domingo, junho 06, 2010
quarta-feira, dezembro 24, 2008
É natal, branqueie-se o ódio
O branqueamento feito pelo Público vai ao ponto de publicar esta delirante frase: «Na semana passada, o Vaticano pediu a todos os Estados que eliminassem as penas criminais contra os homossexuais.» - ocultando que o Vaticano votou contra e instigou ao voto contra do documento discutido na ONU que pretendia isto mesmo.
Mas nem todo este branqueamento consegue esconder a evidência de que é esta lógica da "ordem natural" que está por trás de crimes como este.
Que B16 e seus compinchas arranjem uma consciência em 2009 é o meu voto para este natal.
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quarta-feira, dezembro 03, 2008
Antes assim que casados
«O observador permanente do Vaticano na Organização das Nações Unidas (ONU), monsenhor Celestino Migliore, afirmou nesta segunda-feira (1) que a Santa Sé é contrária ao projeto de descriminalização da homossexualidade que será proposto pela França, com o apoio da União Européia. De acordo com Migliore, o projeto fará com que alguns países sejam submetidos a “enorme pressão”. (...) Segundo o enviado do papa Bento 16, no entanto, o projeto que a França vai defender na Assembléia Geral da ONU é uma questão diferente, e que, se for adotado, criará “novas e implacáveis discriminações”. Para Migliore, “os Estados que não reconhecem a união entre pessoas do mesmo sexo como ‘casamento’ serão submetidos a pressões internacionais”.»Pouco importará ao caso que sejam mais de 80 os países onde a homossexualidade é criminalizada (em 9 dos quais com a pena de morte) e que apenas 6 reconheçam o casamento civil entre pessoas do mesmo (sendo que entre eles não se encontra sequer a França, promotora do documento). O ódio, a paranóia e a maldade dos membros desta seita nunca conheceram limites...
Actualização: Até o insuspeito La Stampa considera grotesca a motivação da igreja em colocar-se ao lado de países como o Irão ou a Arábia Saudita, contra uma proposta que recolhe unanimidade na União Europeia. Como lembra Michael Jones, o mau gosto ou requinte de crueldade da igreja vai ao ponto de ter apresentado estas declarações no dia mundial de luta contra a sida, a tal luta que tem na criminalização da homossexualidade um dos seus maiores inimigos.
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quinta-feira, março 13, 2008
Parlamento Europeu tenta salvar Medhi Kazemi
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quarta-feira, fevereiro 27, 2008
O Dia Europeu contra a pena de morte é só a 10 de Outubro
«Seyed Medhi Kazemi, um estudante homossexual iraniano de 19 anos que pediu sem êxito asilo político ao Reino Unido, esperava ontem em Roterdão ser devolvido a Londres depois de ter tentado obter, também em vão, asilo na Holanda. O jovem, cujo o pedido de asilo foi rejeitado por Londres, que pretende deporta-lo para o Irão, teme pela sua vida se regressar ao seu país. O seu namorado desde os 15 anos, com o nome de Parham, foi ali executado em Abril de 2006, acusado de sodomia, e a polícia iraniana tem uma órdem de prisão em seu nome para o levar a julgamento. O problema é que Medhi requereu asilo pelo mesmo motivo a dois países da UE, o que não é permitido pela Convenção de Dublin.»Nota, o rapaz da foto não é Seyed Medhi Kazemi, mas um dos dois adolescentes enforcados no Irão em 2005, cuja execução ficou conhecida por excepcionalmente ter sido fotografada. No final da notícia linkada é dito que activistas italianos contactaram a UE e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os refugiados (se bem se lembram o comissário é António Guterres), coisa que qualquer um de nós pode fazer a título individual, é só clicar nos links.
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terça-feira, novembro 27, 2007
Entretanto em Alcácer-Quibir, um sinal de D. Sebastião
«Una supuesta boda homosexual en Alcazarquivir, (norte de Marruecos), inmortalizada en un vídeo realizado con un móvil que desde hace días se puede ver en Internet, ha soliviantado a los islamistas y provocado la detención de seis personas, informó ayer la agencia oficial de noticias marroquí MAP.Mas Marrocos fica onde mesmo? No fim do mundo por certo, vá, voltemos à Venezuela e ao Zimbábue, tão mais próximos.
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11:26 da tarde
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sexta-feira, junho 01, 2007
Homofobia de Leste
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segunda-feira, maio 28, 2007
O Nobel da Paz para Peter Tatchtell sff
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sábado, fevereiro 24, 2007
Declarações de Bruxelas
2) Uma declaração pelos valores europeus de tolerância, abertura e diversidade (em oposição a uma declaração chauvinista e discriminatória, engendrada por Angela Merkel e Joseph Ratzinger) para celebrar da melhor maneira os 50 anos do Tratado de Roma. Esta pode ser assinada directamente por ti.
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quarta-feira, dezembro 20, 2006
Do 8 ao 80
«O juiz Pedro Albergaria reconhece no entanto que a violência entre homossexuais tem expressões tenebrosas.Não é nada disso que diz o juiz, o que ele diz é que a violência contra os homossexuais tem expressões tenebrosas. É praticamente a única coisa acertada que diz e logo vem a SIC distorcer as coisas... A citação correcta:
A ILGA diz o mesmo e lembra que a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima já recebeu várias queixas referentes a casais do mesmo sexo.»
