quinta-feira, março 27, 2008
quarta-feira, março 12, 2008
Vaticano prefere na boca, e não na mão
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bossito
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12:53 a.m.
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quinta-feira, fevereiro 14, 2008
O mais belo hino anti-hoje
PS: Filas de trânsito de S. Valentim!? Este país, como dizia o outro, está doido!
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bossito
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7:18 p.m.
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sábado, julho 28, 2007
Prioridades não fracturantes
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bossito
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4:41 a.m.
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segunda-feira, junho 04, 2007
A memória é curta: recessão demográfica
Eu até acredito que Portugal tenha perdido habitantes nos últimos 2 ou 3 anos, muitos imigrantes foram embora e muitos portugueses emigraram, sobretudo a Norte. Mas nada de dramático. Invocar um "problema de natalidade" é invocar um falso problema com vista a promover falsas soluções e toda uma agenda católico-nacionalista que o país dispensa.
Os problemas do país são os fracos salários (muito mais baixos que o que poderiam ser, sem causar qualquer problema de viabilidade às empresas, por muito que insistam no contrário), a crise do interior e do Norte, em grande parte devidas à centralização doentia em torno do Terreiro do Paço, o deficiente e caro serviço nacional de saúde ou o sistema de educação. É isso que faz com que os jovens migrem do interior para o litoral e de Portugal para o mundo. Daí a natalidade baixar, sintoma da crise, não problema per se.
Não há qualquer interesse em estimular uma natalidade muito superior à actual. Uma subida dos salários, uma melhoria da saúde e educação, garantiriam por si só uma ligeira subida, suficiente para garantir a "renovação generacional". O país já tem uma densidade populacional elevada, maior que a espanhola, e o mundo já tem, definitivamente, gente a mais. Além de que se se verificasse um súbito "baby boom" (quiça estimulado pelos apelos de Cavaco), aí sim o país estaria em maus lençóis, sem capacidade económica para cuidar de tanta criançada pelos padrões mínimos actuais. É que se é para ser economicista é bom lembrar que uma criança implica no mínimo 18 anos de despesas, enquanto que um imigrante começa a pagar impostos e a descontar para a segurança social desde o dia zero.
Portanto, se Cavaco quer mais bebés, que os faça (e mantenha do seu bolso), mas não venha atirar areia para os olhos das pessoas, já fartas de populismos e demagogias que nada resolvem.
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2:20 a.m.
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segunda-feira, maio 21, 2007
RTP fracturante
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12:33 a.m.
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segunda-feira, maio 07, 2007
Diz que o PS quer partir a República em 3 ou 4
Não, não é mais uma citação de Jardim (que por acaso também falou em "questões fracturantes" no seu discurso, segundo ele contribuem para "o aumento da criminalidade"). Já agora, eu acho o sr. Jardim um bocadinho fracturante. Da criminalidade não sei.
Mas então que é isto? Uma nova regionalização hard-core proposta pelo PS? Não, isto é apenas a continuação do jornalismo criativo de um funcionário do Diário de Notícias, que deve ter ficado com birra depois das críticas que recebeu na blogosfera, nomeadamente de um dos visados pelas suas magníficas prosas, e em vez de se corrigir, arrasta o disparate pelas páginas do jornal. E claro, o jornalismo da praça não é muito de verificar dados, inquirir pessoas e tal, e a coisa já chegou a outros títulos com o mesmo grau de leviandade.
O pior é pensar que se abatem árvores para isto. Para escrever em tom de troça o que diz Jardim com ar de drama-queen. Estão bem uns para os outros, falam a mesmíssima língua. Coitadas das árvores, morte inglória e imerecida, ainda que tenham sido eucaliptos.
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4:27 a.m.
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segunda-feira, abril 30, 2007
A fractura
Aparentemente não. Fracturantes, claro, são os casórios gay. Veja-se a notícia do DN que o Pedro tão bem desmonta. Lê-se um relatório, realça-se um único de vários pontos, supõe-se a reacção da figura X e classifica-se irremediavelmente o caso de "fracturante". A fractura não está então na actual negação a alguns cidadãos do direito de casarem, mas na ideia de que a abolição dessa discriminação teria forte oposição popular. É, pelo menos, o que dizem algumas sondagens. Por exemplo, em 2001 só 62% dos jovens portugueses se declarava a favor da medida.
