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quarta-feira, março 21, 2007

Bestas à solta

«L. saiu de casa, neste primeiro dia de Primavera, pouco passava das 8 horas da manhã. Dirigia-se a pé para o trabalho, numa quinta vizinha de sua casa, no Casal da Granja, nos arredores de Sintra, quando surgiram quatro rottweilers no caminho de terra batida que serve de estrada a quem ali mora. Por razões ainda não apuradas, os cães fugiram de uma vivenda próxima, bem vedada, e atacaram esta cidadã de origem romena, casada com um português.

Os bombeiros e a PSP, alertados por um vizinho, já não puderam socorrê-la quando chegaram ao local: estava morta.

Elementos do canil municipal de Sintra recolheram os quatro animais (dois adultos e dois cachorros), por ordem do tribunal, e elementos da Polícia Judiciária foram também chamados para recolher provas.

Os cães não possuíam microchip nem usavam açaime, conforme determina a lei. Também não terão seguro, o que obrigará o proprietário ao pagamento de uma multa entre os 500 e os 3 750€. Além disso, poderá ainda ser acusado de homicídio por negligência.»
Dúvida existencial, "poderá?" Não era suposto ser mais do que certo? Quer dizer então que 3750 míseros euros de multa poderão ser a única punição?

A Visão da semana passada tinha como tema de capa precisamente a criação de cães assassinos, actividade que floresce no país sem grande escândalo ou preocupação. A ler. Na reportagem são referidos alguns casos de agressões recentes, mas muitas mais ficaram por contar. Uma delas deu-se quando o cão ouviu do marido da vítima a palavra "amor", que o seu dono, militar da GNR, escolheu como sinal de ataque.

quinta-feira, março 08, 2007

Visão de um casamento iraniano

A edição desta semana da revista Visão traz uma reportagem sobre a juventude homossexual portuguesa, a não perder - comprem-na o quanto antes porque é provável que esgote, já que esta semana oferece o DVD do "The Others". A edição on-line tem ainda alguns exclusivos, apesar de não ter os conteúdos publicados em papel.

De qualquer modo a foto mais gay de todas as publicadas na revista é mesmo esta aqui reproduzida, da celebração de um casamento no Irão. Claro que o casamento foi entre pessoas de sexo diferente, no Irão é-se enforcado por um mero affair com alguém do mesmo sexo, que fará casar! Mas a celebração do casamento é feita com os homens e mulheres separados em diferentes divisões, na foto vê-se então o sogro a apalpar a coxa do noivo, enquanto um tio o beija e abraça de forma sentida. Como os heteros ficam fisicamente ternos uns com os outros quando a homossexualidade é algo indizível, não é? Há 20 anos atrás não seria difícil tirar uma foto semelhante aqui em PT. O ensaio fotográfico "Retratos do Irão", de Paolo Woods, também pode ser visto on-line no site da Time.