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terça-feira, junho 26, 2007

Desnorte

O Prós & Contras de ontem foi um bom exemplo do caos que graça pelo Norte. Desde logo não se percebia sobre que era o debate, a baixa moribunda do Porto? a área metropolitana? o eixo Braga-Aveiro? todo o Norte? ou o Noroeste Peninsular? Naturalmente Fátima Campos Ferreira em nada ajudou ao esclarecimento do que quer que fosse. Com os clichés e graçolas habituais lá foi sacando bitaites sobre temas aleatórios aos seus convidados, capitalistas e o autarca dos Aliados. E isto, por si só, diz muito. Na hora de entrevistar os líderes regionais sobram empresários e faltam políticos. O autarca dos Aliados nem sequer gere o município mais populoso da região, pelo que escolhê-lo a ele especificamente como "líder nortenho" não faz qualquer sentido. O Norte está ingovernável, e está-o por não ter governo. É assim simples. Atente-se à intervenção de Emílio Touriño (a quem a Fátinha não resistiu tratar por "Don"... enfim), presidente da Junta da Galiza, sem dúvida a intervenção da noite.

sábado, abril 14, 2007

Cooperação Galiza-Norte de Portugal

Porque nem só de "terrorismo" vivem as relações Minho-Douro-Trás-os-Montes-Galiza (sim, o DN já é o novo CM), vale a pena registar uma série de boas notícias que esta semana surgiram. Da ideia da criação de hospitais conjuntos, à candidatura à UNESCO do parque transfronteiriço Xurês-Gerês para que seja reconhecido como "Reserva Internacional da Biosfera", ou ao programa especial que a RTP e a TVG preparam sobre Zeca Afonso a transmitir já no 25 de Abril. Mas como fica claro na entrevista que Emílio Pérez Touriño concede hoje ao JN, as relações continuarão mancas do lado de cá enquanto o Norte não for uma região administrativa de pleno direito. É tudo bastante óbvio, mas insistimos em não querer ver...

terça-feira, agosto 29, 2006

Devolvam a independência a Couto Misto!

Couto Misto (ou Couto Mixto, em galego) é uma antiga república situada entre a Galiza e Portugal, e que foi independente entre os séculos XII e XIX. Esta desconocida y pequeña Andorra, como lhe chama o El País, tinha vários privilégios que a tornavam efectivamente independente de Portugal e de Espanha. Por exemplo, os habitantes não necessitavam de licença de porte de arma e não eram obrigados a ingressar qualquer exército, nem mesmo em tempo de guerra. Um juiz com poderes administrativos, governativos e judiciais era eleito e auxiliado por três homens-bons, representando cada uma das três aldeias que constituem o país: Rubiás, Meaus e Santiago. Tudo isto terminou com o Tratado de Lisboa em 1864, que definiu aquele território como pertença do Reino de Espanha.

Actualmente existem algumas iniciativas para recuperar a memória e história deste lugar - todas elas do lado de lá da fronteira. E que têm tido algum eco na imprensa do (actual) único estado vizinho - além do El País, ver também este artigo do La Voz de Galicia. Existe ainda uma Asociación de Veciños do Couto Mixto. Mas não parece haver qualquer iniciativa que vise devolver a independência ao Couto. Terão as gentes e políticos das cercanias (Montalegre p. ex.) noção das potencialidades turísticas que um micro-estado traria para toda aquela região? E com o devido reconhecimento internacional, para todo o Noroeste Peninsular? €uros, senhores, muitos €uros a saltitar! Ainda mais se se consegue um acordo com o Banco Central Europeu semelhante aos que conseguiram o Vaticano, Mónaco e São Marino. Estão à espera de quê? Independência para Couto Misto já!