Mostrar mensagens com a etiqueta governo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta governo. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, março 14, 2008

Se calhar é porque ficam caladinhos sempre que uma tragédia acontece

«“Nenhuma entidade ligada à canicultura foi contactada pelo Ministério da Agricultura" denunciou ao Público o presidente do Rotweiler Clube de Portugal. Hugo Ramos reagia ao anúncio, feito esta manhã, pelo ministro da Agricultura, Jaime Silva, de que irá assinar, na próxima semana, um despacho proibindo a importação, criação e reprodução de cães de sete raças consideradas perigosas, entre elas os rotweiler.»
Já não era sem tempo! Haja bom senso no governo, já que ele está ausente entre a esmagadora maioria de donos de cães, sejam ou não de raças altamente perigosas. Ainda hoje vi um miúdo de 7/8 anos a passear sozinho com um boxer, sem trela e muito menos açaimo. Sim já sei, é um cão fofinho, amigável, nunca fez mal a ninguém... a lengalenga do costume, até ao dia em que faz efectivamente mal a alguém e todos levam as mãos à cabeça e as associações de canicultura desaparecem do mapa. E tragédias destas acontecem quase diariamente. Que esta lei seja para aplicar, já que a que obriga trelas e açaimos nos passeios nunca o foi.

PS: Já esta espero que seja só mais um delírio da agência Lusa.

Cabaz Sócrates para o Dia do Pai

Esferográfica Parker Jotter Preta: 4,46€

Anão Zangado de peluche: 16,34€

"Free World" de Timothy Garton Ash: 24,00€

Curso intensivo de espanhol: 302,02€

Total: 81,45% do Salário Mínimo Nacional

Alô, Rosé Luís? Devolve-nos o nosso Sócras original sff


[http://videos.sapo.pt/5ZKQSjdTsqo6097yugK9]

Prontos, é assim, a gente preferimos-lo zangado, ok?

Assinado, Povo Tuga.

PS: E pronto, em troca não deixamos mais os professores irem pra rua, é que quase chora a falar nisso, partiu-se-nos o coração.

PPS: O passeio final é onde mesmo? Nápoles? Aproveite a amizade com a mulher do presidente da câmara e meta uma cunha pra lavarem a rua, fica mal um PM num lugar daqueles, assim, consoante está.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Ah bom, se o Público o diz...

«Qual é o balanço que José Sócrates faz dos seus três anos de Governo, que se cumprem amanhã? Positivo, muito positivo. Que imagem tem o primeiro-ministro da sua acção e das suas políticas? Reformistas. Alguma coisa correu mal? Não, tudo correu lindamente. Este é o resumo da entrevista que José Sócrates deu hoje à noite na SIC.»
Diz que é uma espécie de jornalismo. O sr. Pacheco tinha um nome para isto... qual era, "puro jornalismo"? Ah não, já sei, "jornalismo de causas".

PS: Bem sei que isto de fazer 2 posts quase seguidos em defesa indirecta do governo comporta os seus riscos, qualquer dia passo por socrático. E como blogger já era, em menos de um ai passo de desempregado a assessor do governo. Era bom era. Anyway, e porque nunca se sabe, aqui fica o mail pra qualquer contratação: renaseveados[at]gmail.com Aqui aceitam-se encomendas pósticas, é na boínha...

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Era o obséquio de fazerem cumprir a lei, se não for muito incómodo, ó faxabore

Terem que existir petições a pedir a aplicação de uma lei recentemente aprovada por unanimidade no parlamento já é suficientemente triste, não assina-la seria trágico. Assine-se pois.

Belmiro contra Sócrates parte II

Diz que é uma espécie de jornalismo. O Público desistiu do "canudo" do PM e vira-se agora para os seus projectos dos 80's. Dos 80's! Começo a achar que isto já nem é um "Belmiro contra Sócrates", mas um "Belmiro salva Sócrates". É que convenhamos, o PM não está no seu melhor momento e seria tão fácil criticar a sua governação de forma séria e construtiva... Agora ir buscar cenas dos 80's só poderá suscitar sentimentos de solidariedade e compaixão pelo nosso PM. Toda a gente têm álbuns fotográficos dos 80's, todos nós sabemos o que é olhar para eles. O que se passou nos 80's, devia ficar nos 80's, porque nos 80's aquilo era tudo lindo! E aquelas casas eram belíssimas casas, de causar inveja aos vizinhos todos, de Curral de Moinas a Clichy-sous-Bois! Enfim... pode ser que valorizem à custa disto.

