Mostrar mensagens com a etiqueta ódio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ódio. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, dezembro 24, 2008

É natal, branqueie-se o ódio

O dossier de hoje do Público sobre o discurso de ódio de Bento 16 contra os homossexuais não é mais que um branqueamento do dito ódio. O tom com que foi escrito tenta passar a imagem de um Bento 16 teórico inofensivo versus agressivos activistas homossexuais. Os mesmos que afinal não tiveram direito a opinar no jornal, que reproduz o discurso do papa, publica o artigo de um padre que tudo subscreve e ainda um outro que acusa os activistas gays de quererem limitar a liberdade de expressão papal. Os tais activistas que nada puderam dizer nas páginas do jornal, pelos vistos compete-lhes apenas calarem enquanto são insultados.

O branqueamento feito pelo Público vai ao ponto de publicar esta delirante frase: «Na semana passada, o Vaticano pediu a todos os Estados que eliminassem as penas criminais contra os homossexuais.» - ocultando que o Vaticano votou contra e instigou ao voto contra do documento discutido na ONU que pretendia isto mesmo.

Mas nem todo este branqueamento consegue esconder a evidência de que é esta lógica da "ordem natural" que está por trás de crimes como este.

Que B16 e seus compinchas arranjem uma consciência em 2009 é o meu voto para este natal.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Antes assim que casados

Adolescentes iranianos enforcados por "crime de práticas homossexuais".
«O observador permanente do Vaticano na Organização das Nações Unidas (ONU), monsenhor Celestino Migliore, afirmou nesta segunda-feira (1) que a Santa Sé é contrária ao projeto de descriminalização da homossexualidade que será proposto pela França, com o apoio da União Européia. De acordo com Migliore, o projeto fará com que alguns países sejam submetidos a “enorme pressão”. (...) Segundo o enviado do papa Bento 16, no entanto, o projeto que a França vai defender na Assembléia Geral da ONU é uma questão diferente, e que, se for adotado, criará “novas e implacáveis discriminações”. Para Migliore, “os Estados que não reconhecem a união entre pessoas do mesmo sexo como ‘casamento’ serão submetidos a pressões internacionais”.»
Pouco importará ao caso que sejam mais de 80 os países onde a homossexualidade é criminalizada (em 9 dos quais com a pena de morte) e que apenas 6 reconheçam o casamento civil entre pessoas do mesmo (sendo que entre eles não se encontra sequer a França, promotora do documento). O ódio, a paranóia e a maldade dos membros desta seita nunca conheceram limites...

Actualização: Até o insuspeito La Stampa considera grotesca a motivação da igreja em colocar-se ao lado de países como o Irão ou a Arábia Saudita, contra uma proposta que recolhe unanimidade na União Europeia. Como lembra Michael Jones, o mau gosto ou requinte de crueldade da igreja vai ao ponto de ter apresentado estas declarações no dia mundial de luta contra a sida, a tal luta que tem na criminalização da homossexualidade um dos seus maiores inimigos.

sábado, novembro 15, 2008

Igreja do ódio todos os dias

Vale a pena ler este artigo do The New York Times, sobre a influência decisiva do Lóbi Mormon na vitória da proposta 8 levada a referendo na Califórnia no passado dia 4. Uma igreja sem qualquer representatividade naquele estado, acabou por transformar-se na maior fonte de dinheiro para o financiamento da campanha milionária pela ilegalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Estranhos fenómenos estes. Gente que doa rios de dinheiro para dar cabo do casamentos de pessoas que nem conhecem, gente que anda de porta em porta a pregar isto mesmo, gente que treina com conselheiros de marketing os melhores discursos para esconderem o facto de que é o ódio contra gays e lésbicas que os move. Gente que usa slogans como "proposta 8 = a liberdade religiosa", "proposta 8 = liberdade de expressão" ou "proposta 8 = menos governo". A tal proposta 8 que, convém não esquecer no meio de tanta distorção, se propõe apenas e só a ilegalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia. Casamentos não meramente hipotéticos, mas milhares de casamentos efectivamente já realizados.

Falamos pois, muito provavelmente, de gente que incapaz de encarar a pobreza e infelicidade do seu próprio casamento (por vezes polígamo, será bom lembrar), se dedica a destruir o casamento dos outros. É pelo menos a única explicação razoável que encontro. Mas de uma gentinha assim não há muito como sentir pena. Desde logo deviam provar do seu próprio veneno e da lógica que defendem, "democracia = ditadura das maiorias", ou seja, para quando um referendo na Califórnia à ilegalização desta seita?

Mas antes disso espero que provem o sabor de centenas de manifestações já este sábado um pouco por todo mundo, que ao menos poderão servir para lembrar a estas mentes brilhantes que quando promovem o ódio, quando invadem lares alheios e atacam milhares de famílias californianas, é suposto levarem algum troco de volta. E de nada valem os calendários de soft porn que produzem para dar um ar mais contemporâneo ao seu medievo gangue. Da próxima vez que fores abordado na rua por uma destas duplas, manda-os foderem-se. Era o melhor que fariam, ao menos por uns minutos não se preocupariam em foder os outros.

Mais informações sobre os protestos aqui e aqui, e pelos vistos um esboço de planeamento para Portugal aqui.

PS: Se és mormon e estás a ler esta mensagem, pára já e vai-te foder.

quarta-feira, novembro 08, 2006

Coisas que não merecem a condenação ou censura do Vaticano

No comments

«O Vaticano apelou hoje à anulação do desfile do Orgulho Gay previsto para sexta-feira em Jerusalém, para não ferir "os sentimentos de milhões de crentes judeus, muçulmanos e cristãos". Num comunicado divulgado esta tarde, o Vaticano afirma que recebeu "com amargura" a organização, em Jerusalém, de "uma dessas 'manifestações da soberba homossexual'".

O Vaticano "exprime a sua mais viva desaprovação de uma iniciativa que constituirá um grave afrontamento aos sentimentos de milhões de judeus, muçulmanos e cristãos", porque a cidade tem "um carácter sagrado" e "exige que a sua convicção seja respeitada".

Na nota, a Santa Sé sublinha ainda que "o direito à liberdade de expressão é submetida a justas limitações, em particular quando o exercício desse direito ofende os sentimentos dos crentes".»