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quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Um Sim de onde menos se esperaria

«Manuel Costa Pinto, padre de Viseu, disse hoje que votará "sim" no referendo do próximo domingo, porque entende que deve acabar a humilhação das mulheres em tribunal e o "verdadeiro infanticídio" a que obriga a lei actual. (...)

"Mulheres com medo, que não têm dinheiro para ir para o aborto clandestino e muito menos para o estrangeiro, disfarçam a gravidez até ao parto. Vão para uma casa de banho, sai uma criança, aí sim, já uma criança, metem-na num saco e deitam-na ao caixote do lixo, ao esgoto ou até no campo", disse também aquele padre de Viseu.»
Já tinha feito uma referência indirecta a este fenómeno, uma simples busca por "recém nascido" no Google News revela um mar de tragédias deste tipo, aqui e no Brasil. Creio que não há números oficiais, mas são sem dúvida altos só a avaliar pela imprensa. O assunto é "tabu" e muito complexo, pelo que é natural que o Sim se escuse a usa-lo como argumento. Mas é também mais um motivo para valorizar a franqueza deste padre.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Às Kátias e Cristas orgulhosamente sós

Dizia ontem, nos Prós & Contras, Assunção Cristas (a miúda do Não que sorria sempre que se sabia filmada): "temos que ser pioneiros nalguma coisa". Já Kátia Guerreiro, fadista que importou o "K" não se sabe bem de onde, dizia no mesmo programa uma semana antes: "Portugal não tem que seguir a Europa em tudo, podemos trilhar o nosso próprio caminho". Pioneirismo e originalidade portanto. Nada, porém, mais longe da realidade global. Portugal está acompanhado, fortemente acompanhado, pela América Latina, África e Médio Oriente. E não há pioneirismo em fazer o que todos já fizeram, e entretanto os mais desenvolvidos deixaram de fazer. Por cá, como no Panamá, impera o atraso apenas.
«Um grupo de católicos convocados pela Igreja Católica e membros da Aliança panamiana pela Vida manifestou-se ontem, com palavras de ordem e cartazes, em frente da Assembleia Nacional para exigir a eliminação de toda e qualquer excepção para a prática de abortos no Panamá, tanto do código vigente como da proposta de reformas. (...)

O Código Penal panamiano sanciona o aborto cirúrgico com penas que vão de um a dez anos de prisão, que só não se aplicam em caso de interrupção consentida quando está em causa uma violação, ou por correr perigo a vida da mãe ou do feto.»

quarta-feira, janeiro 31, 2007

No segredo do confessionário

Em Itália um jornalista confessou-se a diversos padres por todo o país, fingindo ser um arquitecto casado com um amante homossexual ou um médico que praticou eutanásia, entre outras personagens. As respostas e conselhos dos sacerdotes são do mais variado possível, ora recomendando a continuação discreta de casos homossexuais, ora sexo sem preservativo mesmo sabendo estar infectado pelo HIV. Não há por aí nenhum jornalista disposto a trabalho idêntico pelas paróquias portuguesas?

PS: A previsível reacção do Vaticano.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

RTP pelo Não (actualização)

Ingenuidade minha. Decidi assistir ao Jornal da Tarde de hoje a ver se corrigiam a mentira grosseira que passaram ontem. Claro que não, até porque só houve uma notícia sobre o referendo durante todo o noticiário: excertos da entrevista ao sr. Policarpo, chefe da filial portuguesa da ICAR, dada ontem em horário nobre pela televisão pública. E se ontem ao ver a entrevista completa Policarpo parecia um defensor do Não pouco convicto, quase hesitante, hoje, com os momentos bem seleccionados, não deixou qualquer dúvida. E tu, já escreveste ao provedor?

quarta-feira, janeiro 24, 2007

O que a Igreja realmente pensa sobre o aborto

Depois de um dia de aparente benevolência e boa vontade da ICAR, que por marcelina inspiração se diz "a favor da despenalização, mas contra a liberalização do aborto", convém recordar o que diz a mesma ICAR quando não se está em período de campanha. Bastante mais claros não são? Afinal tem o dever de participar na campanha, afinal são pela penalização e não concebem que os católicos não o sejam, e a educação sexual é em casa, não na escola. Mas em tempo de campanha suaviza-se o discurso, inventam-se jogos de palavras e confia-se na iliteracia dos jornalistas que logo acorrem histéricos...

