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sexta-feira, agosto 06, 2010

Portajar as SCUTs

Olhando para o mapa de autoestradas portuguesas fica impossível encontrar alguma lógica na divisão pagas e não-pagas. Em tempos de crise acabar com a gratuitidade das últimas parece fazer todo o sentido. Já a novela high-tech dos chips é que não tem sentido algum. E no entretanto os dispendiosos leitores de chips já estão por aí instalados, alguns bolsos mais cheios e as contas do estado em nada beneficiadas. Isto cheira que tresanda. Ora tendo as SCUTs sido criadas como autoestradas gratuitas, com demasiado saídas para se poderem portajar à moda antiga, parece-me que a solução ideal seriam as vignettes, tanto usadas na Europa Central. Saíriam mais baratas aos utilizadores frequentes, sendo por isso muito menos contestadas, seriam facilmente entendidas e usadas pelos condutores estrangeiros, e nem sequer é líquido que o estado encaixaria menos dinheiro, é que um sistema destes já estaria facilmente em funcionamento e dispensava caros leitores de chips. Mas para quê simplificar se se pode criar toda uma nova novela?

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Peditório: um jactinho novo pro sô presidente


[http://videos.sapo.pt/T831REia0zMd5t7bmLDC]

Ui ui, coitadinho do sô presidente e dos sôs ministros.. jactinhos novos urgem, ou talvez não:
«Precisamos, diz-nos o Presidente da República, de trocar de jactos porque aviões executivos "assim" como aqueles que temos já não há "nem na Europa nem em África". Cavaco Silva percebe, e obviamente gosta, de aviões executivos. Foi ele, quando chefiava o seu segundo governo, quem comprou com fundos comunitários a actual frota de Falcon em que os nossos governantes se deslocam. (...)

Nesta fase metade dos rendimentos dos portugueses está a ser retida por impostos. Encerram-se maternidades, escolas e serviços de urgência. O Presidente da República inaugura unidades de saúde privadas de luxo e aproveita para reiterar um insuspeitado direito de todos os portugueses a um sistema público de saúde. Numa altura destas, comprar jactos executivos é tão obsceno como o foi nos dias de Samora Machel. Este irrealismo brutalizado com que os nossos governantes eleitos afrontam a carência em que vivemos ultraja quem no seu quotidiano comuta num transporte público apinhado, pela Segunda Circular ou Camarate, para lhe ver passar por cima um jacto executivo com governantes cujo dia a dia decorre a quilómetros das suas dificuldades, entre tapas de caviar e rolinhos de salmão. Claro que há alternativas que vão desde fretar aviões das companhias nacionais até, pura e simplesmente, cingirem-se aos voos regulares. Há governantes de países em muito melhores condições que o fazem por uma questão de pudor que a classe que dirige Portugal parece não ter.

Vi o majestático François Miterrand ir sempre a Washington na Air France. Não é uma questão de soberania ter o melhor jacto executivo do Mundo. É só falta de bom senso. E não venham com a história que é mesquinhez falar disto. É de um pato-bravismo intolerável exigir ao país mais sacrifícios para que os nossos governantes andem de jacto executivo. Nós granjearíamos muito mais respeito internacional chegando a cimeiras em voos de carreira do que a bordo de um qualquer prodígio tecnológico caríssimo para o qual todo o Mundo sabe que não temos dinheiro.»
E não é só Miterrand. Ainda recentemente também Gordon Brown, PM do UK, apanhou um susto não num jactinho, mas num avião da British Airways quando um outro da mesma companhia teve uma aterragem atribulada mesmo ao lado, e nem por isso deixou de voar nessa companhia ou exigiu aviões novinhos em folha. Já antes ficou também conhecido o atraso de um outro voo da BA, usado por Brown para assinar o Tratado de Lisboa.

Que o nosso presidente e governantes viajassem por norma na TAP era apenas do mais elementar bom senso, e uma forma de prestigiar uma empresa, ainda, pública e a flag carrier nacional. Isto era o mínimo, absolutamente elementar. Mas se queriam dar um exemplo ao país de esforço e contenção de custos tinham mais era que viajar o menos possível e sempre através de low-costs. Agora jactinhos luxuosos, façam-me o favor de ter um bocadinho de vergonha na cara, ok?

