quarta-feira, outubro 11, 2006

A RTP sugere: António de Oliveira Salazar

Afinal não resistiu, e o nome já foi acrescentado à lista. «Essa inércia diz o seguinte: foi um tempo em que não havia democracia, nem liberdade, mas havia estabilidade, autoridade e um viver modestamente, mas em equilíbrio económico e financeiro", explica Marcelo Rebelo de Sousa.» - ou por outras palavras, mas não distorcendo a mensagem do afilhadinho queerido do regime, a fome quando é diária torna-se vício, e não há liberdade ou democracia que lhe cheguem aos pés, em caso de dúvida, a porrada resolvia-a, para os casos de maior relutância, havia a Guiné ou o Tarrafal. Não é, de facto, um país para brincadeiras, mas fartam-se de gozar com a nossa cara...

PS: 'Bora rebentar com a caixa de correio do provedor?

3 comentários:

Pedro Fontela disse...

Boss não sabias que afinal a ditadura não foi assim tão má como isso??... Pelo menos é esta a linha que alguns sectores estão a tentar vender de há uns anos para cá.

Eu ainda estou à espera que comecem a sair os estudos revisionistas...

Musicologo disse...

Acho bem o nome dele ter sido acrescentado. Num concurso em que todos podem ser eleitos, não podemos tapar o sol com a peneira. Não se pode negar o que existiu, mesmo que não concordemos ou gostemos de tais posições. Democracia é isto mesmo, termos liberdade de ESCOLHA, quer seja para o bem ou para o mal. E o direito à informação é essencial, pelo que omitir o que achamos "inconveniente" não é de todo boa política. É muito mais fácil fingir que Salazar, Fidel, Hitler, Mao, Pol Pot, não existiram, mas não vivemos num mundo cor de rosa. As pessoas agora é que têm de ser conscientes e saber o que realmente querem para bem da sua liberdade.

boss disse...

Musicólogo, a liberdade de escolha nunca esteve em causa. Se quiseres votar em ti próprio podes fazê-lo!

Mas quando a RTP lança um concurso chamado "Grandes Portugueses" e acrescenta na "lista de sugestões" o nome de Salazar, está implicitamente a dizer que foi um grande português. Não há qualquer isenção nisto, há simples lavagem do fascismo.

E a desculpa do "foi uma figura marcante pró bem ou pró mal" também não cola, até porque o nome do concurso não é "Portugueses Marcantes".

O que passou aqui é que a RTP não resistiu à pressão de meia dúzia de e-mails enviados pela extrema-direita que a esta altura se está a endividar a mandar SMSs pelo Salazar.