terça-feira, fevereiro 26, 2008

Raios, a Irlanda vai ganhar outra vez, a 8.ª!

A Europa tira, a Europa dá. O presente irlandês para o EuroFest deste ano em Belgrado é o Dustin the turkey. E os sérvios nunca mais vão pensar no Kosovo...


(Só na SIC para a Sky News ter prestígio...) Feitas as apresentações, a versão integral:


Os turcos que se preparem para uma noite de trocadilhos previsíveis, e a RTÉ para pagar mais uma conta festivaleira em 2009. A não ser que a RTP se supere e mande uma versão em inglês do "Rap dos Matarruanos".

Fucking Ben Affleck


O felizardo é Jimmy Kimmel. Para quem ainda não viu, isto é uma resposta ao "Fucking Matt Damon", por sua vez consequência disto.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Campanha eleitoral espanhola em cartoon

A campanha eleitoral para as legislativas em Espanha já começou e uma das formas mais divertidas de a acompanhar é através dos cartoons da imprensa espanhola. Este aqui em cima do Forges foi publicado no El País, mas os meus favoritos são os do Manel Fontdevila no Público (também recomendados pelo Ricardo Alves). E o melhor é que os podemos acompanhar comodamente através do Google Reader, já que os jornais não só disponibilizam um feed para os cartoons, como permitem a visualização dos mesmos directamente no reader (vários jornais americanos disponibilizam apenas o título). Enfim, um exemplo para a imprensa portuguesa, que se os coloca on-line, como faz o DN com os do Bandeira, já é uma sorte, que fará feeds, RSSs, e essas cenas...

PS: Por falar em eleições espanholas, vejam quem voltou à capa da Zero.

PPS: E por falar em cartoons e Google Reader, quem nos segue por essa via certamente ainda não viu que as renitas voltaram ao topo deste blog ;)

Enquanto Berlusconi não regressa contentemo-nos com Sarkozy


domingo, fevereiro 24, 2008

Um co...co...co...errr...munista!?!?

O fascismo italiano ainda encarcera algumas vítimas

Papa Pio 11 e Mussolini durante a assinatura do Tratado de Latrão.
«Um tribunal italiano condenou quinta-feira um juiz a um ano de prisão e outro de suspensão de carreira por este suspender três audiências devido à existência de um crucifixo na sala.

Os factos remontam ao ano de 2006, quando, no decorrer de uma audiência, o juiz Luigi Tosti denunciou um conflito de atribuições entre poderes do Estado.

O magistrado suspendeu o processo para pedir ao Ministério que se restaurasse o carácter laico do Estado sendo isso feito através da retirada de um crucifixo existente na sala, razão pela qual se recusou por três vezes a celebrar uma audiência.

O advogado do juiz anunciou que irá apelar da decisão, uma vez que o processo acabou por ser celebrado e que o seu cliente apenas pediu que fosse retirada a cruz de forma a restabelecer o cariz laico do Estado.

"Não se pretende ofender os cristãos. Retirar o crucifixo significa eliminar um privilégio que permita que as salas dos tribunais se convertam em verdadeiros locais laicos e neutros", explicou o advogado.

A decisão de existirem crucifixos em locais públicos, como salas de tribunal e escolas, foi regulamentada em Itália em 1924 e 1928 durante o regime fascista de Benito Mussolini e confirmada em 2006.»
[via]
Que diz a malta do politicamente incorrecto? E a igreja, que agora anda sempre a queixar-se de ser perseguida? Deixem-me advinhar, caladinhos como ratazanas fascistas de barriga cheia, advinhei? Trágico é o papa negar-se ir a uma universidade para não ter que ouvir uns assobios, isso sim é um atentado à liberdade...

Entretanto a lei da rolha da ICAR continua a dar frutos

«Um sacerdote francês de 57 anos admitiu ter abusado sexualmente de 50 menores dos 4 aos 15 anos entre 1985 e 2000, noticiou segunda-feira o jornal Le Parisien.

Pierre-Etienne A. confessou as agressões aos investigadores que o interrogaram desde a sua detenção, a 4 de Fevereiro, apesar de vários testemunhos recolhidos pelo diário indicarem que a comunidade das Beatitudes, à qual pertencia, estava ao corrente dos abusos desde 1998 mas que optou por não o denunciar à Justiça

[...] Na entrevista ao Le Parisien, Pierre-Etienne A. assume os seus actos e pede perdão às crianças e jovens que afirma ter abusado em distintas sedes da comunidade em França
Não foi opção da comunidade, já aqui falámos nisto várias vezes (os jornais portugueses é que não), existem normas estabelecidas pelo Vaticano desde 1962, e reforçadas por uma carta de Ratzinger (agora papa) em 2001, que determinam o secretismo/ocultação com que o abuso de crianças por parte de membros do clero deve ser lidado. Quem quebrar o segredo corre risco de excomunhão - note-se, excomunhão de quem denuncia, não do abusador, a esse o castigo é a transferência de local. Mais pormenores no The Guardian.

A Gisberta foi assassinada há 2 anos

«Entretanto, Lino Maia, no topo da hierarquia das Oficinas, provou-nos que é um cidadão tão notável que até ganha prémios, como este [Prémio Rádio Clube/jornal Metro]: é o "Cidadão Anónimo" das "Personalidades que marcaram 2007". Descobriu-se que os jovens ao encargo da instituição eram mantidos em condições de higiene execráveis - lençóis sujos de urina ficavam no lugar dias e dias - os monitores roubavam os presentes que os familiares traziam às horas de visita, e as agressões - de funcionários a jovens, e dos jovens a outros jovens - eram o prato do dia num restaurante com ementas previsíveis, fiscalizado e aprovado não pela ASAE, mas pelos próprios cozinheiros. E Maia a isto negou, ou desvalorizou. Os pratos ou só pontualmente sabiam mal, e até eram globalmente bons, tendo em conta os "utentes" que deles usufruiam. E, para ele, funcionário da Igreja Católica, assim que a história atingiu as páginas dos jornais, o homicídio foi culpa de um "pedófilo" que andava a assediar os seus meninos, e cuja "existência" nunca foi mencionada pelas "vítimas".»
Isto e muito mais no FishSpeakers.

Pela obrigatoriedade de um dístico da ABZHP

«António Fonseca, presidente da Associação de Bares e Discotecas da Zona Histórica do Porto (ABZHP), afirmou, em conferência de imprensa, que existem "brechas na lei" que permitem aos fumadores matar o vício em locais onde à partida seria impossível fumar, como bares e discotecas. Para isso, disse, "os empresários podem constituir uma associação sem fins lucrativos", uma espécie de clube.»
E 4 dias depois insistem que a sua ideia é perfeitamente legítima e legal. A sério, coloquem dísticos bem visíveis à porta dos bares sócios (é que o conceito "zona histórica" é meio vago), para que pessoas como eu não corram nunca o risco de entrarem em semelhantes espaços. Seja lá onde for, a zona histórica do Porto não é uma zona séria...

PS: Já que a ASAE se demitiu da função de defesa da saúde pública, que trate ao menos da parte da "segurança económica", é que vergonha, definitivamente, não há.

Braga-Porto em 35 minutos

Isto é ainda melhor que o pedido (e arrasa a alternativa carro/A3), espero que se cumpra, mas que tal não implique o fim da Comissão de Passageiros.

sábado, fevereiro 23, 2008

Pior do que o avião que se recusou a cair

Só mesmo o destaque dado ontem ao "relatório SEDES". Dei-lhe uma vista de olhos e que diz lá que não digam umas 20 colunas de opinião todos os dias na imprensa? E...? E isso acrescenta exactamente o quê? A CGTP que abra os olhos, a cena agora não é com greves gerais que se consegue, é com banalíssimos relatórios alarmistas/populistas qb.

