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sexta-feira, agosto 06, 2010

Recarvalhar Portugal

Recordo-me de ver notícias sobre grandes incêndios em Vila de Rei e Abrantes. Depois de uma passagem por essas terras este Verão que vi eu, nos montes nada, só mato e alguns jovens eucaliptos. Assim não há plano de combate ao fogo que resista. O projeto Plantar Portugal parece engraçado, mas só para evitar equívocos sugeriria a mudança de nome para Recarvalhar Portugal, já que é exatamente isso, e só isso, que a floresta portuguesa precisa. E é tempo de nos envolvermos todos. Recolher sementes de carvalhos saudáveis, espalha-las pelos montes, semea-las em vasos em casa para transplantar depois. Não faltam guias pela net sobre como fazer isso, haja vontade e mais envolvimento dos meios de comunicação social. Passar o Agosto a discutir incêndios é que não serve de nada, há décadas que se percebeu isso...

The Story of Stuff

Já não sei quem me indicou este excelente projeto The Story of Stuff, mas desde há uns dias que sou um fervoroso fã. Vídeos curtos, giros e bem explicados sobre a história das coisas que consumimos, dos cosméticos às garrafas de água, e o porquê do comércio de emissões de CO2 ser uma péssima ideia. Annie Leonard rocks. Também no Facebook, Twitter e YouTube.

terça-feira, março 25, 2008

Sim é complicado, no mínimo tens que ser um primata (tirando meia dúzia de cães que também conseguem)

"Na parte que lhe cabe, poupa água. Mas pouco mais. Reciclagem? Pois, isso não. Nem vidro, nem plástico, nem papel? Nada? «Não, não faço. Sou uma pessoa normal». Muitas pessoas normais reciclam. «A média do cidadão não recicla o lixo. É muito complicado. Um saco é azul, outro é não sei o quê, aquilo é uma confusão»"

José Rodrigues dos Santos, escritor esotérico e pseudo-ecologista, à Sábado
Não querem reciclar? Na boa, ninguém vos obriga. Mas por favor, ao menos não escrevam calhamaços hipócritas sobre aquecimento global que só servem para abater mais algumas florestas e não se vangloriem da vossa burrice. Um mínimo de pudor, ok?

Nota: o anúncio do Gervásio é de 2000, ou seja, tem 8 anos. O Gervásio só precisou de 1 hora e 12 minutos.

quinta-feira, março 06, 2008

Faz como os pinguins


[http://videos.sapo.pt/0B2o1VVOqCCyAmhrajt6]

E não desperdices energia, usa o calor do teu corpo. Um conselho da Do The Green Thing.

domingo, fevereiro 24, 2008

Braga-Porto em 35 minutos

Isto é ainda melhor que o pedido (e arrasa a alternativa carro/A3), espero que se cumpra, mas que tal não implique o fim da Comissão de Passageiros.

sábado, dezembro 08, 2007

Ecologismo tablóide

«Pode uma acção ambientalista, promovida por um jornal de grande circulação, ser prejudicial para a Europa? Ao que parece, sim, sobretudo se o jornal em causa for o alemão "Bild", a publicação com maior audiência no país, e a acção ambientalista, da Greenpeace, for um apagão eléctrico de cinco minutos, com vista a sensibilizar os participantes da Cimeira das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, em Bali, Indonésia.

Como é óbvio, um apagão de cinco minutos em toda a Alemanha (país com mais de 80 milhões de habitantes) não é uma medida suficiente para alterar a produção de energia eléctrica. É por isso que algumas associações ambientalistas alemãs desvalorizam esta iniciativa apoiada pelo "Bild" e cerca de outras 40 organizações ambientalistas.

Mas se houver muitos alemães a aderir ao apagão, previsto para hoje, entre as 19 e as 19.05 horas (hora de Lisboa), "há sérios riscos para a rede de abastecimento de energia europeia, em que a produção e o consumo têm de estar permanentemente em equilíbrio", explicou um responsável da RWE, a maior empresa energética europeia.

