domingo, setembro 10, 2006

Ainda em Beta

O Blogger ainda não passou a VHS, e é por isso que alguns leitores têm tentado comentar sem sucesso. Creio que o problema estará no uso do login do antigo Blogger nesta nova versão, já que eu próprio não senti nenhuma dificuldade. Espero que em breve tudo se resolva. Caso alguém precise ainda de convites para contas Gmail, não hesite em imeilar-me.

De resto o próprio renas também está em modo beta, por mais tempo que o planeado, e por manifesta falta de... tempo. O que significa que a ausência de renas no topo não é necessariamente definitiva, ou que os links estejam completos. Devagar se irá ao longe.

Upps, subscrevo uma ideia das FARC

sábado, setembro 09, 2006

Ainda o "caso" FARC/Avante!/CIA debaixo do tapete

A ler estes três posts do blog Jornada: «Sobre o "stand" das FARC no Avante!», «FARC II» e «Meu caro Álvaro Uribe», que vêm pôr uma série de pontos nos 'ii'.

Entretanto aqui no renas tivemos acesso a informações exclusivas, que garantem que um dos envolvidos no processo Apito Dourado, Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, também foi à festa do Avante!. O que exigimos saber depois desta bombástica revelação é:

1) O PCP convidou o dirigente benfiquista?

2) O que pensa o PCP sobre a escolha de árbitros pelo telefone?

3) Alguma vez o PCP deixou Luís Filipe Vieira utilizar os telefones da Soeiro Pereira Gomes?

Esperamos que o PCP forneça estas respostas com a máxima urgência, a bem do fair-play!

sexta-feira, setembro 08, 2006

Plutão morreu? Viva Saturno!

Essa grande diva da moda internacional, Bentinho 16, exemplificou esta semana o truque para estar sempre bem. Se tiveres uns Prada vermelhos, não sejas pirosa e pindérica e pensa bem. Nada de tiaras papais brancas ou aqueles chapelinhos ridículos dos padres. Nada com um belo Saturno vermelho a fazer pendant com o sapatinho. Assim quando te virem levantar a saia ao vento, percebem logo que o sapatinho condiz com o chapeau. E vais leve, fresca, segura e sobretudo na moda. Fashion!

Os pendants ton sur ton são definitivamente o estilo a usar. E se antes era a Madonna que nos mandava usar chapéus de cowboy, agora é esta grande diva que nos recomenda: o Saturno sempre a fazer pendant. E, caras amigas, reparem no detalhe: o Saturno tem dourados que combinam muitíssimo bem com a cruz e o anel. Pendant até nas jóias. Ela arrasa!!!

Tal como a nossa grande diva, sejam feéricas, sejam audazes, usem vermelho, usem saturnos. Saturns are the new tomorrow!

Posts relacionados:
«Camauro is the new black»
«B16, o bombeiro de deus»

Deputado do PSOE pede ao parlamento espanhol que reconheça a "singularidade" do Couto Misto

Alberto Fidalgo, deputado ourensano eleito pelo PSOE, apresentou na passada quarta-feira uma proposta de resolução no parlamento espanhol, para o reconhecimento da singularidade do Couto Misto como "enclave histórico-cultural". A restauração da independência já esteve mais longínqua... Notícia também na Europa Press.

Ellen DeGeneres sucede a Jon Stweart

A 79ª edição dos Oscars será apresentada pela Ellen. A gayness da última edição parece assim estar assegurada também para a próxima. Via Chuza!.

Not anymore

The only gay in the village vai emparceirar civilmente. Lá se foi o melhor partido de Llanddewi Brefi...

FARC/CIA: Cosmopolitanismo à portuguesa

1) Membros das FARC terão estado na festa do Avante!. Festa pública e anual, e tal presença, ao que parece, verifica-se regularmente há vários anos. Tal como de resto a de dezenas de jornalistas que cobrem o evento. Desde 2002 que a União Europeia classificou as FARC como sendo um "grupo terrorista", o PCP discorda da classificação.

