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sábado, outubro 27, 2007

Argumentos pelo Não dados pelo Sim

«Mesmo que consiga ler o tratado, chega ao fim quase na mesma. Um referendo sobre um texto daqueles é muito pouco democrático. Se há entidade que pode ter alguma capacidade de análise são os parlamentares. Alguma... Mesmo assim, se dos 230 deputados, 30 conseguirem entender bem o tratado, já não é mau.»
Ui, ui, 30 em 230 e já é uma sorte, ou seja, 13% dos deputados - garante Deus Pinheiro ao JN. Ora se a Assembleia da República parece estar tão bem preparada quanto o comum dos cidadãos para se pronunciar sobre o tratado (que há-de estar escrito em aramaico, só pode), será tão sensato serem uns ou outros a votarem o dito, não? E se ninguém percebe (salvo 2 ou 3 iluminados), será mesmo boa ideia assina-lo em nome de todos? Não é suposto conhecermos as leis pelas quais nos governamos?

Mas isto são só algumas dúvidas de um, necessariamente imbecil, cidadão comum que nem sequer tentou ler o tratado, por ter já apostado que o mesmo será chumbado num referendo algures. Só é pena que não o seja por cá, seria uma ironia deliciosa. Deixemos então o bombom à Dinamarca, Reino Unido ou Irlanda - dá o teu palpite na coluna do lado.

For the record: eu ainda não tenho nenhuma opinião formada sobre o tratado (pois se o não li) e em geral também simpatizo pouco com referendos. Concordo até com a ideia de que os referendos devem ser só sobre coisas claras e decisivas para todo o país, como a adesão à UE, que devia ter sido referendada.

Mas, toda a arrogância, demagogia catastrofista e o esconder do jogo por baixo da mesa que rodearam a assinatura deste tratado, dão-me uma coceira que só visto... Isso e a sensação de que Sócrates é bem capaz de ter vendido meio Portugal em alguma alínea só pela vaidade pessoal de conseguir o dito cujo futuro defunto tratado.

Política assim é uma chungaria e merece ser chumbada.

quarta-feira, julho 11, 2007

Quem tem medo de referendar a Concordata?

Muita gente tem pedido com insistência um referendo sobre o novo tratado da UE. Eu não tenho muita vontade de dar para esse peditório, pelo simples facto de que me custa vislumbrar um novo tratado sequer, e se mesmo que nasça outros países se oferecem para chumba-lo em referendo, parece-me sensato pouparmos essa despesa. Mas já que, salvo erro, a lei foi alterada para permitir o referendo a tratados internacionais, porque não fazer um sobre a Concordata? Não será justo que o eleitorado português tenha algo a dizer sobre os acordos entre o seu (supostamente laico) Estado e micro-teocracias? Acordos que concedem todo o tipo de benesses a essas ditaduras estrangeiras, sem que se vejam mais-valias para o Estado? Quem não quer que o povo se pronuncie? Que a sociedade possa mostrar o real valor da ICAR?

REFERENDO À CONCORDATA JÁ!

domingo, fevereiro 11, 2007

SIM!

59,25% :)

O que é que estas aí a fazer? Vai votar!

1) Grande capa a do Diário de Notícias de hoje. Sem dúvida o órgão de comunicação que fez a melhor cobertura de toda a campanha.

2) Tudo péssimo na RTP, aquilo é a televisão pública ou a TV Opus Dei? Missa pela manhã, desinformação ao almoço ("referendo ao aborto")...

3) Chove continuamente a Norte, creio que no Sul o tempo vai melhor. Mas isso não justifica 11,57% de afluência às urnas até ao meio-dia! Vai votar, diz aos teus amigos para irem votar, SMSs de incentivo ao acto de votar, sem indicação do sentido de voto, são legais e recomendáveis. Mesmo que não tenhas posição, vai e vota nulo, a bem dos referendos!

4) Visto na TV, políticos em campanha junto a mesas de voto: Ribeiro e Castro e João Jardim - nojento apenas.

5) Já esqueceram 1998? As sondagens davam vitórias formidáveis ao lado que acabou por perder. As sondagens não valem nada, só o teu voto no boletim conta. Se nunca votaste e não sabes o procedimento, lê isto, é simples. SE PERDESTE O BILHETE DE IDENTIDADE E/OU O CARTÃO DE ELEITOR PODES VOTAR NA MESMA, SÓ PRECISAS DE UM DOCUMENTO ALTERNATIVO, CARTA DE CONDUÇÃO, PASSAPORTE, ETC...

6) Chegam-me relatos de "aparições" de crucifixos por todo o lado. É ILEGAL, faz queixa à CNE se isso aconteceu na tua mesa de voto. É duplamente ilegal se a mesma se encontra numa escola pública, nesse caso faz também queixa ao ministério da educação.

7) Por ora é tudo, que está na minha vez de ir votar.

A chuva não é desculpa

Mulheres votando em Nova Iorque em 1917, 3 anos antes da 19th Amendment.

Os resultados oficiais, incluindo níveis de votação ao longo do dia, serão divulgados em referendo.mj.pt.