A fonte de preocupação para as companhias de electricidade é o facto de várias empresas, como a BMW, Bosch, Telekom e T-Mobile aderirem à iniciativa. Se se apagarem milhões de luzes ao mesmo tempo, tal poderá desligar parte da rede eléctrica da Europa devido aos sistemas automáticos de segurança.
»

Mas o que importa é que em Bali se sensibilizem... raisparta a palermice.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Bom tempo

No país em que o prenúncio de sol e temperaturas altas em pleno Novembro, depois de um Outubro idêntico, é dado com um sorriso de excelente notícia, vale mesmo a pena ver este Photoclima:Imágenes de un futuro afectado por el cambio climático (.pdf) editado pela Greenpeace Espanha (que parece incluir Portugal).

quarta-feira, outubro 17, 2007

terça-feira, outubro 09, 2007

Semear o Outono

O Outono está a chegar mas nota-se pouco. Ironicamente é até nas cidades onde mais facilmente se topam cenários outonais, parques repletos de folhas caídas. Já nos bosques minhoto-durienses é o domínio quase exclusivo dos sempre verdes (mas pouco) eucaliptos, acácias e pinheiros. Reflorestar com árvores de folha caduca urge! Este guia da Universidade de Vigo (também em inglês) é um bom começo para quem se quiser lançar na tarefa, está especialmente vocacionado para grupos que queiram semear em baldios ardidos, por exemplo. Este outro, inglês, explica como semea-las em vasos e só depois de germinarem e crescerem as transplantar para o terreno - provavelmente o ideal para quem tenha algum, pouco, terreno disponível. É possível que se encontre on-line material português semelhante, mas eu não achei. A altura para recolher as sementes (não só de carvalhos, mas também castanheiros ou bétulas (bidoeiros)) começa agora, por isso mãos à obra. Quem quiser integrar um grande projecto já em marcha creio que se pode juntar à campanha 1 milhão de carvalhos para a Serra da Estrela.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Vermelhos contra cinzentos: a luta continua

Qual metáfora natural dos tempos políticos de hoje, os esquilos vermelhos (ou esquilos europeus ou ainda eurasiáticos) da Grã-Bretanha estão a ser dizimados pelos seus primos americanos (os cinzentos), introduzidos na ilha no séc. XIX. Vale mesmo a pena ler esta reportagem do The New York Times. Os cinzentos são maiores e mais agressivos, sendo capazes de se instalarem em áreas mais urbanizadas, mas a sua maior arma contra os vermelhos é um vírus que transportam, e ao qual são imunes, mas que mata os vermelhos em pouco tempo.

Em Portugal a situação tem sido inversa. Depois de séculos sem esquilos no país, os vermelhos são hoje comuns em vários locais do Norte graças a repovoamentos bem sucedidos na Galiza - creio que até já ultrapassaram o Douro no seu rumo a Sul. Basta ir aos pinhais à beira-mar de Esposende, p.ex., para comprovar a sua presença, mas com alguma sorte topam-se a cruzar qualquer estrada rural minhota. Mas o futuro é perigoso, a reportagem do NYT refere que também em Itália os cinzentos começam a substituir os vermelhos, e provavelmente os Alpes não serão uma barreira tão fiável quanto o canal da Mancha.

segunda-feira, agosto 20, 2007

O campo de milho

Roubado ao Irmão Lúcia.

Silly season, indeed. Aparentemente um bando de betinhos, portugueses e estrangeiros, em plena fase rasta, aproveitaram as férias nos Algarves para darem uma de "ecologistas radicais" e invadiram e destruíram parte de um campo de milho transgénico. Até aqui nada de especialmente dramático ou problemático. A GNR existe precisamente para travar casos de delinquência como este, os tribunais para os julgarem e os papás e mamãs dos fedelhos para pagarem as despesas com os advogados.

O que já é mais difícil de perceber é o furor mediático que o caso causou. Mas tudo tem explicação. Por estes dias a blogosfera de direita vive em estado de furiosa indignação e o repisado campo de milho foi elevado à categoria de herói-mártir da causa anti-ambientalista. E de facto seria difícil arranjarem melhor que isto, pelo que há que aproveitar e chorar e espernear ao máximo enquanto dura.

Não seria sequer surpreendente que, entre um charro e uma sms, a ideia tenha sido cuspida nas orelhinhas dos voluntariosos ambientalistas de ocasião por um desses senhores indignados. É que tudo isto cai que nem gingas à causa transgénica. Quem melhor que um bando de fedelhos mal lavados e embrulhados numa nuvem de ganza para, por contraste, dar boa imagem à agricultura de alto risco dos transgénicos?

Claro que também podiam estar simplesmente a jogar ao jogo do "Qual é a coisa mais estúpida que podemos fazer este Verão?".

