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sábado, fevereiro 23, 2008

Pior do que o avião que se recusou a cair

Só mesmo o destaque dado ontem ao "relatório SEDES". Dei-lhe uma vista de olhos e que diz lá que não digam umas 20 colunas de opinião todos os dias na imprensa? E...? E isso acrescenta exactamente o quê? A CGTP que abra os olhos, a cena agora não é com greves gerais que se consegue, é com banalíssimos relatórios alarmistas/populistas qb.

Já era tempo de acabar o discurso da crise e da tanga e da palermice. Sobretudo porque o discurso vem continuamente de quem não tem qualquer motivo para queixumes... é sobretudo isso que irrita. Apesar das televisões terem vindo a ampliar exponencialmente o tempo de antena para as "notícias de bairro", e quase não passam disso, a verdade é que cada vez menos a opinião publicada é representativa da opinião pública. Só nos jornais se lêem coisas sobre a "crise do regime", só lá se vêem choradinhos pelo regicídio ou um "Viva o Rei!" no abjecto cabeçalho do abjecto Público, o pasquim-mor da imprensa alienada que temos.

Mas então lá vem a SEDES, com o seu "relatório-bomba" e bovinamente corre tudo atrás. Os mesmos que não se dão nunca ao trabalho de investigarem o que é a tal crise de que tanto se fala, onde está, porquê, como e quando. Sobretudo ONDE! É que o "onde" é uma das chaves desta crise. E os dados estão aí para o jornalista que os quiser apanhar. Vejam onde está o desemprego, onde estão os baixos salários, de onde sai a emigração, onde estão os baixos impostos e onde está o investimento público. Dica, experimentem por exemplo reduzir o país à Lusitânia, excluindo portanto o Norte, e vejam se a crise é assim tão má. Mas não se fiquem pelas NUTS II, vejam também as III e os concelhos. Enfim, façam as contas, encontrem os contrastes e mostrem dados a sério, factos, números, e não meras vacuidades sequiosas e sentimentos "difusos". Desde já obrigadinho.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Nem aterragem, nem descolagem, nem ejecção

«A Universidade do Porto, que tinha avançado com o pedido de instalação do primeiro centro público de colheita de espermatozóides e ovócitos, desiste do projecto - a não ser que haja uma declaração de interesse por parte dos responsáveis do Estado.»
Podemos esperar sentados. No dia em que o estado decida dar umas gotitas de atenção ao assunto, na mais optimista das hipóteses isso significará a criação de um banco de esperma em Lisboa... Só nos resta mesmo emigrar, e de camioneta que de avião também não deixam.

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Desnorte

Qual será a região mais pobre da península e adjacências? Será aquela que tem uma taxa de IVA reduzida (12%)? Será a que oferece subsídios para voar para fora da dita? Será a que tem um governo regional próprio e votou contra essa possibilidade nas restantes regiões do seu estado? Não, nada disso. No actual regime de "1 país 2 sistemas" compensa ser "colonizado", e quem se lixa é o "berço da nação"...

Muito mais informações e comparações no último "A Península Ibérica em números".

terça-feira, outubro 09, 2007

Semear o Outono

O Outono está a chegar mas nota-se pouco. Ironicamente é até nas cidades onde mais facilmente se topam cenários outonais, parques repletos de folhas caídas. Já nos bosques minhoto-durienses é o domínio quase exclusivo dos sempre verdes (mas pouco) eucaliptos, acácias e pinheiros. Reflorestar com árvores de folha caduca urge! Este guia da Universidade de Vigo (também em inglês) é um bom começo para quem se quiser lançar na tarefa, está especialmente vocacionado para grupos que queiram semear em baldios ardidos, por exemplo. Este outro, inglês, explica como semea-las em vasos e só depois de germinarem e crescerem as transplantar para o terreno - provavelmente o ideal para quem tenha algum, pouco, terreno disponível. É possível que se encontre on-line material português semelhante, mas eu não achei. A altura para recolher as sementes (não só de carvalhos, mas também castanheiros ou bétulas (bidoeiros)) começa agora, por isso mãos à obra. Quem quiser integrar um grande projecto já em marcha creio que se pode juntar à campanha 1 milhão de carvalhos para a Serra da Estrela.