Olhe que não, olhe que não

Puro masoquismo, ligo a tv antes das 13h e levo logo com o padre Borga a dizer "ainda bem que somos todos contra o aborto!". Fica a dúvida, estaria a referir-se aos funcionários da RTP? (E já agora, quanto é que o padre Borga r€c€b€ por promover os seus discos pimba e superstições diariamente na televisão pública?) Ou, será que o padre se referia a toda a gente envolvida na campanha, seja pelo Sim ou pelo Não?

É possível que fosse este o caso, tal a imagem de ultramoderação que o Sim se esforça por passar. Eu acho que estrategicamente é importante passar a imagem de que o Sim é o voto moderado, o voto do bom-senso, da responsabilidade. Mas muito cuidado com as cedências que se fazem ao Não. Pessoalmente não tenho qualquer objecção moral ou ética ao aborto voluntário no início da gravidez.

A única razão pela qual considero positiva a redução do número de abortos é por isso significar que menos mulheres são expostas aos riscos a ele subjacentes. Riscos esses que são a razão pela qual o aborto não deve ser usado ou promovido como método contraceptivo, mas antes como o "plano B", quando tudo o resto falha. Mas um plano B perfeitamente legítimo, tal como é perfeitamente legítimo que cientistas cultivem células humanas em caixas de petri ou clonem porcos com alguns genes humanos que possibilitem o desenvolvimento de órgãos aptos ao transplante para pessoas que deles necessitem. Conjuntos de células humanas vivas não são necessariamente seres humanos, é preciso bem mais que isso. Como bem escreve o Ricardo Alves, a vida não começa com a fecundação, transmite-se. E avaliar algo por aquilo que poderá vir a ser, em vez daquilo que é, não é mais que futurologia e crença. Sejamos racionais, sim?

domingo, janeiro 21, 2007

RTP Não Não Não

Começa a ser escandalosa a cobertura da RTP à campanha para o referendo. Não tenho ligado muito às outras TVs, mas constatar que os meus impostos servem para financiar a propaganda do Não é de dar a volta ao estômago. É certo que já tiraram a imagem do recém-nascido do grafismo optando por um boletim de voto (até parece que lêem o renas), mas a expressão "referendo ao aborto" continua em alta, e as peças sobre o Não são sempre pelo menos o dobro (em número e tempo) que as do Sim. E além destas, como aponta o Miguel, seguem-se reportagens "inocentes" sobre partos em casa ou raparigas adolescentes que decidiram levar avante gravidezes não planeadas - good for them, sem ironia, só me pergunto, mas que raio tem isso a ver com o artigo que se referenda? Para os que não se lembram reza assim: «A mulher grávida que der consentimento ao aborto praticado por terceiro, ou que, por facto próprio ou alheio, se fizer abortar, é punida com pena de prisão até 3 anos.» Quem quer ter filhos pode continuar a tê-los e como bem entender, só não se quer obrigar ninguém a tê-los não os querendo, ok?