sábado, janeiro 12, 2008

Fiscalização espectáculo

«Inspectores da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) estão a receber formação em tácticas paramilitares e análise de informação, num curso ministrado por agentes do SIS, ex-militares e que contará em breve com formadores da SWAT, o corpo de intervenção da polícia norte-ameeicana, noticia o “Expresso”.»
Só faltava isto. Inventarem leis sobre a cor dos cabos das facas, já tinham inventado. Instigarem o medo do chinês, já tinham instigado. Chamarem jornalistas para acções fanfarronas que resultam em arquivamentos vários, também já tinham chamado. Acho que só faltava mesmo isto. Multas a casinos é que não, claro, há coisas sagradas, com as quais ninguém se mete. Casinos e McDonalds, são algumas dessas coisas.

terça-feira, outubro 02, 2007

Carnegie Mellon e os Açores

O governo que andou tão contente e babado com os acordos que estabeleceu com algumas universidades americanas podia aproveitar e explicar-lhes que os Azores são parte do pacote. Se fosse a Madeira...

quarta-feira, julho 11, 2007

O Estado cobra, a Igreja esbanja

«Ainda na área da educação, a CEP critica a redução dos apoios do Estado à Universidade Católica Portuguesa e os problemas no ensino da Educação Moral e Religiosa nas escolas públicas. "Não há liberdade de educação em Portugal", concluiu o religioso, recordando que todos os partidos prometem permitir a escolha livre das famílias entre escolas públicas e católicas mas nunca cumprem essas promessas depois de serem eleitos.»
Esta é uma das passagens mais curiosas da notícia da Lusa, que merecia toda uma tese de análise, mas para já fico-me por um postito. "Não há liberdade de educação em Portugal", quem lê imagina alunos impedidos de escolherem estudar em escolas católicas. Será isso? O que entenderão por "escolha livre" os bispos de Portugal? Esperem, não me digam que querem que o estado pague as propinas altíssimas que vocês cobram aos vossos alunos, para que estes possam escolher entre escolas públicas e colégios católicos sem se preocuparem com a factura? É isso? Lata não falta aos bispos portugueses, trocam as palavras, os jornalistas noticiam como se com a troca algo fizesse ainda sentido, e siga o forrobodó. O que os bispos querem é que o estado esqueça não só que é laico, mas também que tem todo um sistema de ensino ao seu encargo, e passe a financiar "porque sim" o sistema de ensino concorrente da ICAR.
«"O peso da Igreja na sociedade portuguesa não é o Estado que o define", disse, acrescentando que estas questões serão objectos de análise na próxima Assembleia Plenária dos bispos portugueses que terá lugar em Novembro, a decorrer em Roma.»
Pois não é o estado, não senhor. Mas porque raio havia de ser a igreja? Porque não deixa a igreja que seja a sociedade a definir a sua relevância? Porque é que em vez da igreja querer continuamente substituir o papel do estado em várias áreas (educação, saúde, etc) com o dinheiro do estado, não tenta a substituição com o seu próprio dinheiro? Porque não pode a ICAR, a exemplo de várias outras igrejas por esse mundo fora, cobrar "impostos" (quotas, dízimos, chamem o que quiserem) aos seus membros para assim poder manter os seus serviços alternativos? A sério, porquê?

Oh esperem, não me digam que têm medo? Que imaginam que a sociedade não quereria saber dos vossos fantásticos serviços para nada, que prefeririam os do Estado? Que acham que a fé da maioria dos fiéis não resistiria a uma só mensalidade? E que aqueles que estariam dispostos a paga-los ficariam mais curiosos sobre o modo como gerem os fundos, e iam querer dizer algo sobre isso? Que no final haveria cerca de 5% de portugueses católicos e ainda por cima vigilantes da gestão da ICAR? Infernal imagem não é? Mais vale de facto continuar a trocar as palavras todas, chamar "liberdade" ao dinheiro, e sacar o máximo possível do cofre que é de todos, católicos ou ateus.

segunda-feira, julho 09, 2007

Bispos ameaçam governo para conseguirem mais dinheiro

A informação do canal público de televisão decidiu abrir o seu Jornal da Tarde com a irritação dos bispos portugueses, que exigiam "maior diálogo com o governo". O porta-voz era nem mais nem menos que o inenarrável Lino Maia, o padre que tentou convencer-nos de que a culpada da tortura, abandono e assassinato da Gisberta era da própria, e os assassinos e torturadores, que estavam ao abrigo de uma instituição da igreja, eram afinal as verdadeiras vítimas.

As queixas da igreja, ditas em tom vago, resumem-se a um único ponto: querem mais massa. «Lino Maia diz que, em primeiro lugar, a divergência tem a ver com os ATL. "Corremos o risco de ter que encerrar." Esta consequência pode ter um custo social: 20 mil desempregados em 870 instituições, ligadas à Igreja e não só. Em causa está "o direito dos pais a escolher entre a resposta pública do prolongamento do horário escolar ou a resposta dos ATL".»

