terça-feira, março 25, 2008
"Por detrás do fumo dos atentados em Bagdad, a única coisa que vemos na televisão, há muita coisa a mudar no Iraque"
Ao Sul: «O Governo iraquiano decidiu impor um recolher obrigatório na província de Bassorá, depois de confrontos entre a polícia e milicianos do Exército de Mahdi, leal ao líder radical Moqtada al-Sadr.»Se a TV não mostra o que se passa para lá de Bagdad, valha a internet.
E ao Norte: «Em Mossul, a explosão de um carro-bomba matou 13 militares e deixou outras 42 pessoas feridas. O atentado aconteceu às 7h (0h de Brasília), teve como alvo um quartel do Exército iraquiano na zona de Al-Haramat, no oeste da cidade, um dos lugares onde a insurgência sunita é mais ativa, segundo a polícia. A explosão aconteceu quando o suicida entrou na base militar com seu caminhão.»
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tags: guerra, iraque, negacionismo
segunda-feira, março 24, 2008
De volta ao desacordo
«Certo, Angola já não é nossa, mas a língua ainda é. Semos o Pai, nós decidiremos o destino dela. E depois, o Brasil não tem escritores, não tem literatura, enquanto que em cada Portuguez há um Poeta, e um Poeta que nunca deixou a sua língua amada ser contaminada por estrangeirismos foleiros como prime, subprime, franchising, spread 0%, uma língua cujos deputados não dizem atempadamente, cujos economistas não nos convenceram que é errado dizer rentabilidade, cujos cidadãos lêem Camoens no original e onde nem as cartas do CEO da PT vêm com eros ortográficos, porque Eros é um deus brasileiro e lá por eles serem muitos nós semos Portuguezes, temos o copiraict (que escrevemos com c para distinguir de ofsait. Seremos como o Titânico, affundar-nos-emos philosofficamente escrevendo kmo s/pre xkrevemos. Hey men.»2) Há dias notei com agrado numa notícia de um site brasileiro que por lá se diz "centavo de euro" e não o horroroso "cêntimo". Agora quando a fui procurar para comentar encontrei não uma, mas centenas, incluindo esta da Agência Lusa Brasil:
«Os bares e restaurantes portugueses praticam o preço mais baixo de venda do produto entre os países europeus. Em Portugal, a xícara do expresso custa, em média, 55 centavos de euro (R$ 1,41).»Quanto tempo será necessário para que o analfabetismo-patrioteiro comece a vomitar que "no Brasil nem sabem dizer cêntimo"? Este exemplo de um melhor uso da língua lá do que cá é especialmente valioso por ilustrar um dos principais factores que contribuiu para a divergência da língua nos dois países: a influência do francês em Portugal. Coisa que começou na altura das invasões, mas que nem por isso indigna estes pseudo-puristas patridiotas. Sobretudo ao nível fonético (que em nada será alterado pelo acordo), com a exagerada consonantização do sotaque das elites lisboetas, assumido como o "mais correcto", é aos franceses que devemos muita da água que separa as duas variantes da língua.
3) Mas não costumam ser os velhos do Restelo a ditar o rumo da história. E talvez essas exacerbadas reacções anti-acordo mais não sejam que o indício disso mesmo, o último estrebuchar do orgulhosamente sós. Assim o espero. E para ilustrar a riqueza da língua em que vos escrevo em ortografia antiga (pois, ainda não fiz o upgrade), um excerto de uma novela exibida pela SIC, para lembrar que isto de sotaques e variantes não se resume a Lisboa e Rio de Janeiro. Deliciosa, é a única novela que consigo ver por mais de 5 minutos só pelo prazer de ouvir as falas.
Mais sobre o dialecto mineiro na Wikipédia.