PS: Mas num ponto sou obrigado a dar a razão a Cavaco, os ditadores africanos voam sempre em jactinhos de fazer inveja...

domingo, fevereiro 24, 2008

Braga-Porto em 35 minutos

Isto é ainda melhor que o pedido (e arrasa a alternativa carro/A3), espero que se cumpra, mas que tal não implique o fim da Comissão de Passageiros.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Toca a assinar

Quem lê este blog via Google Reader e similares provavelmente ainda não reparou na listinha de links peticionários que criei ali ao lado. Creio que já falei de todas elas, em posts mais ou menos recentes, excepto de duas:

1) A que se opõe aos condicionamentos à criação de uma base da Ryanair no Porto. Existe outra, que conta já muito mais assinaturas, simplesmente a pedir à própria Ryanair que se instale. Mas essa falha o alvo, que é a ANA e sobretudo essa popular ficção nacional de que Lisboa precisa de um novo e mega-giga-hiper aeroporto. Não precisa Lisboa e muito menos o país, que só tem a perder com o disparate. O que é preciso, como no resto, é uma descentralização dos voos. Como aliás já acontece com os voos de carga, lê-se no The Wall Street Journal: «Increasingly, say Spanish and American authorities, cocaine is also being flown from North Africa in small planes landing in Spain and Portugal on clandestine airstrips.»

Bem sei que as low-cost são um desastre ambiental, mas não é impedindo que a região mais pobre da península possa usufruir das vantagens económicas actualmente proporcionadas pelas mesmas que se salva o que quer que seja. Ainda hoje a mesma Ryanair anunciou a criação da sua 5.ª base em Espanha. Por cá vêem-se navios...

2) A petição contra a obrigatoriedade da nota de Educação Física contar para média de candidatura à universidade. Só soube deste disparate recentemente no Womenage, e descubro agora a oportuna petição no Jonasnuts. Disparate sobretudo porque regra geral o que é avaliado pelos professores de Educação Física não é o empenho, conhecimento etc, mas tão só o mérito desportivo. Ora o mérito desportivo pode ser muito meritório sim, mas não tem nada a ver com a maioria dos cursos universitários. Como se já não bastasse o disparate do contingente especial para atletas de alta competição, que põe metade das selecções nacionais de basquetebol ou andebol (ping-pong também?) a estudar medicina...

domingo, janeiro 27, 2008

Subscrevo

1) A petição de solidariedade para com os professores de La Sapienza que tiveram a ingenuidade de acreditarem serem livres de condenar o convite à papista figura para que presidisse a abertura do ano lectivo na universidade. São agora insultados e ameaçados por meio mundo. Eu quero continuar a ser ingénuo e acreditar que se pode criticar o Bento sem sofrer represálias apenas por isso.

2) Braga-Porto em 40 minutos. Os argumentos desta petição, dirigida à CP, podem ser lidos neste blog.

3) Fim às excepções na lei do tabaco. Ainda sem link, pede-se o favor à Fernanda Câncio de colocar o seu artigo de hoje na Notícias Magazine no petitiononline.com (ou similar) que a gente assina por baixo, em 2 ou 3 dias seremos mais que os da petição das discotecas, tenho a certeza.

sábado, setembro 08, 2007

domingo, julho 08, 2007

As biclas e as cidades

Boa reportagem que a SIC transmitiu há dias sobre o uso da bicicleta em Lisboa. Os candidatos à autarquia da capital parecem abertos ao assunto, mas falta saber se o espírito se mantêm depois das eleições. Entretanto Barcelona e Paris não têm mãos a medir com o sucesso dos seus programas de aluguer de bicicletas. Projectos semelhantes ao já velinho BUGA de Aveiro, elogiado recentemente no New York Times. Já no Porto a última vez que ouvi falar no assunto foi quando noticiaram as 98 bicicletas em processo de apodrecimento, esquecidas num armazém. Uma pena ainda faltar tanto para as eleições na invicta...

