terça-feira, outubro 24, 2006

Tuguismo sick

Parece que o "Eixo do Mal" da SIC e o "Inimigo Público" do Público se uniram para escolher "O Pior Português de Sempre", uma inversão do programa da RTP, "Grandes Portugueses". Até aqui tudo bem. O pior é que, mais uma vez, a figura de D. Sebastião serve para aliviar a homofobiazinha costumeira:
«Que político mais contribuiu para a ruína do nosso País?
D. Sebastião
O sodomita irresponsável que afundou Portugal em Alcácer-Quibir e criou o sebastianismo, sentimento que infecta Portugal há 5 séculos, como um cancro.»
A sério? Então afundou-se em Alcácer-Quibir por ser sodomita? Eu que achava que era por ser um fundamentalista católico, educado e (diz-se) violado repetidamente pela padralhada desde terra idade. E se bem me lembro também, o sebastianismo quem o criou foram os fundamentalistas católicos sobreviventes que a ele rezam desde o desaparecimento. Mas isto são achanços meus, que, por outro lado, acho cada vez menos graça às graçolas fáceis destes humoristas arruínados à nascença, por culpa exclusiva, é claro, de um teenager gay, há séculos morto em Marrocos.

PS: E digam lá se há figura mais tuga que o pobre do Sebastiãzinho? Fruto de incestos vários, bisneto de Joana a louca (I de Castela), criado por jesuítas, abusado sexualmente pelos mesmos, feito rei aos 3 anos, sanguinário, islamofóbico, fanático católico e gay. Definitivamente merece o meu voto, e não é p'ra palhaçada da SIC, é mesmo para a da RTP.

Join the party

Firefox 2

Bichas em exibição no Museu de História Natural de Oslo

"Contra-natura? - uma exposição sobre homossexualidade animal" está em exibição no Museu de História Natural de Oslo desde dia 12, e por lá ficará até Agosto do próximo ano. Via Chuza!.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Gladiador-a-dias


Lembram-se do cleaning hunk (bonzão das limpezas)? Agora há mais dois, que vêm ilustrar fantasias há muito sonhadas por tod@s: um gladiador a limpar o quarto de banho ou um cowboy a tratar da cozinha, entre outras. Para quem gosta do género publicitário, saiba que o rapaz da Philips que dá conselhos sobre depilação masculina ainda é o mesmo, para ver ou rever aqui.

sábado, outubro 21, 2006

Até quando nos sujeitaremos a ter que ler estas coisas?

Editorial de hoje do El País:
«La frontera del aborto

(...) Convocado tras un pacto vergonzante para aplacar la ira de la Iglesia católica y del ultraconservador lobby médico, ante una reforma progresista de la ley que había aprobado ya el Parlamento, aquel referéndum sólo sirvió para dividir al país y perpetuar una situación humillante para las mujeres que se mantiene hasta hoy mismo, cuando apenas 1.000 de las 20.000 portuguesas que abortan cada año lo hacen de manera legal y segura. El resto recurre bien a clínicas privadas ilegales, bien a clínicas legales españolas, en el mejor de los casos; y en el peor, a métodos caseros, llenos de riesgos: 11.000 mujeres ingresan cada año en urgencias declarando haber sufrido abortos espontáneos para evitar ser perseguidas judicialmente. Desde 2002, 40 mujeres y profesionales de la salud han sido procesados por abortos ilegales. (...)

Las mujeres portuguesas no pueden seguir sometidas a una legislación anacrónica, peligrosa y humillante, y Portugal no debe permitirse presidir la Unión Europea en el segundo semestre de 2007 sin resolver esa injusticia.»

Mais uma prenda para o PS

Depois da Opus Dei, perdão, Gay, é a vez da Universidade Católica. O Miguel diz praticamente tudo o que há a dizer, mas não resisto a dar mais algumas achegas.

Comecemos pelo princípio: «Portugueses ainda perfilham moral tradicionalista» titula o Público, para logo se ler «Legalização da prostituição, eutanásia activa a pedido de doente incurável ou com doença dolorosa, introdução do sacerdócio feminino. Eis algumas causas fracturantes que, mesmo não estando actualmente na agenda política, recebem apoio maioritário dos portugueses, de acordo com uma sondagem da Universidade Católica (...)». Eh lá, é isto a moral tradicionalista afinal? E a sondagem deu para meter isto tudo numa só? E "fracturantes" já nem leva aspas, repararam?

