quarta-feira, março 19, 2008

Chuva de ursos

Soft Landing por Steve Bell

A propósito da crise no Bear Stearns, a não perder estes 2 posts do Zero de Conduta, a cobertura do The Daily Show e o curioso silêncio da seita liberal.

segunda-feira, março 17, 2008

Diz que é uma espécie de justiça e liberdade de expressão

«O Tribunal de Setúbal condenou José Falcão, dirigente do SOS Racismo, a 20 meses de prisão - com pena suspensa - e mais 4 mil euros de multa, pelo crime de "difamação agravada" de um colectivo de juízes. Em 2004, José Falcão acusou um colectivo de juízes de Setúbal de adoptar "uma justiça para ricos e brancos e outra para pobres e pretos". Em causa estava a absolvição total do polícia que em 2002 assassinou à queima-roupa Toni, um jovem do bairro da Bela Vista, em Setúbal.»
Isto li estupefacto há dias no Arrastão, blog de Daniel Oliveira. É mau demais para comentar. Mas provando que o que pior funciona neste país é mesmo a justiça, leio isto hoje no Público:
«O colunista do "Expresso" Daniel Oliveira foi condenado pelo Tribunal de Lisboa a pagar ao presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, a quantia de dois mil euros pelo crime de difamação.»
Quem conhecer algum sujeito mais bronco e mal educado que o sr. Madeira que guarde a sua pedra contra a justiça portuguesa. Todos os outros é favor atirarem-nas com força, que se há classe profissional que tem estado imune às mais que merecidas críticas, é a classe dos srs. drs. juízes. Tenham vergonha.

Adenda: ao contrário do que noticia a Lusa o tribunal é o do Funchal (surpresa!) e não de Lisboa, e a sentença já foi lida há uma semana, mas acharam por bem guardar para hoje a divulgação. O texto pelo qual o Daniel foi condenado pode ser lido aqui, e é uma resposta a Jardim na altura em que este chamou "bastardos" e "filhos da puta" aos jornalistas do continente. Jardim nunca foi julgado pelos insultos porque goza de imunidade e sempre se recusou a levanta-la. No entanto é público que já se mascarou por diversas vezes de palhaço, facto que o Tribunal do Funchal (where else?) optou por não levar em consideração.

Do Tibete

Chegam-me comentários indignados por não fazer referência à situação no Tibete. E até insinuações de que tal acontece por ser um "comuna"... "Comuna" não serei, mas se fosse um "comuna" a sério isso só aumentaria o meu asco pelo regime chinês. Anyway, a situação do Tibete não vem de agora, tem 50 anos já, e nem era muito melhor antes (feudalismo ou maoismo?, hmmm)... Guess what, também guardo algum asco para o Dalai Lama, eu sou assim, tenho para dar e vender.

Mas resumindo, se se fala agora do Tibete é por uma razão simples, os jogos olímpicos estão à porta e são uma oportunidade de ouro para mediatizar o drama tibetano. Portanto, não é a esta humilde porta que têm que bater, mas, por exemplo, ao Comité Olímpico Português, que não anunciou qualquer intenção de boicotar os jogos... No seu site a votação on-line é: "Quantas medalhas vai Portugal conquistar nos Jogos Olímpicos de Pequim?".

PS: Os blogs estão completamente sobrevalorizados, fónix. Não é por aqui darlings, não é mesmo por aqui. Deixem-se disto, isto é só pra brincar um bocadinho sem ter que descer ao recreio.

PPS: Quem quiser descer, i.e., levantar-se, saiba que há uma manif vigília no dia 19 em Lisbonne, que o Porto está geminado com Xangai e Macau, sabem como é... Se algum/a leitor/a for que me diga depois se havia mais comunas desarranjados ou liberais engravatados, que estou curioso sobre quem são os inimigos do maoismo.

1 país, 2 preçários

Há dias na TV vi mais uma reportagem sobre os protestos anunciados contra as portagens na A41 e A28. Em ambos os casos garantem que "não há alternativas". Na verdade elas estão lá, embora no caso da A41, a alternativa já não é considerada uma estrada nacional. Claro que na prática ambas as alternativas estão saturadas e não conseguiriam receber o tráfego das autoestradas entretanto construídas, mas não é assim com uma série de outras? Não vou muito longe, a A3 liga o Minho ao Porto, paralelamente à A28, mas atravessando concelhos com menor poder de compra, e é paga, e a A7 atravessa o Vale do Ave, uma das NUTS III mais pobres do país e com a mais alta taxa de desemprego, e é possivelmente a mais cara autoestrada portuguesa. Qual é a lógica disto afinal? Se se fala em regionalização é o deus nos livre da divisão do país, mas para dividir benesses da forma mais aleatória e injusta é o 'tá-se bem?