O Lóbi da Ota controlou "Maravilhas de Portugal"

Não há nada que um bom lóbi não explique: «Mosteiro de Alcobaça, Mosteiro dos Jerónimos (Lisboa), Palácio da Pena (Sintra), Mosteiro da Batalha, Castelo de Óbidos, Torre de Belém (Lisboa) e Castelo de Guimarães foram os monumentos eleitos como as Sete Maravilhas de Portugal e esta noite anunciados numa cerimónia realizada no Estádio da Luz, em Lisboa.» Ou seja, tirando Guimarães (parecia mal excluir o berço) está ali tudo entre o Tejo e seja qual for a ribeira que banhe a Ota... a nova maravilha, que irá então sim destronar o castelo vimaranense.

terça-feira, junho 26, 2007

quinta-feira, maio 24, 2007

Mais razões para preferir o comboio

«Depois, temos que nos lembrar que durante as obras numa auto-estrada, há trabalhadores a efectuar essas mesmas obras a poucos metros da passagem do trânsito, e ao retirarmos a necessidade de pagamento de portagens para essas vias estaríamos a expor aqueles trabalhadores, e indirectamente a contribuir para o aumento do fluxo do tráfego rodoviário junto às obras, com o consequente aumento do perigo de acidentes", começou por explicar o presidente do Conselho de Administração da Via Verde Portugal.»
Sim, até porque os automobilistas adoram autoestradas em obras. E desde quando é que a Brisa avisa os seus clientes de que a autoestrada está em obras antes destes entrarem nas mesmas?
«"Por outro lado - acrescentou -, é um facto que as portagens não sofrem qualquer decréscimo no seu valor durante as obras, mas estas são feitas para permitir maior qualidade de circulação na auto-estradas, e quando as obras ficam concluídas também não há aumentos das portagens para vias que, entretanto, passam a permitir melhores condições para os seus utilizadores".»
"Melhores condições"!?! Ou apenas as condições que era suposto uma autoestrada ter sempre?

Imaginem esta política ser aplicada a serviços como hotéis ou piscinas, p.ex. "A piscina está em obras, mas pode usar os chuveiros." "Paga o mesmo de sempre, mas hoje tem que dormir no corredor".

E o PS entendeu ser esta lógica justa, pelo que chumbou os projectos do BE e PCP, que visavam o óbvio, o que se vê lá fora, quando um serviço não pode ser fornecido nas condições em que é suposto reduz-se ou elimina-se o preço para o cliente. Elementar. Mas não por cá...

sexta-feira, abril 20, 2007

A CP não quer clientes?

A teoria torna-se menos descabida se lembrarmos aquele caso da indemnização ao quadro da Refer logo a seguir contratado de novo. E sobretudo olhando para os novos horários dos comboios urbanos Braga-Porto, onde desaparecem todas os comboios rápidos, tornando-se impossível a ligação entre as duas cidades em menos de uma hora. Felizmente os protestos parece que já estão a esgotar os formulários de queixas, espero que sigam as pegadas dos protestos originados pelas alterações nos horários da STCP, e que têm dado bons frutos. Quem já não conseguiu formulário pode queixar-se aqui. Estas linhas são só as mais lucrativas da CP, qualquer alteração devia ser feita apenas depois de ouvidos muito atentamente os principais interessados, ou seja, os passageiros.

Uma queixa que não deu muito que falar, mas que também era da mais elementar justiça, parece que já foi atendida, a data de validade dos pré-comprados foi declarada ilegal. Falta ainda melhorar o sistema de obliteração, que tantas vezes "come" viagens a mais...

Actualização: Protestar compensa, acabei de receber um e-mail da CP a anunciar a criação de dois novos horários matinais com saída de Braga, para os dias úteis. Um deles com ligação Braga-S. Bento inferior a uma hora. É pouco, mas já é um começo. Notar que os novos horários ainda nem entraram em vigor e já sofrem as primeiras alterações. O povo unido jamais será vencido!

quinta-feira, março 29, 2007

Nem Ota, nem TGV

Já que anda toda a gente a comentar os assuntos aqui fica expressa a minha opinião. Tal como o Daniel Oliveira, "Portela + 1" cheira-me a solução muito mais prática, realista e económica (na poupança e no ganho) do que a Ota, e como já comentei no Avatares, não entendo porque cidades como Coimbra, Braga ou Évora não podem ter algumas ligações internacionais, que aliviem Lisboa e Porto se for caso disso. Ligações low-cost Braga-Paris ou Coimbra-Londres são certamente viáveis... obscuros aeródromos que necessitariam apenas algumas obras há para aí aos molhos...

