quarta-feira, fevereiro 10, 2010
terça-feira, fevereiro 19, 2008
Enriquece a tua biblioteca
Não sei se vocês têm ido às bibliotecas públicas ultimamente, mas algo de estranho se passa, sobretudo nessas bibliotecas de última geração que têm pipocado pelo país nos últimos anos. No meu tempo de teenager as bibliotecas eram lugares lúgubres e frios, onde só alunos muito totós e dedicados punham os pés, além dos velhotes que ocupavam, e ainda ocupam, a secção dos jornais. Eu sei, porque eu também era desses totós. Agora guess what?, é cool ir a biblioteca. As bibliotecas mais recentes são as novas traseiras dos ginásios escolares, o lugar onde estar, ver e ser visto, e claro, pelo meio ainda se lê alguma coisa e cultiva-se a cachola. O marmelanço é entre as estantes de história e filosofia, e fumar, at last, já não é cool. Claro que os computadores, leitores de DVD e CD ajudam ao sucesso, mas é realmente possível encontrar fileiras de canalhada nos seus 12/18 com um livro aberto à frente do nariz. E não só. "Horas do conto" pra putos de 6 anos e até eventos para bebés gatinhantes completam o ramalhete que faz algumas bibliotecas parecerem shoppings em saldos.Por tudo isto é coolíssima a ideia da ILGA do patrocínio de bibliotecas. Quem patrocina és tu e a ILGA faz o serviço; a quem não o quiser fazer directamente, claro está. A oferta às bibliotecas é então a colecção editada pela ILGA em colaboração com a Fundação Triângulo Extremadura. Para que pequenos e graúdos possam então ter acesso na sua biblioteca a livros que reflictam a realidade em toda a sua diversidade. Serviço público pois então.
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terça-feira, dezembro 11, 2007
Livros para todas as famílias
Mesmo a tempo do Natal, a edição pela Associação ILGA Portugal de «dois livros infantis ("De onde venho?" e "Por quem me apaixonarei?") cujas histórias e respectivas ilustrações retratam, de uma forma simples, a diversidade afectivo-sexual, promovendo assim a igualdade, o respeito pela diversidade e a convivência cidadã desde a infância. São livros inclusivos, para todas as famílias – esta edição é afinal mais um passo na nossa luta pelo direito à indiferença.» 10€ cada, lançados dia 15 na Bulhosa de Entrecampos, em Lisboa, com a presença dos autores e apresentação de Miguel Vale de Almeida.
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segunda-feira, junho 25, 2007
Páginas da Vida
Clara Carvalho (do Clube Safo)
Manuel Cabral Morais (da ILGA Portugal)
Miguel Vale de Almeida
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sábado, junho 16, 2007
Não vale a pena chamar o santo, pode ser laico sff
«Ana Sara Brito, a terceira da lista do PS às eleições em Lisboa, liderada por António Costa, disse hoje que a candidatura está aberta à realização de casamentos civis, incluindo de homossexuais, no Salão Nobre da Câmara. "O direito dos homossexuais ao casamento é um direito que nós defendemos", declarou a socialista, num debate promovido pela ILGA Portugal, nas instalações da associação. Ana Sara Brito acrescentou que "se o Governo ou o Parlamento aprovarem" o alargamento do casamento aos homossexuais, estes poderiam casar-se numa cerimónia civil dos casamentos de Santo António.»Óptima notícia. Só não percebo porque não pude ver nada na TV sobre o primeiro debate entre as principais candidaturas ao município lisboeta...
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quarta-feira, junho 13, 2007
Lisboa e @s LGBT: as ideias e propostas d@s candidat@s à CML
- Helena Roseta (n.º 1 da lista Cidadãos por Lisboa)
- Teresa Caeiro (n.º 2 da lista do CDS)
- Ana Sara Brito (n.º 3 da lista do PS)
- Gabriela Seara (n.º 3 do Lisboa com Carmona)
- Carlos Moura (n.º 6 da lista da CDU)
- Sérgio Vitorino (nº 24 da lista do BE)
- Nilza Sena (1.ª suplente da lista do PSD)
Claro que convém ter em conta que Teresa Caeiro é muito provavelmente a figura mais gay-friendly de todo o, por regra nada friendly, CDS-PP. E terá sido isso, e não o seu segundo lugar na lista, o motivo da sua escolha. De qualquer forma o CDS terá que suar para eleger o número 1, sendo certa a não eleição de Caeiro.
