sábado, fevereiro 16, 2008
Alerta: Bicha do Demónio 8
Enfim, uma excelente oportunidade e inspiração para responder ao desafio da Ana: perereca, mocréia, urubu, trubufu, fogosa, escandalosa, arrasadora, espalha-brasas, mostrengo, estafermo e serigaita. Ah falta uma, pode ser "recato".
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quinta-feira, fevereiro 14, 2008
O mais belo hino anti-hoje
PS: Filas de trânsito de S. Valentim!? Este país, como dizia o outro, está doido!
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Ui, mais uma afronta
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quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Al Gore e o casamento homossexual como solução contra a promiscuidade
PS: Já agora, também Natalie Portman e Scarlett Johansson disseram recentemente à revista W não entenderem a exclusão de gays e lésbicas em relação ao casamento.
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terça-feira, fevereiro 12, 2008
Nem aterragem, nem descolagem, nem ejecção
«A Universidade do Porto, que tinha avançado com o pedido de instalação do primeiro centro público de colheita de espermatozóides e ovócitos, desiste do projecto - a não ser que haja uma declaração de interesse por parte dos responsáveis do Estado.»Podemos esperar sentados. No dia em que o estado decida dar umas gotitas de atenção ao assunto, na mais optimista das hipóteses isso significará a criação de um banco de esperma em Lisboa... Só nos resta mesmo emigrar, e de camioneta que de avião também não deixam.
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Toca a assinar
1) A que se opõe aos condicionamentos à criação de uma base da Ryanair no Porto. Existe outra, que conta já muito mais assinaturas, simplesmente a pedir à própria Ryanair que se instale. Mas essa falha o alvo, que é a ANA e sobretudo essa popular ficção nacional de que Lisboa precisa de um novo e mega-giga-hiper aeroporto. Não precisa Lisboa e muito menos o país, que só tem a perder com o disparate. O que é preciso, como no resto, é uma descentralização dos voos. Como aliás já acontece com os voos de carga, lê-se no The Wall Street Journal: «Increasingly, say Spanish and American authorities, cocaine is also being flown from North Africa in small planes landing in Spain and Portugal on clandestine airstrips.»
Bem sei que as low-cost são um desastre ambiental, mas não é impedindo que a região mais pobre da península possa usufruir das vantagens económicas actualmente proporcionadas pelas mesmas que se salva o que quer que seja. Ainda hoje a mesma Ryanair anunciou a criação da sua 5.ª base em Espanha. Por cá vêem-se navios...
2) A petição contra a obrigatoriedade da nota de Educação Física contar para média de candidatura à universidade. Só soube deste disparate recentemente no Womenage, e descubro agora a oportuna petição no Jonasnuts. Disparate sobretudo porque regra geral o que é avaliado pelos professores de Educação Física não é o empenho, conhecimento etc, mas tão só o mérito desportivo. Ora o mérito desportivo pode ser muito meritório sim, mas não tem nada a ver com a maioria dos cursos universitários. Como se já não bastasse o disparate do contingente especial para atletas de alta competição, que põe metade das selecções nacionais de basquetebol ou andebol (ping-pong também?) a estudar medicina...
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tags: centralismo, desporto, educação, petição, porto, ryanair, transportes
Não vale a pena esperar por quem não sabe honrar compromissos
O escritor angolano, José Eduardo Agualusa, defende, em crónica hoje divulgada pelo semanário A Capital, de Luanda, que Angola «deve optar pela ortografia brasileira», caso o Acordo Ortográfico não venha a ser aplicado por «resistência» de Portugal.
Para esta tomada de posição de um dos mais respeitados escritores angolanos e lusófonos, José Eduardo Agualusa avança como justificação o facto de Angola ser um pais independente, nada dever a Portugal e o Brasil ter 180 milhões de habitantes e produzir muito mais títulos e a preços mais baratos do que Portugal.
Agualusa diz ainda, na crónica que publica regularmente n´A Capital, que Angola «tem mais a ganhar com a existência de uma ortografia única do que Portugal ou o Brasil», porque o país não produz livros mas precisa «desesperadamente deles».
Ainda no referido texto do escritor José Eduardo Agualusa, este defende que a educação das populações angolanas e o desenvolvimento do país depende da importação, nos próximos anos, de milhões de livros.
E defende que as autoridades angolanas devem criar «rapidamente legislação» que permita e facilite a entrada de produtos culturais e, «em particular», de livros, no país.
Agualusa aponta ainda como razões para a demora na activação do acordo a «confusão» entre ortografia, as regras de escrita e linguagem, resumindo que o acordo tem por objectivo a existência de «uma única ortografia» no espaço de língua portuguesa, sendo «absurdo» pensar-se em unificar as diferentes variantes da «nossa» língua.
O autor aponta ainda o dedo a um «enraizado sentimento imperial» de Portugal em relação à língua para o protelamento de uma decisão.
E, contrariando esta possibilidade, diz que a História nega este sentimento porque «a língua portuguesa formou-se fora do espaço geográfico onde se situa Portugal - na Galiza».
«Por outro lado, a língua portuguesa tem sido sempre, ao longo dos séculos, uma criação colectiva de portugueses, africanos, brasileiros e povos asiáticos», aponta.
Ora nem mais, já cá o tinha dito.
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sábado, fevereiro 09, 2008
"Unzertrennlich" dos Revolverheld
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Sapiência lost in translation
Mais valia estarem calados. Sim o multilinguismo é lindo e uma riqueza. Sim, quem sabe mais línguas só ganha com isso, viaja mais, vê mais longe, etc. Mas, regra geral, as pessoas (as não-sábias pelo menos) só aprendem outro idioma se tiverem mesmo que o aprender. E encontrar um emprego costuma ser a razão que as leva a aprenderem esse outro idioma. As línguas não vão longe pela via da sedução, mas sim pela da imposição, da escola ou do mercado.
