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quinta-feira, setembro 07, 2006

Vai Seguro e não fermosa

As respostas são no mínimo infelizes, mas as perguntas/afirmações!? E matam árvores para publicar coisas destas... E porque acha o Correio da Manhã que as lésbicas portuguesas são assim tão patrióticas? É que nem um dicionário lá devem ter...

domingo, setembro 03, 2006

Atenção, só para heteros casados*

«Primeiro banco de esperma e óvulos criado no Porto»

Ah, excepto os dadores de esperma e as dadoras de óvulos, esses podem ser solteiros. Quanto a não se ser hetero, por via das dúvidas, será melhor darem uma chance à heterossexualidade durante a entrevista...

PS: E afinal vai ser adiado...

sábado, setembro 02, 2006

Por falar em Parlamento Europeu

No passado dia 15 de Junho em Estrasburgo, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução sobre a escalada de actos de violência de índole racista e homófoba na Europa. Nesta resolução era feita uma oportuna referência ao assassinato da Gisberta, referência essa introduzida pela eurodeputada socialista Ana Gomes. Até aqui, tudo bem.
«Numa declaração de voto apresentada por escrito, o Vice-Presidente português do Parlamento Europeu, Manuel António dos SANTOS (PSE), explicou que, apesar de considerar muito positivo o essencial do conteúdo da resolução e de achar que é politicamente oportuna, não votou a favor. "As objecções – abstive-me – centram-se exclusivamente na introdução de uma referência a um caso português que, supostamente, indiciaria a existência de uma forte cultura homofóbica em Portugal. O chamado caso Gisberta, ocorrido no Porto, é apenas um acto de delinquência juvenil julgado como tal pela sociedade portuguesa e tratado correctamente pelas autoridades judiciais. Não existe, portanto, qualquer razão para que este caso integre uma resolução deste teor e tanta importância", declarou o deputado.»
Ou seja, boas notícias, não existe "uma forte cultura homofóbica" em Portugal (até porque Viseu fica em Espanha e a Madeira é independente). De tal forma não existente que nem vale a pena o Vice-Presidente português do Parlamento Europeu, eleito pelo Partido Socialista, se ralar com o assunto, ou melhor, o não-assunto. No fundo a justificação dada por dos Santos, para a sua abstenção, apenas se distingue das justificações da extrema-direita polaca, para os seus votos contra, no tom usado, a argumentação e o incómodo são em tudo semelhantes. Já se pensarmos na direita finlandesa, em flexão no post anterior, encontramos um discurso bem diferente. Oiçam o que disse Alexander Stubb no dia 17 de Maio, Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia. Ou seja, o eurodeputado português de maior relevo no Parlamento (é Vice!), foi eleito pelo PS, mas nestas coisas de gays e mai' não sei o quê está mais próximo dos fascistas polacos, que dos conservadores finlandeses. E a Gisberta nunca existiu.