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sexta-feira, maio 29, 2009

Não é a Eurovisão, mas parece

Sorriso pepsodent, eis algo mais a unir a extrema-direita austríaca ao CDS.

A União Europeia. Quem o garante é a dupla maravilha do CDS, Melo e Portas, eles próprios com mais perfil para candidatos eurovisivos que europeus. O plágio dos candidatos da extrema-direita austríaca é óbvio, e também muito típico da Eurovisão. Já a referência a Israel deve ser para deixar bem claro que os judeus nem precisam bater à porta para levarem com ela na cara...


Finalmente a canção candidata pelo FPO. O CDS está à espera do quê?

PS: O rap não era música de pretos?

domingo, março 02, 2008

O maoísmo de Portas

Parece que muita gente ficou surpresa por Garcia Pereira ter sido a escolha de Paulo Portas para processar o ministro da agricultura. Não entendo. Não foi esse o advogado de processos semelhantes do sr. Alberto João Jardim? E que diferença, para além da estética, será possível encontrar entre o maoísmo de hoje e a direita trauliteira? Pois não é o modelo económico chinês, de trabalhadores explorados e amordaçados, que essa mesma direita (do CDS ao PSD, com ramificações no próprio PS) se esforça por aplicar e perpetuar em Portugal? Não foi a direita trauliteira a travar a real descentralização no país? Não é isso maoísmo puro e duro?

É tão amigo do regime chinês o Durão maoísta como o Barroso europeísta. Idem aspas para o director do pasquim-mor e toda a restante trupe maoísta. Agora falar em "antípodas ideológicos" de Portas e Garcia Pereira, o tal que mantém um não-partido apenas para roubar alguns votos ao PCP pela semelhança dos logótipos... façam-me um favor. O que não se percebe é como é que o PCP mantém ainda ligações com maoístas da estranja, os de cá topou-os mais depressa.

terça-feira, dezembro 18, 2007

A miséria

A discussão que o patronato/CDS tem criado em torno do aumento do salário mínimo (que aliás estava já discutido, em tendo-se palavra não haveria o que discutir) é tão absolutamente miserável que até custa falar no assunto. Basta olhar para o salário mínimo da Grécia (668€) para se perceber o atraso em que estamos - ou será que a economia grega sempre a par da nossa, ou um passinho atrás até, de repente transformou-se num "dragão mediterrânico"?

E também não é difícil perceber que quem aufere o salário mínimo em Portugal é pobre. Trabalha a tempo inteiro, paga impostos, mas é pobre. O anunciado aumento de 5% mal cobre a inflação, que para quem é pobre será mais alta do que para quem é rico, pois quem é pobre não compra, p.ex., material informático, que contribui para uma baixa no cálculo da dita cuja. Enfim, tudo isto é triste e reles, e não é, certamente, motivo para o Sócrates se gabar.

Ler mais sobre o caso no Zero de Conduta e no Ladrões de Bicicletas.

domingo, julho 15, 2007

Efeito Portas abertas (2)

CDS-PP perdeu o seu vereador em Lisboa.

Relacionado: «Efeito Portas abertas».

segunda-feira, maio 07, 2007

O efeito Portas abertas

Eleições madeirenses de 2004, CDS-PP: 9675 votos, 7,03%
Eleições madeirenses de 2007, CDS-PP: 7512 votos, 5,34%

Ou "o trabalho liberta". Com as alterações da lei eleitoral o CDS-PP conseguiu manter o mesmo número de deputados, 2, mas se calhar até preferiam ter perdido um a terem que aturar um outro do PND, que assim se estreia no parlamento ilhéu à custa de 2928 votos, um pouco mais que os perdidos pelo CDS. Livra que é mais difícil ser eleito para uma assembleia de freguesia portuguesa, do que para o parlamento da Madeira...

quinta-feira, maio 03, 2007

Como dar uma imagem civilizada a Alberto João Jardim?