Quanto ao inglês é uma vantagem para a UE que o seu conhecimento se vulgarize. Facilita a comunicação, 27 nacionalidades à mesma mesa e uma só língua - dispensam-se tradutores, poupa-se tempo e dinheiro. A desvantagem é que o inglês não é uma língua tão simples quanto parece, está cheia de excepções, e sobretudo não é uma língua neutra. O que faz com que no seio da União haja os falantes de primeira (os nativos) e os de segunda (os tais que o têm como "língua pessoal adoptiva"), o que gera alguns desequilíbrios e mesmo conflitos.
O conselho de sábios bem que podia ter sugerido medidas muito mais concretas e revolucionárias, como a adopção de uma nova língua de trabalho na União, criada especialmente para isso mesmo. Uma língua que fosse por um lado muito mais fácil de aprender, sem as irregularidades e confusões do inglês, e que fosse igualmente estranha a todos europeus, entranhando-se assim de forma igualitária. Uma língua franca desse tipo seria o melhor seguro de vida para a diversidade linguística europeia. E nem é preciso inventar nada, o esperanto foi criado para isso. Claro que seria necessária uma reforma ortográfica, que os acentos não estão com nada na era da internet, mas isso sim seria uma sábia resolução. Agora chorinhos francófilos por causa do inglês é que façam-me um favor... *bocejo*
Deixo-vos antes com o sr. Claude Piron que diz uma série de coisas interessantes a este propósito:
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quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Mais vale depir-se logo para o país inteiro
O canal oficial no YouTube do SP aqui, que curiosamente ainda não tem este vídeo (que tem tudo para se tornar num sucesso viral ou lá como os marketeiros chamam a esses fenómenos), mas tem por exemplo estas duas deliciosas animações.
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Stop Blair
É claro que assino esta petição. Não se pode votar no tratado, não somos nós que elegemos o presidente possibilitado pelo tratado, é uma festa! Aos cidadãos restam as votações das moedinhas...No entretanto talvez desse também jeito fazer uma petição Stop Aznar e outra Basta de Barroso, é que na UE pelos vistos não há melhor CV do que ter passado pela cimeira das Lages... e só não vem aí o Bush porque parece que há um problema de nacionalidades ou quê...
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quarta-feira, fevereiro 06, 2008
Sócrates deixa de correr em público: "não quero dar maus exemplos"
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segunda-feira, fevereiro 04, 2008
Para lá do Marão dispensam a bênção
Talvez em vez de continuamente querer definir as regras de um casamento a que sempre se opôs e ainda hoje não reconhece, o civil, a Igreja se devesse preocupar mais em preservar o seu. É que já nem em Bragança o conseguem vender... o que de resto prova que não é certamente a Igreja a autoridade a consultar em matéria de "como promover o casamento".
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Aos enlutadinhos do "D." Carlos
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domingo, fevereiro 03, 2008
A Parvónia é onde mesmo?
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Rio de Mouro on fire, ou nem por isso...
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Cientologia
«No meu entender, o melhor seria que o Estado não reconhecesse comunidade religiosa alguma. Existe o direito de associação e o direito de manifestação. Quem quer partilhar a sua «vida espiritual» com outros, pode portanto fazê-lo, dentro do quadro legal, sem necessidade de «reconhecimento» estatal da «especificidade» religiosa. E o Estado não pode negar aos cidadãos a liberdade de seguirem uma dada religião, nem pronunciar-se sobre a validade das crenças religiosas.Subscrevo a 100%.
Ou será que a liberdade é só para os católicos e islâmicos, mas não para os cientologistas?»
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sábado, fevereiro 02, 2008
É aproveitar, que nesta além de nos deixarem votar, ainda nos habilitamos a ganhar moedinhas de ouro!
Via Chuza. Vou votar no bonequinho primitivo, que me parece condizente com o conceito do concurso e da UE dos tempos que correm em geral, vota também ;)
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tags: jogo, moeda, união europeia, votação on-line
O cúmulo da cavaquice
«[...] O Presidente da República, Cavaco Silva, inaugurou hoje em Cascais uma estátua do rei D. Carlos, numa cerimónia que assinalou o centenário do regicídio de um "homem do mar", com uma "combinação rara de dons". [...]
"Foi, mais do que um homem culto, um praticante empenhado da arte e da ciência. Foi um rei, um sábio, mas também um fazedor", referiu o Presidente da República, após a inauguração. [...]
[...] [C]erto de que a perdurará a memória de um monarca que procurou "servir - e servir bem - a pátria portuguesa". [...]»Bizarra e incompreensivelmente não apresentou a demissão depois do acto. Desgraçada república com um presidente destes.
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sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Era o obséquio de fazerem cumprir a lei, se não for muito incómodo, ó faxabore
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Centenário do Regicídio
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Belmiro contra Sócrates parte II
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quinta-feira, janeiro 31, 2008
Quem é que precisa do acordo? Já de emprego...
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quarta-feira, janeiro 30, 2008
E os heteros descobrem a promiscuidade
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domingo, janeiro 27, 2008
Subscrevo
2) Braga-Porto em 40 minutos. Os argumentos desta petição, dirigida à CP, podem ser lidos neste blog.
3) Fim às excepções na lei do tabaco. Ainda sem link, pede-se o favor à Fernanda Câncio de colocar o seu artigo de hoje na Notícias Magazine no petitiononline.com (ou similar) que a gente assina por baixo, em 2 ou 3 dias seremos mais que os da petição das discotecas, tenho a certeza.
