sábado, abril 05, 2008
sábado, fevereiro 23, 2008
"Para a comunicação social há sempre a iminência de uma tragédia"
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bossito
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2:33 da manhã
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tags: sensacionalismo, sic, tomara que caia, vídeo
domingo, fevereiro 03, 2008
Rio de Mouro on fire, ou nem por isso...
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bossito
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3:31 da tarde
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quarta-feira, janeiro 16, 2008
Teste: Que tipo de activista gay és tu?
A) Rejeitas o alarmismo precipitado e desinformado. Recordas a história da SIDA, concluindo que as doenças não têm orientação sexual e esse tipo de simplismos apenas contribui para a disseminação das mesmas.
B) Apoias o alarmismo, instando as autoridades a adoptarem-no. Mencionas o preservativo, mas apenas para sexo com "estranhos" (sic), e isso embora as informações existentes sobre a nova bactéria digam que a transmissão não é prevenida pelo mesmo. E insultas os homossexuais que frequentam saunas e quartos-escuros.
Se respondeste A és um activista responsável e inteligente, ganhas um prémio arco-íris. Se respondeste B não és um activista gay, voltas à casa de partida e devolves as tuas plumas, porque de moralistas parvos já está o país cheio, não precisa de mais alguns em formato rosa choque, adeus e obrigado.
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bossito
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11:59 da tarde
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tags: activismo, mrsa, opus gay, saúde, sensacionalismo, sida
segunda-feira, dezembro 10, 2007
Onde é que isto vai parar!?
Pior. Além do tom "conversa de café" e do histerismo com que são apresentados os serviços noticiosos da televisão pública (com a falta de qualidade e rigor da privada posso eu bem, não me sai do bolso), nem sequer os casos de faca e alguidar aos quais a TV decide dar máxima importância são apresentados com um mínimo de profundidade. Quais moços de recados do palhacinho de serviço, todos acorrem a interrogar o governo. Mas ninguém é capaz de fazer as perguntas verdadeiramente incómodas e a quem de direito. Quantos agentes da PSP são também seguranças? E de que forma isso interfere com a investigação?
Agora, falar em "guerra" ou "onda de homicídios" no país onde só no ano passado pelo menos 39 mulheres foram assassinadas pelos maridos ou companheiros, sem que tais casos tenham sido notícia fora das páginas do CM e JN, é um bocadinho despropositado não? Ou será que há assim tantos espectadores que sejam seguranças da noite do Porto e devam por isso ser alertados via RTP?
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11:06 da tarde
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tags: crime, jornalismo que empesta o ar, rtp, sensacionalismo
sábado, dezembro 08, 2007
Ecologismo tablóide
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bossito
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6:24 da tarde
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tags: alemanha, ecologia, energia, jornalismo que empesta o ar, sensacionalismo
sexta-feira, setembro 07, 2007
Nota prévia: o editorial que se segue não é do Correio da Manhã
«Num dia em que voltaram a levantar todas as teorias sobre o destino de Madeleine, a criança inglesa desaparecida no Algarve há mais de quatro meses; duas semanas depois de terem sido mortos a tiro empresários e seguranças da noite de Lisboa e Porto; após uma semana de assaltos à mão armada (bancos, carrinhas de valores e, ainda ontem, uma ourivesaria), que também fizeram vítimas; não podia ter sido mais inoportuno da parte do Governo anunciar os números da criminalidade e dar destaque à diminuição do crime violento.»Inoportuno para quem? Só se for para quem se dedica a explorar o crime, fazendo sensacionalismo diário com casos relativamente isolados e que as estatísticas não se cansam de demonstrar serem em muito menor número em Portugal do que na maioria dos países europeus.
«Primeiro porque são números que dizem respeito apenas aos primeiros seis meses do ano, ou seja, até Junho. E que, seguramente, os factos de Julho, Agosto e este agitado início de Setembro vão fazer disparar. Depois porque dá a ideia de que a indicação dada às forças de segurança é a de encarar os últimos casos com normalidade.»Irão fazer disparar? Se até o caso Madeleine, ocorrido em Maio, teve que ir buscar para a lista!? E a polícia deve encarar o crime como? Histericamente resultará melhor? Do que encarar com profissionalismo, como é suposto fazerem-no todos os dias, já que diariamente é esse o seu trabalho, combater o crime?
