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sexta-feira, novembro 14, 2008

Afinal ainda há quem se choque com o casamento tradicional

«O drama de Nojood começou quando o pai, um desempregado que antes recolhia lixo nas ruas, quebrou a promessa de não a retirar da escola para lhe arranjar um marido, como fez a outras irmãs. Ela frequentava a segunda classe e adorava estudar Matemática e o Corão. Ele foi buscá-la para a entregar a um homem de 30 anos, o carteiro Faiz Ali Thamer.»
Eu só não percebo alguns comentários à notícia, que a parecem tratar como uma especificidade das Arábias. Casamentos destes em Portugal foram sempre prática comum desde a fundação do país, só no século XX começaram a rarear até à quase inexistência dos dias de hoje. Mas o conceito tradicional de casamento é exactamente este. Modernice é o casamento por amor entre adultos livres. E claro, o divórcio, que Nojood conseguiu, mas a que as raparigas portuguesas em situação semelhante nunca conseguiram até depois do 25 de Abril.

quinta-feira, março 27, 2008

Human, Umani, do Homem?

Este ano pelo menos 4 países da Eurolândia emitirão moedas comemorativas do 60.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Dos 4 só Malta ainda não divulgou o desenho, nos outros lê-se, "Universal Declaration of Human Rights" na belga, "Diritti Umani" na italiana e "Declaração Universal dos Direitos do Homem" na portuguesa. A suposta "ditadura do politicamente correcto" é diariamente "denunciada" na imprensa, mas não consegue coisas tão simples como a correcta tradução da declaração, originalmente escrita em inglês. É que nem é preciso discutir o sexismo da coisa, afinal inexistente no original, bastaria tão só exigir uma tradução sem erros.

domingo, outubro 28, 2007

No comments: Sopping 8ª Avenida em São João da Madeira

Os urinóis das casas de banho masculinas, mais fotos aqui.

E estes são os 4 lugares de estacionamento reservados às mulheres naquele centro comercial, pintados de rosa e mais largos que os restantes 1396.

O site oficial mora aqui. E estas informações recolhi-as no Lobby Gay, esse antro de talibãs do politicamente correcto.

terça-feira, outubro 23, 2007

Os mugidos racistas, vulgo politicamente incorrectos

Politicamente incorrecto é hoje o nome que racistas, homófobos, machistas, xenófobos e demais trogloditas gostam de chamar a si próprios por não gostarem desses nomes tão mais claros e adequados. Por outro lado quem se bate contra o racismo, homofobia, machismo, xenofobia e demais doenças sociais, lutando assim por uma sociedade mais justa, tolerante e aberta, passa a ser um "brigadista da ditadura do politicamente correcto".

Por exemplo, se um cientista moribundo, famoso por um prémio ganho nos 60s, pela sua pesquisa molecular dos 50s (isto é, à volta de moléculas, não de pessoas ou sequer cérebros ou epidermes), faz uma declaração racista ao melhor estilo nazi, usando o seu pedestal de cientista consagrado por trabalhos numa área que não tem nada a ver. Logo surgem os politicamente incorrectos unidos na sua defesa. Pois que é uma questão de liberdade de expressão, pois que tem toda a legitimidade para dizer isso e muito mais, pois que as palavras não matam, pois que ninguém pára a ciência, patati, patatá. E para a semana lá voltarão em manada às crónicas de defesa do legítimo criacionismo, contra a ditadura cientificamente correcta do evolucionismo, patati patatá. Para depois dizerem que é tão legítimo e inócuo dizer que a Terra é redonda, como dizer que é plana, patati patatá.

