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segunda-feira, janeiro 08, 2007

Pior que muito mau

A eleição do Pior Português de Sempre promete ser ainda pior que a dos Grandes Portugueses. Neste momento quem lidera a votação da "personalidade que mais contribuiu para a ruína do país" é Mário Soares, que com 30% dos votos fica à frente de Salazar, que tem 25%. Na votação sobre quem "melhor encarna as piores qualidades do povo português" é Fátima Felgueiras quem lidera.

O primeiro resultado é tão abjecto que me escuso a comentar. Mas o segundo é revelador da misoginia que ainda graça no país. Fátima Felgueiras só atingiu a fama que tem por ser mulher, ene autarcas por aí envolvidos em esquemas de corrupção semelhantes, e os únicos que lhe passam a perna no escândalo são aqueles envolvidos em esquemas de muito maior dimensão. A fuga para o Brasil foi só a cereja do bolo que é ver uma mulher a pecar onde só aos homens se deixa.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Mandatário do "Não obrigada" em Teerão

Faz todo o sentido de resto. Aprender o negacionismo dos direitos das mulheres é no Irão mesmo. Mas no caso o negacionismo era outro, o do Holocausto. E apesar de ser coisa conhecida e publicada pela comunicação social do mundo inteiro há vários meses, Nuno Rogeiro teve que ir ao Irão para perceber que era disso mesmo que se tratava. Pelos vistos era um de dois portugueses, sendo o outro um neo-nazi. O curioso é que a mesma direita que andou a gritar aos quatro ventos "diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és" a propósito, nomeadamente, do elogio iraniano à reeleição de Chávez na Venezuela, fala agora em "coragem" de Rogeiro, segundo ele próprio um "amigo do Irão". Recuso-me a usar o ditado reaccionário, mas haja um poucochinho de decência e vergonha na cara, sim?

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Delinquente cadastrado ameaça de morte Daniel Oliveira

«Ia eu calmamente na rua, a caminho de mais uma reunião, quando fui abordado por um sujeito. Perguntou-me se eu sabia quem ele era. Sou distraído e não fazia a mais pálida ideia. Lá me desculpei e respondi que não. Sem ter aberto mais a boca, o sujeito explicou-me que tencionava arrancar-me a cabeça e partir-me todo, caso eu voltasse a escrever sobre ele (sic). No meio de vários insultos (todos envolvendo a orientação sexual que ocupa de forma obsessiva a imaginação destes rapazes) e de uma simulação de como me tencionava agredir, com alguma teatralização mímica e risos orgulhosos, apresentou-se: Mário Machado. E para eu passar a ter cuidadinho na rua. Sem que nunca lhe tivesse respondido, e para me prevenir em relação a situações futuras, pedi ao jovem que me acompanhasse à esquadra mais próxima (do outro lado da rua) onde apresentei queixa por “ameaça de morte” e “ameaça de agressão”. Em frente à polícia, e como os seus amigos costumam fazer com os imigrantes que vão espancando, o rapaz ainda fez menção de apresentar ele queixa contra mim. Acabou por não o fazer. E assim passei o meu fim de tarde de segunda-feira: a preencher uma queixa na polícia contra um delinquente. Não é o que se espera de um fim de tarde de um bloquista. Mas, pronto, tenho de aceitar: às vezes não chega intervir no meio social.»
O agressor tem beneficiado da brandura que por vezes se abate sobre alguns tribunais portugueses na hora de sentenciar crimes violentos, e anda por aí à solta a fazer a única coisa que sabe. Este é o mesmo indivíduo que uma vez surgiu alegremente nos ecrãs da RTP a exibir uma arma ilegal, tendo sido detido no dia seguinte. Está também associado a um partido ilegal, mas ainda não ilegalizado. Os tribunais estão à espera exactamente do quê? Sangue já há, e há muito. Que não corra mais era suposto ser um objectivo da Justiça.

sexta-feira, novembro 24, 2006

PS, PSD e CDS defendem ilegalização do PNR

É pelo menos o que deduzo da votação de ontem no parlamento em relação a um voto de protesto contra a ilegalização da juventude comunista checa (KSM).
«O PCP condenou a dissolução da União de Jovens Comunistas da República Checa (KSM) pelo Ministério do Interior da República Checa, considerando que está em causa "a ilegalização de uma ideologia e a criminalização de um pensamento político", críticas partilhadas pelo BE e Verdes.

Luís Campos Ferreira, do PSD, foi o mais violento nas críticas, salientando que "os países devem ter o direito de se defender e evitar que os seus inimigos aproveitem regras democráticas para os destruir". Mais "Não sabem que Portugal proíbe a ideologia fascista? O que vale para um lado, vale para o outro", disse o deputado social-democrata.
»
Eu concordo inteiramente com Luís Campos Ferreira, o que vale para um lado, tem que valer para o outro. E sempre entendi que partidos que defendem genocídios devem ser extintos. Duvido que seja esse o caso da KSM, mas quando encontramos entre os membros mais prominentes do tal partido português pessoas com cadastro relativo a um homicídio racista, perde-se qualquer dúvida. Estão à espera de quê para passar à acção meus senhores? A vossa posição de princípio já percebemos qual é, agora façam qualquer coisinha, que de boas intenções está o inferno cheio... Não deixem para amanhã, o que podem fazer hoje sem grande escândalo.