É fácil, põe-se o PND a insulta-lo durante as suas inaugurações e manda-se o Paulo Portas fazer citações auschwitzianas nos seus discursos na ilha. Jardim agradece. E Cavaco também, porque isto de desempenhar o papel de "garante da democracia" é uma seca, função a delegar o mais possível...

sábado, março 24, 2007

Europeus mas pouco

Amanhã o Tratado de Roma celebra 50 anos. A partir disso faz-se a extrapolação para "50º aniversário da União Europeia", o que é no mínimo um exagero, mas adiante. Concentremo-nos nas celebrações nos dois países que aderiram à CEE em 1986.

Por cá a televisão pública prepara-se para eleger Salazar como "o maior português de sempre" - sim, é a RTP que elege, tal como foi a RTP que lhe estendeu a passadeira vermelha, perdão, encarnada. Os espectadores preferem as votações do "Dança comigo" ou canções com esse nome no Festival. O CDS-PP, partido que mais vezes tem alterado a sua posição face à UE, tem dedicado os dias à porrada, metafórica e literal, mas acho que não tem nada a ver com isto, é mesmo só fulanismo.

Já o PP do lado tem vindo a assumir-se como herdeiro legítimo do Franco. Ele é bandeiras franquistas nas manifs anti-Zapatero que promove diariamente, ele é o boicote decretado a todos os meios de comunicação do grupo PRISA (que também controla a TVI). Isto do maior partido da oposição deixar que seja um cadáver político já derrotado nas urnas a tomar-lhe as rédeas tem custos pesados. Espero que sejam só para o partido e de preferência já nas próximas eleições, a ver se sossegam, mas o clima anda mesmo pesado do lado de lá da fronteira. Eis um vídeo para perceber melhor os últimos desenvolvimentos.

Enfim, será a crise dos 20 na península... Para animar eis uma lista de 50 razões para amar a União Europeia, elaborada pelo jornal britânico The Independent.

quinta-feira, março 22, 2007

Alucinação geral


Eu também não queria perder tempo com o CDS, quanto muito agradecer-lhes a gargalhadas que me têm proporcionado por estes dias, mas quando a direita começa a falar do que não percebe, sentimo-nos obrigados a vir a terreiro explicar-lhes algumas cenas básicas.

Ora já toda a gente sabe que enquanto aquela ilustre desconhecida gritava que não sei quem chamou "filho da puta" a não sei quem, lá na reunião do CDS, Maria José Nogueira Pinto acusava o deputado Hélder Amaral de a ter agredido. Enfim, tudo very typical, mas sempre divertido. Hélder Amaral defendeu-se depois dizendo que "um beirão não bate em mulheres" (no comments, vejam o link), mas também disse isto:
«"A acusação é totalmente falsa e ofende-me", disse o deputado, apoiante de Paulo Portas, na sede do CDS-PP, em Lisboa. "Se isso fosse verdade, era a pior das cobardias. Mas é demagogia da mais barata: tal como seria eu vir aqui dizer que ela me está a atacar por não ser branco como ela. Não irei por aí", afirmou.»
O negrito é meu (refiro-me como é óbvio ao bold do texto, não ao deputado viseense) e seria escusado para se perceber o que foi dito, em se sabendo falar português. Mas junte-se iliteracia, demagogia barata e confiança na estupidez de quem ouve e temos isto:
«A reacção a estas declarações não se fez esperar. José Girão Pereira, membro da direcção executiva do CDS-PP, repudiou a referência à cor da pele. "Nós repudiamos clara e frontalmente a afirmação racista do deputado Hélder Amaral", disse o ex-autarca à Lusa, considerando que as afirmações "são indignas de um deputado".»
Credo... Provado fica que a dignidade e a honestidade intelectual é coisa que não abunda para aqueles lados, deputados ou não. Mas feitas as contas eu apostaria que o que mais pesou nestas declarações foi aquele desejo irreprimível que o fachedo tem em apontar (i.e. gritar aqui del rei, chorar e espernear por) casos de discriminação racial contra brancos, mesmo quando são pura ficção, como é quase sempre o caso... Mas que as pessoas do CDS sejam parvas e julguem os outros parvos é uma coisa, mais grave é quando se topa isto num jornal:
«O Conselho Nacional do CDS-PP não constituiu um momento edificante da vida partidária, com acusações e agressões que foram para além da própria reunião. Mas a contra-acusação de Hélder Amaral a Maria José Nogueira Pinto, de que estaria a acusá-lo injustamente devido à cor da sua pele, definem um novo mínimo do debate político.»
Última página do Público de ontem. Um novo mínimo do jornalismo daquele jornal, mesmo.