«Quando os factos contrariam os números, não há percentagens ou décimas tranquilizadoras. O que descansaria os portugueses era ver os últimos acontecimentos tratados como excepções: pelas forças de segurança e pelo Governo. Para não temerem que a violência generalizada esteja a instalar-se no País. Para poderem continuar a achar que se trata apenas de casos pontuais.»É óbvio que não há estatística que valha a quem acabou de ser vítima de um crime. A probabilidade de nos cair um raio em cima da cabeça é desprezável de tão baixa, mas um dia que caia, de nada nos irá valer a ínfima probabilidade. O histerismo e indignação são perfeitamente compreensíveis e justificáveis vindos da boca de alguém que acabou de ser assaltado. No editorial de um jornal que se diz de referência é apenas histérico e sensacionalista.
Os factos não contrariam os números, até porque estes se limitam a contabilizar os factos. É o exagerado destaque dado a factos isolados e o nulo destaque dado à regra (ainda ontem ouvi um agente da PSP explicar que há 2 anos que não havia um assalto à mão armada em Viana do Castelo) que criam sentimentos colectivos de insegurança, sem qualquer correspondência com a realidade, mas apenas com as manchetes dos tablóides (editorial do DN incluído no lote).
Não é demais recordar: «Segundo o professor [Cândido Agra, presidente da Sociedade Portuguesa de Criminologia], Portugal é um país com medo. Ao estudar a insegurança deparou-se com um paradoxo ao mesmo tempo que Portugal é o país com o menor índice de criminalidade da União Europeia, por outro lado, é o "mais medroso", caracterizou o professor.» Isto interessa a quem? Não tem já o país problemas de sobra para se andar a deprimir com os que não tem?
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12:11 da tarde
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tags: crime, dn, medo, sensacionalismo
quinta-feira, agosto 23, 2007
Agora escolha
«Mãe oferece filho de dois anos para práticas homossexuais» in Correio da Manhã
«Menina de dois anos oferecida para sexo» in Jornal de Notícias
E para desempatar:
«Detenida una mujer en Sitges por intentar prostituir a su hija de dos años» in El País
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3:35 da manhã
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tags: homofobia, imprensa, jornalismo, manipulação, sensacionalismo
segunda-feira, junho 04, 2007
A memória é curta: assassinos em série de Portugal
Em 1841 foi executado Diogo Alves. Um dos milhares de imigrantes galegos que à época viviam em Portugal, vindo de Santa Xertrudes de Samos em Lugo, e que se dedicava a assaltar pessoas no Aqueduto das Águas Livres em Lisboa, atirando-as de seguida dos arcos abaixo. Chegou-se a pensar que se tratava de uma onda de suicídios, desconhecendo-se ao certo o número de vítimas (na ordem das dezenas). A cabeça do assassino encontra-se hoje "engarrafada" no dito monumento. O primeiro filme ficcional português, de 1911, foi sobre os seus crimes. Recentemente foi reeditada uma biografia romanceada, cuja primeira edição data de 1877. E Philip Graham [dica do Miguel] tem no YouTube um breve filme: «Bring me the head of Diogo Alves!».
Já a última mulher a ser condenada à morte em Portugal foi Luísa de Jesus, nascida em Coimbra. Tinha apenas 22 anos quando, em 1772, foi condenada pela morte de 33 recém-nascidos, que "levantava" na roda, recebendo assim 600 réis por criança, um subsídio que deveria ser usado na sua criação.
Como se vê, Portugal já teve assassinos bem mais sanguinários, e não era a existência da pena capital que os evitava...
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bossito
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tags: crime, jornalismo, justiça, sensacionalismo
quinta-feira, maio 24, 2007
RTP Crime
O pretexto é, what else?, as intercalares em Lisboa, esse assunto local que o centralismo doentio da nação eleva a "questão nacional". As respostas são contra o "poderoso lobby gay", "anormal, desviante" e por aí fora. A despedida, já com o "tempo excedido", é um "tive muito gosto em tê-lo cá". E esta merda toda foi paga com os teus impostos.
Escusam de vir com a estória dos "deveres de isenção" e "igualdade de tratamento para todos os partidos" a que a RTP estaria obrigada. Porque NUNCA na história da estação isso alguma vez foi passado à prática. NUNCA numa eleição nacional se viram entrevistas a todos os candidatos, humanistas, monárquicos, atlantistas, da terra, operários socialistas, etc etc etc, porquê então fazê-lo numa eleição de âmbito local? Onde para cúmulo os "candidatos de relevo" não são os 5 do costume (correspondendo às forças representadas no parlamento), mas 7, graças aos independentes, mais do que suficientes para ocuparem demasiado tempo e recursos por si só.