Mas não é só a RTP em alegre campanha pelo Não, o que me parece constituir uma grande diferença face a 98, altura em que a comunicação social esteve bem mais isenta. Nos tempos que correm qualquer indignação do CDS vale uma notícia, ora não sei quem que mandou uns mails, ora uma juíza que ousa ter opinião. Que se lixe a parte de haver na televisão pública um espaço diário da responsabilidade da ICAR em propaganda pelo Não desde que se começou a falar em referendo! E o sorriso enternecido de Judite Sousa ao apresentar uma peça sobre os betinhos beatos do "Diz que Não", a dizerem que iam ajudar as criancinhas, também é pago com os teus impostos! (By the way, alguém devia avisar essa miudagem que o RAP do Gato Fedorento vota Sim, pelo que convinha mudarem de nome). Mas deixemo-nos estar, cruzemos os braços como em 98... embalemo-nos no bonito discurso do "não partidarizem a campanha", que é o que mais se ouve nos últimos tempos, e vão ver a festa do CDS no dia 11 de Fevereiro.

PS: Incrível, não há mesmo pingo de vergonha. Hoje [22.01.2007] no Jornal da Tarde da RTP passaram duas peças sobre o referendo, a primeira sobre as declarações do bispo da Guarda (que o de Beja não interessava mostrar), que defende a pena capital para quem aborta, e depois um anúncio da caminhada pelo Não que vai haver em Lisboa. Reportagens sobre o Sim, zero! Não há mesmo vergonha! Já escreveste ao provedor?

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Leituras obrigatórias

5 anos do julgamento da Maia, ver as reportagens do Público reproduzidas no blog do Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo Sim.

Os juízos dos juízes no Glória Fácil. Pergunta à f., mas há juízes não-escanzelados e não-franzinos? Ainda não conheci nenhum desses, mas juízes cujo maior problema existencial é o acne já tenho conhecido alguns, o que por si só é capaz de explicar muita coisa...

No Diário Ateísta óptimas postas sobre novas ficções, depois da "guerra ao natal" do Público, "o amuo de Ratzinger por causa de Sócrates" no Semanário. Especial atenção aos gráficos que mostram que a sociedade portuguesa está mais secularizada que a espanhola.

Infelizmente o voto é secreto

«O cónego de Castelo de Vide, Portalegre, citou hoje o Código Canónico para afirmar que os cristãos que votem "sim" no referendo de 11 de Fevereiro serão alvo de "excomunhão automática".»
Uma vez mais pura hipocrisia. É óbvio que de acordo com o Código Canónico era isso que devia acontecer aos católicos que votem Sim. Lamentavelmente o voto é secreto. Sosseguem no entanto os católicos em campanha pública pelo Sim, mantereis o título ainda assim, por mais que grite o cónego de Castelo de Vide. À ICAR interessa que a ameaça paire sobre os devotos eleitores, a ver se alguns se assustam, mas nunca a executaria.

É a contagem muito por cima do número efectivo de católicos no país que lhe garante, à ICAR, todas as mordomias, privilégios, isenções fiscais e atenções mediáticas de que goza diariamente. Se de repente políticos, jornalistas e população em geral acordassem para a realidade de apenas pouco mais de 10% da população ter práticas religiosas católicas regularmente, tudo isso seria posto em causa. O país não mais seria classificado de "católico", a Concordata seria rasgada e a Laicidade do estado cumprida.

Paire a ameaça, mantenham-se as morais que nenhum católico cumpre ou segue, mas não se desconte nunca nenhuma alminha, por mais perdida, das contas dos súbditos de Nª Sª a ICAR toda poderosa. Basta olhar para Espanha, onde a apostasia se tem popularizado, i.e. o pedido voluntário de excomunhão, a tal ponto que a ICAR agora a recusa. Mesmo não querendo, católicos sereis até morrer.

Mas claro que podem sempre tentar escrever ao bispo a anunciar o positivo sentido de voto, pedindo para que este haja em conformidade. 'bora?

sábado, janeiro 06, 2007

Déjà vu

A avacalhação da campanha já começou, e daqui até 11 de Fevereiro o mais provável é que a coisa vá agravando. Como bem disse Ana Sá Lopes, avacalhar é abrir alas para o Não. E isto por uma razão simples, os moderados do Sim prezam imenso a sua moderação e muito pouco o seu Sim. Avacalhando a campanha eles já não se metem, ou melhor, metem-se para atacar os "radicais do Sim", acrescentando sempre que tem muito respeito pelo Não, salvaguardando assim a sua imensa moderação, que é o que importa.

