sexta-feira, novembro 14, 2008

"Então e não postas nada sobre as eleições na América?"

Perguntou-me um amigo. Só aguardo os resultados finais para me pronunciar.

PS: Mas já agora posso recomendar este artigo sobre a festa eleitoral, mais festiva para uns que para outr@s.

Afinal ainda há quem se choque com o casamento tradicional

«O drama de Nojood começou quando o pai, um desempregado que antes recolhia lixo nas ruas, quebrou a promessa de não a retirar da escola para lhe arranjar um marido, como fez a outras irmãs. Ela frequentava a segunda classe e adorava estudar Matemática e o Corão. Ele foi buscá-la para a entregar a um homem de 30 anos, o carteiro Faiz Ali Thamer.»
Eu só não percebo alguns comentários à notícia, que a parecem tratar como uma especificidade das Arábias. Casamentos destes em Portugal foram sempre prática comum desde a fundação do país, só no século XX começaram a rarear até à quase inexistência dos dias de hoje. Mas o conceito tradicional de casamento é exactamente este. Modernice é o casamento por amor entre adultos livres. E claro, o divórcio, que Nojood conseguiu, mas a que as raparigas portuguesas em situação semelhante nunca conseguiram até depois do 25 de Abril.

E porque é sexta-feira: dica de engate para achares o teu Romeu

O Gayromeo.com é um site muitíssimo mais completo que o famoso Gaydar.pt (cheio de restrições na sua versão gratuita). E embora ainda não seja muito popular em Portugal, é definitivamente o site onde apostar, verdadeira web 2.0. Tem até uma versão "safe for work", o Planetromeo.com ;) As entradas de um e de outro na Wikipédia para mais comparações.

quarta-feira, novembro 12, 2008

Dúvida existencial dos tempos que correm

Quando é que Cavaco ganha vergonha na cara e se demite?

Acobarda-se perante o forrobodó fascisteiro da Madeira (cadê o presidente como garante da democracia?), fecha-se num silêncio cúmplice perante os escândalos de corrupção dos seus compinchas (leia-se BPN, vejam-se os frutos do cavaquismo), mas que raio faz afinal Cavaco? Ainda andará em festa pelo dia raça, será isso? E a entregar prémios a "cientistas" da beatitude? Começo a convencer-me que mais valia aderirmos à Commonwealth e termos a rainha de Inglaterra como chefe de estado, era capaz de sair mais em conta e sobretudo seria muitíssimo menos embaraçoso.

Adoro gerúndio, acho digno


Betina Botox


Irmã Selma

Obrigado Bruno ;)

domingo, novembro 09, 2008

E a si eu deixo um conselho: use cinto de segurança


Quando vejo um anúncio de prevenção da sida de 1 minuto inteiro, mas que podia ser facilmente alterado para um anúncio de prevenção rodoviária, substituindo uma única palavra, isso soa-me a 1 minuto inteiro desperdiçado. O valor informativo deste anúncio é zero, a lamechice é pegada, e a dramatização da doença é - na minha opinião - a última das prioridades em campanhas sobre a mesma, guess what, o estigma e medo ainda florescem.

O que são precisos são anúncios que efetivamente forneçam informações úteis, desde as vias de contágio a como usar um preservativo (sim, parece básico, mas só para quem já sabe, claro). E ainda anúncios que nos façam ver, de facto, o ponto de vista de quem tem sida, e não é um anúncio como este que faz isso, mas sim anúncios como este ou este.

sexta-feira, outubro 24, 2008

'tá-me a parecer que esta bicha é demasiado sensitivo-psiquiátrica, ainda vai desmagnetizar o partido


Não se deixem comover pelas lágrimas de crocodilo deste "ex-jornalista da área da cosmética". É um fascista, e os fascistas, como toda a gente sabe, não têm coração. Estas lagrimitas têm como único objectivo ofuscar o passado de putedo senhor Alfredo de Haider, e elevar esta bichita desengraçada ao papel de grande amor do lider morto. As bichas p'lo mal são todas iguais.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Doces pecados

1) Esquece Deus e goza a vida. É essa a mensagem do primeiro autocarro ateísta a percorrer as ruas londrinas, graças ao patrocínio de Richard Dawkins, e várias outras pessoas, a uma ideia nascida na blogosfera. Mais informações aqui, via.

