domingo, dezembro 02, 2007

Alguns mais parecem buracos negros, tal a carência

Já não há mesmo cuzinho que aguente a conversa da "ditadura do politicamente correcto". Quer dizer, exceptuando os rabos dos directores dos jornais portugueses, que diariamente publicam crónicas de denúncia da tal ditadura, exactamente iguais às do dia anterior e às que se seguirão amanhã. Nunca que se viu ditadura tão silenciosa e com oposição tão histérica - bizarro no mínimo.

Mas ela existe, ela está lá. Porque cada vez que alguém vem com a lengalenga do politicamente correcto, está a dizer ao mundo nas entrelinhas, "eu queria dizer outra coisa, mas não posso, porque depois dizem que eu sou mau e feio e tal seria insuportável para mim, que nunca ouvi disso, que não sou desse nível". E o que eles queriam mesmo dizer é que a paneleirice é uma nojeira, que as mulheres deviam estar era na cozinha, que os pretos só servem pras obras e que o comunismo devia ser criminalizado. Aliás, eles não queriam dizer nada disso. Queriam apenas, singelamente, que isso continuasse a ser a regra sem que se tivesse sequer que falar no assunto, que fosse assim e pronto. Porque falar, por si só, nessas coisas, é uma seca, um descer de nível, um horroroso perder tempo com irrelevâncias, enfim.

Como, então, falar nisso sem ter que falar? Defender isso sem ter que argumentar? É aí que entra a ditadura do politicamente correcto, e é tão fácil! É uma verdadeira dádiva divina. "Estou sem inspiração nenhuma para escrever hoje.. ah já sei, a ditadura do politicamente correcto!" - pensa o esforçado cronista. E depois é só dar uma vista de olhos na imprensa, ou melhor, na bloga ou nos jornais estrangeiros, sempre férteis nestas nojeiras, e zás, já está. O Mário Soares foi a uma conferência sobre o lugar da mulher na religião? Tungas que já almoçaste, ditador anti-cristo do PC! A Tagus decide reformular uma campanha publicitária? Eh lá, qualquer dia há genocídios politicamente correctos! Alguém ousa criticar num blogue a publicidade milionária que a televisão pública oferece diariamente à igreja? Arre pra censura politicamente correcta, daqui a nada estão a fuzilar padres! And so on...

É simples, é fácil, e alimenta muitas bocas. Nos jornais paroquiais, tal como nos nacionais, já ninguém quer outra coisa. Ainda mais agora, que está quase a chegar a altura da "Guerra ao Natal", que é sempre um fartote! "Boas festas", p. ex., transforma-se em 2 ou 3 linhas num fanático slogan ateu. E o melhor desta ditadura é que evita essa coisa horrorosa que é debater dados concretos, falar sobre a realidade para além das torres de marfim, chamar os nomes das coisas às ditas, contra-argumentar, enfim, é quanto se poupa.

Claro que há sempre quem acabe por se fartar com tanto não-dito tão explícito, mas... e é esse o encanto da ditadura politicamente correcta, fica tão fácil lidar com isso: pronto, passou-se, da cabeça e para o lado dos patrulhadores da ditadura! Estou profundamente ofendido e amuarei uns tempinhos, mas descansem, logo logo volto ao mesmo.

sábado, dezembro 01, 2007

1 de Dezembro: não se pode confiar em ninguém

(foto do PD via Cenas)
«À margem das cerimónias oficias, membros do PNR, vestidos de preto como é habitual, gritavam palavras de ordem enquanto seguravam cartazes onde se podia ler «Mugabe é racista e não é bem-vindo».