2) Aviões da CIA fizeram escala em aeroportos portugueses a caminho de Guantánamo, reconheceu finalmente o governo, depois de várias fugas às perguntas. É possível, provável até, que transportassem prisioneiros de guerra para o campo de detenção que os EUA detêm em Cuba. Entretanto o próprio Bush reconheceu agora a existência de prisões secretas da CIA fora dos EUA - há muito que existia a suspeita de estarem localizadas no Leste Europeu.

Com estes dois assuntos na mesa qual vos parece ter sido o prato do dia na assembleia? Nem mais, foi logo o primeiro. E a blogosfera rejubila com o seu "furo". O ridículo do caso começa logo aí, mas qual furo meus senhores? Acaso a festa do Avante! é clandestina? Acaso o PCP alguma vez negou as suas boas relações com o PC chinês, norte-coreano ou colombiano? Acaso o stand das FARC estava na zona reservada da festa?

É óbvio que as péssimas amizades que o PCP tem pelo mundo fora podem e devem ser sujeitas a crítica. Mas para a crítica ser feita com justiça tem que haver decência. E a decência não existe quando do velho se faz novo, do que sempre foi público se faz segredo revelado e se chega ao cúmulo de querer culpar o PCP por um rapto das FARC. Quando é que, nesse caso, o PS-PSD-CDS pede desculpas pelas mortes diárias no Iraque?

No meio de todo este oportunismo político e (bl)egos aos pulos com as citações na imprensa, resulta especialmente patético o papel a que a imprensa se prestou. Citar blogs para noticiar algo que os jornalistas testemunham in loco todos os anos? Rir para não chorar.

Com a facilidade que a blogosfera cria casos, timmings convenientes e falsas polémicas, não é de admirar que já não haja espaço no país para pasquins como o, em boa hora defundo, Independente. Para quê? Se abrir um blog sai de graça.

Este post não pretende, de modo algum, desculpar o PCP. Apenas não o sobrevaloriza, e não coloca as amizades comunistas no topo da agenda nacional. Até porque se os amigos do PCP visitam Portugal, é porque os deixam passar na fronteira, cujo controle não é da responsabilidade do partido. Isto se precisam de passar a fronteira, não me parece impossível que as FARC tenham membros portugueses ou de outra nacionalidade europeia. A foto de cima não é do stand das FARC no Avante!, mas de um comício do passado 1º de Maio em Copenhaga.

Já as visitas da CIA a este país terão sido tudo menos de festa e propaganda. Foram escondidas e negadas o mais possível, e continuamos sem saber o que levavam os aviões de tão ilustre instituição. Portugal já não subscreve a Convenção de Genebra? Ou os direitos humanos só devem ser invocados quando nos é conveniente?

Falam agora os criadores do caso "Avante!/FARC" de uma declaração do parlamento a condenar as FARC. Ui, parece que já estou a ver as FARC a abandonarem o tráfico de droga e baixar as armas perante o peso de tal documento... E que tal em vez de poeirada inútil aproveitassem este momento de grande indignação e exaltação para defenderem uma lei que de facto pudesse servir de alguma coisa às vítimas do terrorismo na Colômbia?

Como em Espanha, onde um casal de lésbicas colombianas perseguidas pelas AUC (ou será que só conta se for pelas FARC?) acabou de receber asilo político no país vizinho. Teriam tido a mesma sorte em Portugal? Por culpa de quem? Do PCP?

quinta-feira, setembro 07, 2006

Vai Seguro e não fermosa

As respostas são no mínimo infelizes, mas as perguntas/afirmações!? E matam árvores para publicar coisas destas... E porque acha o Correio da Manhã que as lésbicas portuguesas são assim tão patrióticas? É que nem um dicionário lá devem ter...

Microsoft querer patentear tecnologia de conjugação de verbos

A Microsoft pretender patentear uma tecnologia de conjugação de verbos em várias línguas (via Chuza!). Coisa, aliás, que a Priberam já fazer haver alguns anos para a língua portuguesa - mas não pedir patente, e caso por absurdo a Microsoft ter sucesso, poder ter que pagar direitos à empresa de Bill Gates. Ser só eu a achar que os abusos e excessos das leis de direitos de autor ser a maior ameaça à liberdade de expressão actualmente no Ocidente?