terça-feira, outubro 02, 2007

Diga-se o que se disser, o mirandês entende-se muito melhor que o madeirense, seja falado ou escrito



Algumas notas, à tampa das panelas no Norte (e não apenas no Porto) chamam-se "testos" e não "textos" como se lê na reportagem. Do mesmo modo "malga" não se limita a Trás-os-Montes, mas é usado também no Minho e Douro, pelo menos. O mesmo para o aloquete, que arriscaria dizer ouvir-se em sítios tão longínquos como Aveiro ou Viseu, e algo muito parecido em Roma, que é onde esta coisa toda começou. Cajado, que não é exactamente sinónimo de bengala, é usado no Norte, Centro, e provavelmente no resto do país desde que haja pastores, além do Brasil. Curioso como a SIC não foi capaz de encontrar regionalismos lisboetas...

terça-feira, junho 26, 2007

Desnorte

O Prós & Contras de ontem foi um bom exemplo do caos que graça pelo Norte. Desde logo não se percebia sobre que era o debate, a baixa moribunda do Porto? a área metropolitana? o eixo Braga-Aveiro? todo o Norte? ou o Noroeste Peninsular? Naturalmente Fátima Campos Ferreira em nada ajudou ao esclarecimento do que quer que fosse. Com os clichés e graçolas habituais lá foi sacando bitaites sobre temas aleatórios aos seus convidados, capitalistas e o autarca dos Aliados. E isto, por si só, diz muito. Na hora de entrevistar os líderes regionais sobram empresários e faltam políticos. O autarca dos Aliados nem sequer gere o município mais populoso da região, pelo que escolhê-lo a ele especificamente como "líder nortenho" não faz qualquer sentido. O Norte está ingovernável, e está-o por não ter governo. É assim simples. Atente-se à intervenção de Emílio Touriño (a quem a Fátinha não resistiu tratar por "Don"... enfim), presidente da Junta da Galiza, sem dúvida a intervenção da noite.

sábado, junho 23, 2007

Tod@s à realeza

Que é como quem diz Príncipe Real às 16h30 e Terreiro do Paço a partir das 18h, na capital do Império. Solta a rainha que há em ti, sejas lésbica, gay, bi, trans, hetero ou mesmo daquelas pessoas que acreditam que as faz parecer mais inteligentes e interessantes dizerem que "não gostam de rótulos" (dica: não resulta). Enfim, a festa é mesmo para tod@s, divirtam-se!

quinta-feira, maio 03, 2007

Norte: a crise nunca bateu tão fundo

Excelente o dossiê que o Jornal de Notícias publicou ontem e continuará a explorar. Depois do nacional-populismo ("vão retalhar o país"-"querem é mais tachos para os políticos") ter condenado a regionalização em 1998, quase 10 anos depois já quase toda a gente percebeu o erro.

sábado, abril 14, 2007

Cooperação Galiza-Norte de Portugal

Porque nem só de "terrorismo" vivem as relações Minho-Douro-Trás-os-Montes-Galiza (sim, o DN já é o novo CM), vale a pena registar uma série de boas notícias que esta semana surgiram. Da ideia da criação de hospitais conjuntos, à candidatura à UNESCO do parque transfronteiriço Xurês-Gerês para que seja reconhecido como "Reserva Internacional da Biosfera", ou ao programa especial que a RTP e a TVG preparam sobre Zeca Afonso a transmitir já no 25 de Abril. Mas como fica claro na entrevista que Emílio Pérez Touriño concede hoje ao JN, as relações continuarão mancas do lado de cá enquanto o Norte não for uma região administrativa de pleno direito. É tudo bastante óbvio, mas insistimos em não querer ver...