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tags: petição, religião, saúde, tabaco, transportes
É nestas alturas que lamento a inexistência de um inferno
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sexta-feira, janeiro 25, 2008
Castedo hits the news
Por certo que há falhas nos serviços de emergência em muitos locais do país, sobretudo os menos habitados, e por certo que é assunto para merecer toda a nossa atenção e indignação. Mas e o respeito pela privacidade alheia? Perdeu-se por completo na era da reality tv? Se calhar sou eu que estou a ficar um prude, mas para mim este tipo de jornalismo é absolutamente sick. Não é com voyeurismos oportunistas que chegamos a um bom retrato do estado do SNS a nível nacional, nem na hipermediatização de casos que há uns meses atrás não chegariam sequer ao jornal local por não interessarem a determinadas agendas. Sick, sick, sick.
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quinta-feira, janeiro 24, 2008
Ainda bem que já libertamos o Afeganistão, vejam como era por lá
«Syed Parvez Kambakhsh, 23 anos, estudante universitário e jornalista de um diário, foi condenado à morte anteontem por um tribunal da cidade de Mazar-e-Sharif, na sequência da acusação de ter distribuído na Universidade de Balkh, um artigo "insultuoso para o Islão e interpretar de maneira errónea os versículos do Alcorão".»Mas esperem lá, há aqui uma coisa que não está a fazer sentido... esta notícia tem data de hoje!
PS: E para quem já não se lembra, sim, "nós" também "libertamos".
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segunda-feira, janeiro 21, 2008
La sapienza, ou a falta dela
PS: Outro ar do tempo é a paranóia em relação à pedofilia. Curioso como Ratzinger é imune à mesma, mesmo tendo escrito em 2001 uma carta a ordenar o silenciamento dos casos de abuso sexual de crianças por membros do clero. A ordem nunca terá sido revogada, tanto quanto se sabe, e o caso praticamente só teve cobertura no jornal britânico Guardian - razão pela qual nunca é demais lembra-lo. Tanto alarmismo e ninguém é capaz de exigir o óbvio? Que a igreja denuncie os casos de abuso de que tem conhecimento? Pelos vistos, não. Ares do tempo...
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Literacia enfumarada: o contributo da RTP
Mas os disparates da RTP não se ficam por aqui. Duas belas peças noticiosas aumentaram a confusão no Jornal da Tarde de hoje. Primeiro a confeitaria Cunha no Porto, que se queixa de uma diminuição na ordem dos 70% em número de clientes por causa da nova lei e que por isso pede a suspensão da mesma. Garanto que o dizem com o ar mais sério do mundo. Além da ameaça no ar de despedimentos, fica-se a saber que a confeitaria Cunha tem várias salas isoladas, pelo que não teria a menor dificuldade em criar zonas para fumadores, mas publicitar a ignorância injustificada é sempre mais divertido.
Logo de seguida o "bom exemplo", um café em Viana do Castelo, maioritariamente frequentado por fumadores, "aliás, o lado dos não-fumadores está vazio", diz a jornalista. O que a jornalista não diz é que a separação entre a zona de fumo e a de não-fumo é feita por uma fitinha isoladora mágica. Sim mágica! Impede milagrosamente a passagem de fumo de um lado para o outro. Ou isso, ou o tal café vianense está em flagrantíssimo incumprimento da lei. Cadê a ASAE? E a jornalista da RTP não se deu ao trabalho de ler a lei que dá mote à sua reportagem porquê?
Mas pronto, nem todo o trabalho se perde, vale o depoimento da fumadora que diz, "por um lado até aceito que ninguém é obrigado a levar com o fumo dos outros, agora, isto toda a vida foi assim". Esclarecedor, para quem ainda duvidava que divisão em relação à lei está entre os que apregoam a tradição e os que defendem a racionalidade.
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Sobremesa lusófona (to be served after the sardines)
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sexta-feira, janeiro 18, 2008
Casamento: boas e más notícias
Em Marrocos continuam presos 6 homens por terem participado num casamento gay.
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Anglicização em curso
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tags: corrupção, forrobodó, isto não é um país sério, tabaco
quarta-feira, janeiro 16, 2008
Teste: Que tipo de activista gay és tu?
A) Rejeitas o alarmismo precipitado e desinformado. Recordas a história da SIDA, concluindo que as doenças não têm orientação sexual e esse tipo de simplismos apenas contribui para a disseminação das mesmas.
B) Apoias o alarmismo, instando as autoridades a adoptarem-no. Mencionas o preservativo, mas apenas para sexo com "estranhos" (sic), e isso embora as informações existentes sobre a nova bactéria digam que a transmissão não é prevenida pelo mesmo. E insultas os homossexuais que frequentam saunas e quartos-escuros.
Se respondeste A és um activista responsável e inteligente, ganhas um prémio arco-íris. Se respondeste B não és um activista gay, voltas à casa de partida e devolves as tuas plumas, porque de moralistas parvos já está o país cheio, não precisa de mais alguns em formato rosa choque, adeus e obrigado.
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Amigas xequieráute I ear screams!
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Acabe logo com o suspense sr. "presedente", marque um referendo!
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sábado, janeiro 12, 2008
Fiscalização espectáculo
«Inspectores da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) estão a receber formação em tácticas paramilitares e análise de informação, num curso ministrado por agentes do SIS, ex-militares e que contará em breve com formadores da SWAT, o corpo de intervenção da polícia norte-ameeicana, noticia o “Expresso”.»Só faltava isto. Inventarem leis sobre a cor dos cabos das facas, já tinham inventado. Instigarem o medo do chinês, já tinham instigado. Chamarem jornalistas para acções fanfarronas que resultam em arquivamentos vários, também já tinham chamado. Acho que só faltava mesmo isto. Multas a casinos é que não, claro, há coisas sagradas, com as quais ninguém se mete. Casinos e McDonalds, são algumas dessas coisas.
