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quinta-feira, março 27, 2008

Human, Umani, do Homem?

Este ano pelo menos 4 países da Eurolândia emitirão moedas comemorativas do 60.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Dos 4 só Malta ainda não divulgou o desenho, nos outros lê-se, "Universal Declaration of Human Rights" na belga, "Diritti Umani" na italiana e "Declaração Universal dos Direitos do Homem" na portuguesa. A suposta "ditadura do politicamente correcto" é diariamente "denunciada" na imprensa, mas não consegue coisas tão simples como a correcta tradução da declaração, originalmente escrita em inglês. É que nem é preciso discutir o sexismo da coisa, afinal inexistente no original, bastaria tão só exigir uma tradução sem erros.

quarta-feira, março 12, 2008

Vaticano prefere na boca, e não na mão

O cónego Luís Melo concorda e acrescenta, "há muita dignidade em estar de joelhos". Já o padre Feytor Pinto prefere na mão, porque "há muita gente que nos lambe as mãos" (quando na boca), confessa, situação que o obriga a "purificar os dedos". Embora reconheça que já teve que "sair do altar e agarrar a pessoa" que a levava na mão para a rua. Fala-se, é claro, da comunhão na missa católica.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

O mais belo hino anti-hoje


Agora arranjem-me uma canção de sentido oposto que chegue aos pés desta... não há.

PS: Filas de trânsito de S. Valentim!? Este país, como dizia o outro, está doido!

segunda-feira, junho 04, 2007

A memória é curta: recessão demográfica

Cavaco está preocupado com a "quebra" da natalidade em Portugal e uma suposta "recessão demográfica". Diz mesmo que "não encontra precedentes na história do país". Eu não sei por onde Cavaco tem andado, mas no seu tempo de vida teve já oportunidade de presenciar algumas situações de emigração em massa que levaram efectivamente a momentos de recessão demográfica. O caso é tudo menos "sem precedentes", e muitíssimo menos notório (a haver de facto) que o que já foi em momentos recentes da história.

Eu até acredito que Portugal tenha perdido habitantes nos últimos 2 ou 3 anos, muitos imigrantes foram embora e muitos portugueses emigraram, sobretudo a Norte. Mas nada de dramático. Invocar um "problema de natalidade" é invocar um falso problema com vista a promover falsas soluções e toda uma agenda católico-nacionalista que o país dispensa.

Os problemas do país são os fracos salários (muito mais baixos que o que poderiam ser, sem causar qualquer problema de viabilidade às empresas, por muito que insistam no contrário), a crise do interior e do Norte, em grande parte devidas à centralização doentia em torno do Terreiro do Paço, o deficiente e caro serviço nacional de saúde ou o sistema de educação. É isso que faz com que os jovens migrem do interior para o litoral e de Portugal para o mundo. Daí a natalidade baixar, sintoma da crise, não problema per se.

Não há qualquer interesse em estimular uma natalidade muito superior à actual. Uma subida dos salários, uma melhoria da saúde e educação, garantiriam por si só uma ligeira subida, suficiente para garantir a "renovação generacional". O país já tem uma densidade populacional elevada, maior que a espanhola, e o mundo já tem, definitivamente, gente a mais. Além de que se se verificasse um súbito "baby boom" (quiça estimulado pelos apelos de Cavaco), aí sim o país estaria em maus lençóis, sem capacidade económica para cuidar de tanta criançada pelos padrões mínimos actuais. É que se é para ser economicista é bom lembrar que uma criança implica no mínimo 18 anos de despesas, enquanto que um imigrante começa a pagar impostos e a descontar para a segurança social desde o dia zero.

Portanto, se Cavaco quer mais bebés, que os faça (e mantenha do seu bolso), mas não venha atirar areia para os olhos das pessoas, já fartas de populismos e demagogias que nada resolvem.

segunda-feira, maio 21, 2007

RTP fracturante

Este Domingo à tarde a RTP decidiu mais uma vez trocar as voltas aos espectadores da série "Grey's Anatomy", não a transmitindo para assim poder transmitir a "Grande Corrida RTP de Elvas". "Corrida" é eufemismo para espectáculo da matança lenta do touro, vulgo tourada, um espectáculo que segundo as sondagens é considerado bárbaro e vergonhoso pela maioria da população do país. Mesmo assim a RTP continua a patrocinar e a exibir o "espectáculo", ainda que para tal tenha que alterar a sua programação habitual. Fracturante no mínimo. A factura quem paga és tu.

segunda-feira, maio 07, 2007

Diz que o PS quer partir a República em 3 ou 4


Não, não é mais uma citação de Jardim (que por acaso também falou em "questões fracturantes" no seu discurso, segundo ele contribuem para "o aumento da criminalidade"). Já agora, eu acho o sr. Jardim um bocadinho fracturante. Da criminalidade não sei.