2) "A Revolução Pendente - Feminismo e Democracia" de Carlos Diegues. Pecado em dose tripla: temática demoníaca, edição disponível para descarga gratuita na net e editado na Galiza com cedilha e til. Alguém terá que arder no inferno por tudo isto. Via.

3) Mormons Exposed 2009. Já podem tirar o calendário de 2008 da parede, novos Helders desnudam o tronco para deleite pagão. Muita atenção ao Matthew em pregação pela África do Sul e ao Cody, que prega pela Lousiana fora. Aqui fica o vídeo, e se não resistirem prega-los na vossa parede ou a comprar a T-shirt "I heart mormon boys" por 15,50 dólares já sabem, só haverá absolvição rénica se oferecerem o dobro à campanha dos autocarros ateístas de Londres.

4) Entretanto a saga da Bicha do Demónio prossegue, para ver e rever aqui.

PS: Entrevista com o génio por trás da Bicha aqui!

terça-feira, outubro 14, 2008

Na ressaca do Connecticut

Sim, que dos fracos - partido socialista português - não reza a história. A história fez-se portanto no Connecticut e foi de novo adiada em Portugal. Lendo de relance o que foi escrito nestes últimos dias, ainda pasmo e sobretudo me aborreço com a quantidade de palermices repetidas. Nota-se um claro menosprezo pelo tema do casamento entre homossexuais, que impede o mínimo esforço mental em boa parte dos cronistas e blogueiros da praça, indiferentes portanto à falta de um mínimo de coerência ou verdade nos seus escritos. O que importa é de algum modo aliviar a sua homofobia, essa sim visceralmente sentida.

Seja como for, perante o desfile de disparates sinto-me obrigado a listar uma série de desmistificações casamenteiras. Não chegam a tempo do debate, mas aqui ficam para uso futuro.

1) Não foi a igreja católica a inventar o casamento, ele já existia milénios antes do mito do pescador palestiniano - a.k.a. Jesus - se popularizar e originar diversas seitas, entre as quais a com sede em Roma.

2) O casamento civil é anterior ao casamento católico, já havia casamento civil p.ex. na Antiga Roma ou Antiga Grécia.

3) O casamento civil do estado português tem 140 anos e foi criado entre enorme polémica provocada pelos lóbis ligados à igreja católica. Até aos dias de hoje um católico casado apelas pelo civil continua solteiro aos olhos da igreja, que não reconhece o dito casamento, apesar de se preocupar muitíssimo com a mínima alteração legislativa do dito, seja divórcio ou acesso ao mesmo por casais homossexuais.

4) Casar não fertiliza casais heterossexuais inférteis, da mesma forma que manter o estado civil solteiro não serve de contraceptivo. E isto é assim desde sempre. 

5) Portugal não é o único país do mundo. Existem mais, e nalguns deles o casamento entre pessoas do mesmo sexo é já uma realidade. Ou seja, o casamento no nosso mundo e no nosso tempo pode ser entre pessoas do mesmo sexo, por muitas aspas que lhe ponham. O casamento homossexual existe, sendo pouco relevante para o mundo se Portugal o legisle a par da Noruega ou se guarde para o fazer em simultâneo com Malta em 2037.

6) Dizer que a lei portuguesa actual não discrimina ninguém, porque afinal toda a gente pode casar, desde que com alguém de sexo diferente - li isto num conhecido blog de esquerda - é o mesmo que dizer que a lei que proibia os casamentos inter-raciais na América não era discriminatória, dado que afinal toda a gente podia casar, desde que com alguém da mesma "raça".

