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quarta-feira, outubro 22, 2008

Doces pecados

1) Esquece Deus e goza a vida. É essa a mensagem do primeiro autocarro ateísta a percorrer as ruas londrinas, graças ao patrocínio de Richard Dawkins, e várias outras pessoas, a uma ideia nascida na blogosfera. Mais informações aqui, via.

2) "A Revolução Pendente - Feminismo e Democracia" de Carlos Diegues. Pecado em dose tripla: temática demoníaca, edição disponível para descarga gratuita na net e editado na Galiza com cedilha e til. Alguém terá que arder no inferno por tudo isto. Via.

3) Mormons Exposed 2009. Já podem tirar o calendário de 2008 da parede, novos Helders desnudam o tronco para deleite pagão. Muita atenção ao Matthew em pregação pela África do Sul e ao Cody, que prega pela Lousiana fora. Aqui fica o vídeo, e se não resistirem prega-los na vossa parede ou a comprar a T-shirt "I heart mormon boys" por 15,50 dólares já sabem, só haverá absolvição rénica se oferecerem o dobro à campanha dos autocarros ateístas de Londres.

4) Entretanto a saga da Bicha do Demónio prossegue, para ver e rever aqui.

PS: Entrevista com o génio por trás da Bicha aqui!

terça-feira, agosto 07, 2007

Quando é que a ASAE se junta à luta contra o YouTube?

«A Liga Inglesa de Futebol e a distribuidora musical Bourne & Co informaram nesta segunda-feira que mais oito adversários se juntaram à ação contra o Google e a divisão de serviço online YouTube por estimular deliberadamente a infração de direitos autorais. (...)

"A mensagem clara e cada vez maior para o YouTube e o Google é simples: o modelo de negócios insensível e oportunista deles é contrário ao que é certo, contrário à lei. Deve ser parado e será", disse o porta-voz da Liga Inglesa, Dan Johnson, em nota.»
Fechar o YouTube por violação dos direitos de autor faz tanto sentido como fez fechar os 3 sites portugueses de partilha de ficheiros por torrents. Em todos os casos tratam-se de ferramentas que permitem a partilha de ficheiros, e em grande medida esses ficheiros são partilhados por quem não é dono dos "direitos de autor". Assim não se entende porque é que a PJ/ASAE não encerra por exemplo o Sapo Vídeos, versão portuguesa do YouTube, pertencente ao grupo PT.

E lendo mais alguns pormenores sobre a actuação da PJ/ASAE quase se poderia pensar que a PJ/ASAE foram meros capangas da indústria mais estúpida do mundo. Mas obviamente que não quero acreditar que duas instituições com o dever não só se serem isentas e tratarem todos os cidadãos de igual forma, mas também de serem fiscalizadoras de todas as indústrias, possam ser meras marionetas de uma delas.

E apesar de toda a estupidez da dita indústria, também não quero acreditar que haja "artistas" e "editores" portugueses dispostos a porem a mão em dinheiro por supostos direitos de autor violados, mas cujos autores, como todos bem sabemos, são na sua esmagadora parte estrangeiros.

É que podem dar as voltas que quiserem, mas o problema da música e cinema português não é haver quem tendo comprado legalmente um CD ou DVD, o decida partilhar on-line com outros sem ganhar tostão com isso. Não, o problema da música e cinema português é quase não haver quem o faça. Quando foi a última vez que ouviram alguém dizer que sacou um filme de Manoel de Oliveira da net? E mp3 do Paco Bandeira, existirá algum?

sexta-feira, julho 27, 2007

Convém não esquecer que estamos no Verão


Patty Pravo - "La Bambola"

Nota: Veja este vídeo por sua conta e risco, é possível que ao fazê-lo esteja a infringir leis de copy right, o que poderá levar a polícia a trata-lo como um terrorista. Por via das dúvidas mais vale comprar o disco numa loja on-line americana, evitando assim despesas desnecessárias para a PJ, e lucros imerecidos para alguma organização de cantores da treta portugueses que vivem à custa de direitos de autores estrangeiros. Quem avisa, amigo é. Caso não esteja mesmo disposto a pagar para ouvir esta música deve consultar um advogado para saber se no seu caso estará sujeito a penas mais graves se fizer o download on-line ou furtar o disco numa loja. Em não se tendo cadastro, as penas tendem a ser mais leves para a segunda possibilidade.