Mas então que é isto? Uma nova regionalização hard-core proposta pelo PS? Não, isto é apenas a continuação do jornalismo criativo de um funcionário do Diário de Notícias, que deve ter ficado com birra depois das críticas que recebeu na blogosfera, nomeadamente de um dos visados pelas suas magníficas prosas, e em vez de se corrigir, arrasta o disparate pelas páginas do jornal. E claro, o jornalismo da praça não é muito de verificar dados, inquirir pessoas e tal, e a coisa já chegou a outros títulos com o mesmo grau de leviandade.

O pior é pensar que se abatem árvores para isto. Para escrever em tom de troça o que diz Jardim com ar de drama-queen. Estão bem uns para os outros, falam a mesmíssima língua. Coitadas das árvores, morte inglória e imerecida, ainda que tenham sido eucaliptos.

segunda-feira, abril 30, 2007

A fractura

«Sondagem: 60% dos portugueses preferia voltar ao escudo»

Esta notícia tem já vários dias, mas passou-me ao lado. Em lado nenhum li crónicas a opinar sobre o assunto, manchetes de jornal, nada, népia. 60% dos portugueses preferiam voltar ao escudo, mas nenhum deles é jornalista, está claro. Esclareço já que eu não me encontro entre esses 60%, e admito até que o número possa estar sobreavaliado, mas quando um valor destes (6 em cada 10!) relacionado com algo tão importante como o nosso dinheiro é lançado por um estudo britânico, não era caso para a comunicação social lhe fazer eco? Aprofundar o tema, fazer novas sondagens, inquirir os políticos responsáveis pela adesão ao €uro? Relembro que os eleitores nunca foram questionados directamente sobre essa matéria. É normal haver 60% contra, já vários anos passados sobre a adesão? Não será isto altamente fracturante?

Aparentemente não. Fracturantes, claro, são os casórios gay. Veja-se a notícia do DN que o Pedro tão bem desmonta. Lê-se um relatório, realça-se um único de vários pontos, supõe-se a reacção da figura X e classifica-se irremediavelmente o caso de "fracturante". A fractura não está então na actual negação a alguns cidadãos do direito de casarem, mas na ideia de que a abolição dessa discriminação teria forte oposição popular. É, pelo menos, o que dizem algumas sondagens. Por exemplo, em 2001 62% dos jovens portugueses se declarava a favor da medida.

Mas esta sondagem não mereceu grande destaque na comunicação social então, é, digamos, demasiado fracturante para noticiar. Melhor sorte tiveram sondagens mais abrangentes quanto às faixas etárias, com percentagens semelhantes à da oposição nacional ao €uro. Essas já não eram fracturantes, porque deixavam em evidência o fracturismo do casamento gay. Já a do €uro não se deve mostrar, porque é fracturante, já que fracturiza um tema afinal consensual, sem discussão possível, como o €uro. Confusos? That's the point!

sexta-feira, abril 20, 2007

Um país sem doutores nem engenheiros

Cuspir para o ar dá nisto, abre-se a caixa de Pandora. Então não é que o "dr." que dirige o "jornal de referência" não é licenciado? Aquele jornal onde também escreve um "historiador" que ao que parece nunca estudou História, nem deu aula alguma na universidade onde é "professor auxiliar convidado" com uma simples licenciatura? O Esquerda Republicana tem estado atento aos casos, mas não me parece que haja imprensa para pegar nisto... Bloguemos então.

domingo, março 11, 2007

Moedas fracturantes (ou o preço do nome de deus)

Estas são as mais recentes moedas de 1 dólar. Há décadas que a U.S. Mint as tenta popularizar junto dos consumidores norte-americanos sem sucesso, já que estes não largam as notas. Para terem noção do disparate saibam que as dimensões de uma nota de 1 dólar são 156 × 66 mm, ou seja, quase tão larga como a nota de 10 euros (127 × 67 mm) e mais comprida que a de 200 (153 × 82 mm)! Tanto papel custa muito dinheiro, e a dimensão exagerada só acelera a erosão. Mas contra hábitos enraizados a razão tem pouco poder, pelo que os americanos só passarão a usar as moedas em vez das notas no dia em que deixem de produzir as últimas (foi sempre assim que se fez em Portugal, e funcionou). Sobre estas questões é muito recomendável a leitura deste post do The Lede.

Mas como se a polémica papel versus metal não fosse suficiente, eis que surge a polémica religiosa. Todo o dinheiro americano, em papel ou metal, tem a inscrição "In God e Trust" (Confiamos em Deus). Nas moedas a inscrição estava numa das faces, mas nesta nova série decidiram coloca-la no rebordo da moeda, tal como acontece com o "GOD ZIJ MET ONS" (Deus esteja connosco) das moedas de 2 euros holandesas. «In actuality the motto "In God We Trust" appears to be merely scratches on the edge of these coins-- that is, unless one looks for it with a magnifying glass.» É o comentário do Catholic World News.

