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sexta-feira, março 14, 2008

Alô, Rosé Luís? Devolve-nos o nosso Sócras original sff


[http://videos.sapo.pt/5ZKQSjdTsqo6097yugK9]

Prontos, é assim, a gente preferimos-lo zangado, ok?

Assinado, Povo Tuga.

PS: E pronto, em troca não deixamos mais os professores irem pra rua, é que quase chora a falar nisso, partiu-se-nos o coração.

PPS: O passeio final é onde mesmo? Nápoles? Aproveite a amizade com a mulher do presidente da câmara e meta uma cunha pra lavarem a rua, fica mal um PM num lugar daqueles, assim, consoante está.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Belmiro contra Sócrates parte II

Diz que é uma espécie de jornalismo. O Público desistiu do "canudo" do PM e vira-se agora para os seus projectos dos 80's. Dos 80's! Começo a achar que isto já nem é um "Belmiro contra Sócrates", mas um "Belmiro salva Sócrates". É que convenhamos, o PM não está no seu melhor momento e seria tão fácil criticar a sua governação de forma séria e construtiva... Agora ir buscar cenas dos 80's só poderá suscitar sentimentos de solidariedade e compaixão pelo nosso PM. Toda a gente têm álbuns fotográficos dos 80's, todos nós sabemos o que é olhar para eles. O que se passou nos 80's, devia ficar nos 80's, porque nos 80's aquilo era tudo lindo! E aquelas casas eram belíssimas casas, de causar inveja aos vizinhos todos, de Curral de Moinas a Clichy-sous-Bois! Enfim... pode ser que valorizem à custa disto.

terça-feira, dezembro 18, 2007

A miséria

A discussão que o patronato/CDS tem criado em torno do aumento do salário mínimo (que aliás estava já discutido, em tendo-se palavra não haveria o que discutir) é tão absolutamente miserável que até custa falar no assunto. Basta olhar para o salário mínimo da Grécia (668€) para se perceber o atraso em que estamos - ou será que a economia grega sempre a par da nossa, ou um passinho atrás até, de repente transformou-se num "dragão mediterrânico"?

E também não é difícil perceber que quem aufere o salário mínimo em Portugal é pobre. Trabalha a tempo inteiro, paga impostos, mas é pobre. O anunciado aumento de 5% mal cobre a inflação, que para quem é pobre será mais alta do que para quem é rico, pois quem é pobre não compra, p.ex., material informático, que contribui para uma baixa no cálculo da dita cuja. Enfim, tudo isto é triste e reles, e não é, certamente, motivo para o Sócrates se gabar.

Ler mais sobre o caso no Zero de Conduta e no Ladrões de Bicicletas.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

A assinatura e os beijinhos

Pelo meio do bovinismo da emissão pela RTP da assinatura do novo tratado europeu (só comparável ao bovinismo das emissões pela mesma estação das cerimónias de Fátima) sempre houve oportunidade para nos rirmos um pouco. A eterna bebedeira de Sarkozy brilhou. Mas houve outros momentos mais curiosos, como a insistência de Sócrates e Amado em cumprimentarem de beijo todas as mulheres, mesmo quando estas estavam já de mão estendida, ou o embaraço de ambos em receberem os beijos da comitiva italiana. A igualdade desconcerta-os. Tal como desconcertou algumas das políticas nórdicas o cumprimento desigual.

Lembrei-me logo deste post do Opaco com o mapa de França dividido por número de beijos que é usual dar-se. Mas ainda mais interessante do que esse, seria um mapa europeu que ilustrasse os locais onde os cumprimentos são igualitários, sejam beijos ou cumprimentos de mão.

sábado, outubro 27, 2007

Argumentos pelo Não dados pelo Sim

«Mesmo que consiga ler o tratado, chega ao fim quase na mesma. Um referendo sobre um texto daqueles é muito pouco democrático. Se há entidade que pode ter alguma capacidade de análise são os parlamentares. Alguma... Mesmo assim, se dos 230 deputados, 30 conseguirem entender bem o tratado, já não é mau.»
Ui, ui, 30 em 230 e já é uma sorte, ou seja, 13% dos deputados - garante Deus Pinheiro ao JN. Ora se a Assembleia da República parece estar tão bem preparada quanto o comum dos cidadãos para se pronunciar sobre o tratado (que há-de estar escrito em aramaico, só pode), será tão sensato serem uns ou outros a votarem o dito, não? E se ninguém percebe (salvo 2 ou 3 iluminados), será mesmo boa ideia assina-lo em nome de todos? Não é suposto conhecermos as leis pelas quais nos governamos?