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tags: acordo, brasil, frança, história, língua, nacionalismo
Mais vale tarde que nunca
«As notícias do PÚBLICO na Internet passam a ter ligação directa para os blogues que as comentam, através de uma nova ferramenta que hoje entra em funcionamento. O objectivo desta medida é ajudar "na difusão das conversas que se geram na blogosfera sobre as notícias, tranformando os níveis de participação no próprio site", explica um comunicado da empresa.»Só alguns anitos de atraso em relação aos jornais da estranja, mas não há crise. Agora fixe fixe era se os concorrentes do Público se lembrassem de também fazer concorrência on-line, é que isto do site do CM ser tecnicamente melhor que o do DN ou JN, é muito deprimente...
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2 portuguesas gozam nova liberdade do Kosovo
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tags: emigração, kosovo, violência doméstica
domingo, março 23, 2008
Ontem, hoje e amanhã, da Califórnia aos Urais
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tags: isto é fight ouve lá
Não mostrem isto ao Pacheco que lhe dá o badagaio antes de chegar ao pelourinho
«“I am saddened that it is politically inconvenient to acknowledge what everyone knows: The Iraq war is largely about oil.”» - Alan Greenspan
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quarta-feira, março 19, 2008
Belém a concelho, Belenenses campeão!
For the record, sempre fui defensor de uma regionalização de duplo sentido, i. e., passagem de poderes do governo central para as regiões, e de poderes das autarquias também para as regiões. Isto precisamente pelo facto de ao não existir um nível de administração regional no país, ter vindo a ser legitimado ao longo das décadas a passagem de uma série de excessivos poderes, competências e financiamentos para esses órgãos políticos tão poucos fiscalizados, sobretudo pelo escrutínio mediático essencial em democracia, como são as câmaras municipais. Multiplicar o número de concelhos é como vacinar um doente, só aumenta a infecção. Se a regionalização não avançar nos próximos 5 anos então o melhor será mesmo começarmos a debater a fusão de concelhos, um por cada NUTS III, por exemplo.

1 - Minho-Lima; 2 - Cávado; 3 - Ave; 4 - Grande Porto; 5 - Tâmega; 6 - Entre Douro e Vouga; 7 - Douro; 8 - Alto-Trás-os-Montes; 9 - Baixo Vouga; 10 - Baixo Mondego; 11 - Pinhal Litoral; 12 - Pinhal Interior Norte; 13 - Pinhal Interior Sul; 14 - Dão-Lafões; 15 - Serra da Estrela; 16 - Beira Interior Norte; 17 - Beira Interior Sul; 18 - Cova da Beira; 19 - Oeste; 20 - Grande Lisboa; 21 - Península de Setúbal; 22 - Médio Tejo; 23 - Lezíria do Tejo; 24 - Alentejo Litoral; 25 - Alto Alentejo; 26 - Alentejo Central; 27 - Baixo Alentejo; 28 - Algarve.
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tags: bola bola bola, forrobodó, impostos, regionalização
Europa, Democracia e Esperanto
Desde que instalei cá no renas o sistema das estrelinhas que o post «Sapiência lost in translation» é o "mais popular", desconfio que o lóbi esperantista o guglou e decidiu promover. Não me importo nada, pelo contrário, sempre simpatizei com esse lóbi. Foi por isso também com agrado que descobri que já existe até um partido esperantista pan-europeu, o EDE - Eŭropo - Demokratio - Esperanto, que concorreu nas eleições europeias de 2004 em alguns círculos franceses e ficou a poucas assinaturas de poder concorrer na Alemanha. Decorre neste momento o esforço para concorrer noutros países em 2009.Com o contínuo esvaziamento de poder do Parlamento Europeu não me faria confusão votar num partido de objectivo único, até porque é um objectivo que me parece muito importante para o relançamento do projecto europeu. Não vou alongar-me muito no assunto, remeto antes para mais um texto do sr. Claude Piron (e já agora os tempos de antena do EDE).