Já o Bloco opta por remeter para o 24º da sua lista a representação no debate. A desculpa de que assim se faz representar por um activista gay poderá convencer algumas pessoas. Mas a mim parece um claro menosprezo do assunto, atirado desta forma para o "gay de serviço" (independentemente do seu mérito, não é isso que está em causa), que não tem qualquer hipótese de eleição, sendo por isso indiferente a sua gay-friendliness, pois dos possíveis eleitos do BE continuaremos sem saber a opinião (que está longe de ser unânime no partido).
Seja como for a coisa promete (sobretudo por Helena Roseta e Ana Sara Brito), e era óptimo que @s lisboetas LGBT comparecessem em peso ao debate, para que os candidatos se sintam efectivamente confrontados com as questões dessa parte da população.
PS: A maioria feminina do debate também é reveladora, sobretudo pelo contraste com a norma do debate político nacional.
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terça-feira, junho 05, 2007
De volta ao Terreiro do Paço
E agora sem fogueiras ou inquisidores... Por uma noite o centro político do país será dominado pelo arraial LGBT. Toda a informação sobre o arraial e a marcha que o antecede aqui. O marketing destas coisas sai caro pelo que qualquer eurito é bem vindo, tal como as postas, sms e mails aos amigos. Nada como um bom boca-a-boca para fazer deste o melhor arraial de sempre.
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segunda-feira, abril 09, 2007
O argumento que faltou
Dizer aos políticos nacionais que a lei era homofóbica, machista, reaccionária, ineficaz, a anos-luz das melhores legislações europeias, era o mesmo que mostrar um palácio a um boi. O truque estava mesmo em lembrar que as fronteiras já não existem e que algumas portuguesas além de serem levianas ao ponto de estarem dispostas a engravidar a solo, não se importam que o esperma seja espanhol. Castelhano inclusive... Que diria a padeira de Aljubarrota se ainda vivesse?
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sexta-feira, março 02, 2007
Discriminações multiplicadas
A não perder, amanhã em Matosinhos, a tertúlia organizada pelo GRIP (ILGA Portugal) em colaboração com a ALADI, sobre a homossexualidade nas pessoas portadoras de algum tipo de deficiência. Se falar sobre a sexualidade desta camada da população já é por si só um tema tabu, falar especificamente de homossexualidade é capaz de ser inédito, uma oportunidade rara portanto. A tertúlia está inserida na celebração do Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos.
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quinta-feira, março 01, 2007
Jornalismo fracturante, sociologia fracturada
«O mesmo diria, aliás, acerca dos casamentos gay, que no caso de serem postos a votos seriam certamente recusados. Estou convencido de que nem sequer entre a comunidade gay (se tal existe, o que duvido) há unanimidade a esse respeito?Esta é uma das respostas de Villaverde Cabral, entrevistado na qualidade de sociólogo, mas a mandar bitaites na pose "sentado na tasca a beber uns copos". Não sei se há, era uma confusão e tal... pá, bué cenas, em suma. De qualquer modo há um ponto que merece especial atenção, o da opinião da "comunidade gay". É apenas mais um sinal de que bastará haver um gay, ou pseudo-gay, disposto a fazer o papel de colaboracionista com os homofóbicos, para que a cobardia política a ele se agarre com unhas e dentes para provar que o casamento "não é uma prioridade"... Quem se oferece para o frete?
E também não sei se a adopção por homossexuais é uma grande ideia. Já reina a maior das confusões sobre o sistema de adopção em Portugal, como se tem visto pelo caso Esmeralda; não creio que haja grande vantagem em complicar ainda mais as coisas!»
PS: Alguém recorde sff ao sr. Villaverde Cabral que ele é um dos signatários da petição pelo casamento entre pessoas do mesmo sexo que a ILGA Portugal lançou. Ou será que só a assinou para mostrar que nem entre os defensores do casamento há um consenso favorável ao casamento?