Imagino a confusão que terá sido o telefonema de quem respondeu à sondagem. (Ainda há pouco tive o azar de levar com uma sobre telemóveis que prometia ser curta, e nunca mais acabava, estas sumarentas nunca me calham, raios!) E como se a confusão de temas não fosse por si só suficiente para enviesar os resultados, ainda há a parte do "podia responder a umas perguntinhas duma sondagem p'ra Católica?", que inibe qualquer devoto a dizer o que realmente lhe vai na alma.

Mas vamos imaginar que a sondagem correspondia à realidade, nela não veríamos grandes diferenças (no que toca ao casamento entre pessoas do mesmo sexo) face à única outra sondagem que conheço sobre o tema feita no país, a da Aximage de 2004. Embora nesta as alternativas fossem casamento (35,3%) ou não-casamento (53,8%). E nestas coisas de sondagens sobre temas que não estão em "campanha eleitoral" o modo como é feita a pergunta e as hipóteses dadas podem ser a diferença entre 30 ou 60%. Porque o que as pessoas querem é despachar o telefonema, e seguirem com os seus afazeres. Mas supondo então que a coisa pouco ou nada tinha mudado, excepto, de acordo com a Católica, nas camadas mais jovens, com grande aceitação quer do casamento, quer da adopção por casais homossexuais. Porque não "mudaram as mentalidades" nestes 2 anos? Porque não são os resultados semelhantes ao das sondagens espanholas?

Parece-me fácil a resposta, por culpa do PS! As associações LGBT, os blogs, os artigos de jornal, podem e têm feito muita coisa, mas o seu alvo é necessariamente limitado. O que falta no país é um discurso político mainstream pró-casamento, claro e convincente, e isso, só o PS está em condições de dar. E que faz o PS? Fica embaraçado se lhe perguntam do tema, adia, dá o dito por não dito, patrocina "activistas gay" que não querem casamento... Esta sondagem, que é um óptimo presente e desculpa para o PS adiar ainda mais as suas envergonhadas promessas, é da sua absoluta culpa. O que o PS devia pensar é que se sem mesmo nada fazer as "mentalidades" já estão assim, seria tão fácil contribuir para "mudanças" mais alargadas...

sexta-feira, outubro 20, 2006

A homofobia é tão gay

Parece que finalmente a homossexualidade de Jarosław Kaczyński, primeiro-ministro polaco e irmão gémeo do presidente Lech, é abertamente falada na Polónia. O homem responsável pela crescente onda de homofobia no país, que conduziu a repressões violentas de marchas LGBT pacíficas, promoção de marchas homofóbicas da extrema-direita, encerramento de bares, perseguições policiais de activistas etc etc é obviamente gay ele próprio. É claro que há heterossexuais homofóbicos, mas nunca fazem disso "a sua marca". Um militante da homofobia, alguém suficientemente obcecado para, p.ex., falar sempre disso nos seus artigos no jornal ou num qualquer blog, não pode ser heterossexual. Um heterossexual, mesmo que homofóbico, tem mais em que pensar. Este caso polaco é só mais um que vem provar esta ideia, vários outros semelhantes se têm visto na política norte-americana. Mas confesso que este me dá especial gozo. Agora espero pelo Lech, que se vai safando por ser casado com uma mulher, mas...

É a vida senhores, é a vida...

O Heliocóptero vem lembrar um caso das últimas eleições presidenciais americanas que vem bem a propósito do próximo referendo em Portugal. Trata-se da ameaça de excomunhão que a ICAR americana fez pender sobre alguns dos seus membros por serem pró-escolha enquanto candidatos a cargos políticos. A ameaça não se cumpriu, mas fez mossa em algumas campanhas, nomeadamente na de Kerry, rival de George W. Bush. A ICAR americana prejudicou claramente um candidato católico pró-escolha em favor de um candidato cristão, mas não católico, pró-guerra, pró-poluição (embora não tanto como Durão Barroso) e recordista na assinatura de ordens de execuções enquanto governador do Texas. Pois, a ICAR é pró-paz, anti-pena de morte e vagamente pró-ambiente, mas tudo isso se torna irrelevante se o assunto é IVG. Tal como aliás, a vida da mulher (mesmo quando o feto é anencéfalo).