De resto eu nem sequer sei falar esperanto, já planeei aprendê-lo várias vezes (típica resolução de ano novo), mas faltou-me sempre o vagar para isso, e sobretudo a motivação mais forte para se aprender qualquer idioma, a utilidade. Uma utilidade que poderia vir facilmente por decreto do Parlamento Europeu, por muito mal vista que esteja a eficácia dessa via. Assim à primeira vista o único senão que vejo no esperanto é a acentuação, mas isso não é nada que uma reforma ortográfica não resolva (está visto, gosto mesmo destas coisas de decretos reformadores) e aliás, o próprio criador do idioma o chegou a propor, segundo a Wikipédia. Reforme-se e oficialize-se então, se concorrem por cá levam o meu voto.
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tags: esperanto, língua, micropartidos, união europeia
Chuva de ursos
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segunda-feira, março 17, 2008
Diz que é uma espécie de justiça e liberdade de expressão
«O Tribunal de Setúbal condenou José Falcão, dirigente do SOS Racismo, a 20 meses de prisão - com pena suspensa - e mais 4 mil euros de multa, pelo crime de "difamação agravada" de um colectivo de juízes. Em 2004, José Falcão acusou um colectivo de juízes de Setúbal de adoptar "uma justiça para ricos e brancos e outra para pobres e pretos". Em causa estava a absolvição total do polícia que em 2002 assassinou à queima-roupa Toni, um jovem do bairro da Bela Vista, em Setúbal.»Isto li estupefacto há dias no Arrastão, blog de Daniel Oliveira. É mau demais para comentar. Mas provando que o que pior funciona neste país é mesmo a justiça, leio isto hoje no Público:
«O colunista do "Expresso" Daniel Oliveira foi condenado pelo Tribunal de Lisboa a pagar ao presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, a quantia de dois mil euros pelo crime de difamação.»Quem conhecer algum sujeito mais bronco e mal educado que o sr. Madeira que guarde a sua pedra contra a justiça portuguesa. Todos os outros é favor atirarem-nas com força, que se há classe profissional que tem estado imune às mais que merecidas críticas, é a classe dos srs. drs. juízes. Tenham vergonha.
Adenda: ao contrário do que noticia a Lusa o tribunal é o do Funchal (surpresa!) e não de Lisboa, e a sentença já foi lida há uma semana, mas acharam por bem guardar para hoje a divulgação. O texto pelo qual o Daniel foi condenado pode ser lido aqui, e é uma resposta a Jardim na altura em que este chamou "bastardos" e "filhos da puta" aos jornalistas do continente. Jardim nunca foi julgado pelos insultos porque goza de imunidade e sempre se recusou a levanta-la. No entanto é público que já se mascarou por diversas vezes de palhaço, facto que o Tribunal do Funchal (where else?) optou por não levar em consideração.
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tags: censura, corrupção, democracia, justiça, madeira
Do Tibete
Mas resumindo, se se fala agora do Tibete é por uma razão simples, os jogos olímpicos estão à porta e são uma oportunidade de ouro para mediatizar o drama tibetano. Portanto, não é a esta humilde porta que têm que bater, mas, por exemplo, ao Comité Olímpico Português, que não anunciou qualquer intenção de boicotar os jogos... No seu site a votação on-line é: "Quantas medalhas vai Portugal conquistar nos Jogos Olímpicos de Pequim?".
PS: Os blogs estão completamente sobrevalorizados, fónix. Não é por aqui darlings, não é mesmo por aqui. Deixem-se disto, isto é só pra brincar um bocadinho sem ter que descer ao recreio.
PPS: Quem quiser descer, i.e., levantar-se, saiba que há uma manif vigília no dia 19 em Lisbonne, que o Porto está geminado com Xangai e Macau, sabem como é... Se algum/a leitor/a for que me diga depois se havia mais comunas desarranjados ou liberais engravatados, que estou curioso sobre quem são os inimigos do maoismo.