Mas isto são só algumas dúvidas de um, necessariamente imbecil, cidadão comum que nem sequer tentou ler o tratado, por ter já apostado que o mesmo será chumbado num referendo algures. Só é pena que não o seja por cá, seria uma ironia deliciosa. Deixemos então o bombom à Dinamarca, Reino Unido ou Irlanda - dá o teu palpite na coluna do lado.

For the record: eu ainda não tenho nenhuma opinião formada sobre o tratado (pois se o não li) e em geral também simpatizo pouco com referendos. Concordo até com a ideia de que os referendos devem ser só sobre coisas claras e decisivas para todo o país, como a adesão à UE, que devia ter sido referendada.

Mas, toda a arrogância, demagogia catastrofista e o esconder do jogo por baixo da mesa que rodearam a assinatura deste tratado, dão-me uma coceira que só visto... Isso e a sensação de que Sócrates é bem capaz de ter vendido meio Portugal em alguma alínea só pela vaidade pessoal de conseguir o dito cujo futuro defunto tratado.

Política assim é uma chungaria e merece ser chumbada.

quarta-feira, setembro 19, 2007

De nada Bush, sabes que podes sempre contar com a gente

«Quero agradecer ao povo de Portugal por apoiarem a sua decisão de ajudar o povo do Iraque e do Afeganistão descobrirem a bênção da liberdade»
George Bush para José Sócrates

Nota: o título deste post é tudo menos irónico. George W. Bush tem toda a razão para agradecer a Portugal, onde a oposição à invasão do Iraque foi ínfima, insignificante e completamente inconsequente para a vida política e eleitoral pós-invasão - ao contrário do que aconteceu noutros países "aliados". É certo que o apoio popular não foi nada de exuberante, foi antes um encolher de ombros, um assobiar para o lado. Mas perfeitamente cúmplice com o entusiasmo dos políticos e com a recepção da cimeira da invasão nos Açores. Ainda batemos palmas quando um dos criminosos de guerra arranjou tacho em Bruxelas. Podemos passar a vida a dizer que o apoio de Portugal era indiferente para a decisão de invadir ou não o Iraque. Só não podemos dizer que esse apoio não existiu. Uma vergonha, toda nossa.

segunda-feira, julho 09, 2007

A vaia ao poder

Já li várias notícias que faziam referência a uma "monumental vaia a José Sócrates" no estádio da Luz, aquando daquela treta das maravilhas. A mim também parece ridículo um PM ir a uma coisa dessas. Mas o curioso é que quando finalmente descobri um vídeo da vaia, descobri também que Sócrates não estava só, Cavaco estava mesmo ao lado. Mas isso não foi noticiado nos jornais, pelo menos nas notícias que eu li. Porque terão tanta certeza os jornalistas de que a vaia era exclusivamente para Sócrates? Eu, por exemplo, sentir-me-ia muito mais tentado a vaiar Cavaco.

Não, não é nenhum George Clooney

Quem andou a reavivar essa teoria foi um jornalista da BBC. E quem a desmonta é um site de comparação de rostos que o Farpas achou. Claro que usando outra foto os resultados variam, mas o Matthew Perry mantém-se e o Clooney não aparece.

Já eu sou 72% igual à Reese Witherspoon e 74% igual ao Joshua Jackson. Por isso quando acharem que se estão a cruzar na rua com a versão morena de um deles já sabem, afinal sou só eu ;)

quarta-feira, maio 02, 2007

Quando é que o Público denuncia isto?

«Sarkozy was enrolled in the Cours Saint-Louis de Monceau, a private Catholic middle and high school in the 17th Arrondissement, where he was reportedly a mediocre pupil. Later he obtained a bachelor's degree in law from the Université Paris X Nanterre. He attended the Institut d'Etudes Politiques de Paris (more commonly known as Sciences Po), but did not graduate because he failed his exam in English [5]. He enrolled himself at Nanterre University in law, already run down some years after the riots of 1968.»
Da Wikipedia, uma fonte que o Público não costuma desprezar neste tipo de "escândalos"...

domingo, abril 15, 2007

Público.pt lança concurso de bocas e piadas à licenciatura de José Sócrates

As regras estão aqui, as fotos nem têm que ser da autoria dos concorrentes. O "prémio" é a possibilidade de ter a "honra" de ver o bitaite publicado no dito "jornal".