Já o Não não tem destes problemas, o que importa é facturar votos, dê por onde der, para que não se ponha em causa do seu poder, a sua influência. Mentem, distorcem, fazem falsas promessas (educação sexual, não aplicação da lei que defendem, etc), e tudo vai bem, ninguém ataca ninguém, é só palmadinhas nas costas. Os menos moderados (no Não não há radicais) lá se vão entretendo com panfletos de recém-nascidos mortos e agendamentos de comícios pelo Não no domingo do referendo. E assim vai o país, e não é a primeira vez. Para já a única diferença que noto em relação a 98 é que as sondagens não dão uma margem tão grande ao Sim...

PS: E na RTP continuam a falar em "referendo ao aborto", "movimentos contra o aborto", "movimentos a favor". Contribuir com os meus impostos para o jornalismo rasca? Assim é.

Vaticano sai do armário?

Ou é apenas mais uma tentativa de (hetero)branqueamento do passado? [via]

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Países errados seu dona Nogueira Pinto

Hoje pude apreciar na RTP várias declarações de militantes da "Plataforma não obrigada" (por falar nisso, o renas é o segundo resultado na busca no Google pela dita cuja plataforma, not bad!), e já deu para perceber que o prato forte vai ser a desonestidade financeira, mesmo que não seja de finanças nem de financiamentos o que trata o referendo. Aliás, supondo uma vitória vinculativa do Sim, a forma da aplicação da despenalização poderá ser sempre alterada no futuro sem novo referendo, desde que não seja modificado o princípio da não criminalização até às 10 semanas, que é do que se fala, não é demais repeti-lo. Mas resultado, valores inflacionados e despesas esquecidas, vai ser esse o prato forte.

Mais divertido foi ouvir, porque certamente que era gozo (nem Nogueira Pinto do alto do seu narizinho empinado poderá crer verdadeiramente que o eleitorado seja assim tão imbecil que engula estas cantilenas), a dizer algo como "em França este ano vai ser dedicado ao combate ao Alzheimer, na Alemanha a não-sei-quê, e Portugal dedica-o ao aborto?". Wrong countries lady Nog. Esses já tiveram os seus "anos do aborto", há décadas atrás, tantas quantas as que medem o nosso atraso face a eles. A sua comparação, para fazer um mínimo de sentido, teria que ser do tipo, "A Polónia vai dedicar este ano à coroação de Jesus, a Nicarágua vai dedica-lo à conversão dos ex-vermelhos ao catolicismo fundamentalista, e Portugal quer dedica-lo à emancipação feminina?".

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Em Valência o baptismo é maldição para a vida toda

Inacreditável. Ou melhor, quase inacreditável, que vindo de quem vem...

PS: Também em Madrid.

segunda-feira, janeiro 01, 2007

Papa começa o ano a insultar as vítimas de terrorismo comparando-as a embriões

É o que diz a imprensa portuguesa. Curioso é notar no Google News como divergem os títulos dos sites portugueses dos brasileiros, sendo que estes últimos não têm nenhuma referência ao aborto. A igreja não precisa de se esforçar muito para que a comunicação social portuguesa lhe estenda a passadeira vermelha. Basta que transformem as suas missinhas sagradas de dias santos em comícios políticos da mais barata demagogia. Muda-se o ano, mas o fedor que chega de Roma continua o mesmo. Volta Nero, estás perdoado.

PS: Eu sei que isto ainda agora começou, mas mais uma razão para não haver dúvidas, até ao momento o post do ano é este.

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Os movimentos contra e a favor do quê?