7) O casamento entre pessoas do mesmo sexo não é uma distracção em relação à crise económica. Um ser humano normal é capaz de discutir, pensar e opinar sobre os mais diversos assuntos num espaço de tempo curto. Ainda mais se o faz como modo de vida, seja político ou jornalista. Não vale dizer que discutir o casamento homossexual nos impede de discutir assuntos mais prementes, para a seguir comentar - oh suma importância - o mais recente prémio Nobel ou a vestimenta da sra. Paulin. Com ou sem crise, a página do horóscopo continua a ser publicada nos jornais, o sudoku também.

8) Voltemos ao Connecticut, lá foi o tribunal a sentenciar o casamento entre pessoas do mesmo sexo: “To decide otherwise would require us to apply one set of constitutional principles to gay persons and another to all others.” Há quem diga, por cá, que isto de ser o tribunal a decidir significa que estes casamentos estão menos legitimados democraticamente que os outros. Expliquem portanto aos casais inter-raciais americanos o mesmo raciocínio, "o vosso camento vale um bocadinho menos que os outros, porque foi legalizado por um tribunal numa altura em que a maioria da população estaria contra".

Somando e baralhando. O PS foi cobarde? Foi. Deixou por cumprir mais uma promessa? Claro, estava no seu programa lutar contra a discriminação, e no final subscreveu-a!!! O "Prós&Prós" é o pior programa da televisão portuguesa? Não sei, havia um "Fiel ou Infiel?" muito mauzinho na TVI... E agora, o que vai acontecer? 3 hipóteses:

1) A minha favorita, até pelo efeito surpresa: o Tribunal Constitucional mostraria ao país que afinal não é um reflexo das agendas dos dois maiores partidos e faria aplicar a constituição do país, como lhe compete.

2) O PS aprova na próxima legislatura o casamento, o seu eleitorado é maioritariamente a favor, é incompreensível que o não faça.

3) O PS acobarda-se perante lóbis que não fazem parte do seu eleitorado e inventa uma união especial para gays e lésbicas. No BI na parte do estado civil passará a constar a abreviatura "pan." ou "fuf.", em vez do tradicional "cas.". Como o casamento não é mero "capricho", como tanto se lê por aí, não faltará quem se sujeite à humilhação de um casamento-de-segunda para conseguir resolver vários problemas do dia-a-dia a dois. Depois, daqui a umas décadas, provavelmente por decreto de Bruxelas, transforma-se a tal união paneleira em casamento e pronto, manda-se uma carta aos noivos "olhe, afinal a sua união vrrnhiec celebrada há 25 anos é um casamento, felicidades".

quarta-feira, outubro 01, 2008

Depois disto acho que não há mais nada a dizer

"Direitos fundamentais são contramaioritários "

Entrevista a Isabel Mayer Moreira, constitucionalista, assistente universitária.

É autora de um dos pareceres entregues no Tribunal Constitucional (TC) no âmbito do recurso interposto por duas mulheres cuja tentativa de casamento civil, em 2006, foi recusada. Por que decidiu escrever esse parecer?

Por imperativo de cidadania. Escrevi-o pro bono [a título gratuito], e por saber que podia pôr os meus conhecimentos de Direito Constitucional ao serviço de uma causa que me parece essencial não ser adiada mais tempo.

Tem-se repetido muito que esta causa não é prioritária...


Os direitos fundamentais são sempre prioritários. As conquistas dos direitos das minorias nunca foram vistas, à data das mesmas, como preocupações da maioria da sociedade. Basta pensar o que aconteceu com a escravatura, com os direitos das mulheres ou com a igualdade entre raças, que também não eram questões vistas como prioritárias. Mas à luz da dignidade da pessoa humana há questões que por natureza são sempre prioritárias.

