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quarta-feira, setembro 05, 2007

Antes que acabe o Verão


Via Lobby Gay.

quarta-feira, maio 23, 2007

Contra-natura, mas pró-esperma

Cueca anti-radiação, ou pró-esperma, da ISA bodywear
«A marca espanhola Zara teve que pedir desculpa aos ultra-ortodoxos judeus por ter cometido aquilo que aquela comunidade considera um grave pecado, ao misturar algodão com linho num traje masculino, conhecido como "sh'tanz". Trata-se de uma mistura que está proibida pelo judaísmo, que a encara como um pecado contra a natureza, um "híbrido".»
Mas se calhar os judeus ultra-ortodoxos deviam reequacionar a sua política sobre os "híbridos vestuários". Não só porque natura natura é andar em pelota. Mas também porque isso os proibirá de usarem as novas cuecas anti-radiação dos telemóveis, inventadas por uma marca suíça e fabricadas em Portugal, que prometem proteger a qualidade do esperma de quem as vestir mesmo na presença dos "venenosos" telemóveis, mas cujo tecido, como se não bastasse ser uma mistura de lycra e algodão, inclui ainda fios metálicos. 29,90 francos suíços, à volta de 18 euros, é pouco quando se trata de garantir a continuação da linhagem, ainda que corrompida por uma nova tolerância às misturadas anti-natura. Cor para já só preto, e ainda se aceitam voluntários para os últimos testes.

sexta-feira, março 16, 2007

Banir para ganhar


À esquerda o vídeo da canção que representará Israel em Helsínquia, "Push the button", uma resposta dos Teapacks às ameaças iranianas de "apagar Israel do mapa". Com conteúdo tão marcadamente político a canção esteve para ser banida do concurso, mas afinal vai mesmo estar ser cantada na Finlândia (semi-final).

À direita uma canção que poderia ter representado a Ucrânia em Kiev 2005 [via] mas foi banida, apesar disso a intérprete Verka Serduchka conseguiu este ano ser a seleccionada para representar aquele país. Só que já há quem a queira banir de novo (vídeo BBC), e não é pela carga política (anti-russa) da canção, é mesmo por causa da Verka.

Mas a esta altura do campeonato nenhuma destas ameaças se costuma concretizar, no fundo são óptimos golpes publicitários (sobretudo se não forem mesmo "golpes"), basta lembrar as tentativas para banir os Lordi no ano passado pelo "seu satanismo" (vídeo BBC), o grupo que depois conseguiu levar a final até Helsínquia pela primeira vez. Resumindo e concluindo, não se conseguirá arranjar um destes banimentos para a Sabrina? Sei lá, acrescentar um "paizinho" ao fim do verso, transformando a canção num hino ao incesto ou assim...

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

O que Esther Mucznick não disse

Esther Mucznick escreveu um manhosíssimo artigo no Público de hoje (o download do PDF é gratuito durante o dia). Manhoso porque pretensamente moderado, quando apenas não é claro no seu radicalismo e intenção. O curioso é que todo o artigo invoca apenas o catolicismo e países de influência cristã, quando este surge, precisamente, dias depois de, por ordem do tribunal, o ministério do interior israelita ter registado o primeiro casal homossexual como sendo um casal casado (tendo o casamento sido celebrado no Canadá). Outros casais israelitas têm processos semelhantes a decorrer em tribunal, sendo previsível que tenham igual desfecho. Estes são passos importantes no caminho para a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo em Israel, país pioneiro em matéria de direitos sexuais no Médio Oriente. Mas pelos vistos, em certas áreas, Esther Mucznick preferia que Israel fosse mais parecido com os seus vizinhos...

terça-feira, novembro 21, 2006

Casamento: uma boa e uma má notícia

Comecemos pela má. O governador do Massachusetts Mitt Romney está de saída, já que nas recentes eleições estaduais (a que ele não concorreu) saiu vencedor o democrata Deval L. Patrick, o primeiro governador negro do estado. Mas quer aproveitar os seus últimos dias à frente do único estado americano que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo para combater isso mesmo. Apesar de já várias sondagens terem mostrado que a aceitação desta lei é maioritária entre os eleitores de Massachusetts, e tem crescido desde a sua aplicação, Romney vem agora exigir um referendo. As verdadeiras razões para este estardalhaço fora de horas poderão estar nas pretensões de Mitt em ser escolhido para candidato republicano às próximas presidenciais americanas, coisa que ficaria comprometida vindo ele de um dos mais liberais estados do país, e tendo feito tão pouco, até agora, para combater uma lei odiada pela maioria do seu partido a nível nacional. Homofobia alimentada por ambições pessoais, pois então.