Jornalismo "atira merda à parede a ver se cola"

Serei só eu a já vomitar notícias sobre tretinhas burocráticas do diploma do sr. Sócrates? Eu ainda sou do tempo em que jornalismo queria dizer outra coisa. Que um ou outro blogger faça um post de cada vez que descobrem um dadozinho curioso, ou que pode ser apresentado enquanto tal, é uma coisa. Que a imprensa nacional os reproduza 5 minutos depois, é outra bem diferente. O jornalista a sério faria o seguinte, investigava de fio a pavio o percurso de Sócrates e das duas uma:
a) Descobria uma fraude a sério, e tinha aí o furo da sua vida, além da queda do governo.

b) Não descobria nada, só tretas burocráticas que não interessam nada a ninguém ou dados tão relevantes e chocantes como "não ia muito às aulas", lamentava o tempo perdido, e evitava que os seus leitores passassem pelo mesmo, por solidariedade e vergonha na cara, não publicando uma linha sequer.
Mas pronto, o tempo é outro e a modalidade favorita é a que titula este post, está visto...

sábado, abril 14, 2007

Novas Oportunidades

Já aqui tinha lançado o repto, eis então duas novas versões da péssima campanha governamenta"Novas Oportunidades": "O José Sócrates que não acabou os estudos", que parece feita de encomenda, no Arrastão; e "O Pedro Vieira que acabou os estudos", no Irmão Lúcia. É fazer circular por e-mail, que é onde estas coisas correm melhor, a ver se o Pedro arranja um emprego decente e a campanha original é retirada dos jornais e tvs...

sexta-feira, abril 13, 2007

O cromo da noite

Ao contrário de muito boa gente, não creio que esta estória da licenciatura de Sócrates lhe tenha causado grande mossa. No fundo o que ela mostrou foi apenas o quão mal visto é o ensino privado em Portugal. Porque em todo este tempo, e isso Sócrates mostrou-o bem, os jornais (i.e. o Público), a reboque de uma certa blogosfera, conseguíram apenas coleccionar uma série de insignificâncias burocráticas... Chegou-se ao cúmulo de "noticiar" as alterações na biografia de Sócrates na Wikipédia! O que sustentou todo o caso é a ideia comum de que o ensino nas universidades privadas é, regra geral, facilitado, se não mesmo comprado. Nenhum jornal disse isto, nenhuma prova surgiu, mas foi sempre o que se quis deixar no ar. E bye bye presunção de inocência.

Que Marques Mendes surja depois da entrevista de Sócrates a acusa-lo de "falha de carácter" é apenas execrável, e diz muito mais do acusador do que do acusado. Se Mendes sabe de "algo mais" era seu dever dizê-lo sem meias tintas, e afinal estava em posição privilegiada para ter informações extra - foi professor na Independente quando Sócrates era aluno - mas não disse, logo ou não sabe ou é cúmplice. E se Mendes está numa de zelos, era bom que começasse por explicar porque é que tendo sido professor na dita universidade tal não é referido na sua biografia oficial, onde podemos saber p. ex. que é sócio honorário da Cruz Vermelha.

Quanto ao resto repito, não me parece que o caso tenha feito grande mossa, e pessoalmente até serviu para aumentar a minha simpatia pelo PM, que assim se "humanizou" aos meus olhos...

PS: Ainda sobre a entrevista ao PM, mas outro ponto, vale mesmo a pena ler este post.

quarta-feira, abril 11, 2007

Alguém sabe onde está a versão com o sr. Sócrates?

Esta é das mais deprimentes campanhas governamentais de que me lembro, além de errónea e demagógica. Mas o que mais me surpreende é ainda não me ter chegado ao e-mail uma nova versão com José Sócrates. É que está tãaaaaao a pedi-las... (a publicidade, não o PM, acho eu...).

quinta-feira, março 29, 2007

Quanto custará o café ao sr. Sócrates?


Causou furor em Espanha o programa "Tengo una pergunta para usted", que a TVE estreou com Zapatero como inquirido. O curioso é que com tantos temas quentes, a ferver, no país vizinho, tenha sido a pergunta pelo preço de um café a que mais deu que falar, dada a resposta de Zapatero, 80 cêntimos. Preço tão difícil de achar para lá da fronteira quanto um bom café. Seja como for um bar de Málaga tratou logo de posicionar-se de acordo com a tabela de Zapatero, que afinal de contas até paga menos do que isso se o tomar na cafeteria do Congresso espanhol, 73 cêntimos segundo o El País.

Por cá continuamos sem saber quanto pagará habitualmente José Sócrates. E não sabemos também se estaria disposto Sócrates a aceitar o desafio que já enfrentaram Zapatero e os candidatos presidenciais franceses. Meio de mandato parece-me uma altura excelente para o Primeiro Ministro responder às dúvidas dos cidadãos. Alguma TV o desafia? Só não responda 0,80€ à perguntinha do café ou temos a inflação a disparar no dia seguinte...