Já era tempo de acabar o discurso da crise e da tanga e da palermice. Sobretudo porque o discurso vem continuamente de quem não tem qualquer motivo para queixumes... é sobretudo isso que irrita. Apesar das televisões terem vindo a ampliar exponencialmente o tempo de antena para as "notícias de bairro", e quase não passam disso, a verdade é que cada vez menos a opinião publicada é representativa da opinião pública. Só nos jornais se lêem coisas sobre a "crise do regime", só lá se vêem choradinhos pelo regicídio ou um "Viva o Rei!" no abjecto cabeçalho do abjecto Público, o pasquim-mor da imprensa alienada que temos.

Mas então lá vem a SEDES, com o seu "relatório-bomba" e bovinamente corre tudo atrás. Os mesmos que não se dão nunca ao trabalho de investigarem o que é a tal crise de que tanto se fala, onde está, porquê, como e quando. Sobretudo ONDE! É que o "onde" é uma das chaves desta crise. E os dados estão aí para o jornalista que os quiser apanhar. Vejam onde está o desemprego, onde estão os baixos salários, de onde sai a emigração, onde estão os baixos impostos e onde está o investimento público. Dica, experimentem por exemplo reduzir o país à Lusitânia, excluindo portanto o Norte, e vejam se a crise é assim tão má. Mas não se fiquem pelas NUTS II, vejam também as III e os concelhos. Enfim, façam as contas, encontrem os contrastes e mostrem dados a sério, factos, números, e não meras vacuidades sequiosas e sentimentos "difusos". Desde já obrigadinho.

"Para a comunicação social há sempre a iminência de uma tragédia"


Para além da tragédia consumada do abutrismo jornalístico. Uma pena o avião não ter colaborado com a comunicação social, e tão bonito que é morrer em directo...

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Kosovo e os amigos de Olivença

Não é que o assunto me preocupe, até porque Olivença fica horrível no mapa, de um ponto de vista puramente estético... um ponto a não menosprezar nunca. Mas se Portugal for mesmo avante com o reconhecimento da independência do Kosovo, toda e qualquer legitimidade e/ou sentido de oportunidade que possam ainda haver nas reivindicações territorialistas sobre Olivença se esfumam no ar. E sobretudo torna-se ridículo o não reconhecimento oficial da soberania espanhola. No fundo Olivença é um Kosovo mais pequeno, mas com um processo de kosovisazão muito mais antigo e solidificado. Fica então o lembrete para os amiguinhos de Olivença, é dizer-lhe adeus de vez.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Engenhoca estelar

Nunca resisto a experimentar uma engenhoca-blog, geralmente cansam depressa (como aquelas janelinhas que mostram uma miniatura do site linkado - odeio-as de morte), mas só experimentando para cansar. Esta das estrelinhas ao fundo dos posts copiei-a do De Rerum Natura. Eu curto classificar os vídeos que vejo no YouTube ou no Sapo, mas não sei bem se neste caso, afinal isto já nem é um blog colectivo (se estiver a mentir posta qualquer coisa veado_), servirá para algo mais do que afagar ou castigar o ego do blogger... Bom pelo menos simplifica os comentários do tipo, "este post está uma bosta" ou "boa, subscrevo", nem vale a pena escrever, basta usar as estrelinhas. Deixo então a decisão aos leitores, neste caso não votem no post mas no sistema estelar, 1 estrelinha se querem que desapareça, ou 5 para permanecer, a média ditará o seu futuro.

PS: Peço desculpa a quem votou nas primeiras estrelinhas amarelas, mas entretanto descobri uma outra engenhoca estelar esteticamente mais elegante, estrelas mais pequeninas e verdes como é uso neste blog, e que fornece uma tabela (ali ao lado) com os posts mais populares. Assim já parece mais útil a coisa. Fica então uma semana a título experimental.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Mais desorientados que a Agência Lusa


Nota: E não foi só a Lusa, do Sol ao Expresso, todos os sites noticiosos reproduziram a notícia sem a corrigirem, a correcção veio no dia seguinte para alguns casos.

Técnicas de jor-qq-coisa-ismo menos éticas


Isto já é caso velho, mas não há tempo para tudo e agora que estou numa de defender governos, cá vai... Dizer que um político "admite utilizar a tensão e a dramatização como armas políticas" é um pouco como dizer que um padeiro admite usar farinha no fabrico do pão. Pois, e isso acrescenta exactamente o quê à sabedoria geral? Provavelmente haverá quem ache isto um caso de "puro jornalismo", mas eu acho que quando uma conversa privada chega inadvertidamente às mãos de um jornalista (por erro o som foi enviado pelo canal de televisão aos outros meios, salvo erro o El Mundo foi o primeiro a divulgar - e não um sem rosto "YouTube" como diz a SIC) haverá que pesar bem o interesse da mesma, e neste caso o mesmo era nulo. A não ser para os que pretendiam criar uma polémica estéril.

Que os meios de comunicação conservadores de Espanha o façam, não surpreende. Que os meios de comunicação tuga, que pouca ou nenhum importância têm dado à campanha eleitoral do estado vizinho, o façam também já é mais revelador. Até porque cá supostamente não há meios conservadores, é tudo isentíssimo e imparcialíssimo, claro. E sem cenas menos éticas... de tal forma que nem passaram a declaração do jornalista envolvido, esse zero-ético, é o que é. Como cá não temos esses pruridos, até aceitamos encomendas pósticas, aqui fica:

Ah bom, se o Público o diz...

«Qual é o balanço que José Sócrates faz dos seus três anos de Governo, que se cumprem amanhã? Positivo, muito positivo. Que imagem tem o primeiro-ministro da sua acção e das suas políticas? Reformistas. Alguma coisa correu mal? Não, tudo correu lindamente. Este é o resumo da entrevista que José Sócrates deu hoje à noite na SIC.»
Diz que é uma espécie de jornalismo. O sr. Pacheco tinha um nome para isto... qual era, "puro jornalismo"? Ah não, já sei, "jornalismo de causas".

PS: Bem sei que isto de fazer 2 posts quase seguidos em defesa indirecta do governo comporta os seus riscos, qualquer dia passo por socrático. E como blogger já era, em menos de um ai passo de desempregado a assessor do governo. Era bom era. Anyway, e porque nunca se sabe, aqui fica o mail pra qualquer contratação: renaseveados[at]gmail.com Aqui aceitam-se encomendas pósticas, é na boínha...

Enriquece a tua biblioteca

Não sei se vocês têm ido às bibliotecas públicas ultimamente, mas algo de estranho se passa, sobretudo nessas bibliotecas de última geração que têm pipocado pelo país nos últimos anos. No meu tempo de teenager as bibliotecas eram lugares lúgubres e frios, onde só alunos muito totós e dedicados punham os pés, além dos velhotes que ocupavam, e ainda ocupam, a secção dos jornais. Eu sei, porque eu também era desses totós. Agora guess what?, é cool ir a biblioteca. As bibliotecas mais recentes são as novas traseiras dos ginásios escolares, o lugar onde estar, ver e ser visto, e claro, pelo meio ainda se lê alguma coisa e cultiva-se a cachola. O marmelanço é entre as estantes de história e filosofia, e fumar, at last, já não é cool. Claro que os computadores, leitores de DVD e CD ajudam ao sucesso, mas é realmente possível encontrar fileiras de canalhada nos seus 12/18 com um livro aberto à frente do nariz. E não só. "Horas do conto" pra putos de 6 anos e até eventos para bebés gatinhantes completam o ramalhete que faz algumas bibliotecas parecerem shoppings em saldos.