Digo "em manada" porque convenhamos, gente assim é um bocadinho bovina, não acham? E digo "bovina" para ser elegante, mesmo indo o politicamente correcto para as urtigas, pois, coitadas das vacas, não consta que alguma vez se tenham recusado a pastar ao lado de outra vaca só por essa ser branca-e-preta ou amarela. Mas pronto, antes abusar do bom nome de inocentes animais, que chama-los filhosdaputa e abusar assim de pessoas inocentes. E lá voltei ao PC! :)

PS: Entretanto o pai do ADN, ou melhor, um dos pais do ADN (teve 2 pais e nenhuma mãe, sendo então fruto da homoparentalidade) já se veio desdizer. Veremos quanto tempo mais precisam os seus defensores, pelos vistos serem brancos não está a ajudar a acelerar o processo...

quarta-feira, março 21, 2007

Não dói se fores muçulmana

«He beat her and threatened her with murder. But because husband and wife were both from Morocco, a German divorce court judge saw no cause for alarm. It's a religion thing, she argued.» [Ele bateu-lhe e ameaçou assassina-la. Mas como marido e esposa eram ambos de Marrocos, uma juíza de divórcios alemã achou não haver sinal para alarme. É uma questão religiosa, argumentou.]
Mas a Alemanha apesar de tudo não é Portugal (que ninguém traduza as sentenças portuguesas para alemão ou ainda lixam alguma emigrante lusa!) e a juíza foi afastada do caso e poderá ainda sofrer sanções. Haja tino. Lê-se ainda no Spiegel «The case seems simply too strange to be true» [O caso parece simplesmente demasiado bizarro para ser real], a Leste de Portugal, mesmo.

terça-feira, março 20, 2007

La pupa e il secchione


Além de tudo o que já tem sido escrito sobre o novo (ir)reality-show da TVI, pergunto-me, saberão Rui Zink e Clara Pinto Correia quem são os seus homólogos italianos? Já aqui tinha postado este vídeo, Vittorio Sgarbi (ex-colaborador de Berlusconi condenado por corrupção) e Alessandra Mussolini (neta de Mussolini e militante da extrema-direita italiana) em acesa discussão (ou em discussão à la CDS) na versão italiana de "A Bela e o Mestre". Espero sinceramente que Zink e Correia, no mínimo, fiquem milionários com a sua participação no programa. E mesmo assim parece-me tudo um bocadinho irreal.

Acrescento no entanto que nunca vi mais de 5 minutos da coisa, e nunca sequer os vi (Zink ou Pinto Correia) a... "actuar", mas acho que prefiro continuar assim, a bem da imagem que prefiro guardar de ambos.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Dica para o tribunal de Torres Vedras

Isto é um preservativo. Coloca-se assim:

Assumindo que não se usa preservativo, o risco de contágio do HIV, de uma mulher infectada para um homem que a penetre vaginalmente, é de 5 em cada 10.000 penetrações. Estudos recentes indicam que será mais baixo para homens circuncidados. Qualquer homem com uma cabeça em cima dos ombros sabe que deve cobrir a que tem entre as pernas, com um preservativo, antes de ter relações sexuais com uma mulher que não conhece ou que conhecendo, saiba que tem mais parceiros.

Toda a gente tem direito ao sigilo médico. Violar a privacidade de alguém agora, com base apenas em preconceito e desinformação, terá como único efeito fazer com que outras pessoas tenham receios acrescidos em procurar assistência médica ou fazer o teste do HIV. O que a acontecer será um forte contributo para a propagação do vírus no país. Quem vai processar o tribunal?

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

If you could eradicate misogyny, homophobia would evaporate

É também por isto que no domingo o nosso voto só pode ser Sim. Ainda tens algumas horas para convencer todos os que te rodeiam, que não falte ninguém no domingo.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Mudando de assunto, ou talvez não...


"Éramos pocos" é uma das duas curtas espanholas nomeadas ao Oscar, e está integralmente disponível no YouTube. Deliciosamente ácida.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Pior que muito mau

A eleição do Pior Português de Sempre promete ser ainda pior que a dos Grandes Portugueses. Neste momento quem lidera a votação da "personalidade que mais contribuiu para a ruína do país" é Mário Soares, que com 30% dos votos fica à frente de Salazar, que tem 25%. Na votação sobre quem "melhor encarna as piores qualidades do povo português" é Fátima Felgueiras quem lidera.

