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quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Kosovo e os amigos de Olivença

Não é que o assunto me preocupe, até porque Olivença fica horrível no mapa, de um ponto de vista puramente estético... um ponto a não menosprezar nunca. Mas se Portugal for mesmo avante com o reconhecimento da independência do Kosovo, toda e qualquer legitimidade e/ou sentido de oportunidade que possam ainda haver nas reivindicações territorialistas sobre Olivença se esfumam no ar. E sobretudo torna-se ridículo o não reconhecimento oficial da soberania espanhola. No fundo Olivença é um Kosovo mais pequeno, mas com um processo de kosovisazão muito mais antigo e solidificado. Fica então o lembrete para os amiguinhos de Olivença, é dizer-lhe adeus de vez.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Acabe logo com o suspense sr. "presedente", marque um referendo!


Mas se a ideia é mesmo que vença a independência, recomendo que o referendo seja também feito no "contenente" ;)

terça-feira, dezembro 04, 2007

João Jardim sem preconceitos contra o Irão


Foi o que garantiu durante a inauguração da Embaixada (oficiosa) da Madeira em Lisboa. Estará a pensar num programa nuclear para a Madeira?

PS: E ninguém lhe pergunta pelo Principado da Pontinha, que anunciou recentemente (vi na SIC, mas não acho o vídeo) que irá declarar a independência da Madeira na noite de fim de ano? Com direito a foguetório e tudo, garantiu o homólogo pontinhês de Jardim.

segunda-feira, novembro 19, 2007

Já há versão madeirense do Google News ou é avaria?

É que me fartei de procurar pela reacção do líder do PSD à entrevista do sr. Drumond, e nada. Só pode ser avaria do Google. As únicas reacções laranjas à laranja entrevista são estas:
Jaime Filipe Ramos, deputado do PSD-M, considera, por seu lado, que «a revisão constitucional de 2009 é um momento histórico para o reforço da autonomia da Madeira, o momento é importante, o que importa é a substância e não a forma».
Ou seja, independência sim, mas dispensamos o hino e a bandeira, é isso? Mas se já têm hino e bandeira. A forma está tratada caro sr. Ramos, é a substância que está por apurar!
«É bom que o senhor Presidente da República veja que esses fenómenos estão a reaparecer e que há, aqui, apenas um só culpado: o comportamento discriminatório que o Governo do PS tem tido em relação à Madeira»
Esta é a de Jardim. Que também tem outra igualmente delirante sobre uma reportagem da RTP a propósito de um acidente aéreo que aconteceu na ilha - assunto proibido para Jardim, claro. Da Madeira só notícias de sol e flores, sff.

Mas do PSD português nem sinal. Nem sequer no blog de Pacheco Pereira (oh coitadinho, toma lá um link). Suponho que andem todos meios traumatizados com os resultados das suas mais recentes tiradas de política internacional, e se recolham portanto a um oportuno e sensato silêncio.

Já eu mantenho o que digo sempre: uma colónia em África não deixa de ser um crime só porque a população é branca, descolonização já! Solidariedade com o povo oprimido da Madeira!

domingo, novembro 11, 2007

A falta de chá do rei de Espanha

Aos reis das democracias europeias cabe o papel de cicerone, anfitrião de bailes e jantaradas diplomáticas, acenador ao povo e paparazzi e... pouco mais. É por isso que essas democracias com reis podem ser democráticas, ao contrário das monarquias asiáticas e africanas, onde os reis têm reais poderes, e logo, a democracia não tem lugar.

Foi nesse papel que João Carlos de Espanha recebeu ao longo de décadas alguns dos mais sanguinários monarcas das Arábias ou ditadores fascistas da América do Sul. Sempre com um sorriso e mil e uma etiquetas. É esse o seu papel. E a hospitalidade hipócrita sempre foi um dos mais importantes pilares da paz entre as nações.

Por tudo isto não há desculpas para o "porque não te calas?" que dirigiu a Hugo Chaves na cimeira iberoamericana. Que Chaves seja ele próprio trauliteiro não é novidade, e há muito que é unânime. Aznar tem as costas mais largas, mas trauliteiro é e será. Traulitadas são luxo de quem é eleito, que o diga Jardim eleito já sei lá quantas vezes (pois, também não há limites na Madeira) para insultar constantemente a mão que o alimenta.

Mas que o João Carlos deixe o papel decorativo para se dedicar ao mesmo desporto já é outra conversa, ninguém votou nele para isso. E que depois ainda saia porta fora, qual puto mimado amuadinho, apenas faz com que a diplomacia espanhola surja aos olhos do mundo como infantil e hormonal.

Não, as lutas de galos não são exclusivo tuga. Mas isto de haver garnisés à mistura, na Iberoamérica, é exclusivo espanhol.

PS: Por certo que o João Carlos é, à custa da sua traulitada, o herói do dia para os mais ofendidos com as traulitadas chávicas. Isto das traulitadas depende sempre de onde soprem...