Por tudo isto é coolíssima a ideia da ILGA do patrocínio de bibliotecas. Quem patrocina és tu e a ILGA faz o serviço; a quem não o quiser fazer directamente, claro está. A oferta às bibliotecas é então a colecção editada pela ILGA em colaboração com a Fundação Triângulo Extremadura. Para que pequenos e graúdos possam então ter acesso na sua biblioteca a livros que reflictam a realidade em toda a sua diversidade. Serviço público pois então.

domingo, fevereiro 17, 2008

A propósito da Grande Albánia/Cosovo/Coze-Ovo/Bordúria

Só para lembrar a imprensa tuga da recente "suspensão" (ilegalização por 3 anos) de mais dois partidos independentistas bascos. Também convém recordar que Madrid não deixa que se faça um referendo à independência do país. Mas, por outro lado, não reclama que o País Basco seja o "berço da nação" espanhola; embora reclame que esta última seja a mais antiga da Europa. Enfim, tudo coisas que me parecem vir a propósito, não sei bem porquê. Coze-Ovo com a devida vénia ao Esquerda Republicana e Bordúria aos Tempos que Correm.

PS: Depois alguém que avise a ETA de que não é pela violência que lá chegam, que isto é a excepção que confirma a regra e tal.

PPS: Parece que o Cavaco anda preocupado com as possíveis consequências da independência, tem bom remédio sr. presidente ou é mesmo Bruxelas (i.e. Berlim) a decidir se Portugal reconhece o alargamento da Albânia e ponto final? Precisaremos já de um UÇK-PT?

PPPS: Da Madeira dizem-nos que a cena deles é outra, o importante é que a mama se mantenha, e enquanto assim for não se importam de trautear o hino de vez em quando. Dormirei mais descansado, o hino cantado em madeirense embala-me como nada mais o consegue, vale bem um IVA rebaixado, um investimento público per capita várias vezes superior ao do resto do estado e até as quotas especiais de acesso ao ensino superior, aquelas que permitem que cidadãos madeirenses entrem nas universidades portuguesas com notas 2, 3 ou mesmo 4 valores abaixo das exigidas aos cidadãos portugueses. É que é mesmo bonito o hino em madeirense, só ouvindo mesmo, não dá para descrever.

PPPPS: O caso basco é especialmente elucidativo da hipocrisia europeia, mas está longe de ser o caso com mais semelhanças ao do Kosovo. Vale a pena ler as entradas da Wikipedia anglófona para casos mais semelhantes, como o da Abecásia, Ossétia do Sul, Transnístria, Nagorno-Karabakh e, claro, a República do Norte do Chipre; todas elas independentes de facto, mas sem quem as reconheça... até agora pelo menos, algumas poderão ter mais sorte em breve.

sábado, fevereiro 16, 2008

Até porque o Báltico gela nesta altura do ano...

É certo e sabido que o jornalismo português não vai à bola com a geografia europeia (ou mundial). Veja-se este exemplo da SIC. Mas quando se anda sempre a falar nos Balcãs, uma cordilheira montanhosa do Sudeste europeu, é um bocadinho puxado confundi-lo com um mar do Nordeste do mesmo continente. Mas pronto, se a citação não está errada, também há um ministro em Espanha que julga que o seu país é o mais antigo da Europa, não fica tão mal a Lusa, o desvario é generalizado...

Alerta: Bicha do Demónio 8


Finalmente o regresso, agora com a Bicha de Deus, vinda directamente de Pernambuco (ou talvez não), um army of fufes e ainda um vídeo íntimo gentilmente cedido pela Jubileu.

Enfim, uma excelente oportunidade e inspiração para responder ao desafio da Ana: perereca, mocréia, urubu, trubufu, fogosa, escandalosa, arrasadora, espalha-brasas, mostrengo, estafermo e serigaita. Ah falta uma, pode ser "recato".

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

O mais belo hino anti-hoje


Agora arranjem-me uma canção de sentido oposto que chegue aos pés desta... não há.

PS: Filas de trânsito de S. Valentim!? Este país, como dizia o outro, está doido!

Ui, mais uma afronta

A história da literatura infantil com temas LGBT publicada em Portugal conta-se em poucas linhas. Se nada me falha, a primeira publicação foi o conto "A Escola do Arco-Íris", de Miguel Vale de Almeida (disponível para download aqui), em 2005 num volume editado pelos Médicos do Mundo, "Quem conta um conto ajuda um pouco". Depois, em Dezembro de 2007, saem duas traduções editadas pela ILGA Portugal, "De onde venho?" e "Por quem me apaixonarei?", ainda à venda. Finalmente a Afrontamento, editora portuense, lança hoje em Lisboa "O Livro do Pedro", que consegue ainda o pioneirismo de ser o primeiro livro do género de autoria portuguesa, Manuela Bacelar, e editado numa perspectiva comercial e não associativa como os anteriores. E se não for por activismo, que o comprem como quem investe na bolsa, daqui a 1 ou 2 décadas qualquer um destes exemplares será considerado histórico e valerá ouro, não duvido.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Al Gore e o casamento homossexual como solução contra a promiscuidade


Enfim, longe de ser a defesa mais brilhante, mas importante por vir de onde vem, o centrão político americano, e com uma mensagem capaz de ecoar em mentes mais conservadoras. Bem haja sr. Gore, nem a Hillary (e muito menos o Barack) ousam ir tão longe... Soube deste vídeo precisamente a partir da mais recente entrevista da sra. Clinton sobre questões LGBT, a própria o desconhecia, ou pelo menos assim garantiu.

PS: Já agora, também Natalie Portman e Scarlett Johansson disseram recentemente à revista W não entenderem a exclusão de gays e lésbicas em relação ao casamento.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Nem aterragem, nem descolagem, nem ejecção

«A Universidade do Porto, que tinha avançado com o pedido de instalação do primeiro centro público de colheita de espermatozóides e ovócitos, desiste do projecto - a não ser que haja uma declaração de interesse por parte dos responsáveis do Estado.»
Podemos esperar sentados. No dia em que o estado decida dar umas gotitas de atenção ao assunto, na mais optimista das hipóteses isso significará a criação de um banco de esperma em Lisboa... Só nos resta mesmo emigrar, e de camioneta que de avião também não deixam.

Toca a assinar

Quem lê este blog via Google Reader e similares provavelmente ainda não reparou na listinha de links peticionários que criei ali ao lado. Creio que já falei de todas elas, em posts mais ou menos recentes, excepto de duas:

1) A que se opõe aos condicionamentos à criação de uma base da Ryanair no Porto. Existe outra, que conta já muito mais assinaturas, simplesmente a pedir à própria Ryanair que se instale. Mas essa falha o alvo, que é a ANA e sobretudo essa popular ficção nacional de que Lisboa precisa de um novo e mega-giga-hiper aeroporto. Não precisa Lisboa e muito menos o país, que só tem a perder com o disparate. O que é preciso, como no resto, é uma descentralização dos voos. Como aliás já acontece com os voos de carga, lê-se no The Wall Street Journal: «Increasingly, say Spanish and American authorities, cocaine is also being flown from North Africa in small planes landing in Spain and Portugal on clandestine airstrips.»

Bem sei que as low-cost são um desastre ambiental, mas não é impedindo que a região mais pobre da península possa usufruir das vantagens económicas actualmente proporcionadas pelas mesmas que se salva o que quer que seja. Ainda hoje a mesma Ryanair anunciou a criação da sua 5.ª base em Espanha. Por cá vêem-se navios...

2) A petição contra a obrigatoriedade da nota de Educação Física contar para média de candidatura à universidade. Só soube deste disparate recentemente no Womenage, e descubro agora a oportuna petição no Jonasnuts. Disparate sobretudo porque regra geral o que é avaliado pelos professores de Educação Física não é o empenho, conhecimento etc, mas tão só o mérito desportivo. Ora o mérito desportivo pode ser muito meritório sim, mas não tem nada a ver com a maioria dos cursos universitários. Como se já não bastasse o disparate do contingente especial para atletas de alta competição, que põe metade das selecções nacionais de basquetebol ou andebol (ping-pong também?) a estudar medicina...

Tudo a assapar

Agora foi o Zero de Conduta.

Não vale a pena esperar por quem não sabe honrar compromissos

O escritor angolano, José Eduardo Agualusa, defende, em crónica hoje divulgada pelo semanário A Capital, de Luanda, que Angola «deve optar pela ortografia brasileira», caso o Acordo Ortográfico não venha a ser aplicado por «resistência» de Portugal.

