quarta-feira, fevereiro 10, 2010
sábado, outubro 27, 2007
Partido Moderado sueco aprova moção pelo casamento homossexual
Isto significa que 3 dos 4 partidos que formam a coligação governamental, incluindo o do Primeiro-Ministro (moderado) estão a favor da medida, tal como toda a oposição. Notar que o Partido Moderado se senta em Bruxelas ao lado do CDS e do PSD! Sobram então os cristãos-democratas, contra o casamento, mas que à partida não serão grande estorvo, a aprovação é mesmo uma questão de tempo. Falta apenas saber se a vizinha Noruega conseguirá ser mais rápida.
Ser um governo de centro-direita a aprovar esta lei na Suécia é bem revelador do nosso (da Europa do Sul em geral) atraso de 500 anos chamado catolicismo. É que a par desta discussão no Partido Moderado, uma outra aconteceu na Igreja da Suécia, sobre se deseja ou não que os casamentos religiosos por si celebrados tenham validade legal. Para isso é necessário que as regras do casamento religioso estejam de acordo com as do casamento civil. Os membros da igreja aprovaram democraticamente o reconhecimento legal dos seus casamentos religiosos, tendo já em mente que a breve prazo tal significará a realização de casamentos religiosos entre pessoas do mesmo sexo.
Veja-se a diferença brutal em relação ao Sul da Europa. Uma igreja liderada por um alemão escolhido pelo espírito santo e sedeada num microestado parasitário, que não reconhece o casamento civil (para a igreja católica casados ou divorciados apenas pelo civil são solteiros, ex. Letizia princesa espanhola casada pela igreja depois de um divórcio civil). Mas que por outro lado faz do combate a alterações na lei do casamento que não reconhece, seja hetero ou homossexual, a sua grande causa e luta no século XXI.
Voltemos à Suécia, por lá apenas grupos católicos e evangélicos têm feito real e agressiva campanha contra o casamento homossexual. Mas por lá estes grupos ultraminoritários são vistos com o mesmo olhar com que por cá se olha a IURD, mas não a ICAR. E várias sondagens têm mostrado um amplo consenso popular em torno da matéria. É de realçar que a Suécia foi o segundo país do mundo, na era moderna, a reconhecer oficialmente uniões homossexuais, através de parcerias civis, então pioneiras, hoje em dia apenas desculpas para evitar o casamento. Sendo por isso especialmente valioso o exemplo, as parcerias civis não chegam, podem atrasar o inevitável, mas não o evitam permanentemente e nos tempos que correm são apenas prova de falta de coragem política.
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7:18 da tarde
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segunda-feira, julho 02, 2007
Zapping dominical
Na TVI apanho a meio uma reportagem sobre casais de lésbicas portuguesas que se vêem obrigadas a recorrer a esquemas para contornar a lei parafascista sobre procriação medicamente assistida que vigora no país. Não vi o suficiente para avaliar a qualidade do trabalho jornalístico, mas do que vi gostei, se alguém youtubasse a coisa era óptimo (o site da TVI diz que o vídeo estará disponível em breve). Uma nota negativa, comum a mil e uma outras reportagens, as pessoas que foram entrevistadas de forma anónima não viram o seu anonimato devidamente protegido, eu fui capaz de reconhecer pelo menos uma pessoa, que nem sequer conheço pessoalmente, o que me parece bastante grave.
Na SIC vejo finalmente um daqueles depoimentos de que já aqui falamos, neste caso um brasileiro homossexual e o seu filho adoptado, muito bonito (vou ver se acho no youtube).
PS: Acho que o vídeo da TVI já está on-line, mas é só para gente com ligação IOL. Googlem-no por favor.
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2:43 da tarde
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sexta-feira, janeiro 12, 2007
Justiça sanguinária
Por certo que a imagem do pai adoptivo na cadeia vai ser um excelente exemplo e incentivo para quem estivesse a pensar adoptar... Que tristeza de país.
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12:15 da tarde
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quinta-feira, janeiro 11, 2007
O renas errou
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6:12 da tarde
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quinta-feira, janeiro 04, 2007
Menos sorrisos nas fotos dos diários
Esta foi, salvo erro, a primeira notícia do JN sobre direitos LGBT em 2007. Podiam ter noticiado os números das uniões civis checas revelados no dia 2, a primeira união civil gay na Suíça ou, melhor ainda, este importante passo para a oficialização e normalização da adopção de crianças por casais de gays e lésbicas no Brasil (recordo que já houve alguns casos de adopção, mas por decisão de juízes, sem que tal esteja explicitamente previsto na lei e mecanismos processuais). Mas não, a má notícia voa, a boa tem que se procurar.
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4:17 da tarde
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tags: adopção, brasil, casamento, estados unidos, jn, jornalismo, república checa, suíça
quarta-feira, janeiro 03, 2007
Ordem e Progresso
Afinal havia outra Teté. Grande notícia logo a abrir o ano.