A criminalização como via para a redução do número de abortos

O Não-blogosférico parece uma daquelas bolinhas de neve que começa a descer a montanha e se transforma numa avalanche. Não o digo por algum aumento exponencial do número de blogs, mas apenas da radicalização. Veja-se como exemplo um post intitulado "Suprema Lata" do Blogue do Não (bloguedonao.blogspot.com) onde se ataca José Sócrates por participar em Dezembro no lançamento de uma campanha internacional em favor dos direitos da criança!!!

Não será difícil explicar a indignação desta gente, afinal se uma só célula é para eles já uma criança, qualquer puto de 5 anos, ou 5 anos e 9 meses seguindo a peculiar matemática pró-prisão, já será adulto o suficiente para trabalhar, e com o mínimo de direitos, que a regra é sempre, pelo embrião tudo, pelo trabalhador, pela mulher, etc, nada.

Mas a hipocrisia maior dos pró-prisão está precisamente no facto de nunca serem claros e objectivos nos seus propósitos, que aliás, não serão comuns entre todos os que militam nessa barricada. Vemos desde gente que defende a suspensão dos julgamentos a gente que defende a criminalização de todos os tipos de aborto. O que nunca vemos é pessoas a defenderem estratégias de criminalização que conduzam efectivamente a uma redução do número de abortos.

É que a criminalização que conhecemos já sabemos que não serve, apenas estimula o aborto clandestino. A mulher rica aborta na clínica de luxo, a mulher classe média aborta em Espanha, e a mulher pobre aborta como calhar, sendo que algumas têm o azar de ir parar ao tribunal e muitas à urgência hospitalar.

Mas existem medidas que poderiam fazer com que a criminalização funcionasse efectivamente como política anti-aborto, em não se querendo apostar nas estratégias que se revelaram eficazes nos países civilizados (educação sexual nas escolas, acesso facilitado a meios contraceptivos, etc etc etc). Bastaria que os pró-prisão fossem um pouco menos hipócritas, desistissem de tentar passar um arzinho teresa de calcutá, e passassem a defender por exemplo isto:
1) Proibição de saída do país às mulheres em idade fértil sem um atestado de não gravidez. As grávidas não poderiam sair, para não fazerem um aborto voluntário e dizerem que foi involuntário no regresso.

2) Criação duma linha e site de denúncia de gravidezes não registadas (ou suspeitas de), já que para melhor garantir a aplicação de penas às criminosas, todas as gravidezes deveriam ser tornadas públicas, e todos os cidadãos passariam a estar obrigados à protecção do embrião, vulgo "criancinha".

3) Para evitar equívocos, e a vigilância ser mais apertada, toda a mulher grávida seria obrigada ao uso de uma pulseira (ou será melhor uma braçadeira?) identificativa. No caso de um aborto involuntário, a mesma seria substituída por uma negra em sinal de luto. Os funerais das "crianças não nascidas" deveriam ter a mesma pompa, ou mais, que os outros, pelo que se trataria de rever a concordata com o Vaticano, para que a igreja possibilitasse isso mesmo, em vez de os mandar para o limbo, como faz hoje.

4) Os casos de aborto involuntário teriam que ser exaustivamente investigados. Não tomar as vitaminas todas seria considerado equivalente aos maus tratos físicos às "crianças já nascidas".

5) As mulheres passariam a ter o direito de fumar só depois da menopausa. Antes disso passaria a ser crime, punido com prisão no caso das grávidas, e internamento hospitalar nas "ainda não grávidas". Pois o tabaco afecta terrivelmente a fertilidade feminina, ou seja, incluindo a "criança não nascida e não fertilizada", vulgo, óvulo.

6) Nas escolas seria criada a cadeira de Educação para a vigilância na gravidez. Onde os miúdos desde cedo aprenderiam como melhor tratar as "crianças não nascidas" e quais os sinais que podem indiciar uma gravidez, para que também os mais novos, ou melhor, os algo novos mas já nascidos, pudessem participar do plano de denúncia e publicação das gravidezes. O lema seria, "O útero é de todos, tudo pela defesa do útero" ou então "No teu útero manda a pátria".
Enquanto os que defendem a criminalização como via para a redução dos abortos não defenderem estas, ou medidas equivalentes, continuarei a não acreditar que o que os preocupa seja efectivamente a vida da "criança não nascida". E depois do post indicado no início deste, já deu para perceber que a "criança já nascida" também não lhes merece grande preocupação...

quinta-feira, outubro 12, 2006

Fedele o infedele?


A TV italiana é uma festa. Como se não bastassem os programas "caça aos deputados consumidores de droga" (YouTube), há concursos como este, onde podemos ver a neta de Mussolini a fazer jus à ascendência que tem, numa alegre troca de piiiiiis com Vittorio Sgarbi, um ex-colaborador de Berlusconi, condenado por corrupção no ministério da cultura italiana. Via Chuza!.

quarta-feira, outubro 11, 2006

A RTP sugere: António de Oliveira Salazar

Afinal não resistiu, e o nome já foi acrescentado à lista. «Essa inércia diz o seguinte: foi um tempo em que não havia democracia, nem liberdade, mas havia estabilidade, autoridade e um viver modestamente, mas em equilíbrio económico e financeiro", explica Marcelo Rebelo de Sousa.» - ou por outras palavras, mas não distorcendo a mensagem do afilhadinho queerido do regime, a fome quando é diária torna-se vício, e não há liberdade ou democracia que lhe cheguem aos pés, em caso de dúvida, a porrada resolvia-a, para os casos de maior relutância, havia a Guiné ou o Tarrafal. Não é, de facto, um país para brincadeiras, mas fartam-se de gozar com a nossa cara...

PS: 'Bora rebentar com a caixa de correio do provedor?