A boa vem de Israel. Depois dos múltiplos incidentes com as manifestações do orgulho LGBT em Jerusalém, surge a notícia de que o Alto Tribunal de Justiça ordenou que os 5 casais homossexuais israelitas casados em Toronto, no Canadá, poderão registar o seu casamento em Israel. Esta decisão escancara as portas da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo naquele país, coisa que a acontecer seria pioneira no continente asiático. Mas claro que os sectores conservadores da sociedade israelita estão já de pêlo eriçado, e há já quem diga que é o fim do estado judeu e a restauração de Sodoma e Gomorra. Pois seja.

segunda-feira, novembro 13, 2006

Morais

A nossa sorte é o Papa estar sempre atento e pronto a condenar estes acontecimentos.

quarta-feira, novembro 08, 2006

Coisas que não merecem a condenação ou censura do Vaticano

No comments

«O Vaticano apelou hoje à anulação do desfile do Orgulho Gay previsto para sexta-feira em Jerusalém, para não ferir "os sentimentos de milhões de crentes judeus, muçulmanos e cristãos". Num comunicado divulgado esta tarde, o Vaticano afirma que recebeu "com amargura" a organização, em Jerusalém, de "uma dessas 'manifestações da soberba homossexual'".

O Vaticano "exprime a sua mais viva desaprovação de uma iniciativa que constituirá um grave afrontamento aos sentimentos de milhões de judeus, muçulmanos e cristãos", porque a cidade tem "um carácter sagrado" e "exige que a sua convicção seja respeitada".

Na nota, a Santa Sé sublinha ainda que "o direito à liberdade de expressão é submetida a justas limitações, em particular quando o exercício desse direito ofende os sentimentos dos crentes".»

sexta-feira, setembro 15, 2006

Queer Israel

«As coisas não estão nada fáceis para os cineastas israelenses Eytan Fox e Gal Uchovsky, cujo filme, "The Bubble" (A Bolha), fez sua estréia internacional esta semana no Festival de Cinema de Toronto.

A história de amor homossexual entre um israelense e um palestino afastou o público conservador em Israel e em outros países. Além disso, europeus de tendência esquerdista estão furiosos com os ataques de Israel contra o Líbano e não têm o menor interesse em assistir a filmes israelenses. (...)

"Durante a guerra e depois dela, festivais de cinema cancelaram a exibição de filmes israelenses por causa do sentimento negativo contra Israel. Consigo entender algumas dessas emoções e me identifico com algumas", disse Fox.»
Pois eu não entendo nem um bocadinho, aliás, este tipo de notícias dá-me náuseas. Claro que poderá haver algum exagero de realizador a tentar justificar o fracasso de um mau filme (não faço ideia, não vi), mas nos tempos que correm um filme sobre uma estória de amor homossexual israelo-palestiniana teria que ser mesmo incrivelmente mau para não suscitar interesse. A não ser, é claro, que haja mesmo um boicote - e desde que soube da presença de activistas gays em manifs pró-Ezbolá que já nada me espanta.

Não será essa contudo a razão da sua ausência do 10º Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa, já que estarão em exibição três outros filmes israelitas: "Good Boys", "Say Amen!" e "The Lady is a Champ", o que não deixa de ser impressionante dada a dimensão e localização geográfica do país. Com algumas semelhanças à estória do "The Bubble" temos o "Go West", filme bósnio sobre uma relação amorosa entre um sérvio e um muçulmano em tempo de guerra nos Balcãs.

Todos eles me suscitam curiosidade, no entanto o único filme gay e israelita que vos posso garantir ser bom, ou melhor, excelente, é o inesquecível "Yossi & Jagger", que creio já ter passado em Lisboa. Aos cinéfilos que recusam ver filmes só porque têm a nacionalidade X ou Y, por favor, ao menos tenham a decência de deixarem de dizer que são cinéfilos.