O primeiro resultado é tão abjecto que me escuso a comentar. Mas o segundo é revelador da misoginia que ainda graça no país. Fátima Felgueiras só atingiu a fama que tem por ser mulher, ene autarcas por aí envolvidos em esquemas de corrupção semelhantes, e os únicos que lhe passam a perna no escândalo são aqueles envolvidos em esquemas de muito maior dimensão. A fuga para o Brasil foi só a cereja do bolo que é ver uma mulher a pecar onde só aos homens se deixa.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Mandatário do "Não obrigada" em Teerão

Faz todo o sentido de resto. Aprender o negacionismo dos direitos das mulheres é no Irão mesmo. Mas no caso o negacionismo era outro, o do Holocausto. E apesar de ser coisa conhecida e publicada pela comunicação social do mundo inteiro há vários meses, Nuno Rogeiro teve que ir ao Irão para perceber que era disso mesmo que se tratava. Pelos vistos era um de dois portugueses, sendo o outro um neo-nazi. O curioso é que a mesma direita que andou a gritar aos quatro ventos "diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és" a propósito, nomeadamente, do elogio iraniano à reeleição de Chávez na Venezuela, fala agora em "coragem" de Rogeiro, segundo ele próprio um "amigo do Irão". Recuso-me a usar o ditado reaccionário, mas haja um poucochinho de decência e vergonha na cara, sim?

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Nos bares de alterne basta comprar uma bebida e a menina não é sorteada, é certa

«Ou então ligue 800 XXX XXX e habilita-se a ter a adaptação (serviço de troca do redutor) feita por uma miúda do gás.» E suponho que o último a ligar seja paneleiro, pelo que terá que levar com um miúdo da bilha. Via Womenage a Trois.

quinta-feira, novembro 16, 2006

Já basta a do filme!

Pois é, uma coisa são as mães solteiras engravidadas pelo espírito santo nas estórias da carochinha, outra coisa são as mães solteiras de carne e osso, as malditas! A opinião não é minha, claro, mas da Santíssima Sé.

Keisha Castle-Hughes, de 16 anos, é uma das actrizes do primeiro filme a merecer a honra de estrear no bonito estado do Vaticano, "The Nativity Story". E apesar de representar o papel de Maria, um papel que não seria nada sem a intervenção do espírito santo, claro, mas que ainda assim merece alguma importância na trama cinematografada, não está entre os cerca de 7000 convidados à estreia. É que Keisha, solteira, está grávida. É o chamado "apoio à maternidade" que a igreja tanto apregoa. E a rapariga que não ouse abortar com o desgosto de não poder assistir ao seu filme entre padralhada vária. É que assim além de puta, virava assassina, aos olhos, claro, da puríssima igreja, que deus a guarde.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Ou de como a "moderação" promove o integrismo católico

«Um grupo de 31 deputados do PSD e do CDS-PP entregam hoje, no Tribunal Constitucional, um pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade da lei da procriação medicamente assistida (PMA), por considerarem que há disposições que violam a lei fundamental (...) Teresa Venda e Rosário Carneiro, do Movimento Humanismo e Democracia, eleitas deputadas nas listas do PS também deverão subscrever o pedido, que já excedeu largamento as 23 assinaturas, equivalentes a 10 por cento do total dos parlamentares, exigidas para o efeito.»
A lei da PMA é uma absoluta vergonha. É mais retrógrada que a lei aprovada em Espanha nos anos 80, só para dar um exemplo. Se o Bloco de Esquerda fosse o que diz ser, seria este partido a promover a fiscalização da constitucionalidade de uma lei de machismo e homofobia bastante explícitos. Mas não.

Aliás, o Bloco, o PCP, os Verdes, e claro, o PS, todos cantaram pela bitola da moderação, que era preciso "evitar radicalismos", tudo a seu tempo, bla bla bla, aprovando assim uma lei que nos mantém seguros na cauda europeia dos direitos reprodutivos. Tudo isto seria para sossegar os católicos. (Exactamente a mesma desculpa usada agora para se evitarem discursos emancipatórios na campanha do referendo à IVG, apostando tudo na coitadinhização).

Está visto que não resultou. Apostar na cobardia política e na discriminação teve como único efeito dar espaço ao extremismo católico. Que não se contenta em ver-nos na cauda da Europa, quer-nos igual à Nicarágua. E não há pingo de vergonha mesmo. Até a brigada das cruzes do PS se junta ao forrobodó fundamentalista. Venda e Carneiro, as duas integristas católicas que por obscurantíssimos motivos são sempre enfiadas nas listas do PS em lugar elegível, mostram uma vez mais para que servem.

