
O renas começa a aterrar depois da viagem ao mundo maravilhoso, ainda que bitchy, da Eurovisão, para descobrir um país em plena alucinação anual com a "
nossa senhora que apareceu na árvore aos pastorinhos", aspas minhas que nos jornais e tvs, a começar pela pública, paga por todos, tudo isto é factual, passível de ser visto apenas de um ângulo, o ângulo que acha normal aparecerem senhoras em árvores, que por isso passam a ser "
nossas", de todos mesmo que alguns não queiram, mesmo que até entre a massa católica alguns a recusem.
Ainda agora milhares de pessoas juntavam velinhas numa cova ampla, convidando assim a dita senhora de outros mundos a "voltar" a aterrar na área. Mas a senhora,
deles, não aterrou (não seria a plantação de árvores mais ao gosto dela? mais ecológico era certamente). E não sei se será mau contacto, falha no satélite, mas mais uma vez também não está a ser grande ajuda a evitar os atropelamentos dos que além de não terem nada melhor para iluminar uma pista de aterragem do que uma velinha, não possuindo carro ou dinheiro para o comboio, percorrem kms a pé até ao local da aterragem. Pode ser "
nossa", mas não nos serve de muito.
E se bem me lembro, nem aos "pastorinhos" deu boleia daqui para fora, aliás, dois morreram logo a seguir à visita e a terceira foi enclausurada para toda a vida. Não recomendaria portanto alimentar muitas esperanças quanto ao regresso da dita
nossa,
vossa,
deles, senhora, cuja motivação anti-comunista dificilmente se coaduna com as modestas votações do PCP actualmente (Marte, o planeta vermelho, será uma preocupação maior). E, no remoto caso de tal "voltar mesmo" a acontecer, tenham pois muito cuidadinho. Lembrem-se dos pastorinhos e usem ao menos uma máscara respiratória...