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Serviço público
"Caché"/"Nada a esconder" de Michael Haneke (2005)
"Breaking the Waves"/"Ondas de Paixão" de Lars Von Trier (1996)
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quinta-feira, janeiro 10, 2008
Democracia SMS

«A Vodafone foi o patrocinador oficial das comunicações fixas e móveis da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, de 1 de Julho a 31 de Dezembro de 2007. Os 55 mil organizadores e participantes puderam, através dos 1300 telefones fixos, dos 500 telefones móveis e dos múltiplos acessos à Internet, efectuar mais de 650.000 minutos de conversação e enviar e receber 1.6 terabytes de dados, com uma qualidade do serviço acima dos 99,99%.Isto é o que se lê no anúncio publicado hoje nas páginas do Jornal de Notícias. A opinião do presidente da Vodafone já tinha saído no Diário Económico em Dezembro. Tudo tratado há bués portanto, e compensando qualquer desconforto governativo, vivamos então o momento.
A Vodafone orgulha-se de ter contribuído para o sucesso da Presidência Portuguesa e, em particular, para o seu momento mais significativo, a assinatura do Tratado de Lisboa.
Viva o momento vodafone»
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quarta-feira, janeiro 09, 2008
Lei 37/2007: a pouco e pouco, a bandalheira
«Os casinos da Estoril Sol vão estabelecer zonas para fumadores em todas as salas e nos restaurantes e reservam-se o direito de gerir quais e que percentagens destinar para o efeito, disse ao JN o presidente, Mário Assis Ferreira.Perante isto várias dúvidas me assaltam. A lei da droga aplica-se aos casinos? E a do ruído? É que a lei do jogo é estranhamente omissa quanto a essas e outras matérias, e aparentemente é a única lei que vigora dentro das paredes dos casinos. A propósito disto, e bem ainda que por motivos errados, a Associação dos Bares do Porto pede a demissão de Francisco George, director-geral de saúde, que nos últimos dias vestiu a pele de juiz sem qualquer legitimidade para o fazer, ou sabedoria, tecendo as mais bizarras sentenças, como a referida.
Este é o resultado prático do parecer dado ontem pelos membros do grupo técnico consultivo da lei do tabaco, que concluíram que nos casinos se combinam as leis do tabaco e do jogo, permitindo a criação de zonas para fumadores.»
Já são dois por demitir. Mas neste país sem vergonha os casinos são reis e senhores. Claro que os casinos podiam ter entrado na discussão da lei no Verão passado, e ter conseguido, de forma transparente, algumas excepções para as suas casas. Aliás, a lei 37/2007 é pródiga em excepções e facilitações várias, muito longe das mais recentes leis dos restantes países europeus (não haverá adjectivos para as classificar se um dia chegam também cá via Bruxelas, "fundamentalista", "talibã" e "fascista" já foram gastos com a actual). Mas nada disso foi feito, é mais fácil oferecer uma borla ao sr. ASAE e esperar que este procure um flash para onde esfumaçar a sua cigarrilha. Uma perfeita estupidez em qualquer estado de direito sério, um golpe de mestre em Portugal.
Mas o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita. É uma lei que veio da tecnocracia, e não da esquerda, dos sindicatos e do governo (responsável pela nomeação dos dois senhores por demitir), como devia. É uma lei aprovada por unanimidade no parlamento, mas com vários dos seus deputados a chamarem-na "fundamentalista" logo a seguir. Mas neste país de faz de conta onde tão poucas coisas são para levar a sério, não o será certamente o parlamento. Seria a ASAE a valer-nos.
Assim nos convencemos, nós os apoiantes da lei (90% da população segundo algumas sondagens), que apesar de todos os pesares, a lei seria para cumprir. O balde de água fria veio logo na manhã do dia 1. O sr. ASAE, que construiu nos média a imagem do terrível e implacável zelador pelo cumprimento da mais obscura alínea de legislação comunitária, voltava-se agora para a defesa dos interesses dos casinos - usando, como de costume, os média. Começo da bandalheira.
Perante o desmazelo da ASAE, de resto deslegitimada para a função, vão pululando zonas de fumadores com uma reles ventoinha, muito superiores a 30% do total do espaço e sem qualquer separação da zona supostamente livre de fumo. "É o mercado a funcionar!" - gritam ululantes os pró-fumo (que não são, felizmente, todos os fumadores). Sem dúvida o mercado (essa suprema santidade), mas não só.
É óbvio que nenhum comerciante quer perder clientes, e logo, nenhum comerciante manda por dá cá aquela palha um cliente para a rua. E fumar em espaços públicos fechados é, por via da tradição, do hábito, do sempre-foi-assim, um "dá cá aquela palha". Mas só, rigorosamente só, por isso. Pois não há um único argumento racional, médico, científico ou higiénico, se quiserem, que legitime o fumo. Não há, só a tradição. A mesma que justifica pôr crianças de 5 anos a fumarem cigarros pelos reis em Mirandela. E tantas outras e piores coisas, "é tradição" ponto, está justificado o injustificável. E nisso se baseia a tradição de tolerar e conviver com o fumo, por mais incómodo seja.
É por isso que uma lei anti-fumo só funciona se for uma lei forte. Sobretudo se estivermos a falar de países onde o respeito pela lei está, contrariamente ao fumo, longe de ser uma tradição estabelecida. Uma lei frouxa, que deixe cobardemente a decisão nas mãos dos comerciantes - os tais sujeitos à tal lei do mercado de que o cliente tem sempre razão - é uma lei condenada a não produzir efeitos. Olhe-se para Espanha. A frouxidão do processo não conseguiu romper com a tradição de tolerância ao fumo, e este venceu.
O progresso implica ruptura com o passado. E um ar livre de fumo é, definitivamente e sob qualquer ângulo de visão, um progresso. Há portanto que romper com a tolerância com o fumo, e fazermos valer (já que os políticos se recusam) o nosso direito, esse sim, ao ar limpo. E a lei, mesmo com todas as suas falhas, não nos desprotege por completo. Podemos e devemos exigir o seu escrupuloso cumprimento. E podemos e devemos privilegiar os espaços 100% livres de fumo. É a melhor resposta às inflamadas declarações de boicote aos mesmos.