O delírio vai ao ponto de Isilda Pegado andar ainda a promover um referendo à lei da PMA, porque afinal os espermatozóides também devem ter alminha, e que se lixe o défice, 'bora gastar milhões em abstenções mais que previsíveis. Sim, a mesma Pegado que recusou esclarecer na RTP a sua posição face às situações em que o aborto está despenalizado actualmente no país. Ainda há dúvidas?

quarta-feira, outubro 18, 2006

Chega de ingenuidades, de uma vez por todas: não é o feto que está em causa

As discussões sobre a IVG agastam-me, cansam-me, aborrecem-me... Tidas tantas vezes, já só tenho pachorra para discutir estratégias, denunciar esquemas do Não etc. Mas volta e meia lá tenho eu que levar com a estória do feto que "é um ser humano pequenino", que nem se vê, mas merece mais atenção que, por exemplo, as 15 mil crianças institucionalizadas neste país. De uma vez por todas, não é isso que está em causa neste referendo.

Alguém que efectivamente acredite na teoria do feto = pessoa não se poderia limitar a votar não no próximo referendo, teria que dizer não à actual lei. A actual lei prevê, por exemplo, que a mulher possa abortar quando a gravidez é fruto de uma violação. Esse feto abortado legalmente é exactamente igual aos fetos abortados ilegalmente, resultantes de relações sexuais consentidas. É esta excepção à criminalização do aborto que melhor explica e ilustra o que efectivamente está em jogo quando se fala da IVG, que "valores" afinal são estes que movem o Não.

A maior parte das pessoas partidárias do Não é favorável a esta excepção, e o motivo que é dado é este: "a mulher não teve culpa". Ou seja, nos restantes casos "a mulher tem culpa". E tem culpa, porque teve sexo, e se teve sexo deve arcar com as consequências, e as consequências do sexo devem ser filhos, aliás, única razão pela qual se deve ter sexo. São estes então os valores do Não.

Se a preocupação fossem os fetos, procurar-se-iam estratégias que reduzissem o número de abortos. Educação sexual nas escolas, acesso facilitado a meios contraceptivos etc. Enfim, tudo coisas que encontram sempre como obstáculos os partidários do Não. Aliás, rapidamente se chegaria à conclusão que o país a imitar seria a Holanda, o país europeu com menos abortos realizados, e não por acaso, o país que penaliza o aborto num menor número de situações (o "aborto livre" é coisa que só existe em algumas cabecinhas menos saudáveis).

Mas não é nada disso que está em causa. O papel da mulher na sociedade é o que se referenda em Janeiro próximo. Deve a mulher ter direito a uma vida sexual orientada pelo seu desejo de prazer (como sempre fez o homem), ou deve a mulher limitar-se ao papel de mãe e esposa?

sábado, setembro 16, 2006

Vote num, leve com dois

Ali entre a Presidência Directa e o Palácio de Belém vive Maria. E Maria tem um interesse especial por si, que é português (se não és, esquece). Partilhe com Maria as suas preocupações, pois a isso está disposta e disponível, e para isso foi eleita por Cavaco para o cargo que ocupa numa bonita página rosa. Obrigado Maria, não era preciso incomodar-se.

quinta-feira, setembro 07, 2006

Vai Seguro e não fermosa

As respostas são no mínimo infelizes, mas as perguntas/afirmações!? E matam árvores para publicar coisas destas... E porque acha o Correio da Manhã que as lésbicas portuguesas são assim tão patrióticas? É que nem um dicionário lá devem ter...

domingo, setembro 03, 2006

Atenção, só para heteros casados*

«Primeiro banco de esperma e óvulos criado no Porto»

Ah, excepto os dadores de esperma e as dadoras de óvulos, esses podem ser solteiros. Quanto a não se ser hetero, por via das dúvidas, será melhor darem uma chance à heterossexualidade durante a entrevista...

PS: E afinal vai ser adiado...