PS: Que ninguém veja neste post uma tomada de posição em favor desta ou daquela milícia do CDS. Quem vê as coisas da distância que eu vejo é absolutamente neutro. Limito-me a achar estranho que um partido discuta a sua liderança só porque um ex-líder o deseje fazer nesse preciso momento (não era suposto haver prazos para os mandatos?), e a rir com o saco de gatos. Quanto ao resto, todas as agressões físicas são condenáveis, e todos os acusados inocentes até feita prova da culpa. Mas como tudo o resto no partido, não creio que seja para levar a sério... a reacção desmiolada à defesa do acusado mostra isso mesmo.

terça-feira, março 20, 2007

La pupa e il secchione


Além de tudo o que já tem sido escrito sobre o novo (ir)reality-show da TVI, pergunto-me, saberão Rui Zink e Clara Pinto Correia quem são os seus homólogos italianos? Já aqui tinha postado este vídeo, Vittorio Sgarbi (ex-colaborador de Berlusconi condenado por corrupção) e Alessandra Mussolini (neta de Mussolini e militante da extrema-direita italiana) em acesa discussão (ou em discussão à la CDS) na versão italiana de "A Bela e o Mestre". Espero sinceramente que Zink e Correia, no mínimo, fiquem milionários com a sua participação no programa. E mesmo assim parece-me tudo um bocadinho irreal.

Acrescento no entanto que nunca vi mais de 5 minutos da coisa, e nunca sequer os vi (Zink ou Pinto Correia) a... "actuar", mas acho que prefiro continuar assim, a bem da imagem que prefiro guardar de ambos.

Maçã envenenada


À esquerda um célebre anúncio da Apple de 1984, à direita uma nova versão (com iPod e tudo) de um "fã" de Obama - a campanha oficial nega qualquer envolvimento. Dirty with style, um conceito que o CDS devia importar da América. O sucesso do falso-anúncio é facilmente constatável ao ver os pobres números de visualizações dos youtubes oficiais de Hillary ou Obama. Mesmo assim não chegou ainda ao milhão de visualizações, o que mostra que o youtube continua longe de fazer frente, por si próprio, à tv...

sábado, março 03, 2007

Quem precisa do CDS quando tem a Opus Gay?

«Para António Serzedelo, esta situação "não pode ser imposta às pessoas porque elas não sabem do que se trata, mas tem que ser discutida para que se perceba".

O presidente da OpusGay considera que "em 2009 deve-se começar a pôr estes assuntos na agenda política".»

Serzedelo fala sobre a aprovação da lei da identidade de género em Espanha, que entende não poder ser "imposta às pessoas" por cá. E eu que achava que as únicas pessoas a quem era "imposta" uma lei, eram os transexuais sujeitos à actual legislação. Espero que Serzedelo tenha percebido que a ideia é cada um/a passar a ter o sexo legal que deseja, e não impor o que quer que seja... Esperança vã, I'm afraid. Mas pronto, diz que em 2009 tudo vai mudar para melhor e com um bocado de sorte até a Opus Gay vai, para variar, começar a defender alterações legislativas a favor da igualdade para @s LGBT.