Mas eis que rebenta a bomba, algumas moedas foram postas a circular sem que a frase fosse inscrita no rebordo. Perde-se a conta aos artigos de opinião indignada contra semelhante falha que se acham no Google News, fazem-se já apelos ao boicote da moeda (que independentemente desta polémica estaria sempre condenada ao fracasso imposto pela continuação do fabrico das notas) e proliferam teorias da "conspiração ateia". A boa notícia, para alguns felizardos pelo menos, é que já se vendem exemplares, da agora conhecida como "godless coin", várias centenas de vezes acima do seu valor facial, no Ebay.

Mas eu ainda não percebi bem os receios dos crentes americanos em relação a esta omissão, é a fé em deus que depende da sua marca no dinheiro, ou a fé no dinheiro que depende da assinatura divina? O mais engraçado é que a tal inscrição pode ser facilmente classificada como herege de acordo com várias citações bíblicas, razão pela qual o insuspeito Theodore Roosevelt se lhe opunha com veemência. "Não invocarás o Seu nome em vão", mas um penny é quanto basta para o gasto...

quinta-feira, março 01, 2007

Uma pascácia chamada Merkel

A sério que gostava de escrever títulos mais elegantes do que estes, mas que fazer perante esta gente? Angela Merkel, chanceler alemã, ainda não percebeu que a constituição europeia está morta. Ou se calhar percebeu, mas como acredita na ressurreição, mantêm a esperança de ver nela pregadas "as raízes cristãs da Europa". Isto é palhaçada velha, querem-nos convencer que a popularidade do cristianismo nestas paragens nos distingue do resto do mundo (como a ateia América ou o muçulmano Brasil). Que é importante não esquecer o passado, que a história deve estar pregada na constituição, mas não ousam referir Hitler (não nasceu a UE dos escombros causados pelo nazismo?)...

A parte nova é esta: «Confessou que, a título pessoal, gostaria que houvesse uma mais clara referência a Deus no tratado. Argumentou que "uma maior consciência das suas raízes" não apenas cristãs, mas também judaicas, tornaria "mais fácil o diálogo com as outras religiões".» Bitte? Parece-me que os comentários à notícia no Público são suficientemente esclarecedores do efeito que essa referência traria. Está para lá de "tema fracturante", é incendiário mesmo. Merkel é uma pascácia beata aspirante a espalha-brasas...

A bem do continente e da União, já assinaste a Declaração de Bruxelas?

Jornalismo fracturante, sociologia fracturada

Quando um jornalista fala em "temas fracturantes" e junta no mesmo saco eutanásia, casamento entre pessoas do mesmo sexo ou investigação com células estaminais está claramente a fomentar uma fractura e simultaneamente a tomar partido por uma das partes fracturadas (e que estariam coladinhas e em paz se o assunto não fosse discutido?). Ou seja, não está a ser sério, nem rigoroso. A reestruturação das urgências hospitalares ou a proibição do fumo nos locais fechados são acaso temas consensuais? E quem diz esses, diz quaisquer outros debatidos diariamente no parlamento (para que se debateriam se não causassem fracturas contra e a favor?). [Ler também «Fracturas e facturas».] Isto a propósito da entrevista a Policarpo na Visão, de um artigo adjacente (em papel) e ainda duas entrevistas online (a Manuel Villaverde Cabral e Moisés Espírito Santo), onde essa mistura não inocente dos temas é feita sem qualquer despudor. E falando em falta de rigor...
«O mesmo diria, aliás, acerca dos casamentos gay, que no caso de serem postos a votos seriam certamente recusados. Estou convencido de que nem sequer entre a comunidade gay (se tal existe, o que duvido) há unanimidade a esse respeito?
E também não sei se a adopção por homossexuais é uma grande ideia. Já reina a maior das confusões sobre o sistema de adopção em Portugal, como se tem visto pelo caso Esmeralda; não creio que haja grande vantagem em complicar ainda mais as coisas!»
Esta é uma das respostas de Villaverde Cabral, entrevistado na qualidade de sociólogo, mas a mandar bitaites na pose "sentado na tasca a beber uns copos". Não sei se há, era uma confusão e tal... pá, bué cenas, em suma. De qualquer modo há um ponto que merece especial atenção, o da opinião da "comunidade gay". É apenas mais um sinal de que bastará haver um gay, ou pseudo-gay, disposto a fazer o papel de colaboracionista com os homofóbicos, para que a cobardia política a ele se agarre com unhas e dentes para provar que o casamento "não é uma prioridade"... Quem se oferece para o frete?