A pilinha mais ansiada

Finalmente nasceu. O Japão pode respirar de alívio, já tem presidente para as próximas décadas - nunca se conformou à ideia de ter uma mulher a ocupar o cargo, ao contrário de Espanha. "Gu gu dá dá" terá dito o futuro chefe nipónico, um dos muitos portuguesismos da língua japonesa.

Nada que se compare à Bíblia ou ao Corão

Mas este livro, "The Collector" de John Fowles editado em 1963, já terá inspirado além do rapto da austríaca Natascha Kampusch, o rapto, tortura e assassinato de pelo menos 25 pessoas na Califórnia nos anos 80, pela dupla criminosa Charles Chitat Ng e Leonard Lake. Foi levado para o grande ecrã em 1965. E em Portugal está traduzido e editado pela Caminho. Só não é santo como os outros, já lhe chamam maldito.

quarta-feira, setembro 06, 2006

200 anos de notícias

O Google não pára de surpreender, agora lançou o News Archive Search, i.e., a possibilidade de busca em arquivos noticiosos que vão tão longe quanto 200 anos no tempo! O actual serviço Google News estava limitado a notícias com menos de 30 dias. Claro que as buscas por notícias anteriores à era da internet acabam por ter poucos resultados e quase todos pagos, mas é excelente para buscas sobre os últimos anos. Para já só em inglês. Via Chuza!, mais informações na BBC.

Qualquer dia prendem-nos na cave

«Oficina S. José proíbe rapazes de falar com assistentes sociais»

Nota: Parece-me de louvar a cobertura do Jornal de Notícias a todo o caso Gisberta, desde a primeira hora até às suas "ramificações". Sem dúvida o órgão que mais atenção tem prestado ao assunto.

domingo, setembro 03, 2006

Atenção, só para heteros casados*

«Primeiro banco de esperma e óvulos criado no Porto»

Ah, excepto os dadores de esperma e as dadoras de óvulos, esses podem ser solteiros. Quanto a não se ser hetero, por via das dúvidas, será melhor darem uma chance à heterossexualidade durante a entrevista...

PS: E afinal vai ser adiado...

Mais uma boa razão para boicotar a Galp

«Desde o passado dia 10, em que o petróleo atingiu o máximo histórico de 78,64 dólares no mercado de futuros de Londres, a Galp desceu 4,5 cêntimos o preço da gasolina sem chumbo. A redução de custo por parte da Galp é de 3,35 por cento. No entanto, a matéria-prima baixou nove dólares na praça londrina (descida de 12,5%).(...) Conforme declarou ao «Correio da Manhã» o secretário-geral da DECO, Jorge Morgado, «há sempre muita pressa em aumentar os preços. Mas quando o petróleo baixa, essa pressa não existe». (...) Segundo o responsável da organização de defesa dos consumidores, «a concorrência não existe, apesar da liberalização do mercado de combustíveis, e o Governo não toma medidas para que ela exista e seja benéfica para o consumidor». (...) Recorde-se que, no exercício de 2005, a petrolífera portuguesa, que também faz refinação, teve o resultado líquido recorde de 442 milhões de euros, mais 33 por cento do que em 2004.»