A pé e de carro seguiram em marcha, autorizada pelo governo Civil, até ao Terreiro do Paço.»
O Mugabe não é bem vindo por ser "racista" dizem os nazis!? E é isto que escolhem dizer no 1 de Dezembro? Nem um "morte a Espanha"? Umas castanholas a arder? Uma montra da Zara enfarinhada? Nada? É isto agora a celebração da restauração? "Mugabe racista não és bem-vindo"? Phone-ix! E os que já cá estão, para onde se deportam?

sexta-feira, novembro 30, 2007

O acordo e o mercado africano

Vale a pena ler o dossiê de ontem do Público sobre o acordo ortográfico. Para os editores portugueses o que está em causa é sobretudo África, onde são reis e senhores sem esforço (exceptuando uns problemitas). Com o acordo a coisa deixa de ser assim fácil, e pior, até por cá haverá concorrência. Resumindo, uns estão preocupados com a manutenção dos seus negócios fáceis, recusando ver que oportunidades não faltam com o acordo, e outros estão preocupados com o futuro da língua. Estou naturalmente entre os segundos. E por isso espero sinceramente que atrás do Brasil siga Angola e Moçambique, para termos o prazer de ver os editores portugueses a gritar nas ruas pela aplicação do acordo.

Entretanto, falando de livros, Angola e de editores portugueses:

«A publicação de "Purga em Angola", polémico ensaio sobre o sangrento contragolpe de 27 de Maio de 1977 no seio do MPLA, tem valido aos seus autores, o casal de investigadores Dalila Cabrita Mateus e Álvaro Mateus, uma série de "ameaças e tentativas de intimidação", confirmadas, ao JN, pelos próprios. Além disso, é quase impossível encontrar o livro à venda.

(...) A docente universitária garante também que "uma semana antes do lançamento, quando os autores ainda não tinham visto o livro, já na Embaixada de Angola alguém se gabava de o ter e de o ir mandar para Angola".

As suspeitas adensaram-se a partir do momento em que a tiragem rapidamente esgotou e, apesar das sucessivas promessas nesse sentido, o stock não foi reposto. "Há praticamente um mês que não existem livros à venda", acusa Dalila Cabrita Mateus, para quem "não admira que, com esta embrulhada, apareçam pessoas a dizer que boa parte da edição foi vendida a Angola para ser queimada. Ou, então, a afirmar que Angola comprou a distribuidora e esta retirou os livros do mercado".

Carlos Araújo, editor da ASA responsável pelo livro, desmente eventuais pressões sofridas e atribui à situação interna da empresa, adquirida há cerca de dois meses pelo grupo de Miguel Paes do Amaral, as dificuldades no lançamento de uma nova edição. (...)
»
Passaria o mesmo se a editora fosse brasileira?

Anita + atrevida by Eduardo


Do Agrafo, obrigado!

Anita + atrevida by Max

Do Devaneios Desintéricos. Que ainda descobriu estas:

"Anita descobre a Playboy"
"Anita, merda, a minha pílula!"

Se fosse "phoda-se" eu trocava de número


Phone-ix (diz-se fónix), a nova rede de telemóveis dos CTT.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Anita + atrevida by MVA


A saga da Anita + atrevida continua, desta feita pela mão do Miguel, obrigado! Continuem a blasfanitizar para renaseveados(a)gmail.com.

terça-feira, novembro 27, 2007

Entretanto em Alcácer-Quibir, um sinal de D. Sebastião

«Una supuesta boda homosexual en Alcazarquivir, (norte de Marruecos), inmortalizada en un vídeo realizado con un móvil que desde hace días se puede ver en Internet, ha soliviantado a los islamistas y provocado la detención de seis personas, informó ayer la agencia oficial de noticias marroquí MAP.

Uno de estos detenidos, Fuad Afrirt, que según la prensa local es uno de los contrayentes, acudió el jueves a la policía para pedir protección.

El resultado fue que los agentes le detuvieron, aunque se desconocen los cargos de los que se le acusa. No se ha divulgado tampoco la identidad de los otros detenidos, de las que MAP precisó que pasarán a disposición judicial.

La práctica de la homosexualidad es delito en Marruecos y se castiga con penas que van de los seis meses a los tres años de cárcel.

En el vídeo se veía una fiesta, al parecer celebrada el 18 y el 19 de noviembre, en la que participaban hombres-algunos vestidos con ropas femeninas- y varias mujeres.

