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sexta-feira, agosto 06, 2010

Leituras do ano

Estamos em alturas de recomendações de leituras, e ainda há dias vi numa revista portuguesa uma lista de 50 títulos, estranhamente estes dois não estavam lá.

The Spirit Level é o manifesto para acordar a esquerda do séc. XXI (não há esperança para a direita), leitura obrigatória para eleitores e eleitos. Portugal, além do Reino Unido e Estados Unidos, está sempre nos maus exemplos no mundo industrializado, pelo que a tradução e edição da Presença é mais do que oportuna.

Já o Whoops! foi recomendação lida no Jugular, essencial para se perceber a crise e não se perder o sentimento de indignação sobre a mesma e o assalto que desde então os bancos têm feito aos nossos bolsos. Que saiba ainda não está traduzido em Portugal. Urge fazê-lo.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Doces pecados

1) Esquece Deus e goza a vida. É essa a mensagem do primeiro autocarro ateísta a percorrer as ruas londrinas, graças ao patrocínio de Richard Dawkins, e várias outras pessoas, a uma ideia nascida na blogosfera. Mais informações aqui, via.

2) "A Revolução Pendente - Feminismo e Democracia" de Carlos Diegues. Pecado em dose tripla: temática demoníaca, edição disponível para descarga gratuita na net e editado na Galiza com cedilha e til. Alguém terá que arder no inferno por tudo isto. Via.

3) Mormons Exposed 2009. Já podem tirar o calendário de 2008 da parede, novos Helders desnudam o tronco para deleite pagão. Muita atenção ao Matthew em pregação pela África do Sul e ao Cody, que prega pela Lousiana fora. Aqui fica o vídeo, e se não resistirem prega-los na vossa parede ou a comprar a T-shirt "I heart mormon boys" por 15,50 dólares já sabem, só haverá absolvição rénica se oferecerem o dobro à campanha dos autocarros ateístas de Londres.

4) Entretanto a saga da Bicha do Demónio prossegue, para ver e rever aqui.

PS: Entrevista com o génio por trás da Bicha aqui!

terça-feira, março 11, 2008

Então isto agora não era tudo dos brasileiros?

«Portugal terá primeiros dicionários com regras do acordo ortográfico

Na seqüência da aprovação da ratificação do segundo protocolo modificativo do acordo ortográfico pelo governo português, na quinta-feira passada, a Texto Editores lança, na próxima sexta, dois dicionários e um guia já com as alterações previstas no idioma.

Segundo informação divulgada nesta segunda-feira pela editora portuguesa, as edições - que, por ora, serão lançadas apenas em Portugal - "visam dar a conhecer as alterações introduzidas pelo acordo ortográfico de 1990".»
Lê-se no Folha de São Paulo, em ortografia pré-acordo, para horror do analfabetismo-patriota que tem enchido as caixas de comentários de notícias sobre o acordo ortográfico (exemplo) com os comentários mais tontos e desinformados. Afinal os primeiros dicionários de acordo com o acordo até serão portugueses, da Texto Editora, agora propriedade do Grupo Leya.

Imagino o horror e a dificuldade que terá sido retirar uns Ps e uns Cs a meia dúzia de entradas do dicionário para que pudesse estar de acordo com esta reformazinha simbólica. Claro que isto não passa de um belo golpe de marketing, mas dado o contexto em que surge, de editores histéricos e tresloucados com a aplicação do acordo e governo com medo de agir, temos mais é que aplaudir a iniciativa. E já agora, publicidade de borla para os novos dicionários e ainda o "Atual", uma explicação do acordo ortográfico.

Resumo explicativo: 4,41€

Claro que quem já tem um bom dicionário precisará, quanto muito, comprar a última obra, para esclarecer qualquer dúvida, é o que eu tenciono fazer. O meu Porto Editora com mais de 10 anos tem servido perfeitamente, e assim continuará.