Mas isto é só um diz que, a única certeza é que até lá teremos que continuar a levar com esta personagem mascarada de associação (ah não, esperem, também diz que há um novo membro, o que já seria suficiente pelo menos para formar um casal, claro, se não fosse Serzedelo já casado...) a aproveitar qualquer atençãozinha mediática para atacar o movimento LGBT e as suas reivindicações. Não vá - o diabo seja cego, surdo e mudo - o povo português sofrer alguma indigestão com estes temas, tudo a bem das tripas do povo, claro (atenção, isto não tem nada a ver com o PS). Olha, Opus Tripa, era um nome bem mais adequado. Opus (anti-)Gay, como sugeri antes, seria redutor, afinal também é anti-trans agora (e pelo menos até 2009).

domingo, fevereiro 04, 2007

Grandes Mentirosos

1) A Plataforma Não Obrigada tem dito diariamente que não quer a partidarização da campanha. Por mim tudo bem, mesmo que façam caminhadas com o CDS na primeira fila e o PNR na última. Mas usarem o tempo de antena do PPM já é abusar.

2) A posição oficial do PSD é de neutralidade. Estranha posição quando se vê o seu líder diariamente em campanha pelo Não. Mas pior ainda são os tempos de antena, onde participam, nem mais, os mais radicais defensores do Não, com um discurso que não é sequer compatível com a actual lei.

3) Marques Mendes assumiu um compromisso que não pode cumprir. Se o Não ganhar despenaliza a IVG. Alguém explique a este mentiroso compulsivo (ou será apenas tonto?) que o referendo não é nenhuma eleição, que tem uma pergunta muito concreta e clara e que cabe ao parlamento já eleito (onde o PSD é minoritário) legislar em conformidade com a resposta dada pelos eleitores. Sim ou não à despenalização do aborto a pedido da mulher até às 10 semanas.

4) Apesar da gritante parcialidade de Fátima Campos Ferreira, o Sim esmagou o Não em todos os sentidos no passado Prós & Contras. Razão pela qual o programa vai repetir o tema esta noite. Óptima oportunidade para o Sim desmontar as novas mentiras do Não entretanto acumuladas. Força!

domingo, janeiro 21, 2007

RTP Não Não Não

Começa a ser escandalosa a cobertura da RTP à campanha para o referendo. Não tenho ligado muito às outras TVs, mas constatar que os meus impostos servem para financiar a propaganda do Não é de dar a volta ao estômago. É certo que já tiraram a imagem do recém-nascido do grafismo optando por um boletim de voto (até parece que lêem o renas), mas a expressão "referendo ao aborto" continua em alta, e as peças sobre o Não são sempre pelo menos o dobro (em número e tempo) que as do Sim. E além destas, como aponta o Miguel, seguem-se reportagens "inocentes" sobre partos em casa ou raparigas adolescentes que decidiram levar avante gravidezes não planeadas - good for them, sem ironia, só me pergunto, mas que raio tem isso a ver com o artigo que se referenda? Para os que não se lembram reza assim: «A mulher grávida que der consentimento ao aborto praticado por terceiro, ou que, por facto próprio ou alheio, se fizer abortar, é punida com pena de prisão até 3 anos.» Quem quer ter filhos pode continuar a tê-los e como bem entender, só não se quer obrigar ninguém a tê-los não os querendo, ok?

Mas não é só a RTP em alegre campanha pelo Não, o que me parece constituir uma grande diferença face a 98, altura em que a comunicação social esteve bem mais isenta. Nos tempos que correm qualquer indignação do CDS vale uma notícia, ora não sei quem que mandou uns mails, ora uma juíza que ousa ter opinião. Que se lixe a parte de haver na televisão pública um espaço diário da responsabilidade da ICAR em propaganda pelo Não desde que se começou a falar em referendo! E o sorriso enternecido de Judite Sousa ao apresentar uma peça sobre os betinhos beatos do "Diz que Não", a dizerem que iam ajudar as criancinhas, também é pago com os teus impostos! (By the way, alguém devia avisar essa miudagem que o RAP do Gato Fedorento vota Sim, pelo que convinha mudarem de nome). Mas deixemo-nos estar, cruzemos os braços como em 98... embalemo-nos no bonito discurso do "não partidarizem a campanha", que é o que mais se ouve nos últimos tempos, e vão ver a festa do CDS no dia 11 de Fevereiro.