Para esta tomada de posição de um dos mais respeitados escritores angolanos e lusófonos, José Eduardo Agualusa avança como justificação o facto de Angola ser um pais independente, nada dever a Portugal e o Brasil ter 180 milhões de habitantes e produzir muito mais títulos e a preços mais baratos do que Portugal.

Agualusa diz ainda, na crónica que publica regularmente n´A Capital, que Angola «tem mais a ganhar com a existência de uma ortografia única do que Portugal ou o Brasil», porque o país não produz livros mas precisa «desesperadamente deles».



Ainda no referido texto do escritor José Eduardo Agualusa, este defende que a educação das populações angolanas e o desenvolvimento do país depende da importação, nos próximos anos, de milhões de livros.

E defende que as autoridades angolanas devem criar «rapidamente legislação» que permita e facilite a entrada de produtos culturais e, «em particular», de livros, no país.

Agualusa aponta ainda como razões para a demora na activação do acordo a «confusão» entre ortografia, as regras de escrita e linguagem, resumindo que o acordo tem por objectivo a existência de «uma única ortografia» no espaço de língua portuguesa, sendo «absurdo» pensar-se em unificar as diferentes variantes da «nossa» língua.

O autor aponta ainda o dedo a um «enraizado sentimento imperial» de Portugal em relação à língua para o protelamento de uma decisão.

E, contrariando esta possibilidade, diz que a História nega este sentimento porque «a língua portuguesa formou-se fora do espaço geográfico onde se situa Portugal - na Galiza».

«Por outro lado, a língua portuguesa tem sido sempre, ao longo dos séculos, uma criação colectiva de portugueses, africanos, brasileiros e povos asiáticos», aponta.

Ora nem mais, já cá o tinha dito.

sábado, fevereiro 09, 2008

"Unzertrennlich" dos Revolverheld


E porque está um lindo sábado de primavera lá fora, nada melhor do que comemora-lo com uma melosidade pop-rock gay-teen alemã. Ainda mais depois do desabafo de um leitor: "o renas está a ficar assustadoramente hetero", ó diabo! Os Revolverheld têm canal no YouTube, mas não permitem o embebimento dos seus vídeos, daí a sapização.

Sapiência lost in translation

Foi, se bem se lembram, um conselho de sábios que elaborou o "Tratado Constitucional Europeu", paz à sua alma. Agora, um novo conselho de sábias figuras (incluindo Eduardo Lourenço), elaborou um relatório pela defesa do multilinguismo na União, assente numa ideia principal: a "língua pessoal adoptiva". A língua pessoal adoptiva seria então uma outra língua, que não a materna de cada cidadão, que passaria a funcionar como segunda língua para uso pessoal ou assim... Qual é a novidade? Essa língua não deve ser necessariamente o inglês. E pronto, é isso. Propõem então que se faça o que se faz há décadas em quase todos os países europeus, a obrigatoriedade de aprender outro(s) idioma(s) na escola, mas com a ressalva "que não seja só o inglês".

Mais valia estarem calados. Sim o multilinguismo é lindo e uma riqueza. Sim, quem sabe mais línguas só ganha com isso, viaja mais, vê mais longe, etc. Mas, regra geral, as pessoas (as não-sábias pelo menos) só aprendem outro idioma se tiverem mesmo que o aprender. E encontrar um emprego costuma ser a razão que as leva a aprenderem esse outro idioma. As línguas não vão longe pela via da sedução, mas sim pela da imposição, da escola ou do mercado.

Quanto ao inglês é uma vantagem para a UE que o seu conhecimento se vulgarize. Facilita a comunicação, 27 nacionalidades à mesma mesa e uma só língua - dispensam-se tradutores, poupa-se tempo e dinheiro. A desvantagem é que o inglês não é uma língua tão simples quanto parece, está cheia de excepções, e sobretudo não é uma língua neutra. O que faz com que no seio da União haja os falantes de primeira (os nativos) e os de segunda (os tais que o têm como "língua pessoal adoptiva"), o que gera alguns desequilíbrios e mesmo conflitos.

O conselho de sábios bem que podia ter sugerido medidas muito mais concretas e revolucionárias, como a adopção de uma nova língua de trabalho na União, criada especialmente para isso mesmo. Uma língua que fosse por um lado muito mais fácil de aprender, sem as irregularidades e confusões do inglês, e que fosse igualmente estranha a todos europeus, entranhando-se assim de forma igualitária. Uma língua franca desse tipo seria o melhor seguro de vida para a diversidade linguística europeia. E nem é preciso inventar nada, o esperanto foi criado para isso. Claro que seria necessária uma reforma ortográfica, que os acentos não estão com nada na era da internet, mas isso sim seria uma sábia resolução. Agora chorinhos francófilos por causa do inglês é que façam-me um favor... *bocejo*

Deixo-vos antes com o sr. Claude Piron que diz uma série de coisas interessantes a este propósito:

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Womenage à Sapo

A debandada do Blogger continua, o Womenage ensapou e ganhou um logo lindo.

Mais vale depir-se logo para o país inteiro


Um vídeo do Partido Socialista neerlandês contra as alterações na ajuda social aos idosos no país. Até agora a assistência (ajudar a tomar banho, vestir-se ou limpar a casa) era garantida sempre pela mesma pessoa, mas uma série de alterações, com vista à poupança de dinheiro, faz com que quase todos os dias os idosos neerlandeses se deparem com um ajudante diferente, impossibilitando a criação de laços de confiança e intimidade com os mesmos. O slogan final é "Por uma assistência social humana". A tradução completa em inglês aqui.

O canal oficial no YouTube do SP aqui, que curiosamente ainda não tem este vídeo (que tem tudo para se tornar num sucesso viral ou lá como os marketeiros chamam a esses fenómenos), mas tem por exemplo estas duas deliciosas animações.

Stop Blair

É claro que assino esta petição. Não se pode votar no tratado, não somos nós que elegemos o presidente possibilitado pelo tratado, é uma festa! Aos cidadãos restam as votações das moedinhas...

No entretanto talvez desse também jeito fazer uma petição Stop Aznar e outra Basta de Barroso, é que na UE pelos vistos não há melhor CV do que ter passado pela cimeira das Lages... e só não vem aí o Bush porque parece que há um problema de nacionalidades ou quê...

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Para lá do Marão dispensam a bênção

O Público noticia hoje que num dos supostamente "mais católicos" distritos de Portugal, Bragança, já são mais os casamentos civis que os religiosos. Ao longo de quase todo o artigo a justificação encontrada é a financeira, "casamentos religiosos são caros". São mesmo? Antigamente quase toda a gente casava na igreja e quase sem gastar tostão, vestia-se o fato domingueiro em dia da semana (eram comuns os casamentos religiosos à semana), casava-se e ao fim do dia ainda se trabalhava um bocado no campo. A importância da coisa estava na "bênção religiosa". A pouco e pouco a situação alterou-se, e a bênção passou a ser pretexto para grandes bodas, e apenas isso. A benção não é o fim, é o meio com vista à grande farra. Não é preciso muito dinheiro para casar na igreja, mas não havendo dinheiro para a farra, a bênção perde o sentido... Só no fim do artigo alguém, o padre Fontes de Montalegre, põe o dedo na ferida, há menos casamentos religiosos porque a religião interessa pouco e cada vez menos e nem sequer permite o divórcio. Nem mais.

Talvez em vez de continuamente querer definir as regras de um casamento a que sempre se opôs e ainda hoje não reconhece, o civil, a Igreja se devesse preocupar mais em preservar o seu. É que já nem em Bragança o conseguem vender... o que de resto prova que não é certamente a Igreja a autoridade a consultar em matéria de "como promover o casamento".