A máfia do copyright volta à carga

A forma como tem sido noticiado o encerramento de três sites de partilha de ficheiros pela PJ/ASAE, mostra como a maioria dos jornalistas percebe tanto do assunto quanto a polícia/pau mandado da máfia do copyright. Encerrar esses sites porque eventualmente haja quem os use para trocar ficheiros cujos direitos de autor não lhes pertençam, faz tanto sentido quanto encerrar o Blogger porque há blogs que violam o segredo de justiça, ou fechar o Miau.pt porque há gente que lá vende telemóveis roubados. Se a prevenção do crime justifica o encerramento de sites que são meras ferramentas com infinitas possibilidades de uso, legais ou não, mais vale à PJ encerrar de vez a internet. A máfia do copyright certamente que aplaudiria de pé.

Entretanto pode ser lido aqui o comunicado de uma das vítimas deste caso de abuso policial e ataque à liberdade e privacidade on-line.

segunda-feira, junho 25, 2007

Crime? Crime é fazer downloads!

©ultura e ©ivilização

Na televisão pública calho ver uma reportagem, e digo calho porque ninguém tem resistência para ver um Telejornal de ponta a ponta, sobre uma operação policial contra a pirataria da TV Cabo. Pessoas que recebiam o sinal da TV paga em casa sem pagarem tostão. A jornalista da TV pública assegurava que isso era o mesmo que furto. E eu que ingenuamente pensava que furto implicava a subtracção de qualquer coisa a alguém. Ou será que o sinal de cabo que as pessoas usavam deixou por isso de chegar a outras, dispostas a pagar por ele?

Um anúncio algures na net diz-me que "Combater a pirataria é um sinal de cultura e civilização. ©". Sigo curioso o link e deparo-me com um cartaz que mostra um novo desempregado, por ter feito downloads ilegais no local de trabalho, um CRIME realça o mesmo cartaz, que ainda urge todas as empresas a agirem de igual modo com os seus funcionários infractores. "Cultura e civilização", claro, não há nada de terrorista ou sequer intimidatório nisto.

O que vale é que a polícia está a atenta e põe os seus agentes ao serviço de tão urgente combate. Até GNRs acompanham os srs. do copy right nas suas cobranças junto dos estabelecimentos que passam música da Madonna ou Mozart sem darem tostão aos artistas. Uns autênticos anjos da guarda estes srs., que garantem assim que o justo prémio chega aos detentores dos direitos, que ninguém ouse duvidar.

E afinal pagamos impostos para alguma coisa é, para termos os nossos direitos assegurados. Nomeadamente para termos informação rigorosa e de acesso livre. Bem, quer dizer, mais ou menos livre. Pagam-se os impostos e depois paga-se mais a mensalidade do cabo se queremos ver o canal de informação (mais ou menos rigorosa) da TV pública... Mas enfim, que importa isso? Cultura e civilização é para quem pode pagar, não é para quem quer ;)

Inês de Castro©

Leio e pasmo: «O advogado José Miguel Júdice, detentor da marca Inês de Castro, revelou que está disponível a cedê-la para produtos de qualidade e que possam potenciar aquela história verídica da nação portuguesa.»

Como? Importam-se de me explicar? É herança, é? «"Não tenho nada contra a utilização da marca Pedro e Inês em produtos nacionais. Até pode ser em atum, mas tem de ser uma conserva muito boa e não um atum ranhoso", disse o advogado, confrontado com a falta de aproveitamento comercial da nossa História.

O registo das marcas foi a forma de "evitar a degradação" da sua utilização, mas até ao momento somente um vinho do Dão e licores abaciais em Alcobaça estão a utilizar os nomes comerciais dos dois amantes.»

Quem disse que a História de um país é do seu povo? E a Galiza que não perca tempo a lembrar que Inês era galega, agora é marca registada, pertença de Júdice. Venha então o atum que assegurará a dignificação do nome da Castro. E já que estão a tentar vender a história a Hollywood acho que vou mas é tratar de registar Afonso Madeira, o escudeiro que consolou o viúvo Pedro. Enfim, a pitada gay necessária para garantir um sucesso de bilheteiras. Vou ficar rico!

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Quando só se tem a Kátia

O roubo é a única alternativa, a bem da vida dos tímpanos, claro. Tudo pela vidinha.

Actualização: também a Plataforma Não Obrigada usou sem consentimento uma música dos Madredeus, adianta a edição em papel do JN de hoje, e a Teresa Salgueiro não gostou mesmo nada.

quinta-feira, setembro 07, 2006

Microsoft querer patentear tecnologia de conjugação de verbos

A Microsoft pretender patentear uma tecnologia de conjugação de verbos em várias línguas (via Chuza!). Coisa, aliás, que a Priberam já fazer haver alguns anos para a língua portuguesa - mas não pedir patente, e caso por absurdo a Microsoft ter sucesso, poder ter que pagar direitos à empresa de Bill Gates. Ser só eu a achar que os abusos e excessos das leis de direitos de autor ser a maior ameaça à liberdade de expressão actualmente no Ocidente?