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sábado, janeiro 15, 2011

O cúmulo do cúmulo da bichice. O vídeo de 2010, para a eternidade.


sexta-feira, janeiro 30, 2009

Desde a 2.ª Guerra que não víamos o Vaticano tão nazi-friendly

Bento 16 anulou a excomunhão do "arcebispo" Richard Williamson, negacionista do Holocausto, provocando ondas de alegria e satisfação entre a extrema-direita alemã. Este negacionismo, crime na Alemanha e outros países europeus, não é coisa velha e arrependida, é tão recente que só em Janeiro foi para o ar na TV sueca.

Para que não haja dúvidas quanto à natureza da pandilha lefebvriana, que agora teve direito a este passar de mão de Bento 16, "don" Floriano Abrahamowicz disse à Tribuna de Treviso que tanto quanto sabe as câmaras de gás dos campos de concentração nazi eram apenas para desinfestação.

Que Bento 16 esteja de bem com esta gente e a provocar orgasmos aos líderes neo-nazis europeus não poderá causar grande surpresa. Basta pensar no seu próprio passado de jovem hitleriano, e sobretudo na forma como lidou com isso no presente, para nos lembrarmos que o negacionismo é toda uma filosofia de vida entre o clero católico: não houve holocausto, não fui um jovem hitleriano, não há pedofilia na igreja etc etc etc...

Não, entre estas notícias o que choca é a reação dos católicos. Ou melhor, a não reação dos católicos, a absoluta indiferença dos católicos a todos estes crimes. Praticamente não há cobertura mediática do caso em Portugal. E mesmo a nível internacional só os líderes judeus reagiram.

Mau timming para eles, perfeito para Bento 16. Com a Europa a brincar de "muito sensível e solidária com os povos oprimidos" - desde que oprimidos por judeus, todos os outros, azar - o antisemitismo sobe em flecha. E que as sotainas se reaproximem dos ideiais nazis choca muito poucos.

Déjà vu.

Assustador.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Antes assim que casados

Adolescentes iranianos enforcados por "crime de práticas homossexuais".
«O observador permanente do Vaticano na Organização das Nações Unidas (ONU), monsenhor Celestino Migliore, afirmou nesta segunda-feira (1) que a Santa Sé é contrária ao projeto de descriminalização da homossexualidade que será proposto pela França, com o apoio da União Européia. De acordo com Migliore, o projeto fará com que alguns países sejam submetidos a “enorme pressão”. (...) Segundo o enviado do papa Bento 16, no entanto, o projeto que a França vai defender na Assembléia Geral da ONU é uma questão diferente, e que, se for adotado, criará “novas e implacáveis discriminações”. Para Migliore, “os Estados que não reconhecem a união entre pessoas do mesmo sexo como ‘casamento’ serão submetidos a pressões internacionais”.»
Pouco importará ao caso que sejam mais de 80 os países onde a homossexualidade é criminalizada (em 9 dos quais com a pena de morte) e que apenas 6 reconheçam o casamento civil entre pessoas do mesmo (sendo que entre eles não se encontra sequer a França, promotora do documento). O ódio, a paranóia e a maldade dos membros desta seita nunca conheceram limites...

Actualização: Até o insuspeito La Stampa considera grotesca a motivação da igreja em colocar-se ao lado de países como o Irão ou a Arábia Saudita, contra uma proposta que recolhe unanimidade na União Europeia. Como lembra Michael Jones, o mau gosto ou requinte de crueldade da igreja vai ao ponto de ter apresentado estas declarações no dia mundial de luta contra a sida, a tal luta que tem na criminalização da homossexualidade um dos seus maiores inimigos.

quarta-feira, março 12, 2008

Vaticano prefere na boca, e não na mão

O cónego Luís Melo concorda e acrescenta, "há muita dignidade em estar de joelhos". Já o padre Feytor Pinto prefere na mão, porque "há muita gente que nos lambe as mãos" (quando na boca), confessa, situação que o obriga a "purificar os dedos". Embora reconheça que já teve que "sair do altar e agarrar a pessoa" que a levava na mão para a rua. Fala-se, é claro, da comunhão na missa católica.

domingo, fevereiro 24, 2008

Entretanto a lei da rolha da ICAR continua a dar frutos

«Um sacerdote francês de 57 anos admitiu ter abusado sexualmente de 50 menores dos 4 aos 15 anos entre 1985 e 2000, noticiou segunda-feira o jornal Le Parisien.

