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quarta-feira, outubro 22, 2008

Doces pecados

1) Esquece Deus e goza a vida. É essa a mensagem do primeiro autocarro ateísta a percorrer as ruas londrinas, graças ao patrocínio de Richard Dawkins, e várias outras pessoas, a uma ideia nascida na blogosfera. Mais informações aqui, via.

2) "A Revolução Pendente - Feminismo e Democracia" de Carlos Diegues. Pecado em dose tripla: temática demoníaca, edição disponível para descarga gratuita na net e editado na Galiza com cedilha e til. Alguém terá que arder no inferno por tudo isto. Via.

3) Mormons Exposed 2009. Já podem tirar o calendário de 2008 da parede, novos Helders desnudam o tronco para deleite pagão. Muita atenção ao Matthew em pregação pela África do Sul e ao Cody, que prega pela Lousiana fora. Aqui fica o vídeo, e se não resistirem prega-los na vossa parede ou a comprar a T-shirt "I heart mormon boys" por 15,50 dólares já sabem, só haverá absolvição rénica se oferecerem o dobro à campanha dos autocarros ateístas de Londres.

4) Entretanto a saga da Bicha do Demónio prossegue, para ver e rever aqui.

PS: Entrevista com o génio por trás da Bicha aqui!

terça-feira, outubro 30, 2007

My name is James, just James

A Fernanda Câncio tem toda a razão. Mas há quem vá ainda mais longe. E afinal para que servem os sobrenomes? Já anulando-os é da maneira que se dá uso ao segundo nome próprio que quase toda a gente tem por estas paragens, mas ninguém conhece ou chama. Simplifiquemos pois então.

sexta-feira, junho 15, 2007

Espanha: paridade chega às moedas

O congresso espanhol aprovou uma proposta do PSOE que visa a paridade entre homens e mulheres nas imagens das moedas de Euro cunhadas no país vizinho [via]. Actualmente só o rei espanhol (moedas de 1 e 2 €) e Miguel de Cervantes (10, 20 e 50 centavos) têm a honra. A primeira mulher a juntar-se ao grupo deverá ser Clara Campoamor, política feminista e republicana, defensora do voto feminino e do direito ao divórcio em Espanha.

quarta-feira, junho 13, 2007

sábado, novembro 25, 2006

Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres


Anúncio da Fédération Nationale Solidarité Femmes, descoberto no sempre excelente Houtlust. «Um homem que maltrata a mulher, ensina a violência às crianças. Em França, 4 milhões de crianças são testemunhas de violência conjugal.»

quarta-feira, outubro 18, 2006

Chega de ingenuidades, de uma vez por todas: não é o feto que está em causa

As discussões sobre a IVG agastam-me, cansam-me, aborrecem-me... Tidas tantas vezes, já só tenho pachorra para discutir estratégias, denunciar esquemas do Não etc. Mas volta e meia lá tenho eu que levar com a estória do feto que "é um ser humano pequenino", que nem se vê, mas merece mais atenção que, por exemplo, as 15 mil crianças institucionalizadas neste país. De uma vez por todas, não é isso que está em causa neste referendo.

Alguém que efectivamente acredite na teoria do feto = pessoa não se poderia limitar a votar não no próximo referendo, teria que dizer não à actual lei. A actual lei prevê, por exemplo, que a mulher possa abortar quando a gravidez é fruto de uma violação. Esse feto abortado legalmente é exactamente igual aos fetos abortados ilegalmente, resultantes de relações sexuais consentidas. É esta excepção à criminalização do aborto que melhor explica e ilustra o que efectivamente está em jogo quando se fala da IVG, que "valores" afinal são estes que movem o Não.

A maior parte das pessoas partidárias do Não é favorável a esta excepção, e o motivo que é dado é este: "a mulher não teve culpa". Ou seja, nos restantes casos "a mulher tem culpa". E tem culpa, porque teve sexo, e se teve sexo deve arcar com as consequências, e as consequências do sexo devem ser filhos, aliás, única razão pela qual se deve ter sexo. São estes então os valores do Não.

Se a preocupação fossem os fetos, procurar-se-iam estratégias que reduzissem o número de abortos. Educação sexual nas escolas, acesso facilitado a meios contraceptivos etc. Enfim, tudo coisas que encontram sempre como obstáculos os partidários do Não. Aliás, rapidamente se chegaria à conclusão que o país a imitar seria a Holanda, o país europeu com menos abortos realizados, e não por acaso, o país que penaliza o aborto num menor número de situações (o "aborto livre" é coisa que só existe em algumas cabecinhas menos saudáveis).

Mas não é nada disso que está em causa. O papel da mulher na sociedade é o que se referenda em Janeiro próximo. Deve a mulher ter direito a uma vida sexual orientada pelo seu desejo de prazer (como sempre fez o homem), ou deve a mulher limitar-se ao papel de mãe e esposa?