Fica publicada então esta resolução de ano novo: só entro em espaços 100% sem fumo. Não me interessa se a sala de fumo fica nas masmorras, se existe, não entro. Bem sei que tal implica, por exemplo, o total boicote à noite gay do Porto - oh horror, oh tragédia - mas estou certo que sobreviverei. Fazer de conta que se vive num país em progresso será certamente melhor que a triste acomodação à realidade.
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tags: isto não é um país sério, tabaco
terça-feira, janeiro 08, 2008
Quem é que disse que o tabaco era uma droga leve?
«Teremos, pois, que nos organizar e resistir que nem sérvios do Kosovo. Os espaços ditos colectivos serão a principal frente de combate. Verei em cada repartição pública, centro comercial ou pavilhão polidesportivo um inimigo potencial. Agirei como um guerrilheiro, à socapa, chupando dois ou três cigarros seguidos numa casa de banho ou num canto pouco frequentado, na esperança de não ser denunciado por uma brigada talibã.»Luís Nazaré, presidente dos CTT - Correios de Portugal.
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Valham os tempos de antena do PS
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domingo, janeiro 06, 2008
Postal do dia de reis
PS: ui, ui, a entrevista ao presidente da junta, um mimo! :)
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Vencedor do 4.º Concurso Fotográfico do Renas
Mas eis que este Inverno o concurso volta em toda a sua pujança e originalidade, com esta brilhante entrada, que pouco importa ser única ou involuntária, pois teria ofuscado qualquer rival, da autoria de Vítor Pimenta, excelso blogger de Arco de Baúlhe, terra onde não há a menor dúvida de que os enfeites das celebrações do Solstício querem-se com renas! Um grande bem-haja pois para o Vítor e toda a baúlhense freguesia natal (que se bem se lembram ainda, teve um papel decisivo na última eleição camarária da capital). Arcos de Renas em Arco de Baúlhe é pois a grande vencedora do 4.º Concurso Fotográfico do Renas.
PS: A organização está a tentar amanhar um prémio para o laureado, será anunciado assim que amanhado e entregue.
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Censurado em França
Parece que o problema é que é um anúncio "hipersexual", mas pelos vistos vêem-se muitos anúncios destes, também em França, em modo heterossexual, sem que por isso se tornem hipers, categoria reservada aos homos, portanto.
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Dica rénica: também funciona com estudantes universitários
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quarta-feira, janeiro 02, 2008
2008 com fumo
«Assim, para redenominar as escolas públicas o Ministério entendeu encarregar da escolha as assembleias de escola, dando entretanto a indicação aos órgãos directivos de que devem ser evitadas alusões religiosas, como nomes de santos ou santas. Esta ordem gerou alguma polémica em agrupamentos do distrito de Braga, com várias pessoas a recusarem o riscar do nome da terra.»O Ministério da Educação já desmentiu a mentira com que o Correio da Manhã decidiu começar o seu ano desinformativo. Mas vale a pena lê-la atentamente. Aparentemente a mentira nasce em Braga, e a única pessoa que o CM decidiu contactar a seu propósito foi o presidente da Confederação Episcopal Portuguesa, que logo se prontificou a maldizer o "fundamentalismo laicista".
«Espero que tudo isto não passe do mundo das intenções e que, na hora da verdade, o bom senso prevaleça», disse ainda o senhor Jorge Ortiga. Sensatas palavras sem dúvida. É assim que se dá a ideia que uma mentira, mesmo que prontamente desmentida, podia ser uma verdade.
E assim nasceu o mito de que um dia a ministra da educação quis limpar os nomes dos santos das escolas. Nasceu e viverá por mil crónicas politicamente incorrectas a publicar por toda imprensa... Pouco importa que tal mito mentiroso surja poucos dias depois do governo, do qual a ministra faz parte, ter anunciado um novíssimo "Hospital de Todos os Santos" para a capital. A mentira tem pernas longas, faz Braga-Lisboa num saltinho de pardal, e a insinuação viverá para sempre.
Adenda: A Agência Ecclesia já deu o seu contributo à causa, sigam-se então os tablóides e depois, finalmente, os editoriais do Público.
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West Coast of Europe/Faroeste da Europa
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Portraits from the West Coast of Europe
«O inspector-geral da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) foi fotografado a fumar num casino depois da entrada em vigor da lei do Tabaco, segundo o “Diário de Notícias”. (...) Em explicações ao “Diário de Notícias”, António Nunes considerou que a nova lei "não proíbe expressamente o tabaco nos casinos e nas salas de jogos", justificando com a existência de um conflito de interesses com a lei do jogo, que contudo, não faz qualquer referência ao consumo de tabaco.»Ainda não se demitiu, nem há ainda notícia de despedimento. Ou sequer multa! Pidesca e moralista? Não me parece. Corrupta, laxista e classista West Coast, isso sem dúvida. Ou seja, um autêntico Faroeste.
PS: Na mouche, como de costume, a Fernanda Câncio sobre o caso, a ler aqui. Só há uma nota de que discordo, a ideia de que o fotógrafo apanhou o inspector. Parece-me desde o início que foi ao contrário, aliás, o sr. ASAE é expert nisso - chamemos-lhe "fiscalização espectáculo". E o próprio já afirmou publicamente, com a enorme lata que sempre exibe, que o departamento jurídico da instituição que preside tinha já "descoberto" a "excepção casineira" ainda antes do ano novo. É assim que se conseguem borlas para o réveillon no casino.
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segunda-feira, dezembro 31, 2007
Anos Novos há muitos seu palerma!