Pierre-Etienne A. confessou as agressões aos investigadores que o interrogaram desde a sua detenção, a 4 de Fevereiro, apesar de vários testemunhos recolhidos pelo diário indicarem que a comunidade das Beatitudes, à qual pertencia, estava ao corrente dos abusos desde 1998 mas que optou por não o denunciar à Justiça

[...] Na entrevista ao Le Parisien, Pierre-Etienne A. assume os seus actos e pede perdão às crianças e jovens que afirma ter abusado em distintas sedes da comunidade em França
Não foi opção da comunidade, já aqui falámos nisto várias vezes (os jornais portugueses é que não), existem normas estabelecidas pelo Vaticano desde 1962, e reforçadas por uma carta de Ratzinger (agora papa) em 2001, que determinam o secretismo/ocultação com que o abuso de crianças por parte de membros do clero deve ser lidado. Quem quebrar o segredo corre risco de excomunhão - note-se, excomunhão de quem denuncia, não do abusador, a esse o castigo é a transferência de local. Mais pormenores no The Guardian.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Pedofilia: "há crianças que provocam", diz bispo de Tenerife

«En una entrevista concedida al diario La Opinión de Tenerife, el obispo se extiende en la idea hasta replicar a la periodista, que, previamente, le había señalado que “la diferencia entre una relación homosexual y un abuso está clara”. Por si persisten las dudas, la entrevistadora recuerda al obispo que “un abuso es una relación no consentida”. La respuesta del prelado no deja lugar para las dudas.

"Puede haber menores que sí lo consientan y, de hecho, los hay. Hay adolescentes de 13 años que son menores y están perfectamente de acuerdo y, además, deseándolo. Incluso, si te descuidas, te provocan”.»
Não se pense que é caso único na Igreja. A diocese de Nova Iorque editou há poucas semanas um guia a explicar às crianças que lhes compete a elas afastarem-se dos possíveis pedófilos do clero católico. Enfim, tudo em coerência com as linhas orientadoras do Vaticano escritas por Ratzinger, antes de ter sido eleito papa pelo Espírito Santo, que definem como procedimento correcto a adoptar pela igreja em caso de abuso sexual de menores, a ocultação dos factos às autoridades competentes. Mas enfim, crianças violadas, isso é lá problema?
«"Todas as expressões de ateísmo, todas as formas existenciais de negação ou esquecimento de Deus, continuam a ser o maior drama da humanidade, que tiram todo o sentido ao Natal, que é a exultação e o grito de alegria e de esperança que brotou do reencontro do homem com Deus", destacou José Policarpo, na missa do dia de Natal, na Sé de Lisboa.»
Pelo menos, nada comparável ao flagelo ateísta, responsável por tantas não-idas à missa. Absolutamente dramático. E ainda há quem se preocupe com a fome em África ou o abuso de crianças, é preciso ter lata realmente!

Ilustremos então este drama, para que ninguém duvide da sua gravidade, com a blasfema mensagem de Natal do RAP:

domingo, dezembro 23, 2007

Conversões de natal a preço de saldo

Antony Flew, um nome que provavelmente nunca ouviu antes, era, de acordo com o subtítulo do seu último livro, "the world’s most notorious atheist". O título é "There Is a God" (Deus Existe) e foi escrito a meias com o religioso indo-americano Roy Abraham Varghese, Flew é britânico. A questão da nacionalidade não é um pormenor neste caso, já que é curioso constatar o inglês americanizado com que Flew defende a existência de Deus na "sua parte" do livro - Anthony Gottlieb escreve mesmo no New York Times que Flew além de crente parece ter-se tornado americano. Vale a pena ler a crítica completa de Gottlieb - irónico não é? Gottlieb ("Amor de Deus" em alemão) não se deixou convencer por esta conversão.