Também na SIC uma reportagem recente mostra como se convive bem com as diferenças de preços de serviços idênticos pagos por todos. No caso o metro de Lisboa, que passou a usar um sistema de bilhetes idêntico ao que o metro do Porto usa desde a inauguração - tal facto está ausente da peça, a quem ocorreria comparar os dois únicos metropolitanos do país? Adiante, bilhetes parecidos, preços diferentes, o metro de Lisboa, caríssimo na construção, continua muito mais barato para o utilizador que o do Porto, de construção muito mais económica e situado numa região de muito menor poder de compra.

Mas a regionalização é que nos iria retalhar a alma nacional, claro está. Este tipo de diferenças une-nos e aproxima-nos... do abismo, pelo menos.

PS: Está visto que o que compensa do ponto de vista do interesse regional é ter líderes que usem a chantagem da independência para angariarem investimentos e gratuitidades várias. A diferença é que há portugueses com direito a elegerem líderes regionais, e portugueses sem esse direito. No estrangeiro chamam "xenofobia" a estas coisas...

Copy & Post: Há festa na aldeia

«Faz hoje 30 anos que Alberto João Jardim chegou ao poder. Já só faltam seis para bater o recorde de Salazar. A Madeira está irreconhecível. Um rochedo esquecido no meio do Atlântico está hoje repleto de vias rápidas, túneis e hotéis de luxo quase vazios. Futuro? Pouco animador. A Madeira tem vivido do desperdício e da irracionalidade económica. Alberto João eterniza-se assim no poder a nadar em dinheiro, sem sufocos nem crises orçamentais. Como consegue esta proeza? Através da chantagem política. Mesmo Sócrates, que ameaçou cortar a mesada, não levou a coisa até ao fim e só ajudou ao reforço da maioria de Jardim. Sentado no dinheiro e na inimputabilidade política, Alberto João faz o que quer. Financia com dinheiros públicos as suas colunas de opinião, processa todos os que o ousem criticar, tira a imunidade parlamentar a deputados da oposição, esconde-se atrás da sua, para insultar quem quer, quando quer e como quer, pune os eleitores que ousem votar em autarcas de outro partido e faz da Madeira uma região livre de incompatibilidades. Os portugueses aceitam, com a bonomia que os caracteriza, todas as pantominas. E ainda pagam para ver.

Quando começar o processo de democratização e de desenvolvimento sem mesada os madeirenses começarão a penar. Será um caminho longo e difícil. Mas ao menos não verão um sorriso condescendente de cada vez que digam de onde vêm. Perderão as facilidades, mas ganharão o respeito que já podiam merecer.»

sexta-feira, março 14, 2008

Se calhar é porque ficam caladinhos sempre que uma tragédia acontece

«“Nenhuma entidade ligada à canicultura foi contactada pelo Ministério da Agricultura" denunciou ao Público o presidente do Rotweiler Clube de Portugal. Hugo Ramos reagia ao anúncio, feito esta manhã, pelo ministro da Agricultura, Jaime Silva, de que irá assinar, na próxima semana, um despacho proibindo a importação, criação e reprodução de cães de sete raças consideradas perigosas, entre elas os rotweiler.»
Já não era sem tempo! Haja bom senso no governo, já que ele está ausente entre a esmagadora maioria de donos de cães, sejam ou não de raças altamente perigosas. Ainda hoje vi um miúdo de 7/8 anos a passear sozinho com um boxer, sem trela e muito menos açaimo. Sim já sei, é um cão fofinho, amigável, nunca fez mal a ninguém... a lengalenga do costume, até ao dia em que faz efectivamente mal a alguém e todos levam as mãos à cabeça e as associações de canicultura desaparecem do mapa. E tragédias destas acontecem quase diariamente. Que esta lei seja para aplicar, já que a que obriga trelas e açaimos nos passeios nunca o foi.

PS: Já esta espero que seja só mais um delírio da agência Lusa.

Cabaz Sócrates para o Dia do Pai

Esferográfica Parker Jotter Preta: 4,46€

Anão Zangado de peluche: 16,34€

"Free World" de Timothy Garton Ash: 24,00€

Curso intensivo de espanhol: 302,02€

Total: 81,45% do Salário Mínimo Nacional

Alô, Rosé Luís? Devolve-nos o nosso Sócras original sff


[http://videos.sapo.pt/5ZKQSjdTsqo6097yugK9]

Prontos, é assim, a gente preferimos-lo zangado, ok?

Assinado, Povo Tuga.

PS: E pronto, em troca não deixamos mais os professores irem pra rua, é que quase chora a falar nisso, partiu-se-nos o coração.