PS: Incrível, não há mesmo pingo de vergonha. Hoje [22.01.2007] no Jornal da Tarde da RTP passaram duas peças sobre o referendo, a primeira sobre as declarações do bispo da Guarda (que o de Beja não interessava mostrar), que defende a pena capital para quem aborta, e depois um anúncio da caminhada pelo Não que vai haver em Lisboa. Reportagens sobre o Sim, zero! Não há mesmo vergonha! Já escreveste ao provedor?

sexta-feira, novembro 24, 2006

PS, PSD e CDS defendem ilegalização do PNR

É pelo menos o que deduzo da votação de ontem no parlamento em relação a um voto de protesto contra a ilegalização da juventude comunista checa (KSM).
«O PCP condenou a dissolução da União de Jovens Comunistas da República Checa (KSM) pelo Ministério do Interior da República Checa, considerando que está em causa "a ilegalização de uma ideologia e a criminalização de um pensamento político", críticas partilhadas pelo BE e Verdes.

Luís Campos Ferreira, do PSD, foi o mais violento nas críticas, salientando que "os países devem ter o direito de se defender e evitar que os seus inimigos aproveitem regras democráticas para os destruir". Mais "Não sabem que Portugal proíbe a ideologia fascista? O que vale para um lado, vale para o outro", disse o deputado social-democrata.
»
Eu concordo inteiramente com Luís Campos Ferreira, o que vale para um lado, tem que valer para o outro. E sempre entendi que partidos que defendem genocídios devem ser extintos. Duvido que seja esse o caso da KSM, mas quando encontramos entre os membros mais prominentes do tal partido português pessoas com cadastro relativo a um homicídio racista, perde-se qualquer dúvida. Estão à espera de quê para passar à acção meus senhores? A vossa posição de princípio já percebemos qual é, agora façam qualquer coisinha, que de boas intenções está o inferno cheio... Não deixem para amanhã, o que podem fazer hoje sem grande escândalo.

quarta-feira, novembro 22, 2006

La vida es una tómbola


Mantendo o ritmo, para a semana querem-no em Junho.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Como com a electricidade? Nem pensar!

O CDS, o partido lança-chamas da política portuguesa, vem lançar mais uma para a confusão, o seu objectivo principal. O CDS não percebe o português da pergunta proposta pelo PS para o referendo sobre a IVG, e por isso sugere o seu portuñol. A pergunta do PS é: "Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?".

A primeira objecção do CDS é com "despenalização", que entende dever ser "liberalização". Perdon? Pois, isso mesmo, "liberalização", uma palavra que nos tempos que correm lembra sobretudo o fim de monopólios estatais e privatizações. Assim como se fez com o mercado da electricidade, conduzindo ao anunciado aumento de 15,7% nas facturas! Aliás, tudo coisas a que o CDS costuma ser super a favor, o que poderia suscitar confusões várias dentro do seu próprio eleitorado na hora de votar. Better not, ok? O que é penalizado e feito no privado, despenaliza-se e faz-se nos hospitais públicos, é essa a ideia, capice?

Depois diz o CDS que se deve usar "aborto" e não "interrupção voluntária da gravidez". Aborto é a expressão mais usada, concedo, aliás, eu próprio a uso - até porque não quero que só páginas anti-escolha sejam googladas com essa palavra-chave, sem dúvida a mais procurada. Mas ser muito usada não significa ser rigorosa, como compete ser a língua de coisas como referendos. É que se o CDS não sabe eu explico, em rigor "aborto" é o feto abortado num "abortamento". O acto que interrompe a gravidez é então o abortamento, e o seu resultado o aborto. "Liberalizar o aborto" proporciona então interpretações como "privatizar fetos abortados", e não é isso que se pretende. Se o CDS não entende bem a pergunta sugerida pelo PS a solução é mesmo voltar à escola.