Convém ainda salientar que Flew, que surge como o "mais notável ateísta" depois de deixar de o ser, sempre teve uma postura muito aberta à ideia religiosa, o seu princípio era presumir o ateísmo até que Deus se evidenciasse. Um princípio sensato sem dúvida, resta saber é se foi sensata a análise da evidência divina entretanto encontrada.

Uma boa deixa para passarmos para a mais badalada conversão da época, não uma mera conversão a um "Deus indefinido" (Flew diz rejeitar as noções muçulmanas ou cristãs de Deus), mas uma conversão a uma organização religiosa com crendices muito específicas e detalhadas, de gravidezes virgens a santidades papais. Falo, é claro, de Tony Blair, o mesmo que no ano passado garantiu ter rezado a Deus para se decidir quanto à Invasão do Iraque - excelentes evidências divinas terá encontrado Blair na resposta. O Iraque é uma festa.

E o Vaticano também, que rejubila com tão notável convertido. Valham-nos as beatas para porem os pontos nos ii. Ann Widdecombe, conservadora britânica convertida em 1993 ao catolicismo, lembra que o histórico de Blair na Casa dos Comuns não é nada favorável à ICAR, basta ver o seu voto em assuntos como o aborto - ou a orientação sexual, acrescento eu. Terá mudado ele de ideias agora? - dispara Widdecombe. Não é provável, já que a sua conversão estava há muito prevista, como informa a BBC. A crença que tinha, a crença que tem - ou seja, ou é mais frágil que o que parece ou não é suficientemente forte para influenciar o seu posicionamento político. Excepto, é claro, em relação à invasão do Iraque, divinamente inspirada. Seja como for, poucas razões para o Vaticano rejubilar.

Disse "poucas"? É ainda menos do que isso, termina assim o artigo da BBC: «Estimativas do número de idas à igreja em 2006, baseadas em números de anos anteriores, revela que 861,800 católicos assistiram à missa todos os domingos, enquanto que os anglicanos que o fizeram foram 852,500.» Para a BBC o facto do número de católicos praticantes ultrapassar o número de anglicanos parece ser o dado relevante destes números. Mas a mim parece que não chegar a 2 milhões o número de praticantes das duas principais igrejas do Reino Unido é, isso sim, o dado a assinalar. 60,2 milhões é o número de habitantes das ilhas, ainda de acordo com a BBC. Mas as notícias são sobre o sr. Blair (que até já ia à missa antes). Bem, pode ser que o sr. Flew se decida a ir um dia destes... sempre seria mais um.

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Fónix: a reacção do Vaticano ao "A bússola dourada"


E eu que nem estava nada virado para o ir ver, cheirava-me a senhores dos anéis, afinal lá terei que ir... Ter a Nicole era meio caminho, o Vaticano dizer fónix é o meio que faltava.

Site oficial aqui, trailer legendado acolá e o livro além.

segunda-feira, outubro 15, 2007

Maldições ibéricas

Dois belíssimos cartoones de Manel Fontdevila, cartoonista do novo diário espanhol Público. Referem-se ambos à recente beatificação em massa de "498 mártires espanhóis do séc. XX" pelo Vaticano. A beatificação veio mesmo a calhar para manchar a aprovação, pela esquerda, da lei da memória histórica, que entre outras coisas se propõe limpar Espanha da simbologia fascista que persiste. Os demoradíssimos e rigorosíssimos processos de canonização podem portanto sofrer fortes acelaradelas se tal for politicamente conveniente. Pelo meio ficaram esquecidos 16 religiosos bascos, mortos pelas tropas franquistas. Azarinho.

Não seria contudo difícil adaptar estes cartoones à actualidade portuguesa. No primeiro coloque-se Sócrates em vez de Zapatero a dizer: "E agora, deixam que outras religiões possam prestar assistência espiritual nos hospitais públicos?". E no segundo, um busto de Salazar em vez de Franco, a perguntar pelo atraso na canonização da Lúcia e com o cardeal a responder satisfeito: "É só para que saia primeiro a sua!".

sábado, outubro 13, 2007

Estrangeiro tenta instigar católicos portugueses à rebelião

«O cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, apelou hoje [em Fátima] à "rebelião" dos cristãos face aos "senhores destes tempos" que exigem o silêncio dos cristãos "invocando imperativos de uma sociedade aberta". (...)