Eu peço ao papa que denuncie os casos de pedofilia que conhece*

«Papa pede a italianos que combatam amor "desviante"»

Ora nem mais!

«Veterana nos debates sobre o tema, a comunista Odete Santos subiu à tribuna para defender a posição do PCP de que deveria ser o Parlamento a mudar a lei, sem recurso a referendo. "Ainda se convoca a praça pública para perguntar se a mulher que aborta é ou não criminosa", referiu.»
Só fico com pena que o PCP não tenha decidido apresentar formalmente esta proposta de pergunta (como fez o CDS), pensando bem, a mais honesta e rigorosa. E que teria como única desvantagem inverter os actuais campos do Sim e do Não. Não era grave.

quinta-feira, outubro 19, 2006

"Fora da Lei" no doclisboa 2006

Estreia no sábado, às 18h30 na Culturgest, o documentário de Leonor Areal sobre o "caso" Teresa e Lena. Mais sobre o filme aqui, e sobre o festival aqui.

Ainda sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e também em Lisboa, há um ciclo de debates organizado pelo Miguel Vale de Almeida na livraria Almedina, o primeiro é já amanhã.

A Renascença afia as garras

Já toda a gente deve ter visto a campanha publicitária que a Rádio Renascença - Emissora Católica Portuguesa lançou nas televisões e jornais. Mesmo a calhar, a tempo de fazer subir um pouquito as audiências (pelo menos as que sejam capazes de sobreviver ao terço das 18h30) em plena pré-campanha para o referendo à IVG. A imagem que ilustra este post, onde se vê uma mulher com barriga de quem está prestes a dar à luz e um feto com pelo menos umas 18 semanas, foi também escolhida pela Renascença para ilustrar uma "notícia" no seu site sobre o referendo do sim ou não à despenalização da IVG até às 10 semanas.

A "notícia" é gira e começa assim: «Tem mais de um ano, evitava o referendo, e caiu no esquecimento pela mão do PS: uma proposta de projecto de lei que tinha como objectivo livrar da cadeia as mulheres acusadas do crime de aborto.» Mas tenho eu ouvido falar noutra coisa a não ser este disparate de manter a lei, criar mecanismos que impeçam a sua aplicação nos tribunais, mas mantendo também o aborto clandestino como única possibilidade de abortar? (O tal que só em 2005 levou 10511 mulheres a receberem tratamento hospitalar.) Mas para a Renascença isto é coisa boa e coisa não suficientemente propagandeada, e mais, evitava o referendo. O que evitava o referendo sei eu, e não é esta treta da "legião de Maria" do PS, também acarinhada por gente como Portas e Marcelo. Mas a onda na Renascença não é, nem nunca foi, a de informar, é converter, e rezar, rezar muito!

quarta-feira, outubro 18, 2006

Como com a electricidade? Nem pensar!

O CDS, o partido lança-chamas da política portuguesa, vem lançar mais uma para a confusão, o seu objectivo principal. O CDS não percebe o português da pergunta proposta pelo PS para o referendo sobre a IVG, e por isso sugere o seu portuñol. A pergunta do PS é: "Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?".

A primeira objecção do CDS é com "despenalização", que entende dever ser "liberalização". Perdon? Pois, isso mesmo, "liberalização", uma palavra que nos tempos que correm lembra sobretudo o fim de monopólios estatais e privatizações. Assim como se fez com o mercado da electricidade, conduzindo ao anunciado aumento de 15,7% nas facturas! Aliás, tudo coisas a que o CDS costuma ser super a favor, o que poderia suscitar confusões várias dentro do seu próprio eleitorado na hora de votar. Better not, ok? O que é penalizado e feito no privado, despenaliza-se e faz-se nos hospitais públicos, é essa a ideia, capice?

Depois diz o CDS que se deve usar "aborto" e não "interrupção voluntária da gravidez". Aborto é a expressão mais usada, concedo, aliás, eu próprio a uso - até porque não quero que só páginas anti-escolha sejam googladas com essa palavra-chave, sem dúvida a mais procurada. Mas ser muito usada não significa ser rigorosa, como compete ser a língua de coisas como referendos. É que se o CDS não sabe eu explico, em rigor "aborto" é o feto abortado num "abortamento". O acto que interrompe a gravidez é então o abortamento, e o seu resultado o aborto. "Liberalizar o aborto" proporciona então interpretações como "privatizar fetos abortados", e não é isso que se pretende. Se o CDS não entende bem a pergunta sugerida pelo PS a solução é mesmo voltar à escola.