Ou por outras palavras. O autoproclamado maravilhoso serviço social da igreja é tão bom, tão bom, que não é capaz de sobreviver sem os subsídios do estado. O estado paga, a igreja gasta o dinheiro como bem entende e fica com a fama de prestar os serviços que o estado não oferece. Justo, não?

É por estas e por outras que a igreja continua a parecer ter um papel e uma importância na sociedade que definitivamente não tem. É o estado que sustenta essa importância, não é a sociedade, a quem a igreja é indiferente. Sustentação com subsídios e com o vergonhosamente anti-laico serviço público de televisão. Ser solidário com o dinheiro dos outros é fácil, ter canais de televisão também (já a TVI, privada, não durou muito enquanto TV católica). Chantagear o governo para que este se demita do seu papel social, contratando antes a igreja, também não tem sido difícil. Mas o que eu gostava mesmo de ver era um apoio e generosidades católicas geradas a partir de fundos católicos, e não estatais, e de preferência sem produzirem gangues assassinos. Pode ser, ou é mesmo impossível?

A vaia ao poder

Já li várias notícias que faziam referência a uma "monumental vaia a José Sócrates" no estádio da Luz, aquando daquela treta das maravilhas. A mim também parece ridículo um PM ir a uma coisa dessas. Mas o curioso é que quando finalmente descobri um vídeo da vaia, descobri também que Sócrates não estava só, Cavaco estava mesmo ao lado. Mas isso não foi noticiado nos jornais, pelo menos nas notícias que eu li. Porque terão tanta certeza os jornalistas de que a vaia era exclusivamente para Sócrates? Eu, por exemplo, sentir-me-ia muito mais tentado a vaiar Cavaco.

sexta-feira, junho 29, 2007

Os casinhos do governo

Tinha até há pouco aqui um post sobre mais uma gaffe do governo. A notícia rezava assim:
«O ministro da Saúde, Correia de Campos, aconselhou a entrega «a pobres» de medicamentos fora de prazo, como forma de evitar o desperdício de fármacos.
De acordo com a TSF, Correia de Campos intervinha numa conferência na Ordem dos Economistas quando foi interpelado por um dos participantes, da Associação Nacional de Farmácias, que exibiu um saco com medicamentos fora de prazo, no valor de 1.700 euros.
O ministro da Saúde referiu que «toda a gente sabe» que há desperdício de medicamentos, nomeadamente que, por vezes, os utentes compram unidades a mais do que necessitam. «Certamente essa Associação a que pertence tem pobres inscritos. Talvez pudesse facultar esses produtos farmacêuticos para serem utilizados», recomendou o ministro.»
Mas afinal, ao que parece, o ministro não sabia que os medicamentos estavam fora de prazo quando proferiu o comentário, afinal absolutamente sensato e solidário. E esta notícia não é jornalismo. É outra coisa qualquer, algures entre a manipulação e a mentira grossa.

Mais um caso, dos muitos casinhos que vão causando polémica em torno do governo, ao mesmo tempo que o que realmente importa passa sem discussão. Não admira, um governo de direita, uma oposição e comunicação social igualmente de direita, sobram apenas os fait divers para criticar o governo. Não há escândalo pelo ataque aos direitos dos trabalhadores, não há escândalo por causa do recuo da lei anti-fumo, não há escândalo pelos ataques aos sistema nacional de saúde, pela inexistência de saúde dental pública, pela berardização do país etc etc etc.

E depois ainda há os casinhos que passam por horríveis "ataques à liberdade de expressão" (qual regime jardinista), que afinal não passam de excessos de zelo em relação a maus comportamentos na função pública muito mal contados... Como se a maioria dos trabalhadores portugueses tivesse um pingo de pachorra a gastar com boys de outros governos que se divertem a fazer piadinhas e cartazes no local de trabalho. O pior mesmo desses casos é substituir uns boys por outros, e não simplesmente extinguir-lhes os jobs. Mas tivessem os trabalhadores portugueses metade do tempo que têm estes boys para brincarem e fazerem tropelias, e o governo piaria muito mais fino no que realmente interessa.

quarta-feira, junho 27, 2007

Anulada a lei anti-fumo

A confirmarem-se as mais recentes notícias de que afinal serão os donos dos estabelecimentos a decidirem se se pode fumar ou não, estará confirmada a morte da lei anti-fumo que chegou a ser anunciada. É que os donos dos estabelecimentos já podem decidir se deixam fumar ou não, e o resultado está à vista de todos. Quando é que o fumo acabou nos comboios ou aviões? Quando os fumadores decidiram não fumar de livre e espontânea vontade? Com um apoio popular esmagador a uma lei a sério, semelhante à da Irlanda ou Escócia, só se percebe este recuo pela influência nefasta do poderoso lobby fumador, que só no ano passado matou 12 mil portugueses.