Aceita o rótulo que tem sido aposto a esta causa, de "fracturante" e "radical"?


Acho excessivo, porque a questão me parece excessivamente simples. Defender o casamento entre pessoas do mesmo sexo não é, ao contrário do que acreditam muitos conservadores, atacar visões mais tradicionalistas da família. Há lugar para todos. É apenas defender o alargamento da titularidade do casamento. O que se pretende é que haja mais família, mais casamento.

Que pensa que vai acontecer no TC?

O ideal seria um dos projectos de lei, o do BE ou o de Os Verdes, ser aprovado no Parlamento no dia 10 de Outubro e a lei entrar em vigor antes de o tribunal se pronunciar. A decisão seria assim tomada pelo órgão democrático por excelência, que é o Parlamento. A não ser assim, ainda tenho a esperança de que o TC leia a Constituição.

Como vê a argumentação do PS, que afirma não ter legitimidade para votar a favor?


Não colhe. Em primeiro lugar, porque está no programa do PS remover todas as discriminações fundadas na orientação sexual; mas, ainda que não estivesse no programa, cumprir a Constituição não tem de estar nos programas eleitorais, é um imperativo constitucional. Por fim, concretizar um direito fundamental não pode estar dependente do que ditam conjunturalmente maiorias, opiniões, etc. É nesse sentido que se aponta para uma vocação contramaioritária dos direitos fundamentais.

O seu pai, Adriano Moreira, é uma das figuras tutelares da direita portuguesa. O que acha da sua luta?


Teria muita pena que eu a não tivesse. Porque me conhece e espera que me mantenha fiel àquilo em que acredito.

Do DN via Womenage a Trois.

segunda-feira, setembro 29, 2008

O casamento gay como via para o casamento homem-cão

Sempre achei que isto era uma treta das piores, mas afinal há pelo menos um escriba do catolicíssimo Diário do Minho que confessa que perante a iminência do casamento homossexual vê a sua atracção pela canina espécie aumentar.

Não duvido do dito amor canino, mas continuo a não perceber que relação possa haver com a homossexualidade. Vá homem, deixe-se de desculpas, gosta do Bóbi e pronto, que tenho eu ou qualquer outro gay a ver com isso? Desde que não maltrate o bicho, por mim 'tá-se, já vi pior.

quarta-feira, setembro 24, 2008

Um rapaz de peito aberto

Sim em Portugal é Não na Califórnia

A Ellen explica:
«You know how usually I talk about cell phones or kitty cats or cheese pizza… well, this is sorta like that… without the cell phones, the cats, or the pizza.

There’s a California Proposition on the ballot that’s a little confusing. It’s Proposition 8. It’s called, “The California Marriage Protection Act” -- but don’t let the name fool you. It’s not protecting anyone’s marriage. Not yours. Not mine.

The wording of Prop 8 is tricky. It’s like if someone asked you, “You don’t want dessert, right?” But you do want dessert so you say, “Yes,” which really means you don’t want dessert. And if you say, “No,” which means you do want dessert -- it sounds like you don’t. Either way, you don’t get what you want. See -- confusing. Just like Prop. 8.

So, in case I haven’t made myself clear, I’m FOR gay marriage. And in order to protect that right -- please VOTE NO on Proposition 8. And now that you’re informed, spread the word. I’m begging you. I can’t return the wedding gifts -- I love my new toaster.»
Ver também NoOnProp8.com.

Aos deputados capazes de pensarem pela própria cabeça e agirem em conformidade

Ao menos um por grupo deve haver...

Endereços de email dos grupos parlamentares:

blocoar@ar.parlamento.pt
gp_pcp@pcp.parlamento.pt
gp_pev@ar.parlamento.pt
gp_pp@pp.parlamento.pt
gp_ps@ps.parlamento.pt
gp_psd@psd.parlamento.pt

Assunto: No dia 10 de Outubro, SIM à liberdade e à igualdade.