Chega de ingenuidades, de uma vez por todas: não é o feto que está em causa

As discussões sobre a IVG agastam-me, cansam-me, aborrecem-me... Tidas tantas vezes, já só tenho pachorra para discutir estratégias, denunciar esquemas do Não etc. Mas volta e meia lá tenho eu que levar com a estória do feto que "é um ser humano pequenino", que nem se vê, mas merece mais atenção que, por exemplo, as 15 mil crianças institucionalizadas neste país. De uma vez por todas, não é isso que está em causa neste referendo.

Alguém que efectivamente acredite na teoria do feto = pessoa não se poderia limitar a votar não no próximo referendo, teria que dizer não à actual lei. A actual lei prevê, por exemplo, que a mulher possa abortar quando a gravidez é fruto de uma violação. Esse feto abortado legalmente é exactamente igual aos fetos abortados ilegalmente, resultantes de relações sexuais consentidas. É esta excepção à criminalização do aborto que melhor explica e ilustra o que efectivamente está em jogo quando se fala da IVG, que "valores" afinal são estes que movem o Não.

A maior parte das pessoas partidárias do Não é favorável a esta excepção, e o motivo que é dado é este: "a mulher não teve culpa". Ou seja, nos restantes casos "a mulher tem culpa". E tem culpa, porque teve sexo, e se teve sexo deve arcar com as consequências, e as consequências do sexo devem ser filhos, aliás, única razão pela qual se deve ter sexo. São estes então os valores do Não.

Se a preocupação fossem os fetos, procurar-se-iam estratégias que reduzissem o número de abortos. Educação sexual nas escolas, acesso facilitado a meios contraceptivos etc. Enfim, tudo coisas que encontram sempre como obstáculos os partidários do Não. Aliás, rapidamente se chegaria à conclusão que o país a imitar seria a Holanda, o país europeu com menos abortos realizados, e não por acaso, o país que penaliza o aborto num menor número de situações (o "aborto livre" é coisa que só existe em algumas cabecinhas menos saudáveis).

Mas não é nada disso que está em causa. O papel da mulher na sociedade é o que se referenda em Janeiro próximo. Deve a mulher ter direito a uma vida sexual orientada pelo seu desejo de prazer (como sempre fez o homem), ou deve a mulher limitar-se ao papel de mãe e esposa?

Quase metade dos espanhóis deseja a anexação de Portugal

«Quase metade dos espanhóis, 45,7 por cento, quer a união entre Portugal e Espanha, com a maioria a defender que o novo país deve chamar-se Espanha, ter Madrid como capital e manter o regime monárquico, de acordo com uma sondagem.»
Quase se podia dizer que a sondagem do El Sol abriu uma caixa de pandora. Mas será antes o caso de confirmar suspeitas de sempre. Nem era preciso uma sondagem do lado de lá, o empolgamento com que os supostos 28% de portugueses iberistas foi recebida pela comunicação social espanhola, que só se lembra de Portugal quando há algum desastre ou alguma eleição, eliminava qualquer dúvida. Aquele rectângulozinho no mapa incomoda qualquer uno...

Mas nisto de tiques imperialistas estamos todos bem servidos. É que a sondagem do Sol não se resumia a perguntar por Espanha, apesar de só disso se ter falado. Razão pela qual me passou ao lado o resto da dita, bem mais interessante diga-se, que encontrei por mero acaso:
«2.) Portugal e as ex-colónias:

3.1.) Deveriam ter apenas as tradicionais relações entre estados independentes?
Sim 64,6% - Não 26,2%

3.2.) Deveriam constituir uma comunidade ou federação de estados?
Sim 38,2% - Não 49,7%

3.3.) Deveriam permanecer sob o domínio de Portugal?
Sim 21,1% - Não 70,5%»
Fiquei sem perceber bem se a indiferença face a estes resultados se deveu a serem demasiado sensíveis ou por outra, previsíveis. Mas parecem bem mais interessantes e dignos de aprofundamento que os outros, por não se deverem sobretudo a circunstâncias económicas. Os resultados da pergunta 3.2 são ainda mais intrigantes se confrontados com estes:
« 3.1.) Portugal perdeu ou ganhou com a entrada na união europeia?

