Mostrar mensagens com a etiqueta história. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta história. Mostrar todas as mensagens

sábado, julho 18, 2009

Homossexualidade durante o Estado Novo

segunda-feira, março 24, 2008

De volta ao desacordo

1) Para citar este belíssimo comentário de Rui Zink, deixado numa caixa de comentários tomada de assalto pelo analfabetismo-patrioteiro. Cito com a devida vénia:
«Certo, Angola já não é nossa, mas a língua ainda é. Semos o Pai, nós decidiremos o destino dela. E depois, o Brasil não tem escritores, não tem literatura, enquanto que em cada Portuguez há um Poeta, e um Poeta que nunca deixou a sua língua amada ser contaminada por estrangeirismos foleiros como prime, subprime, franchising, spread 0%, uma língua cujos deputados não dizem atempadamente, cujos economistas não nos convenceram que é errado dizer rentabilidade, cujos cidadãos lêem Camoens no original e onde nem as cartas do CEO da PT vêm com eros ortográficos, porque Eros é um deus brasileiro e lá por eles serem muitos nós semos Portuguezes, temos o copiraict (que escrevemos com c para distinguir de ofsait. Seremos como o Titânico, affundar-nos-emos philosofficamente escrevendo kmo s/pre xkrevemos. Hey men.»
2) Há dias notei com agrado numa notícia de um site brasileiro que por lá se diz "centavo de euro" e não o horroroso "cêntimo". Agora quando a fui procurar para comentar encontrei não uma, mas centenas, incluindo esta da Agência Lusa Brasil:
«Os bares e restaurantes portugueses praticam o preço mais baixo de venda do produto entre os países europeus. Em Portugal, a xícara do expresso custa, em média, 55 centavos de euro (R$ 1,41).»
Quanto tempo será necessário para que o analfabetismo-patrioteiro comece a vomitar que "no Brasil nem sabem dizer cêntimo"? Este exemplo de um melhor uso da língua lá do que cá é especialmente valioso por ilustrar um dos principais factores que contribuiu para a divergência da língua nos dois países: a influência do francês em Portugal. Coisa que começou na altura das invasões, mas que nem por isso indigna estes pseudo-puristas patridiotas. Sobretudo ao nível fonético (que em nada será alterado pelo acordo), com a exagerada consonantização do sotaque das elites lisboetas, assumido como o "mais correcto", é aos franceses que devemos muita da água que separa as duas variantes da língua.

3) Mas não costumam ser os velhos do Restelo a ditar o rumo da história. E talvez essas exacerbadas reacções anti-acordo mais não sejam que o indício disso mesmo, o último estrebuchar do orgulhosamente sós. Assim o espero. E para ilustrar a riqueza da língua em que vos escrevo em ortografia antiga (pois, ainda não fiz o upgrade), um excerto de uma novela exibida pela SIC, para lembrar que isto de sotaques e variantes não se resume a Lisboa e Rio de Janeiro. Deliciosa, é a única novela que consigo ver por mais de 5 minutos só pelo prazer de ouvir as falas.


Mais sobre o dialecto mineiro na Wikipédia.

sábado, março 08, 2008

Efeméride

Foi há precisamente 200 anos que a direita portuguesa deu início à nobre tradição de dar à sola para o Brasil, sempre que a coisa fica preta em Portugal. Ide, ide!

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Aos enlutadinhos do "D." Carlos

Espero que esta gente mantenha o mesmo humanismo no próximo 1 de Dezembro, e em vez de celebrar a vitória dos terroristas, mande rezar uma missinha por Miguel de Vasconcelos. Aliás, para quando uma plaquinha em homenagem à desgraçada vítima? Triste país o que consagra dia feriado o aniversário de um acto terrorista...

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Centenário do Regicídio


Vídeo via Arrastão. Amanhã à noite estreia na RTP1 a mini-série sobre o episódio determinante para a implantação da república, hoje passa o making of. Mais links úteis no Esquerda Republicana.

segunda-feira, julho 16, 2007

segunda-feira, junho 25, 2007

Inês de Castro©

Leio e pasmo: «O advogado José Miguel Júdice, detentor da marca Inês de Castro, revelou que está disponível a cedê-la para produtos de qualidade e que possam potenciar aquela história verídica da nação portuguesa.»

Como? Importam-se de me explicar? É herança, é? «"Não tenho nada contra a utilização da marca Pedro e Inês em produtos nacionais. Até pode ser em atum, mas tem de ser uma conserva muito boa e não um atum ranhoso", disse o advogado, confrontado com a falta de aproveitamento comercial da nossa História.

O registo das marcas foi a forma de "evitar a degradação" da sua utilização, mas até ao momento somente um vinho do Dão e licores abaciais em Alcobaça estão a utilizar os nomes comerciais dos dois amantes.»

Quem disse que a História de um país é do seu povo? E a Galiza que não perca tempo a lembrar que Inês era galega, agora é marca registada, pertença de Júdice. Venha então o atum que assegurará a dignificação do nome da Castro. E já que estão a tentar vender a história a Hollywood acho que vou mas é tratar de registar Afonso Madeira, o escudeiro que consolou o viúvo Pedro. Enfim, a pitada gay necessária para garantir um sucesso de bilheteiras. Vou ficar rico!