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Contributo para o roteiro do fumador
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Balançando 2007
Maior desilusão de 2007: José Luís Zapatero - e lá caiu a máscara de grande líder da esquerda europeia, de alternativa à terceira via de Blair. Acabou com o imposto sobre as grandes fortunas, adiou o aborto para as calendas gregas (agora se vê como a situação espanhola não era afinal tão melhor que a portuguesa pré-referendo), a lei anti-fumo foi um perfeito fiasco e a intolerância com os movimentos independentistas continua em alta. Isso tudo e ainda a contínua subserviência do Partido Socialista (?) Operário (?) Espanhol à monarquia. Sim, Zapatero teve um fulgurante início de mandato, mas com o tempo se vê como afinal é só mais um "socialista" da estirpe de Prodi, Sócrates ou até Blair. As eleições estão à porta, mas isso não justifica tudo.
Maior pagode de 2007: Nicolas Sarkozy - finalmente um presidente francês de ascendência húngara a governar à italiana, isto sim é europeísmo, ou talvez não. As bebedeiras, o divórcio, a namorada nova, a incapacidade de conseguir o voto das mulheres com quem se relaciona, os almoços com Kadáfi, tudo é festa! Efeito negativo, a imprensa francesa tablóidiza-se a um ritmo alucinante.
Menor respeito próprio de 2007: mensagem de natal de Tony Blair aos cachorros de Bush.
Maior bonzão de 2007: Nelson Évora. Os saltos do Nelson, a lycra do Évora... no more comments.
Maior irritação de 2007: Mariza - ¿Por qué no te callas?
Maior José Sócrates de 2007: Ricardo Araújo Pereira.
Maior Marcelo Rebelo de Sousa de 2007: Ricardo Araújo Pereira.
Momento zen de 2007: a vitória do Sim no referendo.
Heróis do Mar de 2007: a selecção de râguebi nacional, podes perder em tudo, mas se tens cartão de militante do CDS e choras a cantar o hino serás sempre um herói.
Maior inocência de 2007: Cavaco Silva não sabe como se podem fazer mais bebés.
Maior traveca de 2007: Bento 16, o eterno celibatório pró-ocultação dos casos de pedofilia dentro da igreja, em mensagem de apoio aos manifestantes pró-família tradicional em Madrid.
Maior travesti de 2007: Filipe Duarte no filme "A Outra Margem", lindo lindo lindo. Os padrõezinhos de bom travestismo em Portugal foram elevados para níveis nunca antes vistos. Quando morrer quero uma travesti assim a espalhar-me as cinzas sff.
Maior xerox descoberta em 2007: Paulo Portas.
Maior testemunha de Jeová de 2007: Floribella - Jesus é o salvador, mas a minha mãe é uma árvore.
Maior ateísmo de 2007: mensagem de natal de Policarpo.
Pior Ricardo Araújo Pereira de 2007: José Sócrates.
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sexta-feira, dezembro 28, 2007
Ui se isto fosse na Venezuela!
«Sabino Ormazabal (San Sebastián, 1953) lleva más de 25 años profundamente implicado en el campo de la filosofía y la acción política no violenta. Sin embargo, ha sido condenado a 9 años de cárcel por colaboración con ETA dentro del sumario 18/98, el llamado ‘caso Kas-Ekin-Xaki’. Actualmente está en libertad bajo fianza.»O que vale é que foi no País Basco, não poderia interessar menos aos jornais portugueses... realidades exóticas e longínquas... na volta e os presos políticos são até uma tradição cultural local. Não há drama, portanto.
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Pedofilia: "há crianças que provocam", diz bispo de Tenerife
«En una entrevista concedida al diario La Opinión de Tenerife, el obispo se extiende en la idea hasta replicar a la periodista, que, previamente, le había señalado que “la diferencia entre una relación homosexual y un abuso está clara”. Por si persisten las dudas, la entrevistadora recuerda al obispo que “un abuso es una relación no consentida”. La respuesta del prelado no deja lugar para las dudas.Não se pense que é caso único na Igreja. A diocese de Nova Iorque editou há poucas semanas um guia a explicar às crianças que lhes compete a elas afastarem-se dos possíveis pedófilos do clero católico. Enfim, tudo em coerência com as linhas orientadoras do Vaticano escritas por Ratzinger, antes de ter sido eleito papa pelo Espírito Santo, que definem como procedimento correcto a adoptar pela igreja em caso de abuso sexual de menores, a ocultação dos factos às autoridades competentes. Mas enfim, crianças violadas, isso é lá problema?
"Puede haber menores que sí lo consientan y, de hecho, los hay. Hay adolescentes de 13 años que son menores y están perfectamente de acuerdo y, además, deseándolo. Incluso, si te descuidas, te provocan”.»
«"Todas as expressões de ateísmo, todas as formas existenciais de negação ou esquecimento de Deus, continuam a ser o maior drama da humanidade, que tiram todo o sentido ao Natal, que é a exultação e o grito de alegria e de esperança que brotou do reencontro do homem com Deus", destacou José Policarpo, na missa do dia de Natal, na Sé de Lisboa.»Pelo menos, nada comparável ao flagelo ateísta, responsável por tantas não-idas à missa. Absolutamente dramático. E ainda há quem se preocupe com a fome em África ou o abuso de crianças, é preciso ter lata realmente!
Ilustremos então este drama, para que ninguém duvide da sua gravidade, com a blasfema mensagem de Natal do RAP:
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Novo ano, novo ar
Quando a lei estava a ser cozinhada eu era dos pessimistas. Estavam a ser abertas demasiadas excepções que poderiam levar à anulação da lei. Mas neste momento faço parte dos 64% que acreditam que a lei irá ser aplicada. Já várias notícias tem saído com números acima dos 90% de estabelecimentos que proibirão totalmente o fumo, e sente-se no ar que será mesmo para levar a sério. Óptimo. É pena que tenha que ser assim, mas a história tem mostrado que só assim os não-fumadores conseguem fazer valer o seu direito ao ar limpo. Não houve bom senso que impedisse o fumo nos comboios ou aviões, foi a proibição que funcionou. Funcionará também agora.