sábado, setembro 02, 2006

Por falar em Parlamento Europeu

No passado dia 15 de Junho em Estrasburgo, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução sobre a escalada de actos de violência de índole racista e homófoba na Europa. Nesta resolução era feita uma oportuna referência ao assassinato da Gisberta, referência essa introduzida pela eurodeputada socialista Ana Gomes. Até aqui, tudo bem.
«Numa declaração de voto apresentada por escrito, o Vice-Presidente português do Parlamento Europeu, Manuel António dos SANTOS (PSE), explicou que, apesar de considerar muito positivo o essencial do conteúdo da resolução e de achar que é politicamente oportuna, não votou a favor. "As objecções – abstive-me – centram-se exclusivamente na introdução de uma referência a um caso português que, supostamente, indiciaria a existência de uma forte cultura homofóbica em Portugal. O chamado caso Gisberta, ocorrido no Porto, é apenas um acto de delinquência juvenil julgado como tal pela sociedade portuguesa e tratado correctamente pelas autoridades judiciais. Não existe, portanto, qualquer razão para que este caso integre uma resolução deste teor e tanta importância", declarou o deputado.»
Ou seja, boas notícias, não existe "uma forte cultura homofóbica" em Portugal (até porque Viseu fica em Espanha e a Madeira é independente). De tal forma não existente que nem vale a pena o Vice-Presidente português do Parlamento Europeu, eleito pelo Partido Socialista, se ralar com o assunto, ou melhor, o não-assunto. No fundo a justificação dada por dos Santos, para a sua abstenção, apenas se distingue das justificações da extrema-direita polaca, para os seus votos contra, no tom usado, a argumentação e o incómodo são em tudo semelhantes. Já se pensarmos na direita finlandesa, em flexão no post anterior, encontramos um discurso bem diferente. Oiçam o que disse Alexander Stubb no dia 17 de Maio, Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia. Ou seja, o eurodeputado português de maior relevo no Parlamento (é Vice!), foi eleito pelo PS, mas nestas coisas de gays e mai' não sei o quê está mais próximo dos fascistas polacos, que dos conservadores finlandeses. E a Gisberta nunca existiu.

sexta-feira, setembro 01, 2006

Lost in translation?

Alexander Stubb, eurodeputado conservador finlandês, elaborou um relatório sobre os gastos da União Europeia com as traduções nas suas 21 línguas oficiais. Segundo o Vieiros, depois de um primeiro impulso para recomendar a redução dos idiomas de trabalho, Stubb acabou por concluir que 1% do orçamento final não é demasiado pela defesa e manutenção do multilinguismo nas instituições europeias, mas que mesmo assim muito dinheiro é desperdiçado em traduções que acabam por não ser necessárias.

Uma boa parte da culpa da descoordenação e esbanjamento de recursos actual deve-se à divisão do Parlamento Europeu entre Bruxelas e Estrasburgo. E este vaivém Bruxelas-Estrasburgo tem um custo total estimado em cerca de 200 milhões de €uros. Ou seja, mais do que os custos totais das traduções, que de acordo com o relatório de Stubb foram em 2003 cerca de 163 milhões de €uros.

Os gastos com as traduções são essenciais, se hoje em dia os cidadãos já parecem tão alheados das instituições europeias, imaginem como se seria se estas funcionassem apenas em inglês, francês e alemão... Já o vaivém Estrasburgo-Bruxelas parece servir apenas para mimar o ego francês. É por isso que Cecilia Malmström, eurodeputada liberal sueca, lançou a Campanha Oneseat, uma petição online pela concentração de toda a actividade parlamentar em Bruxelas.

Mas nisto de política europeia há coisas de impossível tradução, como as poses de Stubb no seu site, ou a sua foto com o pai-natal ao lado da foto com Durão Barroso. Uma descontracção conservadora nórdica, que em Portugal não teria sequer reflexo no "ousado e jovem" Bloco...

Ok, já chega, vamos lá acabar de vez com "os portugueses", sim?

Já tinha comentado este assunto há uns meses, mas a coisa não dá sinais de abrandamento, pelo contrário. Seria ridículo se não fosse tão nauseante a repetição constante do disparate. Alguns exemplos:

1) «Portugueses compram 100 mil livros escolares no Webboom» publicita o Diário Digital, mas será que os estrangeiros que frequentam escolas portuguesas não podem ser clientes do referido site?

2) «Portugueses pagam mais IRS que os espanhóis» noticia o Jornal de Notícias. E os portugueses que trabalham em Espanha, e os espanhóis que vivem em Portugal? Afinal a diferença depende da nacionalidade ou do país onde se é contribuinte?