PPS: O passeio final é onde mesmo? Nápoles? Aproveite a amizade com a mulher do presidente da câmara e meta uma cunha pra lavarem a rua, fica mal um PM num lugar daqueles, assim, consoante está.

quinta-feira, março 13, 2008

Choque Marketingnológico


[http://videos.sapo.pt/IHs8bnBDPZamn9fg7pF1]

Resumindo, já era possível o divórcio por procuração, e o advogado até podia ser o mesmo para os dois cônjuges. Agora simplesmente pode-se contratar e dar a procuração ao advogado por via electrónica. Nada de substancialmente novo, mas um belo golpe publicitário, e aqui os bons golpes publicitários têm publicidade de borla, pois então: DivórcionaHora.com

Parlamento Europeu tenta salvar Medhi Kazemi

O jovem iraniano de quem aqui demos conta. A proposta de resolução comum foi aprovada hoje pelo Parlamento Europeu. Uma bela forma de comemorar os 50 anos.

quarta-feira, março 12, 2008

A nação rénica aposta na Føroyar

Parece não haver consenso no nome em português, Féroe, Feroés, Faroé, Faroé, ilha das ovelhas... Seja como for, contados os votos, esta é a aposta da audiência rénica para o próximo estado europeu independente, depois do Kosovo/Cosovo. Neste caso pouco haverá de dramático, as Faroé são já amplamente autónomas em relação à Dinamarca, não são sequer parte da União Europeia (o que lhes dá, em certos domínios, mais autonomia real que a que têm a maioria dos estados membros), têm a sua bandeira, os seus selos, a sua selecção de futebol e até as suas moedas e notas. Pouco falta portanto, tal como em relação à Gronelândia, que não fez parte da votação rénica por não ser geograficamente território europeu.

Não sei se esta vitória se deveu ao hino da Björk, mas depois dos 13 votos das Faroé, segue-se um longo empate a 9 votos cada: Catalunha, Escócia, Flandres, Galiza, País Basco e Transnístria. Em último ficou a República Turca do Norte do Chipre, com apenas um voto. Pelo meio ficaram ainda a Abecásia, a Córsega e a Ossétia do Sul.

Se se confirmarem notícias recentes que falam na intenção russa de reconhecer a Abecásia, confirmar-se-á também que a audiência rénica não pesca muito do assunto. Suponho que votaram afinal no mais apelativo destino para férias. E devem ter razão, méeeee.

Vaticano prefere na boca, e não na mão

O cónego Luís Melo concorda e acrescenta, "há muita dignidade em estar de joelhos". Já o padre Feytor Pinto prefere na mão, porque "há muita gente que nos lambe as mãos" (quando na boca), confessa, situação que o obriga a "purificar os dedos". Embora reconheça que já teve que "sair do altar e agarrar a pessoa" que a levava na mão para a rua. Fala-se, é claro, da comunhão na missa católica.

terça-feira, março 11, 2008

Então isto agora não era tudo dos brasileiros?

«Portugal terá primeiros dicionários com regras do acordo ortográfico

Na seqüência da aprovação da ratificação do segundo protocolo modificativo do acordo ortográfico pelo governo português, na quinta-feira passada, a Texto Editores lança, na próxima sexta, dois dicionários e um guia já com as alterações previstas no idioma.

Segundo informação divulgada nesta segunda-feira pela editora portuguesa, as edições - que, por ora, serão lançadas apenas em Portugal - "visam dar a conhecer as alterações introduzidas pelo acordo ortográfico de 1990".»
Lê-se no Folha de São Paulo, em ortografia pré-acordo, para horror do analfabetismo-patriota que tem enchido as caixas de comentários de notícias sobre o acordo ortográfico (exemplo) com os comentários mais tontos e desinformados. Afinal os primeiros dicionários de acordo com o acordo até serão portugueses, da Texto Editora, agora propriedade do Grupo Leya.

Imagino o horror e a dificuldade que terá sido retirar uns Ps e uns Cs a meia dúzia de entradas do dicionário para que pudesse estar de acordo com esta reformazinha simbólica. Claro que isto não passa de um belo golpe de marketing, mas dado o contexto em que surge, de editores histéricos e tresloucados com a aplicação do acordo e governo com medo de agir, temos mais é que aplaudir a iniciativa. E já agora, publicidade de borla para os novos dicionários e ainda o "Atual", uma explicação do acordo ortográfico.

Resumo explicativo: 4,41€

Claro que quem já tem um bom dicionário precisará, quanto muito, comprar a última obra, para esclarecer qualquer dúvida, é o que eu tenciono fazer. O meu Porto Editora com mais de 10 anos tem servido perfeitamente, e assim continuará.

Adenda: «Novo dicionário da Língua Portuguesa» - Reportagem da RTP.

segunda-feira, março 10, 2008

Exercitar o inglês é isto


Via Womenage. É por estas e por outras que não posso morrer sem antes ir ao Japão...

