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quinta-feira, janeiro 24, 2008

Ainda bem que já libertamos o Afeganistão, vejam como era por lá

quarta-feira, março 21, 2007

Não dói se fores muçulmana

«He beat her and threatened her with murder. But because husband and wife were both from Morocco, a German divorce court judge saw no cause for alarm. It's a religion thing, she argued.» [Ele bateu-lhe e ameaçou assassina-la. Mas como marido e esposa eram ambos de Marrocos, uma juíza de divórcios alemã achou não haver sinal para alarme. É uma questão religiosa, argumentou.]
Mas a Alemanha apesar de tudo não é Portugal (que ninguém traduza as sentenças portuguesas para alemão ou ainda lixam alguma emigrante lusa!) e a juíza foi afastada do caso e poderá ainda sofrer sanções. Haja tino. Lê-se ainda no Spiegel «The case seems simply too strange to be true» [O caso parece simplesmente demasiado bizarro para ser real], a Leste de Portugal, mesmo.

sábado, março 10, 2007

Quando é que o Cavaco começa a dedicar os domingos à cura do cancro?

Yahya Jammeh, presidente da Gâmbia (pequeno país do Oeste Africano, cercado pelo Senegal), garante ter em mãos a cura para doenças como a SIDA ou a asma. O tratamento, que inclui o manuseio do Corão, já convenceu alguns dos cerca de 20.000 gambianos infectados pelo HIV, isto mesmo sendo exigência do mesmo o abandono da medicação recomendada internacionalmente. Só há um pequeno senão, o tratamento só funciona às quintas-feiras. Sextas e sábados são os dias para a cura da asma.

Tudo isto seria para rir, se as consequências não fossem para chorar. Fadzai Gwaradzimba, responsável pelas operações da ONU no país, recebeu um prazo de 48 horas para o abandonar, depois de ter declarado a sua preocupação pelos efeitos que este anúncio de "cura divina" poderia ter na propagação do vírus. A "justificação" do presidente pode ser lida no site oficial. Sim, é mesmo o site oficial.

sábado, setembro 16, 2006

Zangaram-se as comadres

O bom do Bento achou que estava a falar de gays, assunto em que pode e chafurda abundantemente sem que ninguém se ofenda ou o mande calar, a começar pelos milhões de gays que fazem parte do clero católico, e ainda mais alguns milhões de lésbicas que ficam à porta. Não estava. Estava a falar com gente da sua laia, e com gente dessa é preciso muito cuidadinho. Ou não, dependendo das intenções.

Aquando da polémica dos cartoons Made in Denmark, Bentinho não hesitou em colocar-se ao lado dos que agora lhe exigem desculpas. Isto é, líderes fundamentalistas islâmicos com mais influência nos seus bairros e freguesias, que o Bento em todo o mundo católico. Mas amizades de ocasião duram pouco.

E a Bento restam agora duas alternativas. Pedir desculpas, deixando irados os seus maiores apoiantes, a extrema-direita. Ou não fazê-lo, sendo combustível para a "guerra das civilizações", regozijando os seus apoiantes de sempre e os seus novos inimigos, que há muito anseiam por tal coisa.

Aguardo curioso.

Quanto às declarações que originaram tudo isto, eram obviamente tretas p'ra beato ver. Se algo novo trouxe o Islão, foram as moscas...