Quanto aos comboios, 100% a favor de maior investimento nos ditos. Só não entendo porque têm que ser em formato TGV, que dará prejuízo, que não estará ao alcance de todos, que não é significativamente mais rápido que um Pendular a circular numa linha decente... A ligação Porto-Vigo por comboio é actualmente mais rápida apenas uma hora do que sendo feita por bicicleta, porquê esperar anos e anos por um TGV elitista, se em muito menos tempo daria para lá pôr o Pendular? O Metro do Porto, um investimento que se revelou essencial, das poucas coisas boas que se fizeram no Porto nas últimas décadas, não tem dinheiro para a sua necessária ampliação e gasta-se no TGV? As linhas do interior continuam a fechar e aposta-se no TGV? A Escandinávia inteira sobrevive sem TGV mas nós não conseguimos?

Enfim, são estes os meus bitaites. E também importam, pois afinal serei tão engenheiro quanto quem decide, diz que...

sábado, fevereiro 10, 2007

A nossa Amesterdão

Já tinha os canais e as bicicletas, só faltava mesmo uma loja de drogas leves. Já há. Aveiro está com tudo.

sábado, outubro 28, 2006

150 anos de caminhos de ferro em Portugal

Comemoram-se hoje, a CP oferece viagens e tudo. Além de entradas gratuitas durante este ano em todos os museus ferroviários nacionais, mais informações e ofertas descritas aqui. Também por estes dias se ficou a saber que o "TGV" Porto-Vigo deverá estar a funcionar em 2013 com um custo de 1.4 mil milhões de euros (um Alfa Pendular não seria mais do que suficiente? e muitíssimo mais que a vergonhosa oferta actual) e que por outro lado as linhas do interior continuarão a fechar. Estes contrastes de 8 e 80, litoral/interior, ficaram bem visíveis no excelente documentário realizado pela RTP para celebrar a data.

sábado, setembro 23, 2006

Dia português com carros

Terminou ontem a Semana Europeia da Mobilidade, e foi ontem também o Dia Europeu Sem Carros. E em Portugal mal se deu por eles. Apesar do grande número de cidades envolvidas, Porto e Lisboa optaram por continuar porquinhas e congestionadas como nos restantes dias do ano, e a comunicação social não está, nem é costume estar, para se preocupar grandemente com o resto do país.

Ao contrário do que muitos gostam de dizer (sem oferecer qualquer alternativa), este não é um "dia inútil" e sem consequência. Tudo depende, é claro, do empenho das autarquias em fazer com que a ideia resulte e sirva de inspiração para os restantes dias e semanas do calendário. A ideia tem dado óptimos frutos em vários pontos do continente europeu. Mas somos livres de continuar a chafurdar na imundice e caos das duas maiores cidades portuguesas, enquanto não apodrecem de vez pelo menos. Como diria o outro, uma autêntica "festa do politicamente incorrecto".

Mas quem não está virado para disparates políticos ou problemas respiratórios, e acha que estas coisas da política deviam servir exactamente para aumentar o bem-estar das populações e proporcionar um desenvolvimento sustentado, encontrará uma boa leitura no manual «Cidades para Bicicletas, Cidades de Futuro». Este é um documento da Comissão Europeia, já do ano 2000, mas cada vez mais actual e um óptimo objecto de propaganda por políticas mais correctas e saudáveis para a mobilidade citadina. A ler e divulgar.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Salva vidas, luzes sempre ligadas

Há que importar rapidamente esta campanha espanhola, pelo uso das luzes automóveis 24 horas por dia, e não apenas à noite. Pelo menos enquanto o código da estrada não obrigar os condutores a fazê-lo, como já acontece em vários países europeus. Alguns estudos disponíveis no luces24horas.com mostram que a redução de número de mortes em acidentes na estrada que esta medida provocaria é da casa das centenas em Espanha e dos milhares para o continente europeu. Via Chuza!.