Isto estava na primeira página do Jornal de Notícias de ontem. E isto mesmo já ouvi dizer ao apresentador do Telejornal da RTP1, José Rodrigues dos Santos. Isto não pode ser tolerado como um resumo legítimo de "movimentos a favor e contra a despenalização da interrupção voluntária da gravidez", porque uma e outra não significam o mesmo. Isto é mau jornalismo, é desinformação, é a subversão do que se referenda. Provavelmente a maioria das pessoas dos movimentos pelo Sim é contra o aborto, no sentido em que nunca abortaria e vê-o como algo necessariamente mau, ao passo que muita gente do Não já abortou e tornará a fazê-lo se achar necessário. O que se referenda é se as mulheres que abortam por opção devem ser sujeitas a perseguições policiais, julgamentos e penas de prisão ou não.

Já agora, esta manchete era sobre as declarações do bispo do Porto, que comparou o aborto à roda dos bebés abandonados. O que os jornalistas (tv, jornais, etc) não disseram é que a roda não era medieval, era usada em Portugal pelo menos até ao século XIX e é usada actualmente (com outra designação e formato) em países como a Alemanha. O sentido crítico do jornalismo português anda tão fraco que estas mesmas declarações foram repetidas até à exaustão, sem que ninguém comentasse o facto do bispo as ter proferido numa igreja às moscas em pleno dia de natal. Isso é que era capaz de dar uma bela reportagem.

sábado, dezembro 23, 2006

Mercadores no templo só de sotaina

A ICAR condena a venda de relíquias de João Paulo 2º, que têm acontecido nos arredores do Vaticano e na internet. Na mesma internet em que o L'Osservatore Romano, jornal oficial da ICAR, promove a venda de segundas edições do número que anunciava na capa a morte ("chamamento divino") do dito papa polaco, por um preço ligeiramente superior (o dobro) ao habitual.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Melhor estratégia de campanha: façam campanha!

Eu sou sensível à argumentação do Eduardo, mas também o sou em relação à da Cris, e sobretudo concordo com cada linha do Miguel. É claro que há discursos que funcionam melhor com determinadas pessoas do que outros, e há até discursos que podem ser contraproducentes com algumas delas. Mas parece-me que a maior falha é quando não há discurso algum, e foi isso que fez com que se perdesse o referendo de 98.

Desta vez as coisas pareciam estar melhor encaminhadas, o PS parecia muito mais empenhado e convicto, e no PSD as vozes pelo Sim multiplicaram-se. Só que entretanto o PS tem recuado, e o que vemos é uma sua deputada a apresentar um livro pelo Não. O Não tem, graças à igreja católica, essa vantagem única de fazer a campanha chegar a rigorosamente todas as aldeias do país. Tem também muito mais dinheiro para investir na coisa, há mesmo bancos pelo Não. E tem meios de comunicação social de todos os tipos em propaganda declarada a nível nacional: Rádio Renascença, Correio da Manhã e o programa Ecclesia diariamente na RTP2. O Sim tem zero. E na comunicação social local e regional a coisa é ainda pior.

É certo que as sondagens são todas favoráveis ao Sim, tal como eram em 98. O que falta é arrastar esse Sim até às urnas. O que falta é fazer campanha, seja qual for o formato ou discurso. Há que lembrar continuamente o referendo: 11 de Fevereiro! E há que ir para a rua, que a internet é muito engraçada, mas é passatempo para meia dúzia, meia dúzia de votos já decididos e contados há muito. Vivemos num país onde se encara com total naturalidade que a escola pública, da primária à reitoria da maior universidade, seja decorada com presépios. Pior, que as alunas da primária sejam postas a recitar versos como este: «Eu sou a escrava do Senhor; que se cumpra o que me disseste.» - ficar grávida pois então.

São precisos outdoors, são precisos discursos familiares nas ceias de natal e encontros de ano novo, são precisas assinaturas para os movimentos pelo Sim, é preciso que cada um se mexa e fale com quem conhece. É sobretudo preciso que nenhum dos votos sondados falte no dia da votação. 11 de Fevereiro, relembro e relembrarei mil vezes.

quinta-feira, dezembro 07, 2006