Manifestaciones contra los homosexuales

El pasado fin de semana, varios grupos islamistas radicales, mayoritarios en Alcazarquivir, convocaron manifestaciones de protesta contra los homosexuales. Pidieron también el castigo de quienes participaron en la celebración.

Además de provocar numerosos comentarios en la prensa nacional y local, este asunto ha llegado incluso al Parlamento del país.

El presidente del grupo de la formación islamista Partido de la Justicia y del Desarrollo (PJD) en la Cámara de Representantes, Mustafá Ramid, llegó a calificar la unión entre dos hombres de "otra forma de acto terrorista, en el país del príncipe de los creyentes" (éste es el título religioso del rey Mohamed VI).»

Mas Marrocos fica onde mesmo? No fim do mundo por certo, vá, voltemos à Venezuela e ao Zimbábue, tão mais próximos.

Diz que é uma espécie de agência noticiosa

O Brasil entrou pela primeira vez no grupo dos países com alto desenvolvimento do Índice de Desenvolvimento Humano da ONU. Veja-se como noticiou tal facto a Agence France-Presse: «Brasil aparece em último lugar entre países com maior desenvolvimento humano». A legenda da foto do presidente brasileiro é menos trágica: «Brasil de Lula pode melhorar». C'est comme ça.

Era a versão portuguesa deste partido sff

segunda-feira, novembro 26, 2007

Anita + atrevida by dr. maybe


Estas duas magníficas respostas do desafio aqui lançado são da autoria do dr. maybe (a primeira estreada aqui). De repente fiquei com uma dúvida, sendo a Anita original um símbolo burguês e conservador q.b., estas novas versões serão então politicamente correctas, certo? Será que devia mudar o nome da série de posts?

Patrulhamentos de bits e bombardeios de papel

«Essa patrulha ideológica, vigiando cada distracção, cada frase mal pronunciada, cada piada ou anedota, cada opinião, cada divergência, cada afrontamento, cada violação das regras linguísticas do "politicamente correcto", é que me parece contraproducente.»
Pois, a mim também parece contraproducente. Aliás, a minha discordância em relação à reacção das Panteras Rosa (que não foi a reacção de todo o movimento, e muito menos de todos os gays e lésbicas) estava sobretudo no tom, estilo e importância dada ao caso. Porque eu não coloco em causa que a assimetria existe. O que sei é que essa assimetria deve ser denunciada com mil paninhos quentes e só com casos "óbvios", sendo que muitas vezes nem o sangue "basta" para o serem.

É que à mínima crítica mais exacerbada logo chovem colunas de jornal sobre "patrulhamentos ideológicos" e "faltas de liberdade" - é por isso que são contraproducentes. Não por acaso, a crónica do Francisco José Viegas foi, salvo erro, a primeira impressa sobre o tema. É que o malfadado lobby só tem os blogs ao dispôr do "patrulhamento". Um bocadinho pífio e inofensivo, não? É escusado tanto berreiro hetero, mais valia o orgulho!

PS: Afinal o DN de hoje também traz outra coluna sobre o tema, mas demasiado palerma para ser linkada, embora não para ser impressa no jornal. Contraproducente, sem dúvida.

Anita + atrevida

Já há uns tempos que reparei nesta deliciosa publicidade à loja de souvenirs do site Rue89. Mas só agora descobri a sua origem. Como já deduziram, "Martine" é o nome francês (e o original) da célebre Anita, heroína de uma série de livros iniciada nos anos 50, que conta as primeiras experiências de vida de uma burguesa acomodada ao mundo machista em que vive.