No próximo dia 10 de Outubro, a Assembleia da República será chamada a votar projectos que estabelecem finalmente a igualdade no acesso ao casamento.

Esta é uma questão de direitos fundamentais, é uma questão de cidadania, é uma questão que determina a qualidade da nossa democracia. Trata-se de acabar com a humilhação de muitas mulheres e muitos homens que são ainda discriminadas/os na própria lei por causa da sua orientação sexual. Trata-se de afirmar finalmente que gays e lésbicas não são cidadãos e cidadãs de segunda.

A Assembleia da República terá finalmente a oportunidade de afirmar o seu empenho nesta luta pela igualdade e pela liberdade – e a oportunidade de contribuir de forma particularmente simples para a felicidade de muitas pessoas.

O fim da exclusão de gays e lésbicas no acesso ao casamento consegue-se com uma pequena alteração no texto de uma lei, que não implica custos nem afecta a liberdade de outras pessoas. Porém, será um enorme passo no sentido da igualdade e contra a discriminação. E como demonstraram as discussões sobre o voto para as mulheres ou sobre o fim do apartheid racista na África do Sul, o preconceito que existe na sociedade não pode nunca justificar a negação de direitos fundamentais. Pelo contrário, votar contra a igualdade é legitimar e encorajar a discriminação.

Esta votação representa por isso uma enorme responsabilidade, pelas implicações que terá no reforço ou na recusa do preconceito.

Porque recuso a discriminação na lei portuguesa e porque esta é a oportunidade de repor a justiça e cumprir o princípio constitucional da igualdade, seguirei com atenção esta votação - e apelo ao voto favorável de todos os membros deste Grupo Parlamentar e à defesa intransigente da igualdade no próximo dia 10 de Outubro.

Copiado daqui.

Manuel Alegre

Espero que agora ninguém tenha ficado com dúvidas do quão vazio é este indivíduo com amplas e reciprocas simpatias entre monárquicos, fascistas e restantes personagens da área tauromáquica. Vazio e sem sequer espinha suficiente para dizer o que sente efectivamente sobre o assunto. Sentido, porque pensado não o é certamente. Fugindo triste e mediocremente ao assunto, sem que isso, naturalmente, implique a mais pequena e singela ideia sobre qualquer outro. Um buraco negro político é isto. E há quem lhe chame a "ala esquerda do PS". Pelo amor... da decência! Definitivamente não.

terça-feira, setembro 09, 2008

'Tá difícil p'ra ressuscitar a manada rénica


Oremos aos Sigur Rós pelo milagre. (Vídeo censurado no YouTube ... no comments.)

segunda-feira, agosto 04, 2008

Até breve

Agora que o presidente fez o anúncio oficial do começo da Silly Season pouco mais nos resta fazer que pôr os dedinhos de molho até Setembro, altura mais propícia a voltar a pô-los no teclado sem risco de lesões. Aos resistentes, divirtam-se mas com cuidado, não se deixem contagiar.

quinta-feira, julho 31, 2008

Afinal não era só eu que andava a ter pesadelos com o Estatuto Político-Administrativo dos Açores

Valha um presidente atento aos anseios da população. E não me venham dizer que metade da dita até achava que o Fujão Barroso já tinha dado o arquipélago aos americanos em troca de petróleo iraquiano. Isso até pode ser verdade, mas a outra metade andava como eu, sem dormir direito há uma série de noites por causa deste assunto. Mais sossegado agora. Obrigado senhor presidente, um grande bem-haja e continuação de boas férias.

PS: Todo um tratado que valia a comparação entre este ataque de histeria cavaquista por causa de umas obscuras inconstitucionalidades açorianas e o silêncio cúmplice com todo o tipo de ilegalidades, tropelias, insultos e rasteiras vindas da derradeira colónia africana. Por saber só o tipo de tratado, político ou psiquiátrico?