Adenda: «Novo dicionário da Língua Portuguesa» - Reportagem da RTP.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Enriquece a tua biblioteca

Não sei se vocês têm ido às bibliotecas públicas ultimamente, mas algo de estranho se passa, sobretudo nessas bibliotecas de última geração que têm pipocado pelo país nos últimos anos. No meu tempo de teenager as bibliotecas eram lugares lúgubres e frios, onde só alunos muito totós e dedicados punham os pés, além dos velhotes que ocupavam, e ainda ocupam, a secção dos jornais. Eu sei, porque eu também era desses totós. Agora guess what?, é cool ir a biblioteca. As bibliotecas mais recentes são as novas traseiras dos ginásios escolares, o lugar onde estar, ver e ser visto, e claro, pelo meio ainda se lê alguma coisa e cultiva-se a cachola. O marmelanço é entre as estantes de história e filosofia, e fumar, at last, já não é cool. Claro que os computadores, leitores de DVD e CD ajudam ao sucesso, mas é realmente possível encontrar fileiras de canalhada nos seus 12/18 com um livro aberto à frente do nariz. E não só. "Horas do conto" pra putos de 6 anos e até eventos para bebés gatinhantes completam o ramalhete que faz algumas bibliotecas parecerem shoppings em saldos.

Por tudo isto é coolíssima a ideia da ILGA do patrocínio de bibliotecas. Quem patrocina és tu e a ILGA faz o serviço; a quem não o quiser fazer directamente, claro está. A oferta às bibliotecas é então a colecção editada pela ILGA em colaboração com a Fundação Triângulo Extremadura. Para que pequenos e graúdos possam então ter acesso na sua biblioteca a livros que reflictam a realidade em toda a sua diversidade. Serviço público pois então.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Ui, mais uma afronta

A história da literatura infantil com temas LGBT publicada em Portugal conta-se em poucas linhas. Se nada me falha, a primeira publicação foi o conto "A Escola do Arco-Íris", de Miguel Vale de Almeida (disponível para download aqui), em 2005 num volume editado pelos Médicos do Mundo, "Quem conta um conto ajuda um pouco". Depois, em Dezembro de 2007, saem duas traduções editadas pela ILGA Portugal, "De onde venho?" e "Por quem me apaixonarei?", ainda à venda. Finalmente a Afrontamento, editora portuense, lança hoje em Lisboa "O Livro do Pedro", que consegue ainda o pioneirismo de ser o primeiro livro do género de autoria portuguesa, Manuela Bacelar, e editado numa perspectiva comercial e não associativa como os anteriores. E se não for por activismo, que o comprem como quem investe na bolsa, daqui a 1 ou 2 décadas qualquer um destes exemplares será considerado histórico e valerá ouro, não duvido.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Um Natal porreiro, pá!


Uma adenda a isto (ou não fosse esta rena ultra-sexy). Via Womenage. Na Webboom. E para quem não se lembra, o vídeo original.

PS: A publicidade está giríssima, mas este blog não recomenda a compra de livros das editoras portuguesas para presentes de natal, em jeito de boicote pelo boicote por estas anunciado. Sendo a Webboom propriedade de uma dessas editoras, também não recomendamos qualquer compra através desse site. Melhor procurar nos ".com.br".

terça-feira, dezembro 04, 2007

O maior do maior

Tinha prometido postas queirosianas aos molhos, mas afinal foi a Anita que tomou conta cá do curral. Não é grave. Do Eça não há muito a dizer, é lê-lo, lê-lo sempre. E o Eça favorito pelos rénicos leitores é o que leram no liceu: "Os Maias", com 49 votos, também a escolha de Saramago, lê-se na capa da edição inglesa. Segue-se "O Crime do Padre Amaro" (28), tendo por perto dois romances de reconciliação com o país e a sua ruralidade, "A Ilustre Casa de Ramires" e "A Cidade e as Serras", ambos com 20 votos. As restantes obras somam 32 votos. Todos merecem ser lidos. Saem mais baratos que esses calhamaços pseudo-históricos agora em voga, e dão muito mais gozo. É de apetite, hem?

sexta-feira, novembro 30, 2007

O acordo e o mercado africano

Vale a pena ler o dossiê de ontem do Público sobre o acordo ortográfico. Para os editores portugueses o que está em causa é sobretudo África, onde são reis e senhores sem esforço (exceptuando uns problemitas). Com o acordo a coisa deixa de ser assim fácil, e pior, até por cá haverá concorrência. Resumindo, uns estão preocupados com a manutenção dos seus negócios fáceis, recusando ver que oportunidades não faltam com o acordo, e outros estão preocupados com o futuro da língua. Estou naturalmente entre os segundos. E por isso espero sinceramente que atrás do Brasil siga Angola e Moçambique, para termos o prazer de ver os editores portugueses a gritar nas ruas pela aplicação do acordo.