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quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Um ano depois da morte da Gisberta
«El PP dio ayer la sorpresa en el Senado y votó con todos los demás partidos la ley que regulará el cambio en el Registro Civil y otros documentos oficiales del nombre y sexo de las personas transexuales. El Grupo Popular había votado en contra en el Congreso, y se abstuvo en la Comisión de Justicia del Senado. La Cámara Alta es "de segunda lectura y enfriamiento, y lleva a una mayor reflexión", dijo el portavoz popular, Evaristo Nogueira, para explicar el cambio. "Los transexuales llevan una lucha muy importante desde hace muchos años", afirmó.»Notar que o PP espanhol está à direita do PSD português. O segredo está portanto na informação séria, serena e continuada. É por aqui, por aqui...
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sexta-feira, dezembro 29, 2006
Já viste isto?
PS: Em menos de uma hora o anúncio já ultrapassou as 100 visualizações no Sapo!
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sábado, novembro 18, 2006
Do que não fala a imprensa
1) Legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo na África do Sul. Vários motivos pelos quais o assunto devia ter despertado a atenção da imprensa portuguesa. A África do Sul tem das maiores comunidades portuguesas a residir fora do país, foi a primeira república em todo o mundo a avançar com esta lei, o primeiro país africano, e como lembra a ILGA Portugal:
«A decisão do Tribunal Constitucional da África do Sul tem um eco particular no caso português. De acordo com o Tribunal, a anterior definição legal de casamento era "incompatível com a Constituição e não válida na medida em que não permite aos casais do mesmo sexo beneficiarem do estatuto e das vantagens, bem como das responsabilidades, que atribui aos casais heterossexuais". A Associação ILGA Portugal chama a atenção para o facto de existir a mesma proibição explícita da discriminação com base na orientação sexual nas Constituições da República Sul-Africana e da República Portuguesa. Portugal é, aliás, o único país da Europa cuja Constituição inclui essa proibição explícita.»E tal como aconteceu na África do Sul, também nos tribunais portugueses anda um processo que procura esta medida. Teresa e Lena, lembram-se?
2) Por falar em ILGA, os prémios arco-íris 2006 (fotos e discursos no link) foram simplesmente ignorados pela imprensa nacional. Valha Espanha, a agência EFE noticiou, e os ditos foram notícia da Tribuna de Salamanca ao El Mundo.
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sexta-feira, novembro 03, 2006
Nobel do Arco-Íris
Já são conhecidos os laureados deste ano pela Associação ILGA Portugal, pelo seu contributo no combate à ignorância e preconceito:
- ‘Aqui não há quem viva’, Teresa Guilherme Produções
- ‘Laramie’, Teatro Municipal Maria Matos (Diogo Infante, Direcção Artística)
- Luís Grave Rodrigues, Helena Paixão e Teresa Pires pela primeira tentativa de casamento entre pessoas do mesmo sexo em Portugal
- São José Almeida, jornalista do Público
- Unidade de Missão para a Reforma Penal
Parabéns a tod@s!
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terça-feira, outubro 24, 2006
Ainda a sondagem da Católica
De resto ninguém duvida que o país onde estamos é homofóbico. Como bem diz a ILGA em comunicado, não é o casamento entre pessoas do mesmo sexo a questão fracturante, o que fractura o país é a homofobia, sendo as respostas à questão do casamento apenas um dos sintomas disso mesmo. Agora o que mais me fez desconfiar desta sondagem é a ligeira evolução negativa que ela representa face à anterior. Pois se o país é homofóbico, não é menos verdade que nos últimos anos (sobretudo nos últimos dois) se tem assistido a muitas alterações positivas na forma como as pessoas encaram a homossexualidade e @s homossexuais. Esta sensação não sou só eu que a tenho, e por isso estranho não a ver reflectida na sondagem da Católica, mesmo com todos os cuidados de comparar sondagens com metodologias bem diferentes.
Quanto ao mais o problema não é, claro, a sondagem, o problema é que quem tem nas mãos a faca para cortar este queijo recusa-se a fazê-lo. E já agora, sim a igreja tem mesmo uma embirração especial contra os gays. À excepção do aborto, nenhuma outra oposição da igreja é tão visível nos média como a contínua campanha contra qualquer tipo de reconhecimento das uniões homossexuais. Mas não é o nome da universidade o problema maior deste estudo, embora seja uma questão que não deva ser menosprezada, até porque é fácil evitar esse possível factor de distorção em futuros inquéritos.
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bossito
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