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1:43 da manhã
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terça-feira, dezembro 19, 2006
Eurobarómetro 66: casamento pela Europa fora
De qualquer modo há uma "subida" de 10% face à sondagem da Católica de Outubro último, embora ainda longe dos 35,3% da Aximage em 2004. E sobretudo longe do Eurobarómetro 47.2 (de 1997), onde estas mesmas questões foram feitas aos jovens entre os 15 e os 24 anos (página 85), sendo que 50,3% dos portugueses se pronunciou favorável ao casamento, e 32% favorável à adopção. Em 2001, o Eurobarómetro 55.1 (página 105), indicava que a percentagem de jovens portugueses favoráveis ao casamento subira para 62%, enquanto que o apoio à adopção se situava nos 29%.
E tudo isto sem quase se falar no assunto. Agora imaginem por um segundo se acaso algum partido defendesse a sério esta medida? [E se calhar também dava jeito que algumas Opus (anti-)Gay que para aí andam serenassem os seus ataques ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Tipo, já que não fazem nada de útil ao menos não atrapalhem, ok?]
Mas o Eurobarómetro 66 tem vários outros dados dignos de atenção. No capítulo da importância da religião na sociedade Portugal está próximo à média europeia e ao valor verificado na vizinha Espanha, 50% consideram a religião "muito importante".
Já em relação à concordância com a afirmação «Mais igualdade e justiça, mesmo que isso signifique menor liberdade individual», são nada mais nada menos que 80% os portugueses que se mostram favoráveis, e que lideram isolados a tabela europeia (na Espanha a percentagem é de 66% e nos Países Baixos, os últimos da lista, 46%). Para mim, mais igualdade e justiça levam precisamente a uma maior liberdade individual, pelo que a afirmação é algo tonta. Mas mostra bem o quão valiosos são estes valores, de igualdade e justiça, no país, pelo que o que falta é mostrar que a luta pelo casamento homossexual é uma luta por maior igualdade e justiça, precisamente.
Finalmente um dado de que nos podemos orgulhar, depois dos suecos, são os portugueses que mais concordam que o contributo dos imigrantes para o desenvolvimento do país é muito elevado, 66% (79% na Suécia, 53% nos Países Baixos e apenas 40% em Espanha).
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12:26 da manhã
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tags: adopção, casamento, estatísticas, opus gay, união europeia
quinta-feira, dezembro 14, 2006
Uma família luso-belga
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3:02 da tarde
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segunda-feira, dezembro 04, 2006
O regresso à roda
«Os berçários para recolha de bebés abandonados, onde mães desesperadas podem deixar os recém-nascidos, já existem há seis anos na Alemanha mas continuam a ser controversos, sobretudo porque tudo decorre no anonimato. A primeira "Babyklappe", nome alemão que se atribuiu a estes berços, surgiu em Abril de 2000, em Hamburgo, e o Sternipark, associação de apoio à infância que a lançou, diz já ter salvo a vida, desde então, a 25 recém-nascidos.Desconheço os números portugueses, que provavelmente não serão sequer contabilizados oficialmente, mas no mínimo não ficam longe dos números alemães de 20 bebés abandonados por ano - a diferença maior está na população alemã, 8 vezes superior à portuguesa. Caixote do lixo, rua, rio, vivos ou mortos, as notícias estão sempre a aparecer nos jornais.
O sucesso da "Babyklappe" em Hamburgo - entretanto já há duas na grande metrópole - teve repercussões, e já existem 78 berçários do mesmo género em toda a Alemanha.
(...) continuam a aparecer todos os anos, na Alemanha, 20 bebés abandonados mortos. "No entanto, nas zonas onde existem berçários para recolha de bebés abandonados, o número destes trágicos casos diminuiu significativamente", acrescentou o mesmo responsável.»
Em Portugal já houve "berçários", chamavam-se "casas da roda". Os bebés podiam ser deixados de forma anónima numa plataforma voltada para a rua, que sendo rodada levava o bebé para o interior, sem que ninguém visse o rosto de quem o colocou lá. Muitos destes bebés levavam o sobrenome "Exposto", nome também dado a estas casas. Tudo isto terminou há muito, mas não faria sentido voltar? (exceptuando o sobrenome, que servia apenas de estigma).
Os opositores na Alemanha dizem que os berçários "não salvam crianças e, ainda por cima, fazem com que haja mais crianças abandonadas". Será mesmo assim? E pondo a hipótese de ser assim, será preferível uma situação em que as pessoas só não abandonam os seus filhos por não haver forma anónima e legal de o fazer?
A secretária de Estado adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz, desafia a sociedade civil a debater a questão. E tal debate parece-me urgente e oportuno. Não só temos números de abandono semelhantes a países muito mais populosos, como ainda vivemos num país onde uma vez grávida, não resta à mulher outra alternativa legal que a de levar a gravidez até ao final (salvo raras excepções).
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6:46 da tarde
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sábado, novembro 04, 2006
Procuram-se famílias de acolhimento em Viena
A capital austríaca tem falta de famílias de acolhimento, e várias das crianças "por acolher" acabam por ser enviadas para outras cidades. Vai daí foi lançada uma campanha publicitária a chamar a atenção para o problema, e nenhum modelo familiar foi deixado de fora como se vê pelo cartaz no topo do post.
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bossito
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2:22 da tarde
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tags: adopção, anti-homofobia, áustria, publicidade
domingo, outubro 08, 2006
O sol de Outono não queima
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bossito
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2:46 da manhã
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tags: adopção, casamento, países baixos, partido socialista, psd, sol

