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terça-feira, dezembro 18, 2007

A miséria

A discussão que o patronato/CDS tem criado em torno do aumento do salário mínimo (que aliás estava já discutido, em tendo-se palavra não haveria o que discutir) é tão absolutamente miserável que até custa falar no assunto. Basta olhar para o salário mínimo da Grécia (668€) para se perceber o atraso em que estamos - ou será que a economia grega sempre a par da nossa, ou um passinho atrás até, de repente transformou-se num "dragão mediterrânico"?

E também não é difícil perceber que quem aufere o salário mínimo em Portugal é pobre. Trabalha a tempo inteiro, paga impostos, mas é pobre. O anunciado aumento de 5% mal cobre a inflação, que para quem é pobre será mais alta do que para quem é rico, pois quem é pobre não compra, p.ex., material informático, que contribui para uma baixa no cálculo da dita cuja. Enfim, tudo isto é triste e reles, e não é, certamente, motivo para o Sócrates se gabar.

Ler mais sobre o caso no Zero de Conduta e no Ladrões de Bicicletas.

sexta-feira, março 23, 2007

Europeísmo de pacotilha

«Patrões querem ter mesma hora que a Europa». Só o título da notícia dava todo um tratado, então isto não é Europa? Ao menos Londres? De resto a notícia é incompleta ao ponto de não lembrar a época em que essa "harmonização" forçada e desarmoniosa foi feita no país, ou as suas consequências. Quando na Galiza se discute a alteração para o fuso da Europa Ocidental (ou seja, o nosso, não só "europeu", como "ocidental", upa upa!), havendo quem defenda o mesmo para toda a Espanha, vem o nosso querido patronato pregar fórmulas velhas só porque não lhes dá muito jeito acordar cedinho para ligar para Paris - oh, poor you! Como escreveu Vital Moreira, era o que faltava!