PS: Esta última frase do post está um bocadinho insurgente... é mesmo melhor não ler certos blogs.

quinta-feira, maio 31, 2007

O recuo nicotinodependente

Porque é que raio o governo o escolheu o dia mundial do não-fumador para anunciar que afinal as multas para quem fumar em local não permitido não vão ser tão altas como inicialmente anunciado? Qual é a ideia? Não era acabar com o fumo em local público fechado? Palermice pura, mas palermice que sai cara.

Quando Portugal é o país europeu com mais alta percentagem de gente favorável a uma lei firme (alta ao ponto de incluir uma grande percentagem de fumadores), não há desculpas para estes recuos e flexibilizações da lei. A acontecerem o único efeito será matar o propósito da lei (e não será este o único a morrer), tal qual aconteceu em Espanha, onde ninguém liga à dita. Lei flexível é a actual, a que temos desde sempre, os estabelecimentos são livres de proibir o fumo, os fumadores são livres de decidirem não fumar para cima dos outros. Mas o que se verifica é que a maior tolerância dos não-fumadores com o fumo, do que a dos fumadores com a possibilidade de não fumarem, gera uma omnipresença tabágica nos locais fechados. É por isso que o estado deve agir, e deve fazê-lo da única forma capaz de produzir os efeitos pretendidos, banindo o fumo dos locais públicos fechados. Tão simples quanto isto. Se o fazem na Suécia e seus Invernos gelados, em Portugal é ainda mais fácil, sem "mas" nem meio "mas".

PS: E para que fique claro o quão forte é a minha posição neste assunto (sim, eu sim, fascismo higienista etc e tal) adianto que (já que fiz uma declaração de voto na altura) se as eleições legislativas fossem hoje não votaria no Bloco de Esquerda, sendo as suas patetices em torno deste assunto uma das razões mais fortes para não o fazer. A luta pela saúde dos trabalhadores não pode ser hipotecada só porque colide com o cigarrinho dos deputados do Bloco.

domingo, abril 15, 2007

Jornalismo "atira merda à parede a ver se cola"

Serei só eu a já vomitar notícias sobre tretinhas burocráticas do diploma do sr. Sócrates? Eu ainda sou do tempo em que jornalismo queria dizer outra coisa. Que um ou outro blogger faça um post de cada vez que descobrem um dadozinho curioso, ou que pode ser apresentado enquanto tal, é uma coisa. Que a imprensa nacional os reproduza 5 minutos depois, é outra bem diferente. O jornalista a sério faria o seguinte, investigava de fio a pavio o percurso de Sócrates e das duas uma:
a) Descobria uma fraude a sério, e tinha aí o furo da sua vida, além da queda do governo.

b) Não descobria nada, só tretas burocráticas que não interessam nada a ninguém ou dados tão relevantes e chocantes como "não ia muito às aulas", lamentava o tempo perdido, e evitava que os seus leitores passassem pelo mesmo, por solidariedade e vergonha na cara, não publicando uma linha sequer.
Mas pronto, o tempo é outro e a modalidade favorita é a que titula este post, está visto...

sábado, abril 14, 2007

Novas Oportunidades

Já aqui tinha lançado o repto, eis então duas novas versões da péssima campanha governamenta"Novas Oportunidades": "O José Sócrates que não acabou os estudos", que parece feita de encomenda, no Arrastão; e "O Pedro Vieira que acabou os estudos", no Irmão Lúcia. É fazer circular por e-mail, que é onde estas coisas correm melhor, a ver se o Pedro arranja um emprego decente e a campanha original é retirada dos jornais e tvs...

quarta-feira, abril 11, 2007

Alguém sabe onde está a versão com o sr. Sócrates?

Esta é das mais deprimentes campanhas governamentais de que me lembro, além de errónea e demagógica. Mas o que mais me surpreende é ainda não me ter chegado ao e-mail uma nova versão com José Sócrates. É que está tãaaaaao a pedi-las... (a publicidade, não o PM, acho eu...).

segunda-feira, janeiro 29, 2007

SócratesTube

Depois de Cavaco na Índia e Marcelo em Marte, é-nos (cidadãos internautas) agora dado a ver Sócrates na China. E no Sapo, como sugeri ao presidente, embora sem sucesso.