Mas esta sondagem não mereceu grande destaque na comunicação social então, é, digamos, demasiado fracturante para noticiar. Melhor sorte tiveram sondagens mais abrangentes quanto às faixas etárias, com percentagens semelhantes à da oposição nacional ao €uro. Essas já não eram fracturantes, porque deixavam em evidência o fracturismo do casamento gay. Já a do €uro não se deve mostrar, porque é fracturante, já que fracturiza um tema afinal consensual, sem discussão possível, como o €uro. Confusos? That's the point!
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3:04 p.m.
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sexta-feira, abril 20, 2007
Um país sem doutores nem engenheiros
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bossito
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7:30 p.m.
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domingo, março 11, 2007
Moedas fracturantes (ou o preço do nome de deus)
Mas como se a polémica papel versus metal não fosse suficiente, eis que surge a polémica religiosa. Todo o dinheiro americano, em papel ou metal, tem a inscrição "In God e Trust" (Confiamos em Deus). Nas moedas a inscrição estava numa das faces, mas nesta nova série decidiram coloca-la no rebordo da moeda, tal como acontece com o "GOD ZIJ MET ONS" (Deus esteja connosco) das moedas de 2 euros holandesas. «In actuality the motto "In God We Trust" appears to be merely scratches on the edge of these coins-- that is, unless one looks for it with a magnifying glass.» É o comentário do Catholic World News.
Mas eis que rebenta a bomba, algumas moedas foram postas a circular sem que a frase fosse inscrita no rebordo. Perde-se a conta aos artigos de opinião indignada contra semelhante falha que se acham no Google News, fazem-se já apelos ao boicote da moeda (que independentemente desta polémica estaria sempre condenada ao fracasso imposto pela continuação do fabrico das notas) e proliferam teorias da "conspiração ateia". A boa notícia, para alguns felizardos pelo menos, é que já se vendem exemplares, da agora conhecida como "godless coin", várias centenas de vezes acima do seu valor facial, no Ebay.
Mas eu ainda não percebi bem os receios dos crentes americanos em relação a esta omissão, é a fé em deus que depende da sua marca no dinheiro, ou a fé no dinheiro que depende da assinatura divina? O mais engraçado é que a tal inscrição pode ser facilmente classificada como herege de acordo com várias citações bíblicas, razão pela qual o insuspeito Theodore Roosevelt se lhe opunha com veemência. "Não invocarás o Seu nome em vão", mas um penny é quanto basta para o gasto...
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bossito
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1:36 a.m.
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tags: cristãos, estados unidos, fundamentalismo, moeda, países baixos, temas fracturantes
quinta-feira, março 01, 2007
Uma pascácia chamada Merkel
A parte nova é esta: «Confessou que, a título pessoal, gostaria que houvesse uma mais clara referência a Deus no tratado. Argumentou que "uma maior consciência das suas raízes" não apenas cristãs, mas também judaicas, tornaria "mais fácil o diálogo com as outras religiões".» Bitte? Parece-me que os comentários à notícia no Público são suficientemente esclarecedores do efeito que essa referência traria. Está para lá de "tema fracturante", é incendiário mesmo. Merkel é uma pascácia beata aspirante a espalha-brasas...
A bem do continente e da União, já assinaste a Declaração de Bruxelas?
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bossito
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7:59 p.m.
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Jornalismo fracturante, sociologia fracturada
«O mesmo diria, aliás, acerca dos casamentos gay, que no caso de serem postos a votos seriam certamente recusados. Estou convencido de que nem sequer entre a comunidade gay (se tal existe, o que duvido) há unanimidade a esse respeito?Esta é uma das respostas de Villaverde Cabral, entrevistado na qualidade de sociólogo, mas a mandar bitaites na pose "sentado na tasca a beber uns copos". Não sei se há, era uma confusão e tal... pá, bué cenas, em suma. De qualquer modo há um ponto que merece especial atenção, o da opinião da "comunidade gay". É apenas mais um sinal de que bastará haver um gay, ou pseudo-gay, disposto a fazer o papel de colaboracionista com os homofóbicos, para que a cobardia política a ele se agarre com unhas e dentes para provar que o casamento "não é uma prioridade"... Quem se oferece para o frete?
E também não sei se a adopção por homossexuais é uma grande ideia. Já reina a maior das confusões sobre o sistema de adopção em Portugal, como se tem visto pelo caso Esmeralda; não creio que haja grande vantagem em complicar ainda mais as coisas!»
PS: Alguém recorde sff ao sr. Villaverde Cabral que ele é um dos signatários da petição pelo casamento entre pessoas do mesmo sexo que a ILGA Portugal lançou. Ou será que só a assinou para mostrar que nem entre os defensores do casamento há um consenso favorável ao casamento?
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bossito
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6:24 p.m.
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Finalmente!