A RTP viola assim a constituição ao perpetuar e reforçar um favorecimento mediático desmesurado à capital do país, discriminando tudo o resto. E ao permitir discursos de ódio em função de orientação sexual, aliás, ao premia-los com "muito gosto". Não há vergonha, não há decência, não há pingo de consciência ou ética jornalística. É o forrobodó da estupidez. Os liberais não precisam de gastar mais latim comigo, estou convencido: privatize-se já aquela merda!
PS: É isto o famoso controlo do PS sobre a RTP? Livra!
PPS: Para quem não viu, saiba que das Neves sugeria hoje no Destak que se discutisse a recriminalização da homossexualidade. A RTP não perdeu tempo a apanhar a deixa. É a chamada "agenda nigeriana" a comandar a comunicação social ("agenda polaca" seria já um eufemismo).
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bossito
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10:40 da tarde
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tags: fascismo, jornalismo, manipulação, rtp, sensacionalismo
segunda-feira, maio 07, 2007
Do canudo até ao osso
Um dia que a dádiva salve a vida de alguém, cá estará a imprensa atenta pronta a denunciar a irregularidade do acto...
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bossito
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tags: dn, imprensa, saúde, sensacionalismo
Coitadinho do eucalipto
Na imprensa portuguesa a coisa em geral funciona assim, a Lusa lança o disparate e todos os órgãos o reproduzem bovinamente. Eis então que surge o eucalipto como grande estrela do combate à poluição (SIC, DN, PD). Então o eucalipto, essa praga que seca tudo em seu redor, esse combustível fantástico para incêndios, é afinal um "campeão no combate aos poluentes"? É ÓBVIO QUE NÃO É.Lendo as notícias para além do cabeçalho percebe-se que o estudo que motivou tão belos e taxativos títulos afinal contemplava apenas eucaliptais, pastagens e montados. Ora pastagens não são bosques, e nos montados os sobreiros estão muito mais dispersos que os eucaliptos num eucaliptal. Concluir que um eucaliptal retém mais CO2 que um montado ou uma pastagem é tudo menos surpreendente. Daí a concluir que o eucalipto é "árvore campeã" é... o jornalismo a que estamos habituados e um profundíssimo disparate.
Para termos esse tipo de conclusão teríamos que ter estudos que comparassem a retenção de CO2 por diferentes espécies de árvores. Não temos. Mas temos outra coisa, temos o conhecimento da devastação que a monocultura de eucalipto tem causado na floresta portuguesa. Pondo em perigo espécies da fauna e flora autóctones, incapazes de sobreviver perante a concorrência desleal dessa praga. E sendo o melhor combustível para qualquer incêndio. Nem precisamos de nenhum estudo para dizer isto, temos décadas de trágicas experiências. O que não temos, aparentemente, é o mínimo de bom senso e espírito crítico nas redacções do país.
Já agora, era bom que no próximo Outono, aquela altura em que os incêndios deixam de ser notícia, algum jornal tivesse a bondade de publicar um guia sobre reflorestação, semelhante a este da Universidade de Vigo (ou em inglês), que explica de forma fácil como qualquer pessoa pode colaborar na reflorestação dos montes ardidos, usando as espécies autóctones (os carvalhos porra!), que, essas sim, garantem uma floresta viva, rica, diversificada, capaz de resistir melhor aos incêndios, retendo assim muito mais CO2, e de forma mais duradoura.
PS: Já agora chamo a atenção para uma colecção de livros dedicados à floresta portuguesa editados pelo Público em colaboração, entre outros, com a Liga para a Protecção da Natureza. Consta que são óptimos, no entanto o preço e a tiragem limitada impedem uma grande difusão, não respondendo portanto à minha sugestão.
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bossito
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quinta-feira, maio 03, 2007
Correiodamanhização fumada
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bossito
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3:13 da tarde
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tags: dn, jornalismo, manipulação, sensacionalismo, tabaco
segunda-feira, abril 23, 2007
Quando é que as TVs põem o batimento cardíaco do Eusébio no canto do ecrã?
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bossito
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8:22 da tarde
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tags: abutres, eusébio, jornalismo, saúde, sensacionalismo
