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quinta-feira, agosto 30, 2007

Radio Vaticana antecipa o futuro?

Um belo exemplo do perigo que paira sobre a língua. O futuro pode ser isto. Nacionalismos tontos e complexos coloniais à parte, isto interessa a quem exactamente? Talvez aos tradutores entre as duas versões da Radio Vaticana... e aspirantes a empregos semelhantes. Fora esses, não vejo a quem.

Já agora, a divisão linguística não era suposto ser uma maldição divina sobre a humanidade? Porque a alimenta a Radio Vaticana? Isto anda tudo ligado...

[Tradução brasileira: Um belo exemplo do perigo que paira sobre a língua. O futuro pode ser isso. Nacionalismos idiotas e complexos coloniais à parte, isso interessa a quem exatamente? Talvez aos tradutores entre as duas versões da Radio Vaticana... e aspirantes a empregos semelhantes. Fora esses, não estou vendo quem mais.

A propósito, a divisão linguística não era uma suposta maldição divina sobre a humanidade? Porque é alimentada pela Radio Vaticana? Isso anda tudo ligado...
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sábado, fevereiro 10, 2007

Censura na Antena 1

«A edição de ontem do programa de rádio "O amor é ...", da autoria de Júlio Machado Vaz e Ana Mesquita, não foi para o ar. Segundo a RDP a emissão comprometia a isenção da estação, argumento contestado pelos autores.» [via]
Como? A Antena 1 faz parte do grupo RTP - Rádio e Televisão de Portugal. Um grupo estatal, ou seja, pago com os impostos de todos. Ao longo da campanha este grupo passou, nos seus vários canais, programas de autor ou religiosos que fizeram apelos directos e constantes a um certo sentido de voto (programa de Marcelo Rebelo de Sousa, o programa diário da igreja católica na RTP2 ou o programa da aliança evangélica no mesmo canal). Só censuraram Júlio Machado Vaz porquê? Receberam queixas? Inundemos então a caixa de correio do provedor do ouvinte.

quinta-feira, novembro 30, 2006

Será isto o "jornalismo de causas"?

«Rádio Renascença defende "não" no referendo ao aborto»

Nós já sabíamos isto, mas é bom que a própria ponha as coisas em pratos limpos. A Renascença não está na campanha para informar, mas para apelar ao voto Não. Fica no entanto uma dúvida, terão os "jornalistas" da Emissora Católica legitimidade para no dia do referendo fazerem cobertura junto às urnas de voto? É que o artigo 133º da Lei Orgânica do Regime do Referendo diz «por propaganda entende-se também a exibição de símbolos (...) representativos de posições assumidas perante o referendo». No mínimo cubram os microfones.

quinta-feira, outubro 19, 2006

A Renascença afia as garras

Já toda a gente deve ter visto a campanha publicitária que a Rádio Renascença - Emissora Católica Portuguesa lançou nas televisões e jornais. Mesmo a calhar, a tempo de fazer subir um pouquito as audiências (pelo menos as que sejam capazes de sobreviver ao terço das 18h30) em plena pré-campanha para o referendo à IVG. A imagem que ilustra este post, onde se vê uma mulher com barriga de quem está prestes a dar à luz e um feto com pelo menos umas 18 semanas, foi também escolhida pela Renascença para ilustrar uma "notícia" no seu site sobre o referendo do sim ou não à despenalização da IVG até às 10 semanas.

A "notícia" é gira e começa assim: «Tem mais de um ano, evitava o referendo, e caiu no esquecimento pela mão do PS: uma proposta de projecto de lei que tinha como objectivo livrar da cadeia as mulheres acusadas do crime de aborto.» Mas tenho eu ouvido falar noutra coisa a não ser este disparate de manter a lei, criar mecanismos que impeçam a sua aplicação nos tribunais, mas mantendo também o aborto clandestino como única possibilidade de abortar? (O tal que só em 2005 levou 10511 mulheres a receberem tratamento hospitalar.) Mas para a Renascença isto é coisa boa e coisa não suficientemente propagandeada, e mais, evitava o referendo. O que evitava o referendo sei eu, e não é esta treta da "legião de Maria" do PS, também acarinhada por gente como Portas e Marcelo. Mas a onda na Renascença não é, nem nunca foi, a de informar, é converter, e rezar, rezar muito!