Pena é a mensagem, trilingue (mas sem mirandês ou língua gestual), escolhida para indicar os locais livres de fumo e os enfumarados, "não fumadores" versus "fumadores". Ora ninguém está proibido de ir a lado nenhum, só se proíbe o fumo, era simplesmente isso que devia dizer nos sinais, "proibido fumar". É isso mesmo que dirá nos sinais franceses, cuja lei, para cafés e restaurantes, também entra em vigor no próximo dia 1. Mas enfim, será mais uma desculpa para os fumadores se vitimizarem, só isso. O importante é que funcionários e clientes não fumadores deixem de ser vítimas reais do fumo.
Para terminar deixo aqui os anúncios da campanha anti-tabagista da UE, que sempre me pareceram dos melhores que já vi sobre o tema.
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quinta-feira, dezembro 27, 2007
Um 2008 com cheirinho a alecrim
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quarta-feira, dezembro 26, 2007
É Natal, pode-se ser camelo à vontade que ninguém leva a mal!
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domingo, dezembro 23, 2007
Acenando agora também no YouTube
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Conversões de natal a preço de saldo
Convém ainda salientar que Flew, que surge como o "mais notável ateísta" depois de deixar de o ser, sempre teve uma postura muito aberta à ideia religiosa, o seu princípio era presumir o ateísmo até que Deus se evidenciasse. Um princípio sensato sem dúvida, resta saber é se foi sensata a análise da evidência divina entretanto encontrada.
Uma boa deixa para passarmos para a mais badalada conversão da época, não uma mera conversão a um "Deus indefinido" (Flew diz rejeitar as noções muçulmanas ou cristãs de Deus), mas uma conversão a uma organização religiosa com crendices muito específicas e detalhadas, de gravidezes virgens a santidades papais. Falo, é claro, de Tony Blair, o mesmo que no ano passado garantiu ter rezado a Deus para se decidir quanto à Invasão do Iraque - excelentes evidências divinas terá encontrado Blair na resposta. O Iraque é uma festa.
E o Vaticano também, que rejubila com tão notável convertido. Valham-nos as beatas para porem os pontos nos ii. Ann Widdecombe, conservadora britânica convertida em 1993 ao catolicismo, lembra que o histórico de Blair na Casa dos Comuns não é nada favorável à ICAR, basta ver o seu voto em assuntos como o aborto - ou a orientação sexual, acrescento eu. Terá mudado ele de ideias agora? - dispara Widdecombe. Não é provável, já que a sua conversão estava há muito prevista, como informa a BBC. A crença que tinha, a crença que tem - ou seja, ou é mais frágil que o que parece ou não é suficientemente forte para influenciar o seu posicionamento político. Excepto, é claro, em relação à invasão do Iraque, divinamente inspirada. Seja como for, poucas razões para o Vaticano rejubilar.
Disse "poucas"? É ainda menos do que isso, termina assim o artigo da BBC: «Estimativas do número de idas à igreja em 2006, baseadas em números de anos anteriores, revela que 861,800 católicos assistiram à missa todos os domingos, enquanto que os anglicanos que o fizeram foram 852,500.» Para a BBC o facto do número de católicos praticantes ultrapassar o número de anglicanos parece ser o dado relevante destes números. Mas a mim parece que não chegar a 2 milhões o número de praticantes das duas principais igrejas do Reino Unido é, isso sim, o dado a assinalar. 60,2 milhões é o número de habitantes das ilhas, ainda de acordo com a BBC. Mas as notícias são sobre o sr. Blair (que até já ia à missa antes). Bem, pode ser que o sr. Flew se decida a ir um dia destes... sempre seria mais um.
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sexta-feira, dezembro 21, 2007
Desnorte
Muito mais informações e comparações no último "A Península Ibérica em números".
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Os apressadinhos
Nota-se já pela blogosfera um silêncio de quem foi antes fazer barulho para o shopping "porque o natal está a chegar", dizem-me. Mas olho para o calendário e... surpresa: É SÓ NA TERÇA-FEIRA! Que seca esta pressa... vai tudo a correr, em fila, e depois é tudo caro e inadequado, e não se decidem e voltam de mãos a abanar e descontentes. Darlings, dia 24 é o dia para se fazerem as famigeradas compras de natal - que, insisto, é só no dia seguinte. Na véspera o consumidor fica muito mais decidido, intuitivo, os preços parecem muito mais razoáveis e ainda tem de bónus justificar o atraso na chegada à ceia familiar. Enfim, um gajo bem aconselha, mas anda tudo apressadinho, a comprar presentes para... esconder no sótão. Que tristeza.
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quinta-feira, dezembro 20, 2007
O fundamentalismo é tal que qualquer dia proibem um gajo de conduzir alcoolizado...
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Fónix: a reacção do Vaticano ao "A bússola dourada"
Site oficial aqui, trailer legendado acolá e o livro além.
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terça-feira, dezembro 18, 2007
Se a homofobia mata muita gente...
Pouco importa ao caso que NCP seja militante de um partido prestes a ser extinto por falta de militantes, uma cunha santanista é uma forma tão ou mais democrática de chegar ao parlamento que o voto consciente e esclarecido num partido. Por isso nem vale a pena reclamarem que a petição tem mais assinaturas que o PPM votos e militantes somados, porque.. bem, porque isso é paleio de intolerante com a intolerância e a cunha, duas instituições nacionais, que se souberam preservar melhor que a monarquia.
Uma pena o Santanás não ter ficado mais tempo em S. Bento, ainda veríamos o Duartinho (aquele senhor de bigode que gosta que o tratem por "dom") em Belém, como o menino Jesus. O Cavaco é que lixou tudo.
