podem ser acompanhados aqui, para já ficam os de 2004. Os resultados das últimas sondagens, ilegais em Espanha, podem ser lidos no el Periòdic d'Andorra. Para se perceberem algumas siglas o melhor é consultar a Wikipédia.

quarta-feira, janeiro 30, 2008

E os heteros descobrem a promiscuidade

Esta reportagem da RTP (on-line ainda só a apresentação) promete! Gosto especialmente da parte "não há números oficiais", e espero que o INE não volte a cometer semelhante omissão no próximo Census.

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Desnorte

Qual será a região mais pobre da península e adjacências? Será aquela que tem uma taxa de IVA reduzida (12%)? Será a que oferece subsídios para voar para fora da dita? Será a que tem um governo regional próprio e votou contra essa possibilidade nas restantes regiões do seu estado? Não, nada disso. No actual regime de "1 país 2 sistemas" compensa ser "colonizado", e quem se lixa é o "berço da nação"...

Muito mais informações e comparações no último "A Península Ibérica em números".

sexta-feira, novembro 23, 2007

Cortina de fumo: o iberismo é que está a dar

Pelo menos entre os laureados com o Nobel da literatura que tenham casa de férias em Portugal. Anda pelos 100% o apoio à causa nessa camada da população... Curiosamente a oposição à reunificação alemã também terá tido mais ou menos esse valor percentual no segmento referido.

sexta-feira, novembro 02, 2007

Ainda os rankings

Ontem passei uma vista de olhos ao suplemento sobre os rankings do secundário publicado com o JN. As páginas do suplemento não se resumiam a infindáveis listas de escolas, havia vários anúncios a colégios para o ilustrar. Registei ainda outra curiosidade, a escola no último posto também era privada, mas não se viu em lado nenhum a manchete que lhe corresponderia na bovina lógica da imprensa: "Pior escola do país é privada".

É claro que não resisti a espreitar como estaria a minha antiga escola e as suas vizinhas. Curiosamente a posição nos últimos anos têm variado imenso, do top100 ao top 400, o que por si só é revelador da irrelevância da coisa. As escolas privadas das redondezas ficam ligeiramente acima e abaixo, e todas muito longe dos colégios que motivaram as tais manchetes arrasadoras para o ensino público.

Recordo que no meu tempo um dos colégios tinha umas instalações no mínimo pobres, sem laboratórios ou ginásio p.ex., e como na generalidade das escolas privadas, os professores eram os que não conseguiam colocação numa escola pública. Mas mesmo assim nunca lhe faltaram alunos. As razões que levam os pais a colocarem os alunos numa escola privada raramente tem que ver com uma suposta melhor qualidade educativa, isso é coisa recente. No meu tempo pelo menos, era comum ouvir como motivos a exclusividade (social, política, religiosa e étnica, i.e., sem pobres, comunistas, não-católicos ou ciganos), a segurança (portões sempre fechados, o aluno não se pode baldar) e os horários (mais convenientes aos encarregados de educação). Eram estes, e só estes, os motivos que levavam os pais a escolherem uma escola até pior equipada e sem qualquer mais-valia educativa comprovada.

Como é óbvio nem todos os pais e mães com poder económico para escolherem um colégio se deixam levar nessa cantiga. É a esses que é dirigido o actual golpe mediático da suposta "melhor qualidade dos privados", que longe de estar provada, está até em vários casos específicos comprovadamente errada. Não comprem gato por lebre, quando a lebre é um direito que não se vende.

quinta-feira, maio 31, 2007

Um país de desconfiados

Nem parece que foi aqui a cimeira das Lages

É capaz de ser o único ranking em que Portugal surge próximo dos países escandinavos, embora a Islândia esteja ausente. O ranking só não explica se a paz é podre, eu temo que sim. Aqui fica uma amostra seleccionada do dito:

1 - Noruega
2 - Nova Zelândia
3 - Dinamarca
4 - Irlanda
5 - Japão
6 - Finlândia
7 - Suécia
8 - Canadá
9 - Portugal
10 - Áustria
11 - Bélgica
12 - Alemanha

14 - Suíça





20 - Países Baixos
21 - Espanha



25 - Austrália







33 - Itália
34 - França









44 - Grécia



48 - Marrocos
49 - Reino Unido
50 - Moçambique








59 - Cuba
60 - China






















83 - Brasil
84 - Sérvia







92 - Turquia



96 - Estados Unidos












109 - Índia


112 - Angola





118 - Rússia


121 - Iraque

sábado, maio 19, 2007

Peanuts intelectuais

Seria salutar que algumas pessoas tivessem a honestidade intelectual de defenderem a mesma lógica argumentativa na hora de debater se os negros devem ou não poder dar sangue. Teriam até um argumento extra, a cor da pele não dá para esconder, pelo que a discriminação, a aplicar, seria muito mais eficaz que com os gays e sua mobília.

Se bem me lembro segundo o panfleto referido no post anterior estava proibido também de dar sangue quem fez viagens recentes a África. Voilá, focaram-se na prática e não no grupo. E esta hein? Note-se que viajar até África não é obviamente uma prática de risco no que diz respeito ao HIV, mas sim em relação a outras doenças, como a malária.

