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quinta-feira, março 13, 2008

Parlamento Europeu tenta salvar Medhi Kazemi

O jovem iraniano de quem aqui demos conta. A proposta de resolução comum foi aprovada hoje pelo Parlamento Europeu. Uma bela forma de comemorar os 50 anos.

terça-feira, dezembro 04, 2007

João Jardim sem preconceitos contra o Irão


Foi o que garantiu durante a inauguração da Embaixada (oficiosa) da Madeira em Lisboa. Estará a pensar num programa nuclear para a Madeira?

PS: E ninguém lhe pergunta pelo Principado da Pontinha, que anunciou recentemente (vi na SIC, mas não acho o vídeo) que irá declarar a independência da Madeira na noite de fim de ano? Com direito a foguetório e tudo, garantiu o homólogo pontinhês de Jardim.

sábado, abril 21, 2007

Bomb bomb bomb Iran


Quem canta é John McCain, senador republicano aspirante a sucessor de George W. Bush. A resposta que deu aos críticos desta sua cançoneta foi um "get a life", claramente esta pessoa não percebe as implicações do "bombing".

sexta-feira, março 16, 2007

Banir para ganhar


À esquerda o vídeo da canção que representará Israel em Helsínquia, "Push the button", uma resposta dos Teapacks às ameaças iranianas de "apagar Israel do mapa". Com conteúdo tão marcadamente político a canção esteve para ser banida do concurso, mas afinal vai mesmo estar ser cantada na Finlândia (semi-final).

À direita uma canção que poderia ter representado a Ucrânia em Kiev 2005 [via] mas foi banida, apesar disso a intérprete Verka Serduchka conseguiu este ano ser a seleccionada para representar aquele país. Só que já há quem a queira banir de novo (vídeo BBC), e não é pela carga política (anti-russa) da canção, é mesmo por causa da Verka.

Mas a esta altura do campeonato nenhuma destas ameaças se costuma concretizar, no fundo são óptimos golpes publicitários (sobretudo se não forem mesmo "golpes"), basta lembrar as tentativas para banir os Lordi no ano passado pelo "seu satanismo" (vídeo BBC), o grupo que depois conseguiu levar a final até Helsínquia pela primeira vez. Resumindo e concluindo, não se conseguirá arranjar um destes banimentos para a Sabrina? Sei lá, acrescentar um "paizinho" ao fim do verso, transformando a canção num hino ao incesto ou assim...

quinta-feira, março 08, 2007

Visão de um casamento iraniano

A edição desta semana da revista Visão traz uma reportagem sobre a juventude homossexual portuguesa, a não perder - comprem-na o quanto antes porque é provável que esgote, já que esta semana oferece o DVD do "The Others". A edição on-line tem ainda alguns exclusivos, apesar de não ter os conteúdos publicados em papel.

De qualquer modo a foto mais gay de todas as publicadas na revista é mesmo esta aqui reproduzida, da celebração de um casamento no Irão. Claro que o casamento foi entre pessoas de sexo diferente, no Irão é-se enforcado por um mero affair com alguém do mesmo sexo, que fará casar! Mas a celebração do casamento é feita com os homens e mulheres separados em diferentes divisões, na foto vê-se então o sogro a apalpar a coxa do noivo, enquanto um tio o beija e abraça de forma sentida. Como os heteros ficam fisicamente ternos uns com os outros quando a homossexualidade é algo indizível, não é? Há 20 anos atrás não seria difícil tirar uma foto semelhante aqui em PT. O ensaio fotográfico "Retratos do Irão", de Paolo Woods, também pode ser visto on-line no site da Time.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Mandatário do "Não obrigada" em Teerão

Faz todo o sentido de resto. Aprender o negacionismo dos direitos das mulheres é no Irão mesmo. Mas no caso o negacionismo era outro, o do Holocausto. E apesar de ser coisa conhecida e publicada pela comunicação social do mundo inteiro há vários meses, Nuno Rogeiro teve que ir ao Irão para perceber que era disso mesmo que se tratava. Pelos vistos era um de dois portugueses, sendo o outro um neo-nazi. O curioso é que a mesma direita que andou a gritar aos quatro ventos "diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és" a propósito, nomeadamente, do elogio iraniano à reeleição de Chávez na Venezuela, fala agora em "coragem" de Rogeiro, segundo ele próprio um "amigo do Irão". Recuso-me a usar o ditado reaccionário, mas haja um poucochinho de decência e vergonha na cara, sim?