Aos enlutadinhos do "D." Carlos

Espero que esta gente mantenha o mesmo humanismo no próximo 1 de Dezembro, e em vez de celebrar a vitória dos terroristas, mande rezar uma missinha por Miguel de Vasconcelos. Aliás, para quando uma plaquinha em homenagem à desgraçada vítima? Triste país o que consagra dia feriado o aniversário de um acto terrorista...

domingo, fevereiro 03, 2008

A Parvónia é onde mesmo?


Atentar ao minuto 3 e 12 segundos.

A minha simpatia pelo escutismo é nula, mas a nova publicidade da Media Markt é realmente de péssimo gosto. Tal como o seu slogan de sempre, "eu é que não sou parvo" - estupidamente agressivo e parvo, enfim. Mas de qualquer modo nem me parece serem os escuteiros (ou o exército, também há um "general") quem se deva sentir mais ofendido com a dita. Há claramente um gozo com uma série de estereótipos do Leste. Tudo isto podia ter sido feito com graça, mas é apenas ofensivo e reles. Era giro mostrar isto aos clientes da Media Markt no Leste europeu para ver que opinam. Mas e daí, se calhar não se importariam muito, a ver pela amostra da clientela berlinense na reportagem acima (em alemão, mas as imagens falam por si). Já sei de onde tiraram a ideia dos "parvos" não saberem usar escadas rolantes...

Rio de Mouro on fire, ou nem por isso...

A meio da semana houve aberturas de noticiários com a "previsão de confrontos durante os funerais das vítimas do tiroteio em Rio de Mouro". A polícia dizia que não havia razões para alarme, mas nada sossegava as TVs, excitadíssimas com a possibilidade de uma Nairobi ao pé do estúdio. Chegado o dia, ontem, acorreram aos ditos funerais, por certo com coletes à prova de bala e tudo, mas, oh azar, os funerais foram marcados apenas pela tristeza e consternação da praxe. Apostava-se então na noite, mas nada. E lá passaram hoje a meio do jornal as reportagens de uma "noite sossegada em Rio de Mouro". Trabalho ingrato o de repórter... o pessoal bem semeia ventos, mas da tempestade nem sinal.

Cientologia

Absolutamente na mouche o Ricardo Alves. Ainda não consegui perceber a "preocupação" com a chegada dos cientologistas a Portugal, ainda não lhes vi nada que não tenha visto no resto. Tal como não entendo o "choque" na América com o vídeo do Tom Cruise, acaso diz algo que não digam todos os padres aos domingos? "Povo escolhido", "obrigação especial em ajudar", "nós vemos a verdade", and so on... os chavões costumeiros a todas as crendices, tenham 20 ou 2000 anos, como pode isto chocar no país do tele-evangelismo? Só não o oiço dizer que "o ateísmo é o maior drama da humanidade", menos mal. O problema é então exactamente qual?
«No meu entender, o melhor seria que o Estado não reconhecesse comunidade religiosa alguma. Existe o direito de associação e o direito de manifestação. Quem quer partilhar a sua «vida espiritual» com outros, pode portanto fazê-lo, dentro do quadro legal, sem necessidade de «reconhecimento» estatal da «especificidade» religiosa. E o Estado não pode negar aos cidadãos a liberdade de seguirem uma dada religião, nem pronunciar-se sobre a validade das crenças religiosas.
Ou será que a liberdade é só para os católicos e islâmicos, mas não para os cientologistas?»

Subscrevo a 100%.

sábado, fevereiro 02, 2008

É aproveitar, que nesta além de nos deixarem votar, ainda nos habilitamos a ganhar moedinhas de ouro!

«Para celebrar o 10.º aniversário do lançamento da UEM e da introdução do euro, todos os países da área do euro vão emitir uma moeda comemorativa de 2 euros, com um desenho comum. Esta moeda estará disponível no mercado no início de 2009.

Com base num concurso de desenhos entre as várias Casas da Moeda da área do euro, os respectivos directores pré-seleccionaram 5 desenhos a seguir apresentados. O desenho vencedor será seleccionado exclusivamente através da votação feita nesta página web.

Podem participar nesta selecção todos os cidadãos comunitários e residentes na União Europeia. Cada pessoa só pode votar uma vez. Será escolhido um vencedor de entre aqueles que votaram no desenho vencedor. O prémio será constituído por uma colecção de moedas de euro de elevado valor. A votação termina no dia 22 de Fevereiro de 2008.»

Via Chuza. Vou votar no bonequinho primitivo, que me parece condizente com o conceito do concurso e da UE dos tempos que correm em geral, vota também ;)

O cúmulo da cavaquice

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Era o obséquio de fazerem cumprir a lei, se não for muito incómodo, ó faxabore

Terem que existir petições a pedir a aplicação de uma lei recentemente aprovada por unanimidade no parlamento já é suficientemente triste, não assina-la seria trágico. Assine-se pois.

Centenário do Regicídio


Vídeo via Arrastão. Amanhã à noite estreia na RTP1 a mini-série sobre o episódio determinante para a implantação da república, hoje passa o making of. Mais links úteis no Esquerda Republicana.

Belmiro contra Sócrates parte II

Diz que é uma espécie de jornalismo. O Público desistiu do "canudo" do PM e vira-se agora para os seus projectos dos 80's. Dos 80's! Começo a achar que isto já nem é um "Belmiro contra Sócrates", mas um "Belmiro salva Sócrates". É que convenhamos, o PM não está no seu melhor momento e seria tão fácil criticar a sua governação de forma séria e construtiva... Agora ir buscar cenas dos 80's só poderá suscitar sentimentos de solidariedade e compaixão pelo nosso PM. Toda a gente têm álbuns fotográficos dos 80's, todos nós sabemos o que é olhar para eles. O que se passou nos 80's, devia ficar nos 80's, porque nos 80's aquilo era tudo lindo! E aquelas casas eram belíssimas casas, de causar inveja aos vizinhos todos, de Curral de Moinas a Clichy-sous-Bois! Enfim... pode ser que valorizem à custa disto.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Quem é que precisa do acordo? Já de emprego...

Anúncio aqui, site da empresa acolá. Só não entendi bem se o anúncio está escrito em português de Portugal ou do Brasil... suponho que por culpa do meu monolinguismo em Português do Entre Douro e Minho :( Mas "full-time" parece-me ser português do Algarve. [Via Rapariga em Flor]

quarta-feira, janeiro 30, 2008

E os heteros descobrem a promiscuidade

Esta reportagem da RTP (on-line ainda só a apresentação) promete! Gosto especialmente da parte "não há números oficiais", e espero que o INE não volte a cometer semelhante omissão no próximo Census.

domingo, janeiro 27, 2008

Subscrevo

1) A petição de solidariedade para com os professores de La Sapienza que tiveram a ingenuidade de acreditarem serem livres de condenar o convite à papista figura para que presidisse a abertura do ano lectivo na universidade. São agora insultados e ameaçados por meio mundo. Eu quero continuar a ser ingénuo e acreditar que se pode criticar o Bento sem sofrer represálias apenas por isso.

2) Braga-Porto em 40 minutos. Os argumentos desta petição, dirigida à CP, podem ser lidos neste blog.

3) Fim às excepções na lei do tabaco. Ainda sem link, pede-se o favor à Fernanda Câncio de colocar o seu artigo de hoje na Notícias Magazine no petitiononline.com (ou similar) que a gente assina por baixo, em 2 ou 3 dias seremos mais que os da petição das discotecas, tenho a certeza.

É nestas alturas que lamento a inexistência de um inferno

O Suharto esticou o pernil.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Castedo hits the news

É o furo noticioso da semana, já lidera o top do Sapo. A série de telefonemas do e para o INEM a propósito de uma vítima de uma queda em Castedo, Alijó, Trás-os-Montes, que a SIC exibiu nos seus noticiários. Enorme indignação com as falhas e demoras na assistência um pouco por todos os média, blogs incluídos. Mas dois curiosos pormenorzinhos não parecem merecer atenção entre os indignados: 1) a vítima, de acordo com os familiares que ligaram para o 112, já estava morta e 2) será normal que telefonemas desta natureza sejam exibidos na praça pública? Será que as pessoas que falam nos ditos deram autorização à SIC para que exibisse as suas conversas? É isto decente?