PS: Já agora, mantenham a lógica se quiserem, mas alterem-me esses números. Só 1 a 3% dos gajos fodem com outros gajos? Onde? No Pólo Norte? Em Portugal não é certamente, ou os comportamentos de risco homossexuais seriam até uma impossibilidade estatística... LOL

segunda-feira, março 26, 2007

"Renas e Veados" é mais popular que os "Grandes Portugueses"

Estava sempre a passar em rodapé, o site dos Gandas Tugas apesar de toda a fortuna pública esbanjada em publicidade ao longo de meses (milhares de mupis, anúncios na imprensa, multibanco, etc) teve menos de 1 milhão de visitantes. Cá o renas, obscuro blog apaneleirado (bem isso não o distingue muito do rapa-tachos, mas adiante) já passou o milhão e 300 mil... Quem faz serviço público, quem?

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Foreign press is not watching us

Continuo espantado com o relevo que foi dado à abstenção no último referendo pela imprensa estrangeira. Cheguei a ler em jornais brasileiros que o referendo "não era válido" (sic). O que não li em lado nenhum foi, por exemplo, que a abstenção foi inferior à das 3 últimas eleições para o Parlamento Europeu. Será que as cadeiras dos eurodeputados portugueses deviam ficar vazias por isso? Além disso, sem a abstenção técnica o resultado seria provavelmente vinculativo. E seguindo regras de vinculação aplicadas noutros países, como exigir apenas que o lado vencedor tenha o apoio de 25% dos votantes, este referendo teria sido vinculativo. Internamente todos sabíamos que, independentemente da taxa de abstenção, o resultado seria politicamente vinculativo, mas essa mensagem não chegou lá fora. Quem não a deixou passar?

domingo, fevereiro 11, 2007

SIM!

59,25% :)

O que é que estas aí a fazer? Vai votar!

1) Grande capa a do Diário de Notícias de hoje. Sem dúvida o órgão de comunicação que fez a melhor cobertura de toda a campanha.

2) Tudo péssimo na RTP, aquilo é a televisão pública ou a TV Opus Dei? Missa pela manhã, desinformação ao almoço ("referendo ao aborto")...

3) Chove continuamente a Norte, creio que no Sul o tempo vai melhor. Mas isso não justifica 11,57% de afluência às urnas até ao meio-dia! Vai votar, diz aos teus amigos para irem votar, SMSs de incentivo ao acto de votar, sem indicação do sentido de voto, são legais e recomendáveis. Mesmo que não tenhas posição, vai e vota nulo, a bem dos referendos!

4) Visto na TV, políticos em campanha junto a mesas de voto: Ribeiro e Castro e João Jardim - nojento apenas.

5) Já esqueceram 1998? As sondagens davam vitórias formidáveis ao lado que acabou por perder. As sondagens não valem nada, só o teu voto no boletim conta. Se nunca votaste e não sabes o procedimento, lê isto, é simples. SE PERDESTE O BILHETE DE IDENTIDADE E/OU O CARTÃO DE ELEITOR PODES VOTAR NA MESMA, SÓ PRECISAS DE UM DOCUMENTO ALTERNATIVO, CARTA DE CONDUÇÃO, PASSAPORTE, ETC...

6) Chegam-me relatos de "aparições" de crucifixos por todo o lado. É ILEGAL, faz queixa à CNE se isso aconteceu na tua mesa de voto. É duplamente ilegal se a mesma se encontra numa escola pública, nesse caso faz também queixa ao ministério da educação.

7) Por ora é tudo, que está na minha vez de ir votar.

A chuva não é desculpa

Mulheres votando em Nova Iorque em 1917, 3 anos antes da 19th Amendment.

Os resultados oficiais, incluindo níveis de votação ao longo do dia, serão divulgados em referendo.mj.pt.

O caminho para a felicidade


Os inquéritos permitem concluir, explica a investigadora Anália Torres, que os países com mais baixo nível de modernidade nos valores de género na família são aqueles em que se verifica um maior stress doméstico. O inverso também se aplica, neste caso, com os países nórdicos a liderar a tabela.»
[via]

sábado, fevereiro 03, 2007

Pessimismo serenado

O claro, lúcido e sereno João César das Neves, escreveu um livro bem fundamentado e esclarecido, contra o extremismo e a intolerância. Como não podia deixar de ser, no meio de tanta sensibilidade e bom senso, o mesmo será apresentado por Marcelo Rebelo de Sousa. Faz todo o sentido, para o primeiro o aborto é comparável ao homicídio, e para o segundo a despenalização do aborto não devia ter limite de semanas, só não devia ser a mulher a optar e muito menos em estabelecimento legalmente autorizado. Confusos? É suposto estarem, é essa a ideia. E é por estas e por outras que posts como este não me desanimam, pelo contrário, dormirei agora melhor se sonhar com 50,3%.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

À atenção dos Sim's que acham que a vitória está garantida

A leitura deste post sobre as sondagens de 98. O PS que continue de braços cruzados, a RTP que continue a esbanjar recursos públicos para propagandear o Não, e depois...