2008 com fumo
«Assim, para redenominar as escolas públicas o Ministério entendeu encarregar da escolha as assembleias de escola, dando entretanto a indicação aos órgãos directivos de que devem ser evitadas alusões religiosas, como nomes de santos ou santas. Esta ordem gerou alguma polémica em agrupamentos do distrito de Braga, com várias pessoas a recusarem o riscar do nome da terra.»O Ministério da Educação já desmentiu a mentira com que o Correio da Manhã decidiu começar o seu ano desinformativo. Mas vale a pena lê-la atentamente. Aparentemente a mentira nasce em Braga, e a única pessoa que o CM decidiu contactar a seu propósito foi o presidente da Confederação Episcopal Portuguesa, que logo se prontificou a maldizer o "fundamentalismo laicista".
«Espero que tudo isto não passe do mundo das intenções e que, na hora da verdade, o bom senso prevaleça», disse ainda o senhor Jorge Ortiga. Sensatas palavras sem dúvida. É assim que se dá a ideia que uma mentira, mesmo que prontamente desmentida, podia ser uma verdade.
E assim nasceu o mito de que um dia a ministra da educação quis limpar os nomes dos santos das escolas. Nasceu e viverá por mil crónicas politicamente incorrectas a publicar por toda imprensa... Pouco importa que tal mito mentiroso surja poucos dias depois do governo, do qual a ministra faz parte, ter anunciado um novíssimo "Hospital de Todos os Santos" para a capital. A mentira tem pernas longas, faz Braga-Lisboa num saltinho de pardal, e a insinuação viverá para sempre.
Adenda: A Agência Ecclesia já deu o seu contributo à causa, sigam-se então os tablóides e depois, finalmente, os editoriais do Público.