«O fumo nos restaurantes, discotecas e bares com menos de 100 metros quadrados vai ser proibido, anunciou hoje o ministro da Saúde.»Bem sei que muitos amigos vão ficar horrorizados com este post, mas babes, eu ando horrorizado com o vosso fumo há muito mais tempo! E vejam o lado positivo, as ruas vão ficar mais seguras com muito mais gente a circular ;) Além disso sois uns privilegiados, imaginem o que é ter que ir fumar para a rua quando se está na Islândia ou Noruega em pleno inverno... e antes a rua que as salas de fumo à japonesa ;)
PS: Mas então o governo afinal está disposto a agarrar mais "questões fracturantes"!?...
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bossito
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5:56 p.m.
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A entrevista (risos) a Policarpo
«A família continua a ser triangular (marido, mulher e filhos) ou há novas fórmulas familiares que merecem respeito?Isto é só um excerto, mas o tom é sempre este, tu cá tu lá, alhos e bugalhos, pausa para cigarro. Mas não deixa de ser significativo que o chefe da filial tuga da ICAR reconheça que o casamento católico foi uma apropriação do casamento civil, razão que explica todo o empenho católico em querer controlar as regras com que esse, o civil, se rege. Perdida a batalha do divórcio, invista-se noutra de derrota anunciada. Mesmo quando a ICAR há muito que deixou de reconhecer qualquer validade ao casamento civil (restaurado em Portugal apenas no séc. XIX e contra a vontade da ICAR, era então um "tema fracturante"), considerando solteira uma pessoa divorciada que não tenha casado na igreja. Não faz sentido, nem é suposto fazer (risos). E é apenas uma questão de tempo até à nova derrota.
Já sabes a resposta... É o chamado chover no molhado... (Risos).
Mas a Igreja evoluiu muito e a laicidade também: a Igreja condenou o juro, a autópsia (dissecação de cadáveres), a cremação? E aceita isso tudo, hoje, pacificamente. E no futuro? Pode ser imaginável o casamento homossexual católico?
Só se for lá na tua terra... (Mais risos). Bom, mas estamos a tocar em questões muito diferentes. É um facto que os exemplos apontados têm a ver com a cultura judaico-cristã, em que, por exemplo, o respeito pelo cadáver é a última expressão do respeito pela pessoa humana. A autópsia não é um desrespeito pelo cadáver. Mas se vilipendiarem um cadáver, nós continuamos a ser contra. Os casamentos homossexuais são uma questão diferente. Têm a ver com a natureza humana. Não conheço outro modelo de família que não tenha na base uma homem e uma mulher... O fenómeno da homossexualidade sempre existiu. Mas a família tem a ver com a complementaridade dos sexos e com a possibilidade de reprodução.
O casamento católico remonta à Idade Média, não ao tempo dos primeiros cristãos?
Referes-te à cerimónia pública do casamento católico. É verdade. Mas desde o princípio que os cristãos têm consciência de que o casamento é um sacramento. Antes da instituição dessa cerimónia, costumavam casar-se, pelas leis civis, e depois, na primeira eucaristia em que iam como casal, pediam a benção para a sua união. E faziam-no, mesmo que apenas tivessem «juntado os trapinhos»....»
PS: Veja-se ainda a guerra que o papa está a fazer agora em Itália contra as uniões de facto, coisa por cá aprovada já há muitos anos, e sem fractura que se visse...
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sábado, fevereiro 17, 2007
Discussões só em assuntos que tenham unanimidade
«Em Aveiro, o secretariado da JS vai discutir a oportunidade de reapresentar o projecto do casamento entre pessoas do mesmo sexo, que não prevê a adopção de crianças por casais homossexuais.Notar que no Sol "temas fracturantes" já nem leva aspas. Eu só não percebo é porque é que raio precisamos de um parlamento, se é só para discutir assuntos em que todos estão de acordo, é uma despesa perfeitamente escusada. Mas se calhar discutir a extinção do parlamento é mais um "tema fracturante", pelo que mais me vale ficar caladinho...
O semanário SOL, no entanto, avança nesta edição que PS, BE e PCP não estão interessados na discussão de temas fracturantes nos próximos tempos.»
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Mealheiro fracturante
«Concorda que sejam postas em circulação no país X milhões de moedas com a efígie do rei de Espanha?»Este é um daqueles temas que de tão fracturante ninguém ousou discutir. E agora todos transportamos Juan Carlos nos bolsos sem nenhum queixume...
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bossito
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1:35 p.m.
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tags: economia, iberismo, moeda, temas fracturantes