Saudosicantasticamente


[Versão YouTube, com entrevistas]

Enquanto via o festival, e ia-me horrorizando com o mesmo que horrorizou o Miguel, pensei que teria que reescrever este post onde dizia que o Portugal de hoje é um país muito diferente do Portugal de Salazar. Bom, sem dúvida que é, e até em relação ao festival, que já não concentra audiências como outrora. Mas o conteúdo... melhor nem falar mais.

Salvou-se a última canção, aqui em cima, mesmo mantendo o look passadista de todo o concurso. Despretensiosa, bem humorada mas não dedicada exclusivamente aos espectadores da Rua Sésamo (como a canção a que ficou em 2.º) e bem cantada. Uma verdadeira canção festivaleira, no melhor sentido da palavra, mas que ficou a ver navios... Para além da estupidez da RTP abrir as votações antes de todas terem sido apresentadas, o que beneficiou as primeiras, telefonar da Madeira fica mais barato, o IVA lá é reduzido, pelo que irá uma cantante madeirense representar a potência colonizadora em Belgrado, com uma balada chatérrima sobre mar e mais não sei quê, aqueles clichés ilhéus...

PS: O medley cantado por todos, de canções que já venceram a Eurovisão, esteve muito bem.

Matemática eleitoral

Do Ramón, inspirado pelo Chiki Chiki.

Vitória de Zapatero e do bipartidarismo em Espanha. Por certo os dois debates a dois deram a sua ajuda. Mas não há grande remédio quando o sistema eleitoral é este, que por acaso é igual ao nosso. Círculos eleitorais ao nível provincial (comparável aos dos nossos distritos) e Método de Hondt. É isso que explica que as muitas migalhinhas recolhidas por toda a Espanha pela Izquerda Unida resultem em menos deputados que Convergència i Unió, que só concorre na Catalunha (ok uma diferença, cá não se permitem partidos regionais).

Neste site pode-se testar o Método de Hondt, no caso experimentei com os resultados das últimas legislativas portuguesas, como se de um único círculo se tratasse. O PS ficaria longe da maioria absoluta (faz sentido, teve menos de metade dos votos), o Bloco chegaria aos 15 deputados e o PND e PCTP-MRPP conseguiriam eleger 1 deputado cada. Com círculo único ficar-se-ia já muito mais próximo da proporcionalidade directa, e mesmo assim, mantendo o Hondt, os pequenos partidos continuariam a perder.

Em Espanha, país amplamente descentralizado e com várias identidades nacionais, faria todo o sentido que os círculos eleitorais correspondessem às autonomias, mas dividi-los por províncias tem como único objectivo beneficiar o bipartidarismo. Já em Portugal a situação é ainda mais caricata, dado o centralismo vigente. Na hora de regionalizar é o ai jesus que retalham o país, na hora de usar círculos eleitorais distritais, que faz com que nos distritos mais pequenos apenas o PS ou o PSD possam eleger deputados, limitando a escolha real de quem vota, 'tá-se bem?

E a tendência é sempre de agudização do fenómeno. Os 2 partidos mais votados conseguem os deputados quase todos, consequentemente dominam os média, que influenciam os votos, que se concentram nos 2 partidos... and so on. Depois uma boa parte do eleitorado deixa de votar porque não se sente representada. Não se sente e não é representada. Porque será que os Estados Unidos têm das mais altas taxas de abstenção do mundo? Para lá caminhamos também, portugueses e espanhóis.

domingo, março 09, 2008

A mosca monárquica


Via Chuza. Entretanto amanhã o "debate da actualidade da televisão pública" será sobre monarquia versus república. Muito interessante e actual sem dúvida, pelo menos se ainda vivêssemos no séc. XIX!!! Qualquer dia será a vez do "casamento civil, sim ou não?". Já que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é tema proibido no programa. Quiçá daqui a 100 anos se fale nisso...

PS: Será que foi da mordida que perdeu o sotaque? Tão conservadora e patrioteira, e afinal, tanta vergonha nas origens e cuidado em apagar-lhes o rasto... Mais vale ser a mosca a apresentar.

Resultados das Eleições Gerais Espanholas


Muito boa ferramenta disponibilizada pelo site Soitu.es, via días estranhos, se tudo funcionar correctamente a partir das 19h de Portugal continental, 20h em Espanha, os resultados oficiais podem ser acompanhados aqui, para já ficam os de 2004. Os resultados das últimas sondagens, ilegais em Espanha, podem ser lidos no el Periòdic d'Andorra. Para se perceberem algumas siglas o melhor é consultar a Wikipédia.

A Espanha já escolheu


El Chiki Chiki é a aposta espanhola para Belgrado. Portugal escolhe hoje.

sábado, março 08, 2008

Efeméride

Foi há precisamente 200 anos que a direita portuguesa deu início à nobre tradição de dar à sola para o Brasil, sempre que a coisa fica preta em Portugal. Ide, ide!