3) «Um milhão de portugueses troca de operador móvel». Garante a Agência Financeira, mas parece-me que é o Jornal de Negócios que acerta nas contas: «Mais de um milhão de residentes em Portugal afirmam já ter mudado de operador de rede móvel». Estão a ver a diferença?

4) Não é preciso apagar Portugal do mapa, basta que haja rigor. Escrever que «Portugal apenas recicla 3% dos seus resíduos» (Reflexo Digital) e não que os «Portugueses são os que menos reciclam na UE a 15, diz estudo» (Diário Digital), pois certamente que o estudo não contabilizou a reciclagem dos imigrantes separadamente. Imigrantes cá, ou emigrantes portugueses no resto da UE.

Estes são só alguns exemplos, fruto de uma brevíssima pesquisa no Google Notícias, mas a coisa é diária e por toda a comunicação social. Já era hora de acabar com isto, não?

Os mitras também gostam de xadrez


Isto já é old news no Reino Unido, mas só ontem, ao ler as páginas do Wall Street Journal que o Jornal de Notícias publica às quintas (só em papel), fiquei a par do fenómeno, que me parece de uma ironia deliciosa. Desde 2004 que a palavra "chav" se popularizou em terras de sua majestade, designando aquilo que em Portugal (ou pelo menos no Norte) designaríamos por "mitras". Jovens e adolescentes brancos, que vagueiam pelas cidades em bando, indumentária desportiva, com cara de caso e de quem não tem nada para fazer - uma espécie de subproduto da cena hip-hop negra, mas sem música ou qualquer outro conteúdo. Lá como cá, os mitras gostam de roupas de marca e peças de ouro, mas as marcas costumavam ser apenas as desportivas, Adidas, Nike e por aí fora... Foi isso que mudou em Inglaterra, e fez com que os mitras se tornassem chav.

A Louis Vuitton (ou imitações de) foi só uma das marcas que passou a estar em voga neste grupo social mais conhecido pelas gravidezes na adolescência (cujo record europeu é britânico), mas é da Burberry que eles gostam mais. O xadrez de fundo bege que é a imagem de marca da conhecida e cara etiqueta londrina, passou a ser a cara da onda chav. Ou melhor, a cabeça, já que eram os bonés axadrezados a peça favorita dos miúdos. Resultado, os bares e discotecas passaram a listar a Burberry juntamente com as marcas consideradas "perigosas", por serem usadas por "hard core trouble makers".

As vendas da Burberry continuam a cair no Reino Unido, o boné axadrezado há muito que não é produzido e o xadrez quase desapareceu das suas lojas britânicas. Agora outras "prestigiadas" marcas temem um futuro semelhante e recuaram nas suas estratégias de marketing voltadas para a conquista de consumidores mais jovens. O medo de ser chavado já chegou mesmo aos produtores de champagne! É que os chav fartaram-se de beber cerveja...

A tendência será para que o fenómeno se espalhe, pelo menos pela Europa Ocidental. E apesar de nascer sem qualquer mensagem política ou cultural, mas apenas de desejos consumistas de uma classe pouco favorecida no bairro, mas riquíssima na aldeia global, esta onda já tem os seus ícones. Vicky Pollard é de longe a minha favorita.

Os significados e conotações da palavra, contudo, estão longe de estarem bem definidos. Mas se antes era vista sobretudo como insulto classista, cada vez mais é utilizada pelos próprios chav, afirmando-se e reconhecendo-se dessa forma. Não é impossível que a cena chav se torne tão cool que venha a ser apropriada por outros grupos (betos p.ex.), expulsando os chav originais e atraindo as empresas que agora lhes fogem a sete pés. O que tudo isto pôs a nu já nós sabíamos, o bom estilo é o de quem tem o bolso cheio, e vice-versa. O divertido foi ver, for once, os fornecedores de estilo aos fartos bolsos, atropelados pela lógica que alimentam, e de que se alimentam, desde sempre.