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tags: china, direitos humanos, jogos olímpicos, tibete
1 país, 2 preçários
Também na SIC uma reportagem recente mostra como se convive bem com as diferenças de preços de serviços idênticos pagos por todos. No caso o metro de Lisboa, que passou a usar um sistema de bilhetes idêntico ao que o metro do Porto usa desde a inauguração - tal facto está ausente da peça, a quem ocorreria comparar os dois únicos metropolitanos do país? Adiante, bilhetes parecidos, preços diferentes, o metro de Lisboa, caríssimo na construção, continua muito mais barato para o utilizador que o do Porto, de construção muito mais económica e situado numa região de muito menor poder de compra.
Mas a regionalização é que nos iria retalhar a alma nacional, claro está. Este tipo de diferenças une-nos e aproxima-nos... do abismo, pelo menos.
PS: Está visto que o que compensa do ponto de vista do interesse regional é ter líderes que usem a chantagem da independência para angariarem investimentos e gratuitidades várias. A diferença é que há portugueses com direito a elegerem líderes regionais, e portugueses sem esse direito. No estrangeiro chamam "xenofobia" a estas coisas...
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tags: impostos, lisboa, madeira, minho, porto, regionalização, xenofobia
Copy & Post: Há festa na aldeia
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tags: artigos recomendados, efemérides, forrobodó, impostos, madeira
sexta-feira, março 14, 2008
Se calhar é porque ficam caladinhos sempre que uma tragédia acontece
«“Nenhuma entidade ligada à canicultura foi contactada pelo Ministério da Agricultura" denunciou ao Público o presidente do Rotweiler Clube de Portugal. Hugo Ramos reagia ao anúncio, feito esta manhã, pelo ministro da Agricultura, Jaime Silva, de que irá assinar, na próxima semana, um despacho proibindo a importação, criação e reprodução de cães de sete raças consideradas perigosas, entre elas os rotweiler.»Já não era sem tempo! Haja bom senso no governo, já que ele está ausente entre a esmagadora maioria de donos de cães, sejam ou não de raças altamente perigosas. Ainda hoje vi um miúdo de 7/8 anos a passear sozinho com um boxer, sem trela e muito menos açaimo. Sim já sei, é um cão fofinho, amigável, nunca fez mal a ninguém... a lengalenga do costume, até ao dia em que faz efectivamente mal a alguém e todos levam as mãos à cabeça e as associações de canicultura desaparecem do mapa. E tragédias destas acontecem quase diariamente. Que esta lei seja para aplicar, já que a que obriga trelas e açaimos nos passeios nunca o foi.
PS: Já esta espero que seja só mais um delírio da agência Lusa.
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tags: animais, crime, governo, negligência
Cabaz Sócrates para o Dia do Pai
Anão Zangado de peluche: 16,34€
"Free World" de Timothy Garton Ash: 24,00€
Curso intensivo de espanhol: 302,02€
Total: 81,45% do Salário Mínimo Nacional
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tags: compras, economia, efemérides, governo
Alô, Rosé Luís? Devolve-nos o nosso Sócras original sff
[http://videos.sapo.pt/5ZKQSjdTsqo6097yugK9]
Assinado, Povo Tuga.
PS: E pronto, em troca não deixamos mais os professores irem pra rua, é que quase chora a falar nisso, partiu-se-nos o coração.
PPS: O passeio final é onde mesmo? Nápoles? Aproveite a amizade com a mulher do presidente da câmara e meta uma cunha pra lavarem a rua, fica mal um PM num lugar daqueles, assim, consoante está.
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tags: entrevista, governo, josé sócrates, lisboa, sic, vídeo
quinta-feira, março 13, 2008
Choque Marketingnológico
[http://videos.sapo.pt/IHs8bnBDPZamn9fg7pF1]
Resumindo, já era possível o divórcio por procuração, e o advogado até podia ser o mesmo para os dois cônjuges. Agora simplesmente pode-se contratar e dar a procuração ao advogado por via electrónica. Nada de substancialmente novo, mas um belo golpe publicitário, e aqui os bons golpes publicitários têm publicidade de borla, pois então: DivórcionaHora.com
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tags: casamento, internet, publicidade, vídeo