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Wanda Sykes on gay marriage
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A miséria
E também não é difícil perceber que quem aufere o salário mínimo em Portugal é pobre. Trabalha a tempo inteiro, paga impostos, mas é pobre. O anunciado aumento de 5% mal cobre a inflação, que para quem é pobre será mais alta do que para quem é rico, pois quem é pobre não compra, p.ex., material informático, que contribui para uma baixa no cálculo da dita cuja. Enfim, tudo isto é triste e reles, e não é, certamente, motivo para o Sócrates se gabar.
Ler mais sobre o caso no Zero de Conduta e no Ladrões de Bicicletas.
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Rio de Dezembro
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segunda-feira, dezembro 17, 2007
Como é que se sai da UE?
Isto vem a propósito da ideia de referendar a continuação de Portugal na UE, lançada por alguns opositores ao referendo ao Tratado de Lisboa (TL). É um pouco misturar alhos com bugalhos. Mas é pena que ninguém agarre o repto. É que a UE é-nos apresentada desde que me lembro como 1) uma gorda e generosa teta de dinheiro e 2) uma absoluta inevitabilidade histórica sem qualquer tipo de alternativa.
O argumento de que o TL é inreferendável é bem ilustrativa da ideia de que Portugal na UE não fala, ouve - mais realidade, do que simples ideia. E com o TL falará ainda menos do que até aqui. Deviam agarrar-se antes ao argumento de que os políticos foram eleitos, e desde sempre que os eleitos são do clube Bruxelas-sim-sim. Claro que esse argumento tem o seu calcanhar, já que os eleitos actuais também o foram com a promessa de um referendo...
Mas voltemos à questão da continuação na UE, essa sim interessante. O repto não foi agarrado e não era para ser, era pura retórica para assustar - oh, sair da UE, a tragédia, as trevas! Mas porquê?
A participação de Portugal na UE só poderá ser democrática se for uma escolha livre, e só pode ser uma escolha livre se houver alternativas. Desde 1986 que a adesão é uma contingência, e não será um referendo sob o signo da ameaça que vai transformar isso numa escolha. É por isso que é tão importante que surja no panorama político, à esquerda ou à direita, um plano de saída da UE credível.
Olhe-se por exemplo para a Islândia, que está aberta à UE (é parte de Schengen) sem dela fazer parte (está na EFTA, onde também estivemos), vive da pesca (coisa que também tínhamos antes de 1986) e está em 1.º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU. Sim, a vida, incluindo a boa, é possível fora da UE. Só não há quem ouse propor tal coisa em Portugal.
Note-se que não digo que apoiaria tal plano, digo apenas que ele é necessário, urgente até. O eurocepticismo é a receita ideal para transformar o nosso euroconformismo em real e produtivo euroentusiasmo, que não vá atrás de tudo o que lhe mandam. É preciso vermos a porta de saída para podermos escolher ficar cá dentro.
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De "impolítico" é que isto não tem nada
«Sei que é impoliticamente correcto falar de crucifixos, presépios e outros símbolos religiosos, sem imediatamente invocar os símbolos de todas as outras religiões do mundo, como se pudéssemos apagar o nosso passado e fingir que não pertencemos a uma civilização marcada pelos princípios judaico-cristãos.»
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tags: destak, natal, palermice, politicamente correcto
"Onda de homicídios no Porto" afinal não era apenas exagero da imprensa
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quinta-feira, dezembro 13, 2007
O futuro presidente do Conselho Europeu
Como se faltassem razões para apreciarmos o cachorrinho europeu nº1 de Bush... ou para dizermos ámen ao novo tratado. Vídeo em versão original aqui.
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tags: forrobodó, george w bush, humor, tony blair, união europeia, vídeos
A assinatura e os beijinhos
Lembrei-me logo deste post do Opaco com o mapa de França dividido por número de beijos que é usual dar-se. Mas ainda mais interessante do que esse, seria um mapa europeu que ilustrasse os locais onde os cumprimentos são igualitários, sejam beijos ou cumprimentos de mão.
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terça-feira, dezembro 11, 2007
Livros para todas as famílias
Mesmo a tempo do Natal, a edição pela Associação ILGA Portugal de «dois livros infantis ("De onde venho?" e "Por quem me apaixonarei?") cujas histórias e respectivas ilustrações retratam, de uma forma simples, a diversidade afectivo-sexual, promovendo assim a igualdade, o respeito pela diversidade e a convivência cidadã desde a infância. São livros inclusivos, para todas as famílias – esta edição é afinal mais um passo na nossa luta pelo direito à indiferença.» 10€ cada, lançados dia 15 na Bulhosa de Entrecampos, em Lisboa, com a presença dos autores e apresentação de Miguel Vale de Almeida.
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segunda-feira, dezembro 10, 2007
Beijinhos SICk
Já agora, e na TVI, alguém sabe se passa, quando e como?
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Onde é que isto vai parar!?
Pior. Além do tom "conversa de café" e do histerismo com que são apresentados os serviços noticiosos da televisão pública (com a falta de qualidade e rigor da privada posso eu bem, não me sai do bolso), nem sequer os casos de faca e alguidar aos quais a TV decide dar máxima importância são apresentados com um mínimo de profundidade. Quais moços de recados do palhacinho de serviço, todos acorrem a interrogar o governo. Mas ninguém é capaz de fazer as perguntas verdadeiramente incómodas e a quem de direito. Quantos agentes da PSP são também seguranças? E de que forma isso interfere com a investigação?
Agora, falar em "guerra" ou "onda de homicídios" no país onde só no ano passado pelo menos 39 mulheres foram assassinadas pelos maridos ou companheiros, sem que tais casos tenham sido notícia fora das páginas do CM e JN, é um bocadinho despropositado não? Ou será que há assim tantos espectadores que sejam seguranças da noite do Porto e devam por isso ser alertados via RTP?
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