«Em quarto lugar, e contíguo ao que acabei de afirmar, estou certo que a violência sobre os homossexuais assume, entre nós como em outras latitudes, expressões bem tenebrosas e não menos sinistras. É bem conhecida a realidade urbana de grupúsculos de delinquentes, geralmente adolescentes, que não arranja outro modo de afirmar a sua masculinidade que não seja através da sistemática agressão sobre quem escolheu uma orientação sexual diferente da sua.»"Escolheu uma orientação sexual" é que é mais giro do que acertado. Quando é que o sr. Albergaria escolheu ser hetero? E porquê? Que prós e contras pesaram na sua decisão? Morro de curiosidade...
Entretanto têm saído muitas notícias sobre esta polémica, felizmente em geral mais rigorosas que a da SIC on-line, é ver no Google News e estar atento aos telejornais que também devem falar no caso.
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sexta-feira, novembro 10, 2006
Com a benção do Vaticano
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quarta-feira, novembro 08, 2006
Coisas que não merecem a condenação ou censura do Vaticano
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sexta-feira, outubro 27, 2006
Nicarágua, o paraíso pró-vida na terra

«Depois de semanas de debates, o Congresso da Nicarágua aprovou nesta quinta-feira uma lei que proíbe todo tipo de aborto. Estão incluídos na proibição até os casos em que a gravidez decorre de violência sexual ou em que a vida da mãe corre perigo.Ah, e não se deixem enganar pelo arco-íris do brasão de armas nicaraguano, a homossexualidade também é ilegal. Das Neves, Teté, Pegado, esperais o quê? Nicarágua já!
O projeto de lei foi aprovado por 59 votos a favor e nenhum contra. Sete deputados se abstiveram de votar, e outros 29 não compareceram à sessão.»
«Estima-se que anualmente se façam cerca de 32.000 abortos clandestinos na Nicarágua sem quaisquer condições de segurança ou salubridade, enquanto foram levados a cabo somente 24 abortos legalmente autorizados nos últimos três anos, incluindo o de uma menina de 9 anos que tinha sido violada em 2003 mas que, segundo a nova lei, não poderia agora abortar.»
PS: Também era giro fazer um badge pró-escolha a partir do brasão nicaraguano, substituindo as inscrições actuais por algo como "Porque não estamos na Nicarágua - Voto Sim". Percebesse eu alguma coisa de photoshops e afins...
PPS: Obrigadíssimo à Shyznogud e ao Jonas, era exactamente isto que queria:

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segunda-feira, setembro 18, 2006
E o que tem a dizer a administração dos Armazéns do Chiado?
As agressões ao Tiago e amigo ocorreram mesmo às portas destes armazéns, local para onde se dirigiram os agressores depois do crime. Parece-me que há uma série de questões a colocar à administração. A julgar pela ilustração do seu site, estão bem cientes da importância do pink money no seu negócio. É bom que se preocupem também com a segurança e integridade física da pink people. Podem pedir-se esclarecimentos sobre tudo isto directamente no site ou por e-mail.
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Violência homofóbica no Chiado
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sábado, setembro 02, 2006
Por falar em Parlamento Europeu
«Numa declaração de voto apresentada por escrito, o Vice-Presidente português do Parlamento Europeu, Manuel António dos SANTOS (PSE), explicou que, apesar de considerar muito positivo o essencial do conteúdo da resolução e de achar que é politicamente oportuna, não votou a favor. "As objecções – abstive-me – centram-se exclusivamente na introdução de uma referência a um caso português que, supostamente, indiciaria a existência de uma forte cultura homofóbica em Portugal. O chamado caso Gisberta, ocorrido no Porto, é apenas um acto de delinquência juvenil julgado como tal pela sociedade portuguesa e tratado correctamente pelas autoridades judiciais. Não existe, portanto, qualquer razão para que este caso integre uma resolução deste teor e tanta importância", declarou o deputado.»Ou seja, boas notícias, não existe "uma forte cultura homofóbica" em Portugal (até porque Viseu fica em Espanha e a Madeira é independente). De tal forma não existente que nem vale a pena o Vice-Presidente português do Parlamento Europeu, eleito pelo Partido Socialista, se ralar com o assunto, ou melhor, o não-assunto. No fundo a justificação dada por dos Santos, para a sua abstenção, apenas se distingue das justificações da extrema-direita polaca, para os seus votos contra, no tom usado, a argumentação e o incómodo são em tudo semelhantes. Já se pensarmos na direita finlandesa, em flexão no post anterior, encontramos um discurso bem diferente. Oiçam o que disse Alexander Stubb no dia 17 de Maio, Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia. Ou seja, o eurodeputado português de maior relevo no Parlamento (é Vice!), foi eleito pelo PS, mas nestas coisas de gays e mai' não sei o quê está mais próximo dos fascistas polacos, que dos conservadores finlandeses. E a Gisberta nunca existiu.
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