PS: Alguém recorde sff ao sr. Villaverde Cabral que ele é um dos signatários da petição pelo casamento entre pessoas do mesmo sexo que a ILGA Portugal lançou. Ou será que só a assinou para mostrar que nem entre os defensores do casamento há um consenso favorável ao casamento?

Finalmente!

«O fumo nos restaurantes, discotecas e bares com menos de 100 metros quadrados vai ser proibido, anunciou hoje o ministro da Saúde.»
Bem sei que muitos amigos vão ficar horrorizados com este post, mas babes, eu ando horrorizado com o vosso fumo há muito mais tempo! E vejam o lado positivo, as ruas vão ficar mais seguras com muito mais gente a circular ;) Além disso sois uns privilegiados, imaginem o que é ter que ir fumar para a rua quando se está na Islândia ou Noruega em pleno inverno... e antes a rua que as salas de fumo à japonesa ;)

PS: Mas então o governo afinal está disposto a agarrar mais "questões fracturantes"!?...

A entrevista (risos) a Policarpo

«A família continua a ser triangular (marido, mulher e filhos) ou há novas fórmulas familiares que merecem respeito?

Já sabes a resposta... É o chamado chover no molhado... (Risos).

Mas a Igreja evoluiu muito e a laicidade também: a Igreja condenou o juro, a autópsia (dissecação de cadáveres), a cremação? E aceita isso tudo, hoje, pacificamente. E no futuro? Pode ser imaginável o casamento homossexual católico?

Só se for lá na tua terra... (Mais risos). Bom, mas estamos a tocar em questões muito diferentes. É um facto que os exemplos apontados têm a ver com a cultura judaico-cristã, em que, por exemplo, o respeito pelo cadáver é a última expressão do respeito pela pessoa humana. A autópsia não é um desrespeito pelo cadáver. Mas se vilipendiarem um cadáver, nós continuamos a ser contra. Os casamentos homossexuais são uma questão diferente. Têm a ver com a natureza humana. Não conheço outro modelo de família que não tenha na base uma homem e uma mulher... O fenómeno da homossexualidade sempre existiu. Mas a família tem a ver com a complementaridade dos sexos e com a possibilidade de reprodução.

O casamento católico remonta à Idade Média, não ao tempo dos primeiros cristãos?

Referes-te à cerimónia pública do casamento católico. É verdade. Mas desde o princípio que os cristãos têm consciência de que o casamento é um sacramento. Antes da instituição dessa cerimónia, costumavam casar-se, pelas leis civis, e depois, na primeira eucaristia em que iam como casal, pediam a benção para a sua união. E faziam-no, mesmo que apenas tivessem «juntado os trapinhos»....»
Isto é só um excerto, mas o tom é sempre este, tu cá tu lá, alhos e bugalhos, pausa para cigarro. Mas não deixa de ser significativo que o chefe da filial tuga da ICAR reconheça que o casamento católico foi uma apropriação do casamento civil, razão que explica todo o empenho católico em querer controlar as regras com que esse, o civil, se rege. Perdida a batalha do divórcio, invista-se noutra de derrota anunciada. Mesmo quando a ICAR há muito que deixou de reconhecer qualquer validade ao casamento civil (restaurado em Portugal apenas no séc. XIX e contra a vontade da ICAR, era então um "tema fracturante"), considerando solteira uma pessoa divorciada que não tenha casado na igreja. Não faz sentido, nem é suposto fazer (risos). E é apenas uma questão de tempo até à nova derrota.

PS: Veja-se ainda a guerra que o papa está a fazer agora em Itália contra as uniões de facto, coisa por cá aprovada já há muitos anos, e sem fractura que se visse...

sábado, fevereiro 17, 2007

Discussões só em assuntos que tenham unanimidade

«Em Aveiro, o secretariado da JS vai discutir a oportunidade de reapresentar o projecto do casamento entre pessoas do mesmo sexo, que não prevê a adopção de crianças por casais homossexuais.

O semanário SOL, no entanto, avança nesta edição que PS, BE e PCP não estão interessados na discussão de temas fracturantes nos próximos tempos.»

Notar que no Sol "temas fracturantes" já nem leva aspas. Eu só não percebo é porque é que raio precisamos de um parlamento, se é só para discutir assuntos em que todos estão de acordo, é uma despesa perfeitamente escusada. Mas se calhar discutir a extinção do parlamento é mais um "tema fracturante", pelo que mais me vale ficar caladinho...

Mealheiro fracturante

«Concorda que sejam postas em circulação no país X milhões de moedas com a efígie do rei de Espanha?»
Este é um daqueles temas que de tão fracturante ninguém ousou discutir. E agora todos transportamos Juan Carlos nos bolsos sem nenhum queixume...