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quarta-feira, dezembro 09, 2009

Mentiras Pegadas

Ando há 2 dias a tentar arranjar tempo e pachorra para enumerar todas as mentiras contidas neste texto de opinião publicado no Público, da Exma Sra Isilda Pegado. A oposição da sra Pegado ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e o seu argumentário são os de sempre, demasiado aborrecidos e previsíveis para valerem o trabalho de desmontar.

Confesso que o que mais me chateou é como é possível um texto onde cada número citado, cada facto aludido, está errado pode ser publicado no chamado "jornal de referência" do país? É óbvio que a opinião de um colunista não vincula o jornal à mesma. Mas não estou certo sobre a falta de rigor do mesmo. Quando um colunista usa mentiras chapadas para defender os seus argumentos, e tais mentiras passam no crivo do jornal, é o próprio jornal que fica em causa, transformado que está afinal em veículo transmissor de mentiras.
«Recomendação do provedor. Os textos de opinião do PÚBLICO deveriam passar, antes de publicados, por um crivo de verificação factual idêntico ao que é aplicado às matérias de natureza jornalística.»
A f. já se adiantou e postou a desmontagem da coisa, a ler aqui. Mas porque os desmentidos nunca são demais, aqui fica uma enumeração das mentiras factuais da sra Pegado:

1) «O referendo a esta matéria já foi feito em mais de 42 Estados.» «Onde, por decreto, o povo não pode dizer como se quer organizar, apesar de na Europa e na América já se terem feito mais de 42 referendos. Todos os outros 42 Estados estão mal?» Na verdade na Europa nunca se realizou nenhum referendo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Nos EUA foram 31 os estados a fazê-lo, em alguns casos apenas sobre o casamento, noutros casos o referendo era sobre qualquer tipo de reconhecimento legal de casais homossexuais, e não exclusivamente sobre casamento. Em todos a negação de direitos aos casais homossexuais venceu.

Já na Europa apenas a Suíça realizou referendos comparáveis, sobre parcerias civis, um no cantão de Zurique e outro a nível nacional, em ambos os direitos homossexuais saíram vencedores. Ou seja, é não só mentiroso o número citado por Pegado, como é completamente mentirosa a tentativa de colagem dos resultados americanos à Europa.

2) «O caso da Califórnia é digno de ser contado. No mesmo dia da eleição do Presidente Obama, foi a referendo o "casamento entre pessoas do mesmo sexo" o qual já estava legalizado pela via judicial, há cerca de 4 anos.» De facto é um caso digno de ser contado, e não inventado como fez Pegado. É que em vez de 4 anos, foram pouco menos de 5 meses.

6) «Obama (que diz pretender legalizar o casamento homossexual em todos os Estados)» Diz a quem? Deve ter sido uma confidência exclusiva a Pegado. Porque ao resto do mundo Obama sempre disse durante a campanha precidencial que era contra os casamentos homossexuais, apesar de respeitar as decisões que cada estado tome em relação ao tema.

7) E há mais, muito mais naquele textinho mentiroso, como a conclusão de que Portugal está numa situação ímpar ao não fazer o referendo, o tal que nunca foi feito para o casamento heterossexual, e que a nível mundial foi feito apenas em alguns estados de um único país.

E é isto a opinião publicada na imprensa de referência do país? É isto que distingue o Público do resto? Isilda Pegado não tem vergonha, já sabemos. Mas era suposto o Público ter alguma, ou JMF matou-a de vez? Bom, não custa nada escrever ao provedor.

quinta-feira, julho 31, 2008

No país das boas notícias

Fica-se uns tempos desligado da actualidade rectangular e quando se religa o país parece outro. Ora um incidente de 6 feridos num bairro pobre e não-"branco" da periferia de Lisboa que comove todo o Portugal - mereceria fria indiferença em qualquer outro país europeu. Ora uma notícia da TVI, das primeiras no seu noticiário, sobre um professor da Universidade de Coimbra que chegou atrasado a um exame - que saudável obsessão com a pontualidade haverá agora neste estado! E ainda uma notícia de um grupo de jovens, que não um gang, perdido nas margens do rio Amazonas, aliás Teixeira, encontrado na manhã seguinte por um helicóptero a 500 quilómetros do seu acampamento, aliás 500 metros, e ainda assim transportados de helicóptero para a sua base - quão sofisticados meios de socorro! E não se olha a custos para salvar vidas, ou transportar por 500 metros betinhos de cidade que ficam zonzos quando só vêem verde à volta. O Público esclarece que se tratava de um "grupo ligado à Igreja Católica" (sic).

