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sexta-feira, janeiro 30, 2009

Jóhanna Sigurðardóttir, futura Primeira Ministra da Islândia

Jóhanna Sigurðardóttir deverá tornar-se amanhã na primeira chefe de governo publicamente homossexual, no mesmo país que elegeu democraticamente pela primeira vez uma mulher como chefe de estado, Vigdís Finnbogadóttir. Um sinal muito positivo para políticos como Klaus Wowereit ou Bertrand Delanoë, respetivamente autarcas de Berlim e Paris, e com ambições políticas semelhantes nos seus países.

Obviamente Jóhanna não foi escolhida por ser lésbica, obviamente não é isso o que interessa para o desempenho das suas funções. O que interessa neste facto é precisamente ele já não interessar na hora de escolher o PM na Islândia. É essa a notícia.

Atente-se aos comentários da notícia no Público e perceber-se-á rapidamente o quão importante é esta notícia ser dada num país como o nosso, e quantas décadas teremos ainda pela frente para que uma notícia assim sobre Portugal seja publicada no estrangeiro.

PS: Por falar em influentes lésbicas nórdicas, veja-se também a lista das 10 lésbicas mais influentes da Noruega. A Noruega tem menos de metade da população portuguesa. Haveria algum nome na nossa lista além de Solange F.?

terça-feira, setembro 09, 2008

'Tá difícil p'ra ressuscitar a manada rénica


Oremos aos Sigur Rós pelo milagre. (Vídeo censurado no YouTube ... no comments.)

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Como é que se sai da UE?

De tudo o que já ouvi dizer do Tratado de Lisboa (o 3.º), o que mais me agradou foi a possibilidade de um estado-membro abandonar a União Europeia, situação que não estaria prevista em nenhum outro documento. Escrevo "ouvi dizer" porque naturalmente não li as 287 páginas da sua versão em PDF, e muito menos todas as milhares e milhares de páginas subjacentes - como ouvi de um eurodeputado qualquer, as 287 páginas são só a ponta do icebergue.

Isto vem a propósito da ideia de referendar a continuação de Portugal na UE, lançada por alguns opositores ao referendo ao Tratado de Lisboa (TL). É um pouco misturar alhos com bugalhos. Mas é pena que ninguém agarre o repto. É que a UE é-nos apresentada desde que me lembro como 1) uma gorda e generosa teta de dinheiro e 2) uma absoluta inevitabilidade histórica sem qualquer tipo de alternativa.

O argumento de que o TL é inreferendável é bem ilustrativa da ideia de que Portugal na UE não fala, ouve - mais realidade, do que simples ideia. E com o TL falará ainda menos do que até aqui. Deviam agarrar-se antes ao argumento de que os políticos foram eleitos, e desde sempre que os eleitos são do clube Bruxelas-sim-sim. Claro que esse argumento tem o seu calcanhar, já que os eleitos actuais também o foram com a promessa de um referendo...

Mas voltemos à questão da continuação na UE, essa sim interessante. O repto não foi agarrado e não era para ser, era pura retórica para assustar - oh, sair da UE, a tragédia, as trevas! Mas porquê?

A participação de Portugal na UE só poderá ser democrática se for uma escolha livre, e só pode ser uma escolha livre se houver alternativas. Desde 1986 que a adesão é uma contingência, e não será um referendo sob o signo da ameaça que vai transformar isso numa escolha. É por isso que é tão importante que surja no panorama político, à esquerda ou à direita, um plano de saída da UE credível.

Olhe-se por exemplo para a Islândia, que está aberta à UE (é parte de Schengen) sem dela fazer parte (está na EFTA, onde também estivemos), vive da pesca (coisa que também tínhamos antes de 1986) e está em 1.º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU. Sim, a vida, incluindo a boa, é possível fora da UE. Só não há quem ouse propor tal coisa em Portugal.

Note-se que não digo que apoiaria tal plano, digo apenas que ele é necessário, urgente até. O eurocepticismo é a receita ideal para transformar o nosso euroconformismo em real e produtivo euroentusiasmo, que não vá atrás de tudo o que lhe mandam. É preciso vermos a porta de saída para podermos escolher ficar cá dentro.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

E se um coro não for suficiente, chamem a Björk


As bandeiras nos ombros da deusa islandesa são as da Gronelândia e das Feroé (ambas colónias dinamarquesas), mas esta canção promete fazer sucesso em muitas outras paragens, da Catalunha ao Kosovo. O mau gosto jardinense deverá contudo servir de filtro na Madeira. Já se o Norte tivesse uma bandeira, hoje ia para rua cantar isto com ela ao vento... poupam-se os tímpanos da vizinhança. A não ser que encontre uma da minha freguesia. [via]

quarta-feira, maio 16, 2007

Ainda a ressaca eurovisiva


Richard Younger-Ross, deputado britânico pelos LibDems, não está nada satisfeito com o sistema de votação do concurso eurovisivo e já apresentou uma moção na Câmara dos Comuns. A televisão islandesa já apresentou o seu descontentamento junto da UER, apoiada pelas TVs da Noruega e Dinamarca. A de Malta não hesita em pôr em causa a veracidade dos votos telefónicos. E Nicole, a única vencedora alemã, em 1982, acha que o seu país deve retirar-se da competição. Sim, os ânimos ainda estão exaltados. Pelo que nada melhor que ver os vídeos do Gato Fedorento. E ler a crónica de Maria Yáñez no El País: «Galicia, 12 points». Eurovision is for fun!

quinta-feira, março 01, 2007

Finalmente!

«O fumo nos restaurantes, discotecas e bares com menos de 100 metros quadrados vai ser proibido, anunciou hoje o ministro da Saúde.»
Bem sei que muitos amigos vão ficar horrorizados com este post, mas babes, eu ando horrorizado com o vosso fumo há muito mais tempo! E vejam o lado positivo, as ruas vão ficar mais seguras com muito mais gente a circular ;) Além disso sois uns privilegiados, imaginem o que é ter que ir fumar para a rua quando se está na Islândia ou Noruega em pleno inverno... e antes a rua que as salas de fumo à japonesa ;)

PS: Mas então o governo afinal está disposto a agarrar mais "questões fracturantes"!?...

quarta-feira, outubro 04, 2006

Novos €uros, velhos moralismos

No próximo dia 1 de Janeiro, além da adesão da Roménia e Bulgária à União Europeia, dar-se-á o primeiro alargamento da €urolândia (descontando o Kosovo e Montenegro), com a entrada da Eslovénia. As novas moedas eslovenas terão desde logo a nova face comum (em segundo plano na imagem). A desculpa dada para a criação desta nova face é o alargamento a Leste da União. Mas olhando para as alterações percebe-se que isso é só uma desculpa esfarrapada para terminar com a genitália masculina em que se transforma a Escandinávia sem a Noruega. É que o alargamento foi a Leste, não à Noruega, que continua a não dar sinais de querer aderir. E porque não colocaram também a Islândia? Depois esquecem até países com entrada prevista no €uro em 2008, o Chipre (que também não está nas notas). Até porque colocar o Chipre implicaria colocar a Turquia, que dá alergia a muita gente. As africanas Canárias é que continuam a ver-se bem, mas dos Açores nem sinal.