Seja como for, antes e depois continua a sobrar imbecilidade. Na RTP ainda hoje o nome da Almargem era difamatoriamente relacionado com o caso. Cavaco Silva, o presidente-tabu, achou por bem referir-se, igualmente indignado, ao campo mártir de Silves - um bom exemplo do populismo dissimulado e absoluta inutilidade desta trágica figura. E um pouco por todo o lado os transgénicos são referidos como a solução para o fim da fome na Terra. Quando seria afinal tão mais simples e seguro não atirar a comida para o lixo. Já basta o desperdício contínuo de tinta de jornal...

Roubado ao Bandeira.

PS: Em jeito de direito de resposta aqui ficam as mais recentes declarações do porta-voz do "Verde Eufémia". Isto não significa que retire qualquer um dos meus comentários, apenas que reconheço a pertinência de alguns pontos. Quanto ao resto, continuo com total alergia a estes grupos pseudo-radicais, mas que afinal são apenas inconsequentes e contra-producentes.

PPS: Bem lembrado pelo Max o duplo critério do demagogo cavaquista na hora de condenar violações à lei, moral da história: presidente regional pode. Com a maior das latas Marques Mendes embarcou na mesma hipocrisia desenvergonhada. Tão fortes contra os eco-rastas, tão ratos contra Jardim.

segunda-feira, junho 18, 2007

As nossas Falkland

«Um avião militar da Força Aérea espanhola em voo rasante criou uma ‘guerra’ na reserva natural das ilhas Selvagens, na Madeira, numa altura em que milhares de aves marinhas ali fazem nidificação.»
Ou o nosso Perejil, é difícil escolher a melhor comparação. Seja como for, enquanto João Jardim não tiver córágem para avançar para a independência da Madeira, as Desertas e as Selvagens são nossas de ponta a ponta, badegos incluídos. E se os espanhóis andam por lá a espantar a nossa passarada, urge avançarmos em peso e espantar os espanhóis. Vá Cavaco, estamos à espera, segue à frente.

PS: E afinal não seria nada que Soares e Sampaio já não tivessem feito, estes ataques espanhóis aos nossos passarinhos é coisa velha, vejam na Wikipédia. Mafarricos! Gatunos!

quinta-feira, maio 31, 2007

Para variar, serviço público

Variando também, dizer bem da RTP. Foi excelente a estreia do "Centro de Saúde" na passada Terça-feira, apresentado por Cláudia Borges e dedicado à situação da Sida no país. Muito muito bom e esclarecedor. O segundo programa será ainda sobre esta temática.

"O planeta agradece" apresentado por Diogo Infante (que também apresenta o excelente "Cuidado com a língua") é mais um óptimo programa dos vários dedicados ao ambiente pela RTP, "Biosfera" e o "Minuto Verde" são outros a ter em conta. É na informação temática ou especializada que o canal público se sai melhor e faz esquecer a desgraça da informação generalista.

Finalmente para celebrar o dia mundial da criança a RTP 2 decidiu avançar com uma programação especial sobre sexualidade dirigida ao público infantil. Os encarregados de educação são convidados a assistir hoje (23h30), para decidirem se querem recomendar aos filhos que vejam amanhã (20h30) uma animação dinamarquesa-canadiana a explicar como se fazem os bebés. O que não deixa de ser uma cedência à ideia de que a educação sexual não deve ser universal e obrigatória, ou seja, que um pai pode exigir ignorância para os seus filhos - não podia dizer só bem. Mas parece que mesmo com todas estas cautelas já andam por aí uns e-mails de origem na extrema-direita a pedir para protestarem junto do provedor a exibição do filme, pelo que podemos fazer exactamente o contrário, aqui.

quarta-feira, maio 16, 2007

De Londres, Trás-os-Montes, à cova

Já que a comunicação social portuguesa não faz outra coisa por estes dias se não citar as referências a Portugal nos tablóides britânicos, podiam aproveitar e noticiar a primeira página do The Guardian de ontem. Uma previsão que indica que o clima londrino de 2070 será igual ao de Vila Real nos dias de hoje (por acaso no mapa parece-se mais com o Porto...). Já Berlim será argelina, Roma cipriota e Paris alentejana. As cidades portuguesas é que parece terem-se perdido no Saara.

Em todo o caso a imprensa lusa, futuramente tuaregue, tem feito referência às previsões de ondas de calor para o próximo Verão. Apontando já conselhos a seguir para nos protegermos do dito. Como dizia, e bem, uma climatologista na TV, se o aquecimento global parece ser um conceito demasiado grande e inalcançável, há muito que se pode fazer contra o aquecimento local. Desde os materiais e forma de construção das habitações à criação e manutenção de espaços verdes nas cidades. Basta passear em pleno Agosto numa rua ladeada por árvores frondosas e noutra pelada, ou morbidamente enfeitada por árvores raquíticas, para se perceber como uma simples árvore pode fazer baixar em vários graus o calor sentido num prédio.