Por certo que há falhas nos serviços de emergência em muitos locais do país, sobretudo os menos habitados, e por certo que é assunto para merecer toda a nossa atenção e indignação. Mas e o respeito pela privacidade alheia? Perdeu-se por completo na era da reality tv? Se calhar sou eu que estou a ficar um prude, mas para mim este tipo de jornalismo é absolutamente sick. Não é com voyeurismos oportunistas que chegamos a um bom retrato do estado do SNS a nível nacional, nem na hipermediatização de casos que há uns meses atrás não chegariam sequer ao jornal local por não interessarem a determinadas agendas. Sick, sick, sick.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

La sapienza, ou a falta dela

Esta estória do papa ir discursar na abertura do ano lectivo de uma universidade romana tresanda desde a primeira hora, e tornou-se tão abjecta que nem consigo escrever sobre o assunto. Fico-me pelo lamento de ver tanta gente com inteligência suficiente para não cair no conto do vigário, agora papa, a fazê-lo. E pela satisfação de ainda poder encontrar gente capaz de ver as coisas com clareza e olhar crítico, ainda que correndo o risco de serem apelidados de "politicamente correctos", "laicistas" ou mesmo "jacobinos", enfim, proscritos na era do endeusamento da má política, i.e., do politicamente incorrecto. A ler então: no Womenage à trois, no Quase em português e no Arrastão, entre outros. Tudo textos curtos, porque a realidade é muito simples. E tudo em blogs, que nos jornais só parece haver espaço para a superstição e desonestidade intelectual. Ares do tempo...

PS: Outro ar do tempo é a paranóia em relação à pedofilia. Curioso como Ratzinger é imune à mesma, mesmo tendo escrito em 2001 uma carta a ordenar o silenciamento dos casos de abuso sexual de crianças por membros do clero. A ordem nunca terá sido revogada, tanto quanto se sabe, e o caso praticamente só teve cobertura no jornal britânico Guardian - razão pela qual nunca é demais lembra-lo. Tanto alarmismo e ninguém é capaz de exigir o óbvio? Que a igreja denuncie os casos de abuso de que tem conhecimento? Pelos vistos, não. Ares do tempo...

Literacia enfumarada: o contributo da RTP

Parece que hoje o tema do famigerado Prós & Contras será a nova lei do tabaco. Se bem me lembro nunca o programa discutiu este assunto, nomeadamente aquando da sua discussão no parlamento, altura em que poderia ter dado um contributo à mesma. Aprovada e aplicada a lei vai-se discutir o quê? Soa a golpe anti-lei, como o que o deu o sr. ASAE no casino. Serviço público, pois.

Mas os disparates da RTP não se ficam por aqui. Duas belas peças noticiosas aumentaram a confusão no Jornal da Tarde de hoje. Primeiro a confeitaria Cunha no Porto, que se queixa de uma diminuição na ordem dos 70% em número de clientes por causa da nova lei e que por isso pede a suspensão da mesma. Garanto que o dizem com o ar mais sério do mundo. Além da ameaça no ar de despedimentos, fica-se a saber que a confeitaria Cunha tem várias salas isoladas, pelo que não teria a menor dificuldade em criar zonas para fumadores, mas publicitar a ignorância injustificada é sempre mais divertido.

Logo de seguida o "bom exemplo", um café em Viana do Castelo, maioritariamente frequentado por fumadores, "aliás, o lado dos não-fumadores está vazio", diz a jornalista. O que a jornalista não diz é que a separação entre a zona de fumo e a de não-fumo é feita por uma fitinha isoladora mágica. Sim mágica! Impede milagrosamente a passagem de fumo de um lado para o outro. Ou isso, ou o tal café vianense está em flagrantíssimo incumprimento da lei. Cadê a ASAE? E a jornalista da RTP não se deu ao trabalho de ler a lei que dá mote à sua reportagem porquê?

Mas pronto, nem todo o trabalho se perde, vale o depoimento da fumadora que diz, "por um lado até aceito que ninguém é obrigado a levar com o fumo dos outros, agora, isto toda a vida foi assim". Esclarecedor, para quem ainda duvidava que divisão em relação à lei está entre os que apregoam a tradição e os que defendem a racionalidade.

Sobremesa lusófona (to be served after the sardines)


Desde a Bicha do Demónio que um vídeo não me fazia rir tanto, o Show da Roberta é provavelmente o melhor vídeo dos Incorrigíveis.

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Casamento: boas e más notícias

Anglicização em curso

O país dos Chicos Espertos dá lugar ao país dos Chicos Georges. Se estavam à espera de uma anglicização que imitasse o ar sem fumo que se respira lá nas Anglias ou a responsabilização dos políticos e seus nomeados, esqueçam, aqui a coisa fica-se pelos nomes, que a letra é morta.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Teste: Que tipo de activista gay és tu?

Imagina que és um activista gay e és contactado por um tablóide a propósito de uma muito mal contada estória sobre uma nova infecção supostamente em crescimento na população gay norte-americana. Como respondes?

A) Rejeitas o alarmismo precipitado e desinformado. Recordas a história da SIDA, concluindo que as doenças não têm orientação sexual e esse tipo de simplismos apenas contribui para a disseminação das mesmas.

B) Apoias o alarmismo, instando as autoridades a adoptarem-no. Mencionas o preservativo, mas apenas para sexo com "estranhos" (sic), e isso embora as informações existentes sobre a nova bactéria digam que a transmissão não é prevenida pelo mesmo. E insultas os homossexuais que frequentam saunas e quartos-escuros.

Se respondeste A és um activista responsável e inteligente, ganhas um prémio arco-íris. Se respondeste B não és um activista gay, voltas à casa de partida e devolves as tuas plumas, porque de moralistas parvos já está o país cheio, não precisa de mais alguns em formato rosa choque, adeus e obrigado.

Amigas xequieráute I ear screams!

Este blog tem estado em subpostagem e é fácil explicar porquê, todo o meu tempo on-line tem sido usado para ver e rever a saga da Bicha do Demónio (I, II, III, IV, V, VI, VII e Especial Natal). Que mais dizer? Que é preciso ser uma bicha muito desinformada para só agora ter descoberto isto. Eternamente grata V., tânque iu, tinhas razão, não é da Oriflame.

Acabe logo com o suspense sr. "presedente", marque um referendo!


Mas se a ideia é mesmo que vença a independência, recomendo que o referendo seja também feito no "contenente" ;)

sábado, janeiro 12, 2008

Fiscalização espectáculo

«Inspectores da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) estão a receber formação em tácticas paramilitares e análise de informação, num curso ministrado por agentes do SIS, ex-militares e que contará em breve com formadores da SWAT, o corpo de intervenção da polícia norte-ameeicana, noticia o “Expresso”.»
Só faltava isto. Inventarem leis sobre a cor dos cabos das facas, já tinham inventado. Instigarem o medo do chinês, já tinham instigado. Chamarem jornalistas para acções fanfarronas que resultam em arquivamentos vários, também já tinham chamado. Acho que só faltava mesmo isto. Multas a casinos é que não, claro, há coisas sagradas, com as quais ninguém se mete. Casinos e McDonalds, são algumas dessas coisas.

Serviço público


"Caché"/"Nada a esconder" de Michael Haneke (2005)


"Breaking the Waves"/"Ondas de Paixão" de Lars Von Trier (1996)

Em sessão dupla a partir das 22h45 na RTP2. Uma boa alternativa aos ainda demasiado enfumarados roteiros de sábado à noite.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Democracia SMS

«A Vodafone foi o patrocinador oficial das comunicações fixas e móveis da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, de 1 de Julho a 31 de Dezembro de 2007. Os 55 mil organizadores e participantes puderam, através dos 1300 telefones fixos, dos 500 telefones móveis e dos múltiplos acessos à Internet, efectuar mais de 650.000 minutos de conversação e enviar e receber 1.6 terabytes de dados, com uma qualidade do serviço acima dos 99,99%.