Na sua homilia, o cardeal Tarcisio Bertone alertou para o facto de, nos tempos de hoje, muitos imaginarem "que a vitória depende essencialmente do talento, da habilidade, do valor dos que escrevem nos jornais, dos que falam nas reuniões, dos que têm um papel mais visível e que seria suficiente animar e aplaudir estes chefes como se anima e aplaude os jogadores no estádio".

"Não existe erro mais temível e desastroso!", disse o "número dois" do Vaticano, acrescentando que "se os soldados algum dia chegassem a pensar que a vitória já não dependia deles, mas somente do Estado-Maior, esse exército marcharia de desastre em desastre".»
Por certo a alternativa democrática, a igreja formar finalmente um partido político e sujeitar-se ao voto popular, nem lhe passou pela cabeça. É mais fácil fazer inconsequentes apelos a golpes de estado em países estrangeiros. Tão ridículos que nem serão acusados de traição à pátria, instigação da desordem social e essas coisas... Até passam horas na TV pública para adormecer velhinhos e são bovinamente citados em jornalecos da praça, ou melhor, prado.

Tanta bandeirinha hasteada em tempos de bola, e tão pouco brio quando vêm fazer pouco da nossa independência dentro de portas. Enfim, ainda as consequências dos 40 anos de espera que o Vaticano reconhecesse o reino, para o dar como independente... e vassalo da Igreja de Roma.

quarta-feira, outubro 10, 2007

Bentinho 16 já tem rival

Arf arf ou o poder de sedução de uma longa capa vermrrrr... encarnada. O cardeal espanhol Antonio Cañizares não o faz por menos, e ordenou dois novos padrecos (yep, ainda se fabricam) seguindo os ritos anteriores ao Vaticano II, quando a igreja não era apenas fascista, mas também muito mais rococó. Aguardo ansioso a resposta de Bentinho a este avanço nas tendências Outono/Inverno para clérigos.

domingo, setembro 30, 2007

4.000.000.000 €

É quanto se escapa anualmente dos cofres do estado da república italiana para os cofres da seita das sotainas. A religião é, e sempre foi, antes de qualquer outra coisa, um negócio fabuloso. As contas são do La Repubblica, contas que por cá nenhum jornal ousaria fazer - aliás, aparentemente nem jornais que noticiem as de Itália!

Tal como não parecem muito dispostos a noticiar outra polémica actual no país da bota, João Paulo 2.º segundo terá recusado livre e conscientemente os cuidados médicos que lhe prolongariam a vida, cometendo dessa forma e perante passividade médica, o suicídio, tão condenado por si e pela sua igreja ao longo de toda a vida. Apesar disso teve um enterro católico, cerimónia ainda hoje muitas vezes recusada a outros suicidas dessa igreja, sobretudo os mais pobres.

quinta-feira, agosto 30, 2007

Radio Vaticana antecipa o futuro?

Um belo exemplo do perigo que paira sobre a língua. O futuro pode ser isto. Nacionalismos tontos e complexos coloniais à parte, isto interessa a quem exactamente? Talvez aos tradutores entre as duas versões da Radio Vaticana... e aspirantes a empregos semelhantes. Fora esses, não vejo a quem.

Já agora, a divisão linguística não era suposto ser uma maldição divina sobre a humanidade? Porque a alimenta a Radio Vaticana? Isto anda tudo ligado...

[Tradução brasileira: Um belo exemplo do perigo que paira sobre a língua. O futuro pode ser isso. Nacionalismos idiotas e complexos coloniais à parte, isso interessa a quem exatamente? Talvez aos tradutores entre as duas versões da Radio Vaticana... e aspirantes a empregos semelhantes. Fora esses, não estou vendo quem mais.

A propósito, a divisão linguística não era uma suposta maldição divina sobre a humanidade? Porque é alimentada pela Radio Vaticana? Isso anda tudo ligado...
]

quinta-feira, julho 12, 2007

Miss Kitty censurada, Getafe resiste e Sócrates, que fará?