Ora em Outubro fez furor na internet francófona o Martine Cover Generator, que como o nome indica, era um gerador de capas alternativas dos livros da Martine. O anúncio do Rue89 é um dos resultados, mas há outros ainda mais giros, como "Martine escapa ao seu teste de ADN" ou críticas ao encerramento do site. Pois é, por pressões dos editores, o site, apesar do imenso sucesso, durou pouco. É pena, nem o pude testar. Mas se alguém quiser e souber fazer uma versão portuguesa, não duvido que alcançará igual sucesso. Com o google e o meu programinha de desenho o melhor que consegui foi isto:

"Anita suicida-se" também era giro. Mas não será difícil fazerem melhor que isto, é o desafio que vos lanço, os leitores sem blog podem enviar as suas Anitas + atrevidas para o correio do renas (renaseveados[a]gmail.com). Vamos lá fazer com que a Ana pareça uma menina do coro.

sábado, novembro 24, 2007

Atenção às bocas emissoras do sistema


A alegria do Parlamento português tragicamente interrompida por uma flagelação pelo frio. Vídeo do Zero de Conduta. Para quem ainda acreditava que estar com Alegre não era estar com uma boca emissora do sistema, acho que este vídeo acaba de vez com a crença...

Respostas que interessam


Na altura da coisa estava sem tempo e pachorra para comentar o caso. Mas são precisamente estes casos que merecem respostas exaustivas... Ou então bem humoradas, como esta do Bruno Nogueira, via Fuckitall.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Cortina de fumo: o iberismo é que está a dar

Pelo menos entre os laureados com o Nobel da literatura que tenham casa de férias em Portugal. Anda pelos 100% o apoio à causa nessa camada da população... Curiosamente a oposição à reunificação alemã também terá tido mais ou menos esse valor percentual no segmento referido.

quinta-feira, novembro 22, 2007

Feminista ou tonta?

Tonta claro. As campanhas da Tagus primam por serem tontas, e mais nada... não vale a pena reflectir muito sobre o que nunca foi reflectido antes.

Uma campanha alegre

Acho que era dos poucos bloggers tugas que ainda não tinha usado o título do Eça, ei-lo, e a propósito, ainda, da campanha da Tagus - nome que, pelo menos entre os activistas gays, de sofá ou não, já ganhou enorme notoriedade nos últimos dias.
"Queremos colocar a marca no radar do consumidor". Com estas palavras, Sérgio Henrique Santos, director de planeamento estratégico da Lowe, justifica o título do manifesto «Assuma a sua heterosexualidade sem vergonha», criado pela agência para a Tagus.

A campanha contará, numa primeira fase, com mupis de divulgação e propõe criar a "primeira comunidade virtual portuguesa para todos homens e mulheres". De acordo com Sérgio Santos, o "Orgulho Hetero", nome desta acção, vem "criar um território de verdades, com uma mensagem mais irreverente", diz, Mesmo assim, descarta totalmente a possibilidade de gerar-se polémica, até porque, como sublinha, "só queremos criar buzz". E explica: "A barreira de qualquer marca é a indiferença e, como estamos a falar de uma que tem um budget baixo em relação a outras marcas de cerveja, temos de criar notoriedade em torno dela". Além de que, prossegue, trata-se tão só de "uma brincadeira, pois não estamos a formular qualquer juízo de valor".

A partir do site, que estará online esta sexta-feira, os internautas terão a oportunidade de fazer amizades, ao mesmo tempo que entram em contacto com a Tagus. A ideia é que a "marca fale com as pessoas e não para as pessoas", pois, "com uma campanha moderna e clean", queremos provar que existem mais do que duas marcas cervejas em Portugal", conclui.

Esta notícia diz tudo, ou quase. Baixo orçamento, mercado dominado pelas super-poderosas Sagres e Super Bock, procure-se então um pouco de "buzz", mas nada de polémicas, que isso é coisa mais pesada, pode correr pior. Ora nada melhor que uma indirecta à gayzada para gerar o tal buzz. E o "buzz" já ferve pela internet. A Tagus agradece.

Qual é o problema? À partida nada de grave, é só um buzz, passa depressa, como o vento. Mas o movimento gay perde assim uma fantástica oportunidade para estar magnanimamente calado, colhendo os frutos mais tarde. Eu explico, e na verdade é tudo muito simples. Aliás, é tudo muitíssimo complicado, mas na era dos buzz e dos soundbites, é forçosamente simplificado.