Para completar o ramalhete chegam-me zumbidos de um novo melodrama no Palácio Rosa, o presidente que nos preside ao ritmo, sabor e profundidade de uma novela mexicana, irá falar esta noite ao país - garantias de total obediência de todos os noticiários na sua abertura, à la Corée du Nord. O drama está em não se saber de que irá falar o perjidente, mas a avaliar pela boa onda noticiosa não me espantaria que fosse para apresentar a demissão e pedir desculpas pelos comentários e alusões racistas e fascistas do mês passado. Nunca é demasiado tarde para ganhar vergonha na cara.

Pode-se não ficar a saber muito do que se passa pelo mundo quando se acompanha a comunicação social tuga (ou norte-coreana, já agora), mas vale bem pela festarola e cores locais - so typical!

segunda-feira, março 24, 2008

Mais vale tarde que nunca

Exemplo, daqui.
«As notícias do PÚBLICO na Internet passam a ter ligação directa para os blogues que as comentam, através de uma nova ferramenta que hoje entra em funcionamento. O objectivo desta medida é ajudar "na difusão das conversas que se geram na blogosfera sobre as notícias, tranformando os níveis de participação no próprio site", explica um comunicado da empresa
Só alguns anitos de atraso em relação aos jornais da estranja, mas não há crise. Agora fixe fixe era se os concorrentes do Público se lembrassem de também fazer concorrência on-line, é que isto do site do CM ser tecnicamente melhor que o do DN ou JN, é muito deprimente...

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Campanha eleitoral espanhola em cartoon

A campanha eleitoral para as legislativas em Espanha já começou e uma das formas mais divertidas de a acompanhar é através dos cartoons da imprensa espanhola. Este aqui em cima do Forges foi publicado no El País, mas os meus favoritos são os do Manel Fontdevila no Público (também recomendados pelo Ricardo Alves). E o melhor é que os podemos acompanhar comodamente através do Google Reader, já que os jornais não só disponibilizam um feed para os cartoons, como permitem a visualização dos mesmos directamente no reader (vários jornais americanos disponibilizam apenas o título). Enfim, um exemplo para a imprensa portuguesa, que se os coloca on-line, como faz o DN com os do Bandeira, já é uma sorte, que fará feeds, RSSs, e essas cenas...

PS: Por falar em eleições espanholas, vejam quem voltou à capa da Zero.

PPS: E por falar em cartoons e Google Reader, quem nos segue por essa via certamente ainda não viu que as renitas voltaram ao topo deste blog ;)

sexta-feira, setembro 21, 2007

Público à esquerda do El País está quase a chegar

Já tinha falado disto em Abril. Agora está mesmo quase, sai dia 26 (quarta-feira) e parece que custará apenas 50 cêntimos. Só é pena não ser em português, até o cabeçalho semelhante facilitaria a troca aos leitores.

quarta-feira, julho 25, 2007

Salazarmania chega ao New York Times

Num emaranhado de clichés, como seria de esperar. Anseio pelo dia em que se possa ler uma reportagem sobre o país na imprensa estrangeira sem as palavras "fado", "saudade" e "católico". Quanto ao "furor" que meia dúzia de fascistas e umas boas dezenas de jornalistas semi-analfabetos criaram, nada a dizer. O tema esgotou-se há séculos. A mesquinhez humana não tem muito que analisar, merece apenas ser exposta para evitar que se repita.

terça-feira, julho 24, 2007

sábado, julho 14, 2007

De volta ao anal

Isto já extravasou a blogosfera, é definitivamente o assunto oficial do Verão. No Google Notícias ainda se encontram títulos mais giros, como "Butt desejado para a baliza" ou "Butt na mira do Benfica".

domingo, junho 17, 2007

NM: "Querem destruir a família"

Para quem ainda não reparou, saiba a Notícias Magazine (suplemento dominical do DN e do JN) está com nova direcção e novos cronistas. Uma óptima notícia, que já está a dar excelentes frutos. A crónica de hoje da Fernanda Câncio, sobre os constantes ataques dos tradicionalistas às famílias homoparentais, é disso exemplo. Não deixem de ler.

Actualização: E quem não tem acesso à revista pode lê-lo mesmo aqui.

quarta-feira, maio 16, 2007

De Londres, Trás-os-Montes, à cova

Já que a comunicação social portuguesa não faz outra coisa por estes dias se não citar as referências a Portugal nos tablóides britânicos, podiam aproveitar e noticiar a primeira página do The Guardian de ontem. Uma previsão que indica que o clima londrino de 2070 será igual ao de Vila Real nos dias de hoje (por acaso no mapa parece-se mais com o Porto...). Já Berlim será argelina, Roma cipriota e Paris alentejana. As cidades portuguesas é que parece terem-se perdido no Saara.