Entretanto, falando de livros, Angola e de editores portugueses:

«A publicação de "Purga em Angola", polémico ensaio sobre o sangrento contragolpe de 27 de Maio de 1977 no seio do MPLA, tem valido aos seus autores, o casal de investigadores Dalila Cabrita Mateus e Álvaro Mateus, uma série de "ameaças e tentativas de intimidação", confirmadas, ao JN, pelos próprios. Além disso, é quase impossível encontrar o livro à venda.

(...) A docente universitária garante também que "uma semana antes do lançamento, quando os autores ainda não tinham visto o livro, já na Embaixada de Angola alguém se gabava de o ter e de o ir mandar para Angola".

As suspeitas adensaram-se a partir do momento em que a tiragem rapidamente esgotou e, apesar das sucessivas promessas nesse sentido, o stock não foi reposto. "Há praticamente um mês que não existem livros à venda", acusa Dalila Cabrita Mateus, para quem "não admira que, com esta embrulhada, apareçam pessoas a dizer que boa parte da edição foi vendida a Angola para ser queimada. Ou, então, a afirmar que Angola comprou a distribuidora e esta retirou os livros do mercado".

Carlos Araújo, editor da ASA responsável pelo livro, desmente eventuais pressões sofridas e atribui à situação interna da empresa, adquirida há cerca de dois meses pelo grupo de Miguel Paes do Amaral, as dificuldades no lançamento de uma nova edição. (...)
»
Passaria o mesmo se a editora fosse brasileira?

segunda-feira, novembro 26, 2007

Anita + atrevida

Já há uns tempos que reparei nesta deliciosa publicidade à loja de souvenirs do site Rue89. Mas só agora descobri a sua origem. Como já deduziram, "Martine" é o nome francês (e o original) da célebre Anita, heroína de uma série de livros iniciada nos anos 50, que conta as primeiras experiências de vida de uma burguesa acomodada ao mundo machista em que vive.

Ora em Outubro fez furor na internet francófona o Martine Cover Generator, que como o nome indica, era um gerador de capas alternativas dos livros da Martine. O anúncio do Rue89 é um dos resultados, mas há outros ainda mais giros, como "Martine escapa ao seu teste de ADN" ou críticas ao encerramento do site. Pois é, por pressões dos editores, o site, apesar do imenso sucesso, durou pouco. É pena, nem o pude testar. Mas se alguém quiser e souber fazer uma versão portuguesa, não duvido que alcançará igual sucesso. Com o google e o meu programinha de desenho o melhor que consegui foi isto:

"Anita suicida-se" também era giro. Mas não será difícil fazerem melhor que isto, é o desafio que vos lanço, os leitores sem blog podem enviar as suas Anitas + atrevidas para o correio do renas (renaseveados[a]gmail.com). Vamos lá fazer com que a Ana pareça uma menina do coro.

quinta-feira, novembro 22, 2007

O feriado que falta

Adivinhem quem faz anos no próximo domingo? Acertaram, o bom do Eça fará 162. Devia ser feriado, mas não é, já se gastou o 25 do mês seguinte com um excelente carpinteiro, não duvido, embora da Palestina! Coisas da globalização... Seja como for, aqui no renas, devotos só do Eça. Vai daí, são-lhe dedicados os próximos dias, com votações (ver ao lado), citações e outras bloguices que ocorram. Que a mordacidade e espírito crítico queirosianos estejam sempre convosco.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Bom tempo

No país em que o prenúncio de sol e temperaturas altas em pleno Novembro, depois de um Outubro idêntico, é dado com um sorriso de excelente notícia, vale mesmo a pena ver este Photoclima:Imágenes de un futuro afectado por el cambio climático (.pdf) editado pela Greenpeace Espanha (que parece incluir Portugal).

sábado, setembro 15, 2007

Os livros que não mudaram as nossas vidas

Tempo de rever as respostas ao desafio aqui lançado a alguns camaradas da bloga sobre os livros que não mudaram as suas vidas. A pergunta era incómoda, pelo que imaginava ter poucas respostas, só não imaginava que o fosse ao ponto de fazer colapsar um blog! Sorry...