Sim, quem já trabalhou e participou no Orgulho Gay e nas suas reivindicações tem motivos para se sentir ofendido com esta campanha. Todo o trabalho, suor, privações e provações para o construir são subitamente caricaturados para vender cerveja. Quem perdeu já horas de vida a explicar que o Orgulho Gay não é o "Orgulho em se ser gay", mas o orgulho em ser capaz de dar cara, de vencer os obstáculos, de lutar contra a homofobia, que o Orgulho Gay pode ser o orgulho de qualquer hetero que se junte à luta, fica necessariamente furibundo ao ver surgir uma "causa hetero" promovida pela cerveja, que se resume a um site de engates hetero, igual a milhões de outros sites, embora este claramente mais sujeito a ser dominado por rapazes virgens.

É claro que gritar "sou hetero" numa sociedade onde a heterossexualidade é a hegemonia, é chover no molhado. É que "somos todos hetero" até prova em contrário. A Sagres e a Super Bock nunca usaram a palavra "hetero" na sua publicidade porque não precisaram, porque está lá, sem ser preciso estar. Tal como os reality shows de engate, cenas de um casamento, etc, nunca a usaram. Toda a gente pressupõem que seja para heteros, sendo que muita dessa gente desconhece ainda a palavra.

O "hetero" só passa a fazer sentido a partir do momento em que o "gay" começa a fazer-se notar. Nesse sentido este "Orgulho Hetero" é até um sinal positivo, mostra que há uma brecha na hegemonia. Que o gay já se faz notar ao ponto de haver marcas de cerveja que acham que pôr um bando de rapazes a mandar piropos à empregada do bar já não chega para marcarem a sua heterossexualidade.

É tudo tremendamente vazio de conteúdo, e nada explicitamente homofóbico. Exacto, esta campanha não é explicitamente homofóbica. É sobretudo tonta, e claro, só possível num contexto de muita homofobia ainda enraizada, mas não vincula as mensagens que aqui se quer crer que passam. É por isso que me oponho frontalmente contra essa simplificação e presunção. Porque dessa simplificação facilmente nasce outra, "se o orgulho hetero é homofóbico, então o orgulho gay é heterofóbico". E a maioria das pessoas nunca gastará mais segundos de reflexão sobre o tema que isto.

É óbvio que não existe uma simetria entre uma coisa e outra, entre ser gay e hetero, entre ser discriminado por se ser gay e uma hipotética discriminação por se ser hetero. É por isso que faz sentido um Orgulho Gay e não um Orgulho Hetero. Mas é, ou não, essa simetria o nosso objectivo final? A plena igualdade, o dia em que o Orgulho Gay seja tão desnecessário e tonto quanto este? Ora se esse é o objectivo, não vale a pena criar guerras com uma campanha assente numa falsa simetria, mas falsa apenas porque ainda não real, embora há muito sonhada.

Aquilo que o movimento gay pode e deve exigir à Tagus, é que esta mostre que o seu Orgulho Hetero é tão aberto e inclusivo quanto o nosso Orgulho Gay. Ou seja, a Tagus devia ser convidada a patrocinar e a comparecer nas próximas marchas do Orgulho LGBTA (A de aliados) com o seu carro do Orgulho Hetero. Só depois de recebida a resposta a esse convite, se poderiam tirar, ou não, outras conclusões. Até lá, é tudo na base da precipitação, i.e., do precipício.

Nunca nos esqueçamos. Só as vítimas não gostam de estar no seu papel, mas nunca foi preciso ser vítima para alguém se sentir vitimizado. O Pacheco Pereira chora-se pela "tentativa de silenciamento do seu blog" e chorará sempre, por mais vezes que seja linkado e citado nos jornais. Não ofereçamos à Tagus numa bandeja de prata o papel de "vítima da heterofobia", please. Há coisas tão mais importantes com que nos ocuparmos. Façamos o humor e não a guerra. É uma campanha para heteros, não é? Pois que sejam os heteros a preocupar-se com ela... e a aguentarem goela abaixo o inenarrável sabor de uma Tagus.

PS: Já a Super Bock e a Sagres supostamente são para todos mas só mostram "gajas boas" nas suas publicidades, isso sim é invisibilidade e indiferença.