Ganhou 51,7% - Perdeu 24,6% - Nem ganhou, nem perdeu 20,9%»
Ou seja, quase metade não vê vantagens na adesão à UE (na maior parte dos domínios a maioria diz que o país está pior que há 20 anos, excepto no que toca ao prestígio internacional). E pelos vistos 40% estaria disposto a formar uma união semelhante, mas com os PALOP. Mas tal como o entusiasmo espanhol com o iberismo parece ser bem maior que o português, o inverso deverá acontecer com os PALOP face a uma união com Portugal (salvo alguma excepção insular). Parece-me que no logo comemorativo do 50º aniversário da União Europeia Portugal só se irá rever na parte que diz "1957".

terça-feira, outubro 17, 2006

Little Miss Sunshine

Little Miss Sunshine é um filme fabuloso que estreou nas salas nacionais na semana passada com o nome "Uma Família À Beira De Um Ataque de Nervos". O título em português pode sugerir imagens menos abonatórias mas esta é uma história muito bem conseguida que se desenrola sem desiludir. Uma família em que toda a gente tem que lidar com problemas difíceis decide partir numa viagem para que Olive, a filha mais nova, possa participar num concurso de beleza - Little Miss Sunshine. Durante a viagem acompanhamos os momentos de tensão entre os vários personagens e o humor simples, que só ligeiramente roça situações mais clichés, vai-nos aconchegando durante todo o filme, subindo a fasquia aos poucos até nos conquistar por completo no final. E mesmo por entre as gargalhadas descobrimos os medos destas pessoas, as suas desilusões e toda aquela camada depressiva que parece estar dormente, à espera da ruptura, do desabafo violento.

Se ainda não foram ver recomendo que não percam a oportunidade.

The Catherine Tate Show


Passa aos domingos à noite na 2: e é de morrer de riso. A Lauren consegue ser ainda melhor que a Vicky Pollard do Little Britain. Se duvidam vejam também este.

segunda-feira, outubro 16, 2006

Porque é que a lei devia ter sido alterada sem novo referendo?

«"Faz-se campanha a dizer: «Vamos ouvir os portugueses» e ainda os portugueses não foram ouvidos, nem sequer se votou a pergunta e já o ministro António Costa veio dizer que mesmo que eles digam «sim» e não votarem 50%, faz-se a lei à mesma. E se votarem «não» e não houver 50%? Então não devia fazer a lei. Se o importante é haver 50%, isso vale para o «sim» como para o «não». Ele não pensou no que disse", refere Marcelo [Rebelo de Sousa].»
Acho piada a esta ideia, "se o referendo não for vinculativo a lei não deve mudar", é gira. Ou seja, se a abstenção ganhar, quem ganha afinal é o Não. A ideia não é nova, foi aliás esta a tese vencedora em 1998. E o grande erro do PS, engolir esta treta como válida. Se o referendo não é vinculativo, tal acontece porque as pessoas não se interessaram o suficiente por ele, ou seja remetem a decisão para a assembleia. E era lá que a lei devia ter sido aprovada há quase 10 anos. Não foi, e por erros consecutivos do PS teremos em breve novo referendo. Que não se repitam os erros. É que toda a gente sabe, por vários estudos e sondagens feitos ao longo de anos, que se as pessoas forem votar a vitória do Sim é certa. Uma abstenção alta aliada a esta deturpação do sentido da mesma é a única hipótese para o Não. É por isso que a Igreja vai dizendo que não tem posição oficial, que Portas e Marcelo apostam no Nim (pela lei actual, mas contra a sua aplicação) e Pegado e Teté querem calar o primeiro-ministro. A vitória do Sim passa então por garantir uma participação elevada no dia do referendo, mas também deve deixar claro o quanto antes que os não-votos não são votos Não.

Vota Sim

O blog que pretende reunir material de campanha para uso on-line já está activo. A falta de tempo tem-me impedido de arranjar melhor a coisa, mas os belíssimos banners do Pedro e do Eduardo já estão prontos a serem espalhados pela net fora. Mais uma vez, obrigado a ambos.

Afinal nem todos estão acomodados

«ILGA acusa governo de “falta de coragem” para alterar leis discriminatórias»

«JS mantém objectivo de agendar em 2007 diploma sobre casamento homossexual»