Bento 16 nunca pareceu tão disponível para amar, como Jesus mandava de resto. Chama-se "Miss Kitty" a obra que acabou por ser censurada em Milão, por pressões do Vaticano.


Já o anúncio do Getafe C.F. continua a passar na TV, por muito que isso desagrade às sotainas locais.

Agora só não sabemos se Sócrates será mais uma Miss Kitty ou pelo contrário, não põe nada à frente dos interesses da República, como fazem os adeptos do Getafe com o seu clube.

quarta-feira, julho 11, 2007

Quem tem medo de referendar a Concordata?

Muita gente tem pedido com insistência um referendo sobre o novo tratado da UE. Eu não tenho muita vontade de dar para esse peditório, pelo simples facto de que me custa vislumbrar um novo tratado sequer, e se mesmo que nasça outros países se oferecem para chumba-lo em referendo, parece-me sensato pouparmos essa despesa. Mas já que, salvo erro, a lei foi alterada para permitir o referendo a tratados internacionais, porque não fazer um sobre a Concordata? Não será justo que o eleitorado português tenha algo a dizer sobre os acordos entre o seu (supostamente laico) Estado e micro-teocracias? Acordos que concedem todo o tipo de benesses a essas ditaduras estrangeiras, sem que se vejam mais-valias para o Estado? Quem não quer que o povo se pronuncie? Que a sociedade possa mostrar o real valor da ICAR?

REFERENDO À CONCORDATA JÁ!

quinta-feira, junho 14, 2007

Sinais do amor de deus?

O salazarismo nunca boicotaram

«O Vaticano exortou esta quarta-feira os católicos a retirarem o seu apoio financeiro à Amnistia Internacional (AI) devido ao recente compromisso da organização de defesa dos direitos humanos em prol da despenalização do aborto.

Um comunicado do Conselho Pontifical Justiça e Paz, órgão do Vaticano, anunciou mesmo «a suspensão das contribuições financeiras» da igreja católica à Amnistia. (...)

A Amnistia decidiu, em Abril, ocupar-se das questões relativas ao aborto, «na medida em que estão directamente relacionadas com a sua acção pelo direito à saúde e contra a violência exercida sobre as mulheres», segundo Riccardo Noury.

A ONG preocupa-se particularmente com o destino das mulheres vítimas de violações, incesto ou cuja vida é posta em perigo por uma gravidez. Contudo, não fará campanha global a favor da legalização do aborto, precisou.»

Quem quiser tornar-se sócio da secção portuguesa da Amnistia Internacional deve seguir este link. Recordo que a Amnistia foi fundada em 1961 pelo advogado britânico Peter Benenson, a partir de uma campanha contra a prisão pelo regime salazarista de 6 estudantes portugueses, que cometeram o "crime" de brindarem pela liberdade.

Actualização: A Amnistia Internacional já desmentiu a informação do Vaticano, que referia uma "suspensão das contribuições" da igreja católica à AI. Nunca a AI recebeu qualquer contribuição financeira do Vaticano ou de qualquer outra religião ou seita.

domingo, maio 13, 2007

O ódio saiu à rua em Roma

Milhares de pessoas nas ruas da capital italiana numa manifestação organizada pela direita e abençoada pelo Vaticano, contra a proposta do governo Prodi, de uma lei de uniões de facto que não discrimina casais homo ou heterossexuais (semelhante à que vigora em Portugal há quase uma década). Estas pessoas não só não querem viver em união de facto com outras, como não aceitam que outros o façam, pelas fotos percebe-se que lhes dão especial urticária os homossexuais.

Uma contra-manifestação pelo orgulho laico também saiu à rua, porque também há italianos que acham que as leis do estado devem ser decididas pelos italianos e não por ditaduras teocráticas que parasitam no seu seio, e respeitando a separação entre o estado e a igreja.

Enquanto isso no Brasil, Bento 16 assegurava que o tesouro da igreja é a fé e não a ideologia política. Não há limites para a hipocrisia.