A Vodafone orgulha-se de ter contribuído para o sucesso da Presidência Portuguesa e, em particular, para o seu momento mais significativo, a assinatura do Tratado de Lisboa.

Viva o momento vodafone»
Isto é o que se lê no anúncio publicado hoje nas páginas do Jornal de Notícias. A opinião do presidente da Vodafone já tinha saído no Diário Económico em Dezembro. Tudo tratado há bués portanto, e compensando qualquer desconforto governativo, vivamos então o momento.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Lei 37/2007: a pouco e pouco, a bandalheira

Retratos do Sul da Europa: Nápoles
«Os casinos da Estoril Sol vão estabelecer zonas para fumadores em todas as salas e nos restaurantes e reservam-se o direito de gerir quais e que percentagens destinar para o efeito, disse ao JN o presidente, Mário Assis Ferreira.

Este é o resultado prático do parecer dado ontem pelos membros do grupo técnico consultivo da lei do tabaco, que concluíram que nos casinos se combinam as leis do tabaco e do jogo, permitindo a criação de zonas para fumadores.
»
Perante isto várias dúvidas me assaltam. A lei da droga aplica-se aos casinos? E a do ruído? É que a lei do jogo é estranhamente omissa quanto a essas e outras matérias, e aparentemente é a única lei que vigora dentro das paredes dos casinos. A propósito disto, e bem ainda que por motivos errados, a Associação dos Bares do Porto pede a demissão de Francisco George, director-geral de saúde, que nos últimos dias vestiu a pele de juiz sem qualquer legitimidade para o fazer, ou sabedoria, tecendo as mais bizarras sentenças, como a referida.

Já são dois por demitir. Mas neste país sem vergonha os casinos são reis e senhores. Claro que os casinos podiam ter entrado na discussão da lei no Verão passado, e ter conseguido, de forma transparente, algumas excepções para as suas casas. Aliás, a lei 37/2007 é pródiga em excepções e facilitações várias, muito longe das mais recentes leis dos restantes países europeus (não haverá adjectivos para as classificar se um dia chegam também cá via Bruxelas, "fundamentalista", "talibã" e "fascista" já foram gastos com a actual). Mas nada disso foi feito, é mais fácil oferecer uma borla ao sr. ASAE e esperar que este procure um flash para onde esfumaçar a sua cigarrilha. Uma perfeita estupidez em qualquer estado de direito sério, um golpe de mestre em Portugal.

Mas o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita. É uma lei que veio da tecnocracia, e não da esquerda, dos sindicatos e do governo (responsável pela nomeação dos dois senhores por demitir), como devia. É uma lei aprovada por unanimidade no parlamento, mas com vários dos seus deputados a chamarem-na "fundamentalista" logo a seguir. Mas neste país de faz de conta onde tão poucas coisas são para levar a sério, não o será certamente o parlamento. Seria a ASAE a valer-nos.

Assim nos convencemos, nós os apoiantes da lei (90% da população segundo algumas sondagens), que apesar de todos os pesares, a lei seria para cumprir. O balde de água fria veio logo na manhã do dia 1. O sr. ASAE, que construiu nos média a imagem do terrível e implacável zelador pelo cumprimento da mais obscura alínea de legislação comunitária, voltava-se agora para a defesa dos interesses dos casinos - usando, como de costume, os média. Começo da bandalheira.

Perante o desmazelo da ASAE, de resto deslegitimada para a função, vão pululando zonas de fumadores com uma reles ventoinha, muito superiores a 30% do total do espaço e sem qualquer separação da zona supostamente livre de fumo. "É o mercado a funcionar!" - gritam ululantes os pró-fumo (que não são, felizmente, todos os fumadores). Sem dúvida o mercado (essa suprema santidade), mas não só.

É óbvio que nenhum comerciante quer perder clientes, e logo, nenhum comerciante manda por dá cá aquela palha um cliente para a rua. E fumar em espaços públicos fechados é, por via da tradição, do hábito, do sempre-foi-assim, um "dá cá aquela palha". Mas só, rigorosamente só, por isso. Pois não há um único argumento racional, médico, científico ou higiénico, se quiserem, que legitime o fumo. Não há, só a tradição. A mesma que justifica pôr crianças de 5 anos a fumarem cigarros pelos reis em Mirandela. E tantas outras e piores coisas, "é tradição" ponto, está justificado o injustificável. E nisso se baseia a tradição de tolerar e conviver com o fumo, por mais incómodo seja.

É por isso que uma lei anti-fumo só funciona se for uma lei forte. Sobretudo se estivermos a falar de países onde o respeito pela lei está, contrariamente ao fumo, longe de ser uma tradição estabelecida. Uma lei frouxa, que deixe cobardemente a decisão nas mãos dos comerciantes - os tais sujeitos à tal lei do mercado de que o cliente tem sempre razão - é uma lei condenada a não produzir efeitos. Olhe-se para Espanha. A frouxidão do processo não conseguiu romper com a tradição de tolerância ao fumo, e este venceu.

O progresso implica ruptura com o passado. E um ar livre de fumo é, definitivamente e sob qualquer ângulo de visão, um progresso. Há portanto que romper com a tolerância com o fumo, e fazermos valer (já que os políticos se recusam) o nosso direito, esse sim, ao ar limpo. E a lei, mesmo com todas as suas falhas, não nos desprotege por completo. Podemos e devemos exigir o seu escrupuloso cumprimento. E podemos e devemos privilegiar os espaços 100% livres de fumo. É a melhor resposta às inflamadas declarações de boicote aos mesmos.

Fica publicada então esta resolução de ano novo: só entro em espaços 100% sem fumo. Não me interessa se a sala de fumo fica nas masmorras, se existe, não entro. Bem sei que tal implica, por exemplo, o total boicote à noite gay do Porto - oh horror, oh tragédia - mas estou certo que sobreviverei. Fazer de conta que se vive num país em progresso será certamente melhor que a triste acomodação à realidade.

terça-feira, janeiro 08, 2008

Quem é que disse que o tabaco era uma droga leve?

Valham os tempos de antena do PS


Tempo de antena do PS imediatamente antes do Telejornal: tudo tão fresco, tão bonito, tão optimista! Amei, devia passar todos os dias. O país assim parece outro! Escusado será dizer que desisti imediatamente do Telejornal, para não me cortarem a disposição. Ainda procurei no YouTube pelo dito tempo de antena, mas o PS ainda não actualizou o que parece ser o seu canal oficial. Assim, deixo-vos antes com um vídeo equivalente q.b., igualmente colorido, optimista e original, dos Hot Banditoz da Alemanha.

domingo, janeiro 06, 2008

Postal do dia de reis

"É só tradição", ou, "como se faltassem razões para se ser ateu e republicano". Mais sobre a "Festa dos Rapazes" em Vale de Salgueiros no site da Câmara Municipal de Mirandela, que isto das tradições deve-se sempre preservar e promover.

PS: ui, ui, a entrevista ao presidente da junta, um mimo! :)

Vencedor do 4.º Concurso Fotográfico do Renas

Como os leitores mais atentos certamente não deixaram de reparar, este bloguito celebrou o seu 4.º aniversário no passado dia 11 de Dezembro, e como é habitual, para celebrarmos a data, promovemos uma vez mais o Concurso Fotográfico do Renas, que, se bem se lembram também, foi ganho pelo sr. Plattdorf em 2004, ano do seu lançamento. Infelizmente desde 2004 que não contamos com apoios do Governo da Madeira para a promoção do referido concurso, pelo que este tem dependido inteiramente da boa memória, espírito de iniciativa ou sorte dos nossos leitores, razões que levaram à anulação das edições 2 e 3.

