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sexta-feira, junho 29, 2007

Quando se lembrarem de atacar os erros ortográficos é que vai ser


As estórias bizarras sobre actuações da ASAE somam-se. Esta é uma das últimas, outra é a do café que teve que pagar uma multa de não-sei-quantos euros por vender 7up em lata sem a lista de ingredientes escrita em português. A obrigatoriedade da tradução parece-me bem, mas não seria essa uma obrigação do importador/distribuidor?

quinta-feira, março 08, 2007

A burocracia mata (mesmo)

Ainda ontem tinha visto esta belíssima campanha brasileira a denunciar o efeito devastador que a burocracia e lentidão da justiça tem na natureza, quando hoje dou de caras com esta notícia do Destak:

Cadê o simplex?

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

The new citizen card

Já li várias críticas a este novo cartão, receios por concentrar tanta informação num só bocado de plástico, medo de um "estado big brother"... A mim calha-me, o bilhete de identidade é demasiado grande para o comum das carteiras, e ainda por cima substitui também o cartão de contribuinte (demasiado frágil), o de eleitor (que não anda na carteira pelo pouco uso e depois é um martírio para o achar) e o da saúde. O que acho curioso é ainda ninguém ter criticado o facto do inglês ser usado exactamente ao mesmo nível que o português, no dito cartão.

Todos os dizeres em português encontram-se também em inglês, e no mesmo tamanho. Apenas a ordem e o não-itálico poderão dar algum destaque à língua portuguesa. Já o nome do cidadão é apresentado à inglesa. E entretanto o francês, presente no BI, foi à vida. O "República Portuguesa" mantém-se, mas perde destaque para o bilingue "Portugal". É precisamente nesse ponto que no cartão estoniano é preservada a valorização simbólica da língua nacional. Já o espanhol se limita, aparentemente, ao espanhol - e catalão, basco ou galego parecem valer tanto quanto o mirandês por cá.

Mas não me estou a queixar da presença da língua franca no dito cartão, só acho estranho que ninguém o faça... Curiosamente o cartão europeu de seguro de doença, para usar exclusivamente fora de Portugal, é exclusivamente em português (naturalmente os emitidos noutros estados, e que podem ser usados por cá, são nas respectivas línguas nacionais).