
Parece não haver consenso no nome em português, Féroe, Feroés, Faroé, Faroé, ilha das ovelhas... Seja como for, contados os votos,
esta é a aposta da audiência rénica para o próximo estado europeu independente, depois do Kosovo/Cosovo. Neste caso pouco haverá de dramático, as Faroé são já amplamente autónomas em relação à Dinamarca, não são sequer parte da União Europeia (o que lhes dá, em certos domínios, mais autonomia real que a que têm a maioria dos estados membros), têm a sua bandeira, os seus selos, a sua selecção de futebol e até
as suas moedas e notas. Pouco falta portanto, tal como em relação à Gronelândia, que não fez parte da votação rénica por não ser geograficamente território europeu.
Não sei se esta vitória
se deveu ao hino da Björk, mas depois dos 13 votos das Faroé, segue-se um longo empate a 9 votos cada: Catalunha, Escócia, Flandres, Galiza, País Basco e Transnístria. Em último ficou a República Turca do Norte do Chipre, com apenas um voto. Pelo meio ficaram ainda a Abecásia, a Córsega e a Ossétia do Sul.
Se se confirmarem
notícias recentes que falam na intenção russa de reconhecer a Abecásia, confirmar-se-á também que a audiência rénica não pesca muito do assunto. Suponho que votaram afinal no
mais apelativo destino para férias. E devem ter razão, méeeee.