Mas eis que este Inverno o concurso volta em toda a sua pujança e originalidade, com esta brilhante entrada, que pouco importa ser única ou involuntária, pois teria ofuscado qualquer rival, da autoria de Vítor Pimenta, excelso blogger de Arco de Baúlhe, terra onde não há a menor dúvida de que os enfeites das celebrações do Solstício querem-se com renas! Um grande bem-haja pois para o Vítor e toda a baúlhense freguesia natal (que se bem se lembram ainda, teve um papel decisivo na última eleição camarária da capital). Arcos de Renas em Arco de Baúlhe é pois a grande vencedora do 4.º Concurso Fotográfico do Renas.

PS: A organização está a tentar amanhar um prémio para o laureado, será anunciado assim que amanhado e entregue.

Censurado em França

Parece que o problema é que é um anúncio "hipersexual", mas pelos vistos vêem-se muitos anúncios destes, também em França, em modo heterossexual, sem que por isso se tornem hipers, categoria reservada aos homos, portanto.

Dica rénica: também funciona com estudantes universitários

quarta-feira, janeiro 02, 2008

2008 com fumo

«Assim, para redenominar as escolas públicas o Ministério entendeu encarregar da escolha as assembleias de escola, dando entretanto a indicação aos órgãos directivos de que devem ser evitadas alusões religiosas, como nomes de santos ou santas. Esta ordem gerou alguma polémica em agrupamentos do distrito de Braga, com várias pessoas a recusarem o riscar do nome da terra.»
O Ministério da Educação já desmentiu a mentira com que o Correio da Manhã decidiu começar o seu ano desinformativo. Mas vale a pena lê-la atentamente. Aparentemente a mentira nasce em Braga, e a única pessoa que o CM decidiu contactar a seu propósito foi o presidente da Confederação Episcopal Portuguesa, que logo se prontificou a maldizer o "fundamentalismo laicista".

«Espero que tudo isto não passe do mundo das intenções e que, na hora da verdade, o bom senso prevaleça», disse ainda o senhor Jorge Ortiga. Sensatas palavras sem dúvida. É assim que se dá a ideia que uma mentira, mesmo que prontamente desmentida, podia ser uma verdade.

E assim nasceu o mito de que um dia a ministra da educação quis limpar os nomes dos santos das escolas. Nasceu e viverá por mil crónicas politicamente incorrectas a publicar por toda imprensa... Pouco importa que tal mito mentiroso surja poucos dias depois do governo, do qual a ministra faz parte, ter anunciado um novíssimo "Hospital de Todos os Santos" para a capital. A mentira tem pernas longas, faz Braga-Lisboa num saltinho de pardal, e a insinuação viverá para sempre.

Adenda: A Agência Ecclesia já deu o seu contributo à causa, sigam-se então os tablóides e depois, finalmente, os editoriais do Público.

West Coast of Europe/Faroeste da Europa

Portraits from the West Coast of Europe

«O inspector-geral da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) foi fotografado a fumar num casino depois da entrada em vigor da lei do Tabaco, segundo o “Diário de Notícias”. (...) Em explicações ao “Diário de Notícias”, António Nunes considerou que a nova lei "não proíbe expressamente o tabaco nos casinos e nas salas de jogos", justificando com a existência de um conflito de interesses com a lei do jogo, que contudo, não faz qualquer referência ao consumo de tabaco.»
Ainda não se demitiu, nem há ainda notícia de despedimento. Ou sequer multa! Pidesca e moralista? Não me parece. Corrupta, laxista e classista West Coast, isso sem dúvida. Ou seja, um autêntico Faroeste.

PS: Na mouche, como de costume, a Fernanda Câncio sobre o caso, a ler aqui. Só há uma nota de que discordo, a ideia de que o fotógrafo apanhou o inspector. Parece-me desde o início que foi ao contrário, aliás, o sr. ASAE é expert nisso - chamemos-lhe "fiscalização espectáculo". E o próprio já afirmou publicamente, com a enorme lata que sempre exibe, que o departamento jurídico da instituição que preside tinha já "descoberto" a "excepção casineira" ainda antes do ano novo. É assim que se conseguem borlas para o réveillon no casino.

segunda-feira, dezembro 31, 2007

Boas entradas!

Anos Novos há muitos seu palerma!

A lista n'Os Tempos que correm, para quem não estiver em sintonia com o calendário que rege, entre outros, estes bloguito. As minhas resoluções de ano novo só estarão totalmente decididas e postas em prática a tempo do Muharram, parece-me. Oxalá sejam mais resistentes que as de 2007.

Contributo para o roteiro do fumador

Num directo da RTP1, um dos poucos restaurantes do Porto onde se poderá fumar a partir de amanhã. Ao lado do autocolante "fumadores" uma bandeira monárquica. Não sei se pelos tons azuis, mas pareceu-me haver ali uma enorme sintonia ideológico-temporal. Só não lembro é o nome do restaurante, desculpa lá Daniel ;)

Balançando 2007

Parece que é obrigatório que cada blog balanceie 2007, e assim sendo, para não fugir à lei, cá vão as minhas eleições:

Maior desilusão de 2007: José Luís Zapatero - e lá caiu a máscara de grande líder da esquerda europeia, de alternativa à terceira via de Blair. Acabou com o imposto sobre as grandes fortunas, adiou o aborto para as calendas gregas (agora se vê como a situação espanhola não era afinal tão melhor que a portuguesa pré-referendo), a lei anti-fumo foi um perfeito fiasco e a intolerância com os movimentos independentistas continua em alta. Isso tudo e ainda a contínua subserviência do Partido Socialista (?) Operário (?) Espanhol à monarquia. Sim, Zapatero teve um fulgurante início de mandato, mas com o tempo se vê como afinal é só mais um "socialista" da estirpe de Prodi, Sócrates ou até Blair. As eleições estão à porta, mas isso não justifica tudo.

Maior pagode de 2007: Nicolas Sarkozy - finalmente um presidente francês de ascendência húngara a governar à italiana, isto sim é europeísmo, ou talvez não. As bebedeiras, o divórcio, a namorada nova, a incapacidade de conseguir o voto das mulheres com quem se relaciona, os almoços com Kadáfi, tudo é festa! Efeito negativo, a imprensa francesa tablóidiza-se a um ritmo alucinante.

Menor respeito próprio de 2007: mensagem de natal de Tony Blair aos cachorros de Bush.

Maior bonzão de 2007: Nelson Évora. Os saltos do Nelson, a lycra do Évora... no more comments.

Maior irritação de 2007: Mariza - ¿Por qué no te callas?

Maior José Sócrates de 2007: Ricardo Araújo Pereira.

Maior Marcelo Rebelo de Sousa de 2007: Ricardo Araújo Pereira.

Momento zen de 2007: a vitória do Sim no referendo.

Heróis do Mar de 2007:
a selecção de râguebi nacional, podes perder em tudo, mas se tens cartão de militante do CDS e choras a cantar o hino serás sempre um herói.

Maior inocência de 2007: Cavaco Silva não sabe como se podem fazer mais bebés.

Maior traveca de 2007: Bento 16, o eterno celibatório pró-ocultação dos casos de pedofilia dentro da igreja, em mensagem de apoio aos manifestantes pró-família tradicional em Madrid.

Maior travesti de 2007: Filipe Duarte no filme "A Outra Margem", lindo lindo lindo. Os padrõezinhos de bom travestismo em Portugal foram elevados para níveis nunca antes vistos. Quando morrer quero uma travesti assim a espalhar-me as cinzas sff.

Maior xerox descoberta em 2007: Paulo Portas.

Maior testemunha de Jeová de 2007: Floribella - Jesus é o salvador, mas a minha mãe é uma árvore.

Maior ateísmo de 2007: mensagem de natal de Policarpo.

Pior Ricardo Araújo Pereira de 2007: José Sócrates.

sexta-feira, dezembro 28, 2007