Em todo o caso a imprensa lusa, futuramente tuaregue, tem feito referência às previsões de ondas de calor para o próximo Verão. Apontando já conselhos a seguir para nos protegermos do dito. Como dizia, e bem, uma climatologista na TV, se o aquecimento global parece ser um conceito demasiado grande e inalcançável, há muito que se pode fazer contra o aquecimento local. Desde os materiais e forma de construção das habitações à criação e manutenção de espaços verdes nas cidades. Basta passear em pleno Agosto numa rua ladeada por árvores frondosas e noutra pelada, ou morbidamente enfeitada por árvores raquíticas, para se perceber como uma simples árvore pode fazer baixar em vários graus o calor sentido num prédio.

É claro que as árvores não crescem da noite para o dia, mas olhando com atenção para as cidades portuguesas encontramos ene locais onde podiam estar árvores a sério, mas estão antes palmeiras ou ciprestes. O exemplo mais gritante, multiplicado por quase todas as freguesias do país, são as inóspitas florestas de mármore a que chamamos cemitérios, impenetráveis num dia de Sol logo a partir de Abril... Existem excepções recentes, de cemitérios mais verdes. E também uns poucos velhos bons exemplos. Mas mais podia ser feito para renovar a maioria dos cemitérios já existentes. E porque não promover novas, laicas e ecológicas, cerimónias de despedida dos entes queridos? Esta é uma ideia, mas mais simples ainda seria usar as cinzas dos corpos cremados para fertilizar o solo de novas árvores. Acho que vou já escrever isto num testamento, mármore é que não, mesmo.

segunda-feira, maio 07, 2007

O futuro é gratuito

Ainda no outro dia me queixava pelo facto dos jornais gratuitos não terem sites decentes, e eis que hoje o Destak lançou um novíssimo site, muito decente e limpinho, sim senhor. Embora provavelmente terá em breve mudanças, já que de momento não se vislumbra qualquer publicidade, e é disso que se vive.

E só hoje soube também que existe uma versão brasileira do Destak, em São Paulo, que também tem um site decentezinho, mas com muito menos notícias. Curiosamente hoje foi ainda o dia de lançamento da edição paulista do gratuito de origem sueca Metro, que é há alguns anos o rival do Destak em Portugal. Era capaz de ser interessante uma fusão on-line das edições portuguesas e brasileiras dos dois títulos, possibilitando assim maior conteúdo disponível num só site, mas para tal é necessário que o acordo ortográfico entre finalmente em prática.

Do canudo até ao osso


Um dia que a dádiva salve a vida de alguém, cá estará a imprensa atenta pronta a denunciar a irregularidade do acto...

domingo, abril 29, 2007

Imprensa on-line

A maioria dos sites dos jornais e revistas portugueses são muito fracos, quando existem sequer. Há algumas honrosas excepções, mas que também costumam ser pagas, o que vai contra o espírito da própria internet, yeah, it's for free. Mas até os jornais gratuitos, Destak e Metro, que já se gabam de serem os mais lidos, se limitam ao PDF na rede (notar que outras edições do Metro têm sites próprios: .dk, .es, .fr e .se).

E tudo isto é ainda mais óbvio em relação à imprensa regional e local. Vai daí o governo anunciou com pompa e circunstância a criação de um portal onde esses títulos teriam facilidades várias para colocarem informação on-line. Mas o tempo foi passando e o projecto não parece atrair atenções. O portal anuncia que já (ainda só) tem 11 jornais inscritos, mas destes apenas o Concelho da Murtosa parece estar a funcionar devidamente. O A Verdade de Marco de Canavezes só conta com duas notícias, mas afinal até já tinha site próprio, e com um aspecto muito decente. Já do conteúdo nada garanto que nada li, mas gostava de saber mais sobre as origens deste "Pravda" do Marco, devia ser de leitura interessante nos tempos da outra senhora, perdão, senhor.

sexta-feira, abril 27, 2007

Old Mike, new Christine

Mike Penner, cronista desportivo do Los Angeles Times, escreveu a sua última crónica com essa assinatura. Christine Daniels será a assinatura do próximo artigo. Está tudo explicado na crónica, que já se tornou num dos artigos mais lidos do último ano no site do L.A. Times. O site terá em breve um novo espaço onde Christine escreverá sobre a sua transformação, "Woman in Progress" será o nome.