Passemos então aos resistentes. Ou nem por isso, o dot acha que a vida é demasiado curta para ler Dostoyevski, pelo que listou os livros que lhe mudaram a vida, Crime e Castigo não incluído.

Já na Enciclopédia Chinesa - reavivada pela pergunta? - encontramos uma lista com algumas coincidências em relação à minha. Nas diferenças importa realçar que não tive coragem de mencionar Marguerite Duras, não me lembrei que já tinha lido Pessoa e esqueci completamente essa figurinha catita chamada Júlio Diniz. Não fora isso, e seriam quase listas repetidas, apenas com diferentes Lobo Antunes a embalar-nos o tédio.

quarta-feira, setembro 05, 2007

Exacto

Que bela ideia.

terça-feira, setembro 04, 2007

10 livros que não mudaram a minha vida

Respondendo ao desafio da Shyz, cá vão os 10 livros que não mudaram a minha vida como era suposto. É claro que alguma coisa mudam sempre, quanto mais não seja, reduziram temporariamente o meu apetite literário. A ordem é aquela com que me lembrei deles.

Viagem ao País da Manhã - Hermann Hesse (quase mudava, tal a vontade de cortar os pulsos por estar a ler aquilo, acho que nunca um livro tão pequeno custou tanto a ler)

Moby Dick - Herman Melville

O Conde de Monte Cristo - Alexandre Dumas

O Manual dos Inquisidores - António Lobo Antunes

Recordações da Casa dos Mortos - Fiodor Dostoievski (sou um monstro sem coração, mas do mesmo autor amei A Submissa)

Viagens na minha terra - Almeida Garrett (leitura não concluída)

A Colmeia - Camilo José Cela (A Cruz de Santo André, do mesmo autor, foi igualmente escusado)

Um Dia na Vida de Ivan Denisovich - Alexander Soljenitsin

O Anjo Mudo - Heinrich Böll (mas o A Honra Perdida de Katharina Blum mudou e muito, recomendadíssimo)

Como procurar emprego - Guia prático - Instituto de Emprego e Formação Profissional

PS: Já esquecia, passo a bola ao dot, Cesare, Miguel, João e Eduardo.

PPS: Quem achar estranha a ausência de Ulisses e Sibila da lista, saiba que nunca tentei sequer. Já do Alexandre Herculano, pois devorei sem pesnatejar O Bobo e Eurico, o Prebítero em plena adolescência.

sábado, fevereiro 03, 2007

Pessimismo serenado

O claro, lúcido e sereno João César das Neves, escreveu um livro bem fundamentado e esclarecido, contra o extremismo e a intolerância. Como não podia deixar de ser, no meio de tanta sensibilidade e bom senso, o mesmo será apresentado por Marcelo Rebelo de Sousa. Faz todo o sentido, para o primeiro o aborto é comparável ao homicídio, e para o segundo a despenalização do aborto não devia ter limite de semanas, só não devia ser a mulher a optar e muito menos em estabelecimento legalmente autorizado. Confusos? É suposto estarem, é essa a ideia. E é por estas e por outras que posts como este não me desanimam, pelo contrário, dormirei agora melhor se sonhar com 50,3%.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Project Gutenberg em Português

O Projecto Gutenberg é a mais antiga biblioteca virtual (e gratuita) do mundo, e agora está disponível em português. Construída por voluntários de todo o mundo procura agora aumentar a sua colecção neste idioma. Há várias formas de ajudar, descobre aqui como o fazer.

quinta-feira, setembro 07, 2006

Nada que se compare à Bíblia ou ao Corão

Mas este livro, "The Collector" de John Fowles editado em 1963, já terá inspirado além do rapto da austríaca Natascha Kampusch, o rapto, tortura e assassinato de pelo menos 25 pessoas na Califórnia nos anos 80, pela dupla criminosa Charles Chitat Ng e Leonard Lake. Foi levado para o grande ecrã em 1965. E em Portugal está traduzido e editado pela Caminho. Só não é santo como os outros, já lhe chamam maldito.