É claro que as árvores não crescem da noite para o dia, mas olhando com atenção para as cidades portuguesas encontramos ene locais onde podiam estar árvores a sério, mas estão antes palmeiras ou ciprestes. O exemplo mais gritante, multiplicado por quase todas as freguesias do país, são as inóspitas florestas de mármore a que chamamos cemitérios, impenetráveis num dia de Sol logo a partir de Abril... Existem excepções recentes, de cemitérios mais verdes. E também uns poucos velhos bons exemplos. Mas mais podia ser feito para renovar a maioria dos cemitérios já existentes. E porque não promover novas, laicas e ecológicas, cerimónias de despedida dos entes queridos? Esta é uma ideia, mas mais simples ainda seria usar as cinzas dos corpos cremados para fertilizar o solo de novas árvores. Acho que vou já escrever isto num testamento, mármore é que não, mesmo.

terça-feira, maio 08, 2007

Mais um teste de diagnóstico ideológico

O Miguel descobriu mais um teste político, que são sempre bons para entreter e não só. São um bom pretexto para repensarmos as nossas prioridades e ideias fundamentais e a partir daí procurarmos o partido que melhor as represente e defenda. Infelizmente eu sinto-me cada vez menos identificado com qualquer um dos partidos da praça. Um PEV sem PCP era capaz de ser o meu partido ideal. Bom cá vão os meus resultados, depois de ter refeito o teste, já que da primeira vez me esqueci da valorizar a importância de cada pergunta:

#1 You are an ecologist or green.
#2 You are a social liberal.
#3 You are a social democrat.
#4 You are a classical socialist.
#5 You adhere to the Third Way.
#6 You are a communist.
#7 You are an anarcho-communist.
#8 You are a market liberal.
#9 You are a Christian democrat.
#10 You are a fascist.
#11 You are a libertarian conservative.
#12 You are an anarcho-capitalist.

Respondendo a tudo "indeciso" e atribuindo uma importância média a todas as perguntas o resultado é a Terceira Via. Parece-me portanto um teste bastante fiável.

quinta-feira, maio 03, 2007

Afinal não foi só a câmara que caiu em Lisboa

97 plátanos saudáveis e quase centenários abatidos sem qualquer justificação no Campo Pequeno. Isto sim era caso para se fazer um escândalo nacional e abrir os noticiários das 20h. Mas só descobri nos blogs...

sábado, abril 14, 2007

Cooperação Galiza-Norte de Portugal

Porque nem só de "terrorismo" vivem as relações Minho-Douro-Trás-os-Montes-Galiza (sim, o DN já é o novo CM), vale a pena registar uma série de boas notícias que esta semana surgiram. Da ideia da criação de hospitais conjuntos, à candidatura à UNESCO do parque transfronteiriço Xurês-Gerês para que seja reconhecido como "Reserva Internacional da Biosfera", ou ao programa especial que a RTP e a TVG preparam sobre Zeca Afonso a transmitir já no 25 de Abril. Mas como fica claro na entrevista que Emílio Pérez Touriño concede hoje ao JN, as relações continuarão mancas do lado de cá enquanto o Norte não for uma região administrativa de pleno direito. É tudo bastante óbvio, mas insistimos em não querer ver...

quinta-feira, abril 12, 2007

Cavacadas

1) Promulga a lei do aborto, não sem se armar ao pingarelho, intrometendo-se onde não lhe compete intrometer-se, e sugerindo disparates tão grandes quanto permitir que médicos objectores de consciência pudessem atender as mulheres que desejem interromper a sua gravidez.

2) Defende a ratificação do tratado constitucional pelo parlamento, e não pela via referendária. Adiar-se o referendo parece-me natural, tipo duuuh o tratado morreu, just move on. Mas mais uma vez negar ao eleitorado a hipótese de se pronunciar directamente sobre a integração europeia é de Cavaco apenas.

3) Aproveitar um... chamemos-lhe "momento de fragilidade mediática" do Primeiro Ministro, que há mais de um mês deu, e muito bem, por encerrada a questão do nuclear, para vir tentar reacender o tema, ainda por cima durante uma visita ao estrangeiro, é mesmo uma cavaquice